Mostrando postagens com marcador planejamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador planejamento. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Planejamento

Estive conversando com um servidor da Prefeitura Municipal, vinculado à Secretaria de Obras (o nome é preservado para evitar retaliações injustas) e o mesmo confirmou uma suspeita: o canal da Av. Rodrigues Alves está com o leito de concreto totalmente desgastado.

Isso significa que a reforma da estrutura que está sendo feita na cratera local (reforma que está ficando de ótima qualidade, devo reconhecer) deverá se repetir por toda a extensão da avenida no futuro. Literalmente: "Célio, mais pra frente vai desabar a Avenida inteira, porque o concreto chegou no fim da vida útil dele, já tem muitos anos e pouca qualidade. E vai acontecer também na Avenida Wilson Alvarenga, porque lá, mesmo sendo de boa qualidade, está com mais de quarenta anos".

É assustador pensar nas consequências deste raciocínio. Imaginem o que seria de nós com o principal corredor de trânsito interditado por meses. Melhor já imaginar um plano de contingência, contratar uma consultoria especializada para gerar um plano de ação e não esperar que os desastres da natureza aconteçam, para agir somente depois.

Nem se trata de uma sugestão para o Executivo atual, porque ele não fará mesmo este tipo de trabalho. Mas os pré-candidatos a Prefeito devem pensar com carinho nesta situação. Pelo meu olhar leigo, os estragos que este período de chuva trouxeram à Monlevade foram apenas uma prévia do que ainda está por vir.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Valeu, Belmar!

Aquele abraço para o Vereador, que apresentou projeto cobrando dos bancos locais a instalação de guarda-volumes. Medida que o Drops de Sanidade sugeriu há um bom tempo e que já tinha passado da hora de ser proposta, no âmbito do Legislativo. Vereança é coragem, até a de propor quando pouca gente ( ou mesmo quase ninguém) acredita em algo.

O que deve ficar como motor de uma legislatura não é o impacto inicial de uma proposição, mas o alcance que ala terá para a sociedade. E uma medida simples como o guarda-volumes, por exemplo, atenderá bem a usuários e aos próprios bancos. Elimina o constrangimento de um lado, acelera o acesso ao interior da agência por outro. E a segurança é incrementada ainda mais.

Exemplos? Os celulares podem ficar no guarda-volumes, minimizando o efeito do golpe "saidinha de banco". E as portas automáticas ficam com o atributo principal de evitar o acesso de objetos metálicos, potencialmente perigosos, no interior da agência bancária.

Bola no ângulo, com um chute certeiro do Vereador Belmar. Parabéns.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

OP 2011 ou 2012, sei lá

Uma conversa ontem chamou minha atenção para este fato. Deve levar ainda uma pequena eternidade para que o município inaugure as obras do OP que foi votado no ano passado (seria o 2011?)

Bem, ainda não foi votado nenhum para o ano que vem (seria o 2012?)... Devemos assumir, como pressuposto de lógica, que no ano que vem não tem. Surpreender não surpreende, mas assusta. Seria um dos brilhos a apresentar: a efetiva participação popular no destino de alguns caraminguás do orçamento municipal, em benefício direto do povo monlevadense.

Outro pedaço que ameaça ficar pelo meio do caminho... Este dinossauro não vai perceber nem quando algum predador morder o seu próprio nariz, ao que parece.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Pontualidade e gentileza

Levei muito tempo para aprender que a pontualidade vale ouro. Na verdade, somente depois que me casei é que aprendi a dar importância a ela. Minha esposa é daquelas pessoas que são pontuais ao extremo e me fez compreender o valor deste princípio.

Ainda hoje, no Brasil, existe a crença de que horários são flexíveis como elástico de cabelo. Não importa as razões oferecidas para algum atraso, quase todos pensam que atrasar-se torna a figura de alguém mais importante do que ela realmente é. Como se isso fosse um milagre possível...

O atraso é escárnio. É dizer a uma pessoa, indiretamente, que ela é desimportante para o momento. Ou para o assunto. Ou para a vida. Eu não defendo a ideia de que imprevistos nunca aconteçam, porque sei que isto não é verdade. O que eu defendo é a ideia de que, se alguém tem imprevistos o tempo inteiro, este alguém está sendo incompetente ou mentiroso. O normal é o que foi previsto e planejado!

Porque a receita para a pontualidade não é um bicho de sete cabeças. Basta sair mais cedo para os compromissos. Assim qualquer imprevisto não vai deixar alguém te esperando, perdendo um tempo de vida que é tão importante quanto o seu e fazendo papel de trouxa.

Se é tão difícil assim entender o que eu quero dizer, pense no que você mesmo sentiu na última vez em que foi ao banco ou ao médico, por exemplo. Sua memória vai ser a sua bússola, para não ofender mais ninguém com os seus atrasos sem justificativa que seja válida.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Plante e colherás

Observo que os analistas mais lúcidos estão aguardando o funcionamento do acesso público à internet, providenciado pela PMJM, para emitir seus elogios. Eu me adiantei e já fiz o meu, por um motivo muito simples: se funcionar, elogio de novo. Se não funcionar, terei mais legitimidade para criticar a iniciativa.

Que os colegas analistas me perdoem, mas a oportunidade é única. Deve-se ignorar todo o bom senso nessa hora, porque é impossível saber quando virá algum outro acerto desta envergadura. Que governos comemorem compra de carros, compra de tratores e caminhões, compra de ambulâncias, etc. já é ridículo o bastante para eu não comentar coisa alguma. Vejam bem: eu disse governos (no geral).

É como eu querer ser parabenizado por conseguir pagar as contas do mês, que eu mesmo faço existirem para ser pagas. Eu, hein? Com uma diferença: sou eu mesmo quem irá pagar minhas contas. Quanto à Administração atual, a instransparência me leva a acreditar que essas faturas ficam para o Abreu. Se ele não pagar, nem eu...

É a colheita de tudo que se vem plantando com gosto, há muito tempo. Se os frutos estão azedos e mirrados, a culpa não há de ser da terra. Vem da qualidade das sementes e da qualidade de cuidados que a plantação recebeu. O que plantamos é o que colhemos.

Então, meu povo, a hora de elogiar é agora. E esquecer todo o resto. Confiança é pressuposto de cegueira e falta de questionamentos. Licitações? Origem de equipamentos? Rubricas orçamentárias? Saldo financeiro? Empresas envolvidas? Valores a pagar?  DEIXA CAIR!

Depois a gente faz uma parada reflexiva e tenta obter essas respostas. A hora é de elogiar, porque as chances são tão raras que não sabemos se haverá outra ainda neste ano.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Transporte coletivo por empresa pública


Já demonstrei aqui mesmo no Drops de Sanidade que o município joga dinheiro fora - literalmente - terceirizando a coleta de lixo domiciliar e comercial (coleta de resíduos sólidos). Talvez seja o caso de um hábil consultor da área verificar se o mesmo não ocorreria com o transporte público de passageiros.

Não se trata de questionar as empresas que já prestaram o serviço aqui na cidade. Não possuo qualquer dado concreto para formar uma opinião lúcida, neste momento. Mas a gestão de dinheiros públicos não é tarefa para empirismos, o que significa que todo centavo público deveria - em tese - ser aplicado onde houvesse sempre o menor investimento para o máximo benefício.

Porque, se nosso dinheiro privado pode ser aplicado em luxo e conforto, com o dinheiro público esta máxima não prevalece. Ele só pode ser investido se o olhar do gestor estiver firmemente focado nos ganhos de eficiência. O que significa que ele deve buscar a máxima qualidade possível, com o mínimo preço possível, e ignorar luxo e conforto em detrimento da funcionalidade correta e digna dos serviços que se propõe oferecer.

Porque o dinheiro privado pode ser gasto com um alvo dirigido. O dinheiro público, não. Entre as opções de atender a muitos com qualidade ou a poucos com conforto e luxo, políticos sensatos não precisam de qualquer assessoria para tomar suas decisões.

Fico imaginando se existe a possibilidade - aterradora - de que João Monlevade tenha jogado milhões de reais janela afora, ao longo dos últimos vinte anos. Talvez esse fator explique como, ao visitar algumas outras cidades de mesmo porte e de estrutura bem melhor, mas com arrecadação semelhante, tenhamos a sensação de que mudamos até de país.


sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Retratos de um país não acontecido


Olha, não vou perder tempo explicando que adoro o Brasil. Jamais pus meus pés para fora dessas fronteiras. Tive as oportunidades e não as quis. E tenho inclusive parentes morando há mais de vinte anos fora, o que significa que tenho respeito pelos brasileiros que tentaram outros rumos. Mas amo mesmo é aqui.

Mal comparando, deve haver no Brasil milhares de Donas Carmem, que por suas mãos abençoadas colocaram muitos de nossos irmãos no mundo. Deve haver muitas Donas Luzia do Cartório, que por suas mãos colocaram muitos de nossos irmãos num caminho mais digno.

Deve haver muitos Antônio Gonçalves e muitos Bio, muitos Leonardo Diniz e muitas Donas Maria da Lavagem. Deve haver muitos outros que não vou enumerar porque senão faltaria espaço na Internet para caber.

É só para ficar bem claro: o amor que tenho por Monlevade é o amor que tenho pelo Brasil.

Então, não consigo acreditar no que meu país apronta, de vez em quando. Vejo retratos de um destino não acontecido, de uma realidade incompleta, de um sonho possível que não se concretiza.

E sinto falta do que não vejo, por mais inusitado que isso possa parecer. Nem se trata de sentir falta do que não conheço, mas daquilo que já existia e foi abandonado na caminhada do Brasil.

Vou citar uns poucos exemplos, tomando cuidado para não mencionar nada que não devesse ser naturalmente superado pelo progresso e pela modernidade:

Transporte por ferrovias - Era o caminho natural para um país que tem quase o tamanho de um continente - ABANDONADO

Solução? Fala-se de um trem de alta velocidade, ao custo de possíveis 40 bilhões de reais, ligando São paulo ao Rio de Janeiro. Este mesmo custo ligaria o Brasil ao Brasil inteiro, com ferrovias tradicionais mas de bitola moderna, ou seja, boas velocidades e custo baixíssimo de operação.

Educação de resultados - Voltada para, SEM LIMITAR O ACESSO UNIVERSAL, filtrar os estudantes dotados de maior mérito para torná-los pesquisadores e cientistas, multiplicadores do conhecimento especializado. Conhecimento é dinheiro e progresso, mas no Brasil foi... ABANDONADO

Solução? Entregar diplomas a quem passe por um filtro mínimo, quando não inexistente. Mudam os indicadores estatísticos, mas o destino final do país não mudará à base de diplomas vazios.

Política de seriedade e austeridade - Ninguém é tolo de imaginar que nunca aconteceu. Se fosse este o caso, estaríamos quase todos empunhando enxadas e ancinhos. Com dignidade, mas sem progresso de conhecimentos científicos e técnicos. Caminhamos pouco porque jamais se tratou o processo de filtragem de agentes políticos com o vigor necessário. Porque este processo iria contra interesses muito obscuros, foi ABANDONADO.

Solução? Deixar que Tiriricas, Maguilas e Mulheres-fruta, que gerenciaram "tão bem" as próprias carreiras, se coloquem como possíveis gerenciadores do futuro brasileiro. Que Deus tenha piedade de nossos destinos, porque gente deste naipe não terá...

Paro por aqui. A construção destes retratos não é tarefa para alguém fazer sozinho. Deixei poucos exemplos do que percebi ao longo dos anos. Eu amo o Brasil. Mas preciso que o Brasil aprenda a me amar um pouquinho também, e a todos os filhos que o amam da mesma forma.

Do jeito que está, onde o Brasil me vê como um ativo a ser explorado, onde o Brasil dá aos pobres o que tira de mim e dos meus filhos, como se os pobres inertes fossem coitados e eu e meus filhos meros ladrões de vidas alheias, não existe outra conclusão: fui ABANDONADO.

E muitos outros brasileiros como eu foram. Solução? Pegar aqueles retratos e fazer deles um acontecimento concreto, real, visível em nosso futuro. Como estamos, penso que não há meio de ficarmos. Não mais.

domingo, 18 de julho de 2010

Números e uma realidade


Agora que não me meto mais a analisar cenário "político", deixo números e um convite para refletir a realidade do atual Prefeito de João Monlevade, Gustavo Prandini:

Votos em Monlevade/2006 (Candidato a Deputado Federal, portanto sozinho com cara e coragem): 15661

Votos em Monlevade/2008 (Candidato a Prefeito, à frente de uma ampla coligação que deveria ter aportado igualmente muito mais votos): 16006

Fonte: TSE - Histórico das eleições - www.tse.gov.br

Os tempos e eventos foram completamente distintos, mas uma realidade salta aos olhos: Prandini é maior que sua aliança e maior que sua assessoria. Simples para quem entende matemática eleitoral com o mínimo de sagacidade.

O que se percebe é que tem muito argentino infiltrado na equação, se vendendo por um preço muito maior do que o realmente justo que deveria ser pago na empreitada. E que o Prefeito está sendo, sim, dilacerado aos poucos. Pagará sozinho este preço final, conforme já informei antes, porque assim funciona no mundo político real. O comandante é responsável.

Quando não sobrar do Gustavo mais que cacos e fragmentos, aparecerão os verdadeiros amigos, com cola nas mãos e muita solidariedade na alma. Mas o mais bonito seria mesmo que ele não precisasse ser quebrado em mil pedaços, como está acontecendo.

Porque, infelizmente, a cidade inteira quebra junto. Esta é outra regra política inescapável e nós, monlevadenses, vamos precisar de cola e solidariedade para nossa terra. Uma pena que não haja perspectivas de virar o rumo dos ventos neste processo. Pelo menos por enquanto.

Como nada é eterno, nem o Mal, resta ter esperança. Ela aplaca a sede da alma e o vazio do coração, nas noites escuras de tormenta.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Xeque na Gestão


"Tudo que se mede, melhora." Vicente Falconi, Administrador e proprietário do INDG


Esta máxima é tão verdadeira quanto essencial. Vicente Falconi é, na minha opinião, um dos mais brilhantes professores de gestão do Brasil, talvez do mundo. Seu modelo de Choque de Gestão não é perfeito, como quase nada neste mundo é. Mas é eficiente e sério. E gera resultados, o que o torna ainda mais espetacular.

Apropriar-de do termo não me parece adequado, por parte de qualquer monlevadense neste momento. Certo, não estamos falando de nenhuma patente sobre ele, porque não existe uma patente ou reserva de direitos em relação ao nome. Mas sempre fica uma identificação rápida com o INDG, que no momento não atende à Administração Municipal. E não creio que irá atender num futuro de curto alcance.

Humildemente eu sugeriria um genérico, um programa do tipo "Xeque na Gestão", onde alguns valores deveriam ser claramente postos, para que a missão tenha chances reais de acontecer, e para que os objetivos sejam alcançados com o maior aproveitamento e com o menor custo possível. É sempre bom lembrar que a Administração Pública trabalha para a população, todo o tempo. Ou pelo menos, deveria.

João Monlevade é uma cidade de paradoxos, alguns compreensíveis e outros não. Entre os paradoxos compreensíveis, existe o que eu chamo de chamamento à bizarrice: espera-se, por exemplo, que os simpatizantes da figura pessoal de Gustavo Prandini o execrem em público.

Difícil acontecer, por um direito legítimo. Eu não espero que os antipatizantes da figura pessoal de Gustavo Prandini o eudeusem em público, porque não vai acontecer. Nem que ele faça chover leite e mel sobre a cidade. Detalhe: ele não é capaz de fazer chover leite e mel sobre a cidade, que isso fique bem claro.

Espera-se que os simpatizantes da figura pessoal do Prefeito o comparem com os Prefeitos anteriores, mas com julgamentos históricos diferentes. Não é saudável, em termos de justiça social, porque suas qualidades e seus defeitos são idênticos em estrutura e dimensão. Mudou o olhar sobre a cidade, por parte do Prefeito. Mas as ações são equivalentes, se comparadas com o mesmo instante histórico de mandato daqueles tantos que o precederam.

Espera-se que o Prefeito não erre em suas decisões. Um paradoxo incompreensível, porque ele aprenderá como todo mundo: através da análise cuidadosa dos erros cometidos, para depurá-los e não repetí-los mais. O paradoxo reside no fato de que os acertos (e os há) são minimizados à tamanho molecular, mesmo quando são extremamente benéficos para a cidade inteira.

Espera-se que sua equipe produza um trabalho de excelência, e aqui abro um parêntese para o primeiro momento não-paradoxal na vida de Monlevade. Eu mesmo espero um trabalho de excelência de qualquer um que seja administrador do Município. Mas quem trabalha em serviços públicos sabe o quanto estamos ainda longe de obter essa façanha.

Sem comparar, vieram-me à mente cerca de uma dúzia de realizações pífias e incorretas dos últimos quatro Prefeitos Municipais. O que os une à Gustavo Prandini é o fato de não terem pensado de forma abrangente na gestão de problemas estruturais da cidade.

E aí surge o "gancho" para que eu afirme que o xeque (movimento que finaliza uma partida de xadrez bem jogada) é a ferramenta que se busca para a gestão pública moderna, não só em Monlevade mas no Brasil inteiro.

E aproveito para lembrar que eu não tenho a receita. Se estivesse a meu alcance e eu tivesse a competência, doaria de coração aberto para a sociedade monlevadense. E este é mais de nossos paradoxos incompreensíveis: muitos servidores públicos (na esfera do Executivo e do Legislativo) possuem competências complementares que os habilitaria a produzir um ótimo trabalho nesta área. Por que não acontece?

O xeque na gestão talvez seja a maior dívida que o governo atual tenha, para com os cidadãos de Monlevade. Digo talvez porque as opiniões externas devem ser avaliadas com muito cuidado, para se evitar a execração pública de pessoas comprometidas e sérias, como a maioria dos que integram a administração atual. E como a maioria dos que integraram as administrações que já passaram por João Monlevade.

Para o Prefeito Gustavo, fica um ônus maior devido à seu lema de campanha. Não que os lemas de campanha de seus antecessores tenham sido levados muito a sério, nem que seus programas de governo tenham sido cumpridos à risca. É que o peso da impetuosidade, motivada pela juventude e pela ânsia de executar, serão sempre maiores para Gustavo Prandini. Até que lhe venha a maturidade política e com ela, todas as ferramentas essenciais para executar o máximo de trabalho público, com o mínimo de desgaste pessoal.

O maior dos paradoxos é ter pessoas - e a maioria alfabetizadas - ganindo de puro ódio porque alguém como eu, insignificante e desprezível neste turbilhão de interesses, queira defender o direito de João Monlevade continuar avançando, aqui e agora.

Não através dos erros, que são comuns a todos que já administraram a cidade. Mas através dos acertos, que podem e devem ser produzidos em maior quantidade e muito melhor qualidade. Porque o passado passou e o futuro ainda é só expectativa e esperança.

Ah, e não haverá paradoxo a produzir no Drops. Ele volta a hibernar em questões puramente pessoais travestidas de grandes questões políticas ou partidárias, como vem acontecendo no município. O silêncio do Drops não fez mal algum nos últimos dias; muito pelo contrário...

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Seriado antigo


Em alguns aspectos, infelizmente, o governo atual tem se portado com uma ingenuidade extrema. Ou com uma visão política indecifrável e que só verterá seus frutos gloriosos, num tempo em que já não haverá suporte popular para fazer-lhe valer as medidas tomadas, pontualmente e agora.

Do ponto de vista meramente pontual, algumas ações não tem que ser explicadas. Acontecem no processo de depuração de visões políticas divergentes. Mas do ponto de vista estrutural, é bom alertar que o "momentum" é tudo em política eficiente. Não há hora certa para se fazer algo, mas é sempre positivo se fazer algo quando a hora certa chega.

O "Bulldozer" está operando. Se é a hora certa, deve ter o operador mais capacitado possível nos controles, porque esta terraplanagem pode não ser reversível no curto e no médio prazos. No longo prazo, em política tudo é reversível. Na ação política séria e decidida, também.

Acabo de saber que Djalma Bastos é o novo nome para Secretaria de Obras do município. Lembro-me bem dele na Câmara, no ano passado, brandindo um "Jornal da Gente" e dizendo cobras e lagartos sobre o desperdício de dinheiro público, o nosso dinheiro, naquele "pasquim" que a Prefeitura confeccionava.

Coisas da política. Djalma pode ter se apercebido de que fez uma análise prematura. Pode ter tido o seu nome negociado para compor o governo. Pode ter sido melhor avaliado agora do que o fora, em passado não muito distante.

Gestão política estratégica não é meu forte. Eu convidaria Conceição Winter para o governo, porque ela esteve longos anos empenhada em fazer parte de um governo que angariou aprovação popular. Isso eu faria no curto prazo, porque no longo prazo quem faz um governo é o povo.

As pessoas na rua, com quem tenho o prazer de conversar sempre, estão esperando apenas o Prefeito ir vê-las em suas casas, em seus bairros, em suas associações. Enfurnado no cotidiano burocrático de sua administração, com uma equipe estratégica reduzida demais para dar conta de todas as demandas e aplicando recursos escassos majoritariamente em resposta à mídia opositora, Gustavo Prandini está também acumulando uma rejeição popular muito superior à que seria considerada normal.

Porque o cargo gera rejeição normal para qualquer um, mas não nos níveis que estão sendo observados atualmente. E a estratégia de se fortalecer aglutinando as forças partidárias que lhe deram sustentação na campanha, ainda não se fez presente a ponto de ser perceptível ao público externo.

Se é para dar um tranco no motor do governo, que se dê. Se é agora que o tranco será aplicado, que seja. Mas que os estrategistas tenham em mente que será muito difícil dar outro tranco, até o final do mandato, com chances reais de fazer funcionar melhor a máquina.

Ainda temos que lembrar: o tranco só é aplicado ao motor que já morreu e que se recusa a pegar de novo. Esta informação subliminar não tem como ser disfarçada, sob pena de se cair no ridículo.
Sendo uma crítica pontual, não creio que fará diferença o sentimento de raiva genuína que poderá ocorrer contra mim. Eu sou desimportante, como não canso de repetir sempre.

E que venha a raiva! Espero que da raiva boa, aquela que faz arregaçar as mangas, repensar os passos e firmar um rumo visível, internamente ao governo e externamente ao governo. Aquela que força todas as partes ao diálogo, onde uns são confrontados com a realidade dos outros, onde os aliados reforçam sua aliança e os críticos reavaliam com justiça seus posicionamentos.

Como eu já previ há tempos, o único peixe que poderá sair frito deste governo é Gustavo Prandini. Os demais ficarão, quando muito, mal cozidos e com chance de se recuperar muito bem. Portanto, o único peixe com legitimidade para realizar manobras de sobrevivência é Gustavo Prandini.

Mas como esta sobrevivência se dará? As alianças que sobram são uma força menor comparada à força das alianças que formam um começo. Novas serão sempre necessárias, mas as regras mudam. As alianças de idealismo cedem espaço às alianças de oportunismo e... lá vamos nós oferecer um prato antigo com tempero que achamos novo. E a população brasileira já fareja com muita precisão estes movimentos políticos. Simplesmente não colam mais.

A próxima grande armadilha desta administração é o aporte de recursos do IPTU. Ele permitirá ao governo respirar e investir. Tenho o maior medo deste mundo de que seja para bancar a Cavalgada, festa estranha em que a Prefeitura entra com o risco, com o nosso dinheiro, e os empresários entram com o bolso a preencher. E a mídia "esperta" fará um lobby esperadíssimo neste sentido. Claro, até eu faria, se fosse para empurrar ladeira abaixo um governo que quero suceder, seja na competência ou na marra.

Popularidade não vem de populismo ou de ações populares somente. A popularidade real, a que fica e pode ser transferida em sucessão, é dada pela correta diagnose das necessidades de uma população e trabalho austero e pesado para atender a estas necessidades. Laura Carneiro, em Nova Era, que o diga. Pergunte aos novaerenses o que pensam do trabalho de sua Prefeita, visitem os órgãos públicos de lá, pensem no que ela fez com o dinheiro que havia, perguntem como fez. Ah, ela é do PSDB? E daí? Não há bons nomes e nomes ruins em todos os partidos do Brasil?

Solução local é solução adaptada à realidades próximas. Podemos buscar as soluções para João Monlevade ali em Araraquara, mas não vão funcionar aqui. São realidades diferentes demais. Podemos ir à Contagem ou Betim, mas as soluções e práticas não vão funcionar aqui. Realidades diferentes.

Paro por agora. Não tenho legitimidade para falar em nome "do povo" nem do governo. Mas a sensação de seriado antigo está forte no meu cérebro. Principalmente a imagem daquele seriado em que um anãozinho badalava um sino, gritando: - "o avião! o aviãããão!"... Depois o dito cujo (que era um hidroavião) desembarcava os passageiros e Ricardo Montalbán os saudava na marina: "Prezados hóspedes, eu sou Rourke, seu anfitrião. Bem vindos à Ilha da Fantasia!"


sexta-feira, 23 de abril de 2010

Saúde


Vem aí um painel, apresentado pelo Drops, que vai clarear um pouco o assunto em relação à João Monlevade. Se considerarmos que ela está falida, como quer fazer acreditar o grupo político de Mauri Torres. Esquecendo-se de que o carro chefe de propaganda eleitoreira do chefe é , justamente, a saúde.
A má notícia? A saúde pública de João Monlevade é reflexo da saúde pública brasileira, que não está saudável há muitos anos.
A boa notícia? A nossa saúde pública não tem um único indicador geral de queda, seja em qualidade, seja em cobertura de atendimento, que possa ser traduzido em números concretos e auditáveis.
Peço que esperem e terão a oportunidade de refletir comigo onde está o maior problema do setor.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Político - governante ou estadista?


Mais à direita, mais à esquerda, não importa. O maior fator que separa o governante do estadista é a sabedoria e a sensibilidade de como e quando investir no desenvolvimento de uma cidade, de um estado, de uma nação.

A inicitaiva privada é mais ágil neste sentido. Como não está amarrada a questões de tática política, suas decisões são mais ágeis e mais "limpas": não há ruído de atuação para buscar aprovação popular indiscriminada, por exemplo.

Vejamos o caso da possível inauguração de um shopping em João Monlevade. Somente um maluco de pedra iria pensar que os gestores do Hiper Comercial acordaram, numa Terça-feira qualquer, doidinhos de vontade de abrir um shopping por aqui porque é bonitinho e tem nome estrangeiro.

Nas ruas, onde a opinião geral é de que a possibilidade é boa demais, a confirmação: eles foram até conservadores. Monlevade está pronta para este tipo de investimento há uns cinco anos, no mínimo. Os detalhes de porque a decisão só saiu agora - segundo a imprensa local - pertenceriam à esfera de estratégia interna da empresa.

Vou além. Há duas cidades na região muito propícias à expansão da marca Hiper Comercial Monlevade: São Domingos do Prata e Alvinópolis. Quem conhece Administração sabe do que estou falando, e não é o foco desta análise, então avancemos.

Em esferas de governo, são realizadas as mesmas sondagens estratégicas. O que diferencia os dois pólos é que governo não é iniciativa privada, e portanto tem que pesar impactos diferenciados. Um deles, o impacto de opinião pública geral.

O governante imagina que pode agradar a todos. O estadista sabe que desagradará a muitos, mesmo que seja para beneficiar a todos. Um exemplo passado e um exemplo futuro:

Quando foi construída, a Rodoviária do Belmonte tinha como objetivo fomentar o desenvolvimento da região vizinha. Quem conhece os bairros Metalúrgico, Baú e Belmonte sabe que o propósito não foi alcançado. Eles já se encontravam saturados em sua própria geografia e não poderiam se beneficiar de obra desenvolvimentista naquela época.

Mas a política daquela época, não tinha ferramentas de administração tão avançadas como as que estão disponíveis, de uns anos para cá. Assim, os políticos da época cometerem erros que são perfeitamente desculpáveis, e a História de Monlevade confirma este fato.

A Rodoviária, se construída no início da parte alta de João Monlevade - Hoje Novo Cruzeiro - teria um impacto desenvolvimentista tremendo. O Cruzeiro Celeste e o Loanda cresceram sem outras intervenções maiores que a Avenida Armando Fajardo, o que me faz bater palmas pela Avenida em si própria. Se foi obra de empirismo ou de sorte, pouco importa. Cumpriu muito bem o seu papel de levar desenvolvimento àquela região.

Transpondo para os dias atuais, O Hiper cumpriu o papel de fomentar avanço, numa área que estava estranhamente abandonada. Até o evento da Avenida Gentil Bicalho, que lançou as bases para o desenvolvimento da área de seu entorno.

Perceberam? Onde o Estado cria bases sólidas, toda uma região se beneficia. Este é um papel que que a esquerda brasileira não soube demonstrar até hoje: que aposta mais no papel do Estado como Agente de Desenvolvimento do que no papel de empreendedor.

E aí vamos à análise de gestões passadas, sem emitir juízos de valor. Pardeu-se a chance de aproveitar a estrutura da Rodoviária para empreendimento, já que sua função desenvolvimentista revelou-se ineficaz.

O simples aproveitamento da estrutura como centralizadora de oferta de serviços administrativos e burocráticos, já teria economizado aos cofres de Monlevade um dinheiro fundamental para desenvolver outras áreas da cidade.

Explico: muitos serviços da Prefeitura, do Estado e da União são prestados em imóveis alugados à particulares. Alugando espaços para o Estado e para a União, e abrigando serviços próprios, Monlevade estaria com o caixa bem mais folgado para reinvestir em si mesma, hoje.

O assunto é complexo demais para caber num tópico de Blog. Caberia à nossa imprensa e à nossos políticos abordá-lo, mas...

Vamos continuar. Gustavo Prandini tem sua chance de desenvolver ou de governar. A carreira política que pretende para si diz respeito somente a ele, deixo bem claro. Mas eu recomendaria buscar a posição de estadista. Seria o primeiro da região e marcaria sua trajetória para um sucesso político e popular muito interessante.

Ele já descobriu que não poderá governar. Não com tranquilidade, porque o "terreiro" possui alguém que se acha dono. Digladiar com o grileiro não trará benefícios à população. Resta desenvolver, o que trará dignidade a muitos monlevadenses, esperança a outros tantos, e benefícios a todos.

O exemplo futuro: vamos partir do óbvio, já que vias de circulação são ferramentas de desenvolvimento para nós em Monlevade. Isto porque nossa geografia é confinante, a cidade não se expande sem algum motor inicial ser acionado.

Ligar a Avenida Castelo Branco à Alberto Lima? Ligar o Cidade Nova ao Ipiranga e Boa Vista? Trabalhar na melhoria da ligação de João Monlevade a São Gonçalo? Investir em obras estruturantes no Início da Estrada do Forninho? Eu não tenho as respostas, elas são exclusivas de debates profundos e responsáveis. Uma cabeça só não seria suficiente e a minha não é gabaritada para esse salto.

Daqui a pouco continuarei o raciocínio, para descansar vocês de uma leitura que é complexa.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

O buraco do Margarida


Claro que eu também já me manifestei a respeito do pilar insubstituível que é o Lucien Marques à frente da Instituição. Porque se outro abnegado e menos inescrupuloso em fazer bandeira política desbragada assumir a gestão, Mauri fica apertado em matéria eleitoreira.

O que não entendo, mesmo depois de refletir bastante, é como este grupo vai entregar de mão beijada à Prefeitura o atendimento social que é feito pelo PS do Margarida. Gustavo Prandini agradecerá muito, e em breve, esta chance de ouro de mostrar como se pode fazer.

E em paralelo, algumas outras questões sobre a gestão avançadérrima do Margarida estão sendo analisadas. Desse mato sai coelho, caititu, onça, tamanduá e muitos outros bichos. É esperar e ver.

Não há Agenda Oculta. É que ainda está só em elaboração.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Choque de Estado


Com a operação Folião, as polícias em João Monlevade indicaram um caminho que, de longe, é o melhor passo a ser dado com os poucos recursos que a cidade possui. Falo do Choque de Estado.

Chamo de Choque de Estado (ou Banho de Estado, como alguns interlocutores já me ouviram comentar) a atitude de mapear as áreas conturbadas pela violência social. A partir daí, dirigir-se a estas áreas com tudo o que se possua (Polícia, Saúde Preventiva, Orientação Jurídica, serviços básicos, doações diversas e trabalho voluntário, se houver) com alguma regularidade.

O resultado é que a criminalidade cai, por inércia. O crime precisa da baderna, da sujeira, do abandono de serviços públicos, da ausência de Estado para frutificar seus frutos podres. Precisa da falta de ordem, da falta de limpeza, da falta de organização social.

Resumindo, quanto mais cruzamos os braços, melhor para o crime, pior para nós.

Deixo uma sugestão: uma Caravana de Cidadania, que percorra as áreas mais carentes de Estado (que seja uma vez a cada 60 dias, se não der para ser mais frequente) onde todos os setores realmente interessados no progresso de Monlevade podem contribuir com suas forças.

Sem tintas partidário-ideológicas, sem demagogia, sem assistencialismo palanqueiro, esta é uma ideia que pode nos indicar um caminho. Há bairros em Monlevade, como o próprio São João, que precisam ter sua dignidade resgatada.

Grandes resultados (e bons resultados) às vezes possuem a raiz do seu sucesso em pequenas ações. E quando estas ações puderem unir muitos em sua causa principal, eu acreditarei que é possível crescermos para além de apontar o dedo, sem realmente estender as mãos.

Agenda Oculta? Será que é possível a todos que militam no ambiente político provar, uma única vez, que o discurso "lutamos por Monlevade" é verdadeiro?

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Pérolas do Max - Sua utilidade e seu valor real

Max Gehringer é consultor de carreiras, e especialista em dizer o que precisa ser dito, mesmo fora do ambiente de trabalho.

"Você executa há muito tempo a mesma função. Sempre elogiado pelo chefe, mas nunca promovido nem recompensado. Um dia, aproveita um momento de ótimo humor do seu chefe e pergunta-lhe sobre a chance de uma promoção ou incentivo financeiro. O chefe fica ofendido e passa uma semana de cara amarrada. E agora?"

Resposta do Max:

"Você precisa procurar outro emprego. Se conseguir uma proposta melhor, irá demonstrar que seu chefe não estava avaliando corretamente seu desempenho. E poderá negociar sua permanência em bases melhores para você. Se não conseguir outra proposta melhor, descobrirá que seu chefe, afinal, tinha razão. E sua vida profissional neste lugar terá acabado, quer você queira, quer não."

Minha análise:

Este é o maior dos problemas que uma organização produtiva costuma enfrentar. A presença dos Zumbis funcionais, gente que se achou melhor do que realmente era. Ocorre com mais frequência em Instituições sólidas, que já existiam antes de nós nascermos e que, provavelmente, continuarão a existir depois que morrermos.

Se você trabalha numa destas Instituições, prepare-se para ser avaliado pelo que você realmente representa, e não pelo quanto acha que vale. Uma engrenagem fundamental ainda é menos importante que o conjunto do motor. Trocar uma engrenagem pode até sair caro, mas trocar o motor inteiro custará infinitamente mais. Pense nisso.

Gente menos qualificada está avançando? Amigo, reveja seus conceitos. Quase com certeza a qualificação dessa gente reside não no que você vê, mas no que seus chefes veem. Cristalino como água, mas nosso ego teima em nos ludibriar neste quesito pontual.

Faça mais. Faça melhor. Tome iniciativas, mesmo sabendo que muitas delas serão esquecidas e outras, não aproveitadas. Mas a vida é assim mesmo. Caso contrário, todo mundo ganharia na loteria toda semana, e o mundo seria cor de rosa com sabor de algodão doce, não é mesmo?

Faça sempre mais pelos outros, porque indiretamente você estará fazendo mais por si mesmo, que é o melhor investimento que existe neste mundo. E enquanto isso, não ponha preços a menos que você seja convidado formalmente a fazê-lo. O contrário significa asfaltar o seu caminho em direção à rua. Isto é doloroso e, muitas vezes, irreversível.



quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Coveiro = Mode On - Há quase um ano atrás...

Caos

Do grego kháos - Total confusão ou desordem, cortesia do pai Michaelis. Eis o retrato do trânsito em João Monlevade e, em geral, em quase todas as cidades do país.

Hoje tive um flash do que nos aguarda em tempo breve. Subindo para Carneirinhos e vindo do Baú, observei um idiota atravessar o sinal vermelho da junção da Av. Cândido Dias para alcançar a trincheira. Dois veículos que trafegavam à minha frente tiveram que reduzir bruscamente para evitar as colisões.

Logo à frente, um outro condutor não menos estúpido efetuou uma conversão proibida à esquerda para chegar à Av. Getúlio Vargas a partir da Wilson Alvarenga. Poucos segundos eram passados desde a primeira aparição de um imbecil no meu caminho.

Não tive tempo para me impressionar ou sentir raiva. No cruzamento com a Rua do Andrade, o provável pai dos imbecis anteriores virou à esquerda no sinal vermelho para me fazer perder a fé no ser humano de vez. Ou pelo menos na média dos "motoristas" de nossa cidade.

Resolvi fazer um estudo empírico e instantâneo. Deixei o carro em casa e desci a Avenida Getúlio Vargas a pé, para analisar com cuidado o que acontece no hipercentro de Monlevade.

Primeira constatação: Não importa que o comércio esteja às moscas, sempre haverá uma fila interminável de veiculos estacionados ao longo da dita cuja. Com as lojas cheias, vá lá: a economia local precisa de fluxo monetário e o preço a pagar em falta de estacionamento rotativo chega a ser justo. Já com o comércio vazio, nós, os babacas de plantão, estamos bancando estacionamento a preço de banana para os espertalhões de sempre.

E não aceito a chorumela de que há comércios que "gastam" muitas vagas: os supermercados tem estacionamento privado, por exemplo.

Na Avenida Wilson Alvarenga, outro desatino: nada menos que 21 veículos estavam estacionados na zona de restrição de horário (16 às 19 horas) no horário de restrição - eram 16h35 quando iniciei a vistoria desde as proximidades do Centro Educacional até o inicio da Av. Gentil Bicalho.

Nem vou comentar sobre as faixas de pedestre, que parecem significar o que significam só no resto do mundo. Aqui em Monlevade, não! Nem sombra de chances para qualquer pessoa atravessá-las sem um bom seguro de vida, pago em dia.

Os carros na calçada, as filas de ônibus que não possuem horário planejado, etc...etc.. vou deixar de comentar. Imaginem por si mesmos, se já não vivenciaram.

Soluções? Ordem no caos. Fiscalização e multas, com gosto e com vontade. Os cofres da prefeitura agradecerão e a crise mundial é um ótimo pretexto. Vamos humanizar as bestas-feras pelo bolso. Pontos onde aplicar a verba adicional não faltam, inclusive no recapeamento asfáltico que hoje é urgentíssimo, já que não o foi nos últimos dez anos.

Educação no trânsito? Meu amigo, a maior realização da miríade de autoescolas que militam na cidade é povoar o bairro República com treinamento intensivo para aprovação de exames da CNH, e nada mais relevante. E a educação de burros velhos é ilusória, só entendem mesmo a punição financeira.

Planejamento e ação, eis o binômio que resgatará nosso direito de parar o carro por até uma hora no hipercentro de Monlevade para comprar, por exemplo, uma nova calça ou uma camisa bacana. Este gesto simples vale mais para a cidade que qualquer jumento motorizado ir comer um churrasco de calçada pagando 50 centavos por hora pelo carro parado - quando paga - e depois ir barbarizar o trânsito com birita no sangue e titica na cabeça.

O maior problema de trânsito em Monlevade não é o fluxo de veículos, é a falta dele e do espaço para que o mesmo flua com bom ritmo. Esta é a meta a ser buscada: fluidez de tráfego.

Obs: O trânsito urbano já fez vítimas graves este ano em João Monlevade. Dá o que pensar...