Peço um favor a quantos leiam. Copiem, colem, guardem na memória ou em qualquer lugar. E depois podem cobrar sempre, eu estarei sempre pagando com as moeda da sinceridade.
Somos atores em quase tudo que fazemos na nossa sociedade. Por isso, usamos máscaras. As máscaras mudam de acordo com o papel que executamos. Nós, como atores, somente mudamos quando passamos por transformações profundas.
Como ator de um ambiente político e social, lógico que tenho de atuar muito, e preferencialmente bem. Lógico que tenho de cobrar dos outros atores um desempenho igualmente bom. Se houver o resultado esperado, lógico que quem ganha com isso é o grande público. A sociedade inteira. Minha terra. Meu lar.
É claro que nesta cobrança, tanto minha quanto dos outros atores, exigimos o máximo - e algo mais - uns dos outros. É o que move esta arte.
E o que diferencia os bons atores dos ruins é o que eles são como pessoas. Saber separar estes dois momentos, quando acontece, beira o sublime desta vida. Uma máscara ruim não piora um bom ator, assim como uma máscara boa não melhora o ator ruim.
Assim, fica aqui o registro, em maiúsculas: A VIDA PESSOAL, A VIDA DE ATOR, É SAGRADA. O QUE EXISTE É UMA DISPUTA MUITO FERRENHA E SAUDÁVEL PELO USO DAS MÁSCARAS E PELO DESEMPENHO DOS PAPÉIS. EU RESPEITO E ADMIRO OS ATORES DO PALCO JOÃO MONLEVADE. TODOS, SEM EXCEÇÃO. TODOS TEM MEU CARINHO E MEU RESPEITO. IMAGINO QUE TODOS FAÇAM O MESMO POR MIM. É CLARO QUE QUERO QUESTIONAR DE TODO JEITO POSSÍVEL AS MÁSCARAS, E IMAGINO QUE TODOS QUEIRAM E DEVAM QUESTIONAR AS MINHAS. OFEREÇO E OBTENHO RESPEITO PELOS ATORES. ISSO É FUNDAMENTAL.
Feito o alerta, fica um enorme e grande abraço a todos que compreenderem esta questão de atuar e viver. E também àqueles que não compreenderem, sem exceções a nenhuma pessoa.
Porque atuar é questão de opção, mas viver é questão de vontade e princípios.
Minha pessoa está sempre livre e aberta ao diálogo e à convivência pacífica e saudável, mesmo que meu papel não possa caminhar do mesmo jeito. Vamos nos aceitar como máscaras, e conseguiremos nos compreender como atores e pessoas.
A outra alternativa possível é a selvageria. Esta eu rejeito. Vai contra minha dignidade e é um muro no caminho que trilho para ter vivido uma vida feliz, quando minha hora chegar.
Não há, como não poderia, haver uma agenda oculta aqui. Exceto, talvez, a de assumir o erro de não ter feito esta alerta há mais tempo. Para as pessoas que são atores, e para aquelas que decidiram não atuar e, portanto, não usam máscaras, mantendo distância dos palcos.
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