Nenhum povo que procura a ruína pode suportar a convivência com o respeito e com a legalidade.
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sexta-feira, 18 de maio de 2012
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Velhos e obsoletos
Juntei-me ao time. Eu não consigo falar um palavrão a cada frase que emito, não consigo deixar o senso crítico agonizar debaixo de música ruim, não sei o que são os "memes" e muito menos de onde vieram, e muitas outras coisas.
Estar velho e obsoleto tem suas vantagens, entretanto. Sei tratar bem aos mais sábios, sei dialogar elevando a autoestima dos meus interlocutores, e sei fazer isso quando quero e com as razões que quero defender.
Num mundo onde o "novo" substitui o que era novo há apenas seis meses atrás, pode ser um alívio para o espírito saber que algumas coisas velhas e obsoletas ainda são insubstituíveis. Basta que as "novas" gerações entendam que enxergar melhor e ver coisa alguma não é evolutivo. É só ridículo.
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segunda-feira, 23 de abril de 2012
Para refletir
"Quando a gente acha que conseguiu decorar todas as respostas, a vida se encarrega de mudar todas as perguntas..."
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sexta-feira, 30 de março de 2012
Para refletir
Não importa o quanto estejamos trabalhando para tornar nossa própria vida um inferno na Terra. Ainda assim estamos produzindo filhos para herdar a ruína que queremos deixar. A raça humana é intraduzível em simples palavras...
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sexta-feira, 23 de março de 2012
TUDO EVOLUI
As coisas e as pessoas estão constantemente acontecendo, como nos ensinou o magnífico Guimarães Rosa. Uma manhã não sucede à outra: modifica-a, transforma-a em algo mais. Ou menos... A constante a se entender é a mudança.
Quando nos recusamos a aprender com nossas próprias mudanças, então é o fim da estrada. Nada é mais humilhante para um ser humano que cair pela segunda vez no primeiro buraco, e Deus sabe o quanto milhões de nós adoramos fazer isso.
Tudo evolui. Nem que seja para trás.
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quarta-feira, 21 de março de 2012
Oposição nos aparelhos
Vamos ser sinceros. Se os governos petistas estão nadando de braçada, inclusive privatizando enquanto dizem que não é privatizar, é porque a oposição no Brasil está nos aparelhos, respirando porque ainda não acabou a energia elétrica.
Que súcia de malandros é essa, que não sabe como se opor ao que é o grande genocídio brasileiro? A cada minuto em que os mesmo nomes dessa política vil e porca se repetem no comando do país, mais e mais brasileiros morrem por falta dos recursos públicos nos lugares corretos, sem roubalheira ou maracutaia.
E esses nomes se espalham por todas as siglas. Enquanto isso, políticos sérios são encurralados pela horda de bandidos de terno e gravata, que tanto conhecemos. Mas conhecemos e não tomamos vergonha na cara. Continuamos a eleger, a reeleger e a manter no lugar esses trastes. Deus nos livre de nós mesmos.
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terça-feira, 13 de março de 2012
Tempo relativo
Levamos muitos anos para construir uma amizade genuína. Podemos perdê-la em questão de segundos.
Um problema que parece insolucionável agora, pode ser pequeno amanhã. Basta querermos evoluir.
Pessoas simples e trabalhos complexos não devem se misturar, por razões de prudência.
O pássaro mais esperto não é o que chega primeiro à fonte: é o que chega primeiro à água.
Todo mundo está sempre querendo alguma coisa. Pessoas inteligentes não se questionam sobre isso: aprendem a negociar.
Hoje só termina daqui a algumas horas. Não me perguntem sobre um amanhã que ainda nem é óvulo.
Não se preocupe com a lerdeza dos dias. Quanto mais velho você se torna, mais rápido eles passam por você.
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terça-feira, 6 de março de 2012
Dentro do caixão vai defunto nobre
Eu sou apenas mais um Zé Ruela dos tantos que a cidade abriga. Isso não me entristece, afinal a consciência de grupo é o primeiro passo para evitar a consciência da solidão. O que me amofina demais, me dando urticária no cotovelo, é ver o caixão que está carregando a vergonha na cara, que a cidade deveria ter.
É uma batalha atoleimada, mas eu não posso abrir mão de defendê-la: precisamos de códigos de postura. Não é o Código de Postura Municipal, porque este já caducou pelo desuso. É o Código de Postura Humana Cidadã, onde cada um cumpre com suas obrigações e limites, para que todos possam evoluir no mesmo grau.
Infelizmente, João Monlevade tem tudo para ser uma cidade boa e modelar, enquanto opta gostosamente pela lama e pelo mau cheiro. Ninguém se incomoda com os códigos de conduta ética e moral, numa roda viva que faz com que o detentor de poder não tenha autoridade para cobrar do cidadão comum, o mínimo de responsabilidade.
Misturamos a casa-grande e a senzala, sem dúvida. Mas fizemos isso do jeito errado: teria que ser para igualar as pessoas, não para igualar a ignorância (que ao meu ver sempre reinou na casa-grande, é bom frisar).
Valha-nos Deus, porque estamos incapazes de enxergar nossa própria doença social. Dentro desse caixão está indo nossa vergonha na cara e nossa decência.
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segunda-feira, 5 de março de 2012
Desapego e saúde
Devemos ter sempre em mente que desapegar de certas coisas só faz bem. O sentimento de ter e de ser "dono" não é saudável, nem traz conforto espiritual a ninguém. O desapego nos prepara para viver sem excessos.
Vamos pensar nisso como a confirmação do "Pequeno Príncipe": O essencial é invisível para os olhos... e desnecessário nas gavetas.
Claro, para os que não abrem mão de acumular bens e de ter coisas aos montes, desejo que encontrem a felicidade nas coisas e nos objetos. Mas não acredito que isso seja possível.
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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Ela me faz tão bem
A inquietação é boa. Ela nos faz perceber coisas além do que os olhos são capazes de perceber. E isso é o que diferencia as pessoas que vivem, daquelas que estão apenas lutando para sobreviver neste mundo. O inquieto é, por definição, o ser humano livre.
Ah. a inquietação com o rumos das coisas. O rumo das pessoas. O rumo dos destinos e dos ventos. Quem é inquieto pode gerenciar as mudanças que o ambiente agradece quando recebe. Já o muito manso está fadado a virar um elemento da paisagem. É visto, mas não tem como ser lembrado.
Sejamos mais inquietos. O mundo precisa...
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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
As pontes
Se alguém quiser ver as margens do rio conversarem, terá que construir pontes. De outra forma elas seguirão sempre paralelas, sempre conhecedoras da existência uma da outra e sempre ignorantes das riquezas que essa existência produziu para cada uma.
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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Uma reflexão simples
"A vida não é passada a limpo a cada dia"
Ministra do STF Rosa Weber - Votação da lei da Ficha Limpa
Esta é uma reflexão simples. Mas muito necessária e esquecida em nosso cotidiano. Como esquecemos, por exemplo, que par de meias escolhemos pela manhã. O par de meias pode ser reciclado, mudado, descartado.
Quanto à vida que levamos, o processo é mais complexo. Alguns pontos cardeais não se apagam, não se deletam e não se reescrevem. Ficam tatuados no que iremos carregar, até o fim de nossos dias.
Consegui não ter muitas linhas para reescrever em vida. Ainda bem. Não sendo possível reeditá-las, tenho pouco do que me envergonhar e carregar como fardo.
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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Para refletir
É difícil para qualquer homem reconhecer sua ignorância, tornando assim quase utópico que ela possa ser eliminada de sua vida. Ignorar é abraçar a ausência de dor, a ausência de fome de saberes, a ausência de inquietude. O que ninguém se lembra é que, sem tudo isso, o que se abraça mesmo é a total ausência de vida.
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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Não tem nas prateleiras
Você pode ficar extremamente desapontado ao descobrir que pessoas não são completas. Nem são perfeitas. Talvez você já se tenha apercebido disso e não ficou desapontado. Ok, torço para que você não tenha se conformado com isso.
Estamos em construção permanente. Cada um de nós ergue suas estruturas com uma velocidade diferente, e isso quer dizer que alguns estarão quase prontos rápido demais. Outros estarão ainda no início quando já é tarde demais. A vida vai se encarregar de filtrar tudo isso. Por ser complexa, talvez ela faça um quase pronto unir-se a um quase iniciado só pelo prazer da farra. Ver o que dá, sabe?
Pessoas não dão em prateleiras. Não há como comprar aquela que você quer. Muitas vezes a vida te oferece aquela que você precisa, e não são necessárias prateleiras neste caso. Tenha em mente que o que você quer, um dia pode não querer mais. A querência não evoluiu.
Mas o que você precisa evolui junto contigo. Se aprimora junto contigo. Torna-se você, com a convivência. E é só por isso que não há prateleira que comporte esta preciosidade. Temos que nos conformar.
Até porque, com os supermercados que estamos vendo por aí, as prateleiras andam muito em baixa na qualidade das mercadorias expostas.
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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
O caminho é desimportante?
Há pessoas que acreditam nessa hipótese. Tanto faz o que se fez nas caminhadas; o importante é ter caminhado e obtido sucesso em chegar aos destinos. Eu, infelizmente, não encontro conforto neste tipo de pensamento.
Valorizo os passos e estradas, os saltos e trilhas, as corridas e as veredas. Mais importante que isso, tento valorizar cada pessoa que encontrei em meus caminhos. Não sou santo e este não é um mantra de santidade. É óbvio que encontrei pessoas ruins e que em alguns momentos fui uma pessoa ruim. Ainda bem que sou apenas humano, não é?
Mas nunca deixei de pensar em como a qualidade dos caminhos dita a qualidade dos destinos. Nunca deixei de ter como meta um objetivo, a partir da decência com que cheguei até ele. Eis porque muitos dos meus objetivos foram perdidos e não fizeram falta. Não tinham como fazer falta.
Para todos os outros destinos e objetivos que alcancei, guardo a memória do caminho trilhado. Nestes casos ele nunca foi desimportante.
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terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Prometer e cumprir...
Desconfie muito de quem promete o que lhe dá na telha. É a firme determinação de não cumprir nada que permite a alguém a liberdade de prometer qualquer coisa, em qualquer hora, para qualquer um.
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Você vai ter que sonhar
Não importa como, não importa onde, não importa com o que ou com quem. Sua vida não é uma "timeline" rasa e sem maior sentido que o de ser exposta para ser avaliada. Não faça dela algo tão banal. Haverá sempre quem a desaprove, mesmo sem adotar o grau de amor requerido para te ensinar a viver... Como se isso fosse possível.
Nascer é um fenômeno biológico, sobre o qual não se possui controle algum. Morrer, definitivamente, é um fenômeno humano. Sobre o qual já não tínhamos controle algum e ultimamente não estamos tendo sequer o direito de escolha para não morrer de forma estúpida e brutal.
Assim, o que nos resta? Aquele intervalo entre os dois fenômenos que eu abordei. E muita gente se perde porque perde a oportunidade de transformar esse intervalo - a vida - num fenômeno maior. É mais simples optar pela "timeline", mas não é tão edificante nem tão prazeroso.
Você vai ter que sonhar. E além disso, vai ter que edificar a maior parte destes sonhos com seu sacrifício pessoal, com seu suor, com sua dedicação de corpo e alma. Aí, sim, terá vivido de um jeito que vale a pena.
A alternativa é se contentar com uma linha rasa.
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sábado, 17 de dezembro de 2011
Quer saber o que é difícil?
Todos os dias a gente tem que reconquistar as pessoas a quem amamos. Não existe nada mais difícil, porque parece ser muito fácil. E na acomodação da fé de que as coisas são como são e serão assim pra sempre, muitos sonhos e caminhadas desmoronam com meses de existência.
Todos os dias quem nos ama tem que ser convencido de que vale a pena nos amar. Todos os dias quem a gente ama tem que nos fazer ficar apaixonados mais ainda, por mais um dia que seja. E isso se repete enquanto houver forças no corpo e na alma para acontecer.
Isso é difícil. O resto, gente, é só a vida acontecendo do jeito que der.
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terça-feira, 13 de dezembro de 2011
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Tudo o que somos é infinito encastelado em carne e dúvidas.
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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Muita rodagem
Os meus Janeiros não foram suficientes para me trazer sabedoria. Pelo menos me trouxeram uma boa quilometragem, o que me permite observar o mundo em que vivo e a pessoa que eu sou com um cinismo atroz. Podem chamar de flagelo universal, se quiserem. Mas eu prefiro acreditar que é o primeiro passo para alguma sensatez.
Quando a lógica e a razão perdem o espaço que ocupavam para a visão reducionista, a vida simplesmente se reduz. Não há como pessoas, minimamente preparadas, ignorar esta equação simples. E estamos observando, todos os dias, a lógica e o comportamento racional serem atirados ao lixo, sem a menor cerimônia.
Mas o pior não é isso. O pior é que seres humanos tem a capacidade de realizar qualquer atrocidade em nome do egoísmo, para no instante seguinte recusar as consequências advindas desta ação. Aí, não há pensador que entenda o mundo que estamos criando.
Sei dos meus passos, e mal sei. Dos passos alheios, só posso ouvir falar e não tenho competência para traçar rota alguma. O mundo não é uma régua... É um mundo.
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