Mostrando postagens com marcador relações humanas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador relações humanas. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Respeito e divergência

Ontem, na Câmara Municipal, houve um desfecho muito desagradável para um debate que tem tudo para ser democrático. A reunião terminou de forma confusa e agressiva (do ponto de vista verbal, apenas e ainda bem), a meu ver sem a necessidade de que isso acontecesse.

Talvez eu tenha menos direito de falar sobre o assunto que os demais cidadãos. Afinal, enchi o plenário da casa legislativa com pencas de bananas no ano passado. Mas fiz esta manifestação respeitando o Regimento Interno da Casa, com o qual não concordo mas vejo-me obrigado, democraticamente, a conviver.

Referendo e plebiscito, previstos na Lei Orgânica do Município, podem mudar aquele Regimento Interno. É o caminho da Democracia plena.

Sem entrar em maiores detalhes, penso que retirar este dinheiro público para destiná-lo a um Governo Municipal como o que estamos vendo é uma atitude muito ingênua. Não há qualquer garantia que a pouca capacitação gerencial demonstrada até agora, pelo Executivo, se transforme em excelência apenas porque a verba tenha sido retirada de uma Casa Legislativa que tem muitos defeitos, mas a "farra" com dinheiro público nunca foi um deles, desde que acompanho os trabalhos realizados ali.

Apenas para lembrar: esta Câmara já votou uma penca de Projetos que interessavam - e muito - ao próprio Executivo. Inclusive votou a transferência financeira de 700 mil reais do DAE para o Executivo. Um mês depois virou cúmplice da maior maldade social que Monlevade já viu: a conta de água foi reajustada e os pobres pagaram a conta.

Estamos perdendo o foco. espero que não seja apenas pelo motivo do ano ser eleitoral.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Na casa do "Beto Abelha"

O último encontro que o Partido Verde teve com Gustavo Prandini, em 2008, foi na casa do simpático "Beto Abelha" ali no Mangabeiras. Foi uma oportunidade de - à época - vermos aclaradas muitas coisas que até o momento se revelavam meio obscuras ou indecifráveis. A eleição havia passado e era hora de bater um papo, sem as tremendas pressões de campanha.

Foi a primeira vez em que vi um Gustavo Prandini firme, objetivo e direto em uma fala.

"-Gente, acabou a campanha, saímos vitoriosos e é natural que haja aspirações e projetos entre vocês que auxiliaram na caminhada. Vamos ser realistas, né? Daqui, deste grupo, não vai sair primeiro escalão de governo. Política não deve ser encarada como ação entre amigos ou brincadeira de adolescente. A boa prática política nos fala que temos que ser responsáveis, seguros e cautelosos nos primeiros passos."

Desconforto geral. Eu, Célio Augusto de Lima, afirmo que ali não havia um único para-quedista de cargo público, que já não tivesse chegado "pré-nomeado" à reunião. Sempre foi o método de governar adotado por esta cúpula: coisas prontas e acabadas serão sempre apresentadas como fator de diálogo e busca de entendimento para implantação.

Hoje, três anos e meio depois, duvido que algum dos presentes no "Beto Abelha" e que não fosse "pré-nomeado", esteja entendendo porque tanta dança de cadeiras e de nomes nos cargos-chave de governo. Mal dá para a gente decorar um e já vem outro...

Três anos de conselhos bons jogados fora é muita coisa. Pode até ser que este governo se reconduza ao poder, mas falta muito ainda em si mesmo de capacitação, para entender o que é a arte política. Não se trata de trocar os nomes, gente. Trata-se de estabelecer os rumos, o norte, a definição do comando consciente e a eleição de um grupo pensador central, um colegiado de gestão que iria dividir riscos e lucros, dividendos e eventuais prejuízos.

Do jeito que caminhou a coisa toda, há um bando enorme de aventureiros e mercenários que sairá do governo sem um arranhão na própria imagem. Quanto ao futuro da imagem do Prefeito Gustavo Prandini, perguntem-me daqui a um ano.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Não menospreze seu sherpa

Edmund Hillary alcançou o topo do monte Everest, logo o topo do mundo, em 1953. O Ocidente lembra-se bem de Hillary, mas na Ásia e adjacências ele é apenas o primeiro que a montanha não matou antes de chegar ao topo. Os asiáticos lembram-se muito mais de Tenzing Norgal, o experiente e vivido guia sherpa que levou Hillary para o cume do planeta Terra.

Ninguém jamais conseguiu chegar perto do topo do Everest sem um sherpa a seu lado. Estes guias se confundem com a própria alma do Everest, tanto que são considerados mais guias que qualquer outra coisa. E os sherpas são um povo de cultura rica e tradicional na região do monte. Eles não foram diminuídos à condição de guias. Foram alçados à condição de supremos guias da montanha. Sem eles na expedição, a morte é questão de saber quando vem, e não se virá naquela escalada.

E quantos de nós, em nossa vida, menosprezamos o sherpa que nos guiará ao topo dos nossos montes Everest? Sem ele, a nossa montanha seria domada? Haveria alguma vitória real no quase chegar? E no morrer tentando?

Não menospreze seu sherpa. Pode ser que sua montanha não seja lá um Everest, e portanto seja perfeitamente possível escalá-la sozinho. Mas quando seu verdadeiro Everest chegar, o único ponto onde você chegará sozinho, com certeza, é na base da montanha. Provavelmente dentro de um caixão, se tiver sido possível localizar seu cadáver na encosta dela.

E para cada Hillary que existe, existem centenas de Tenzing tornando as façanhas heróicas algo possível.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Tem férias não...

O regime de trabalho em plantão é uma lástima. Faz a gente perder o gosto pelos feriados (porque trabalhamos neles) e nos torna críticos do descanso dos outros trabalhadores, em muitos casos. Com as férias acontece o mesmo.

O policial deve comunicar a seus superiores onde vai estar e em qual telefone pode ser encontrado. isso se quiser (e puder) viajar nas férias. É uma vida profissional que exige muito sacrifício e dedicação, a uma casa que muitos consideram perdida há tempos: a nossa luta contra a barbárie e a maldade inata do coração humano.

Por isso, o Drops quase nunca sai de férias realmente. Aqui tem é paradinha de arrumação, de vez em quando, rsrs. E dá uma inveja boa dos colegas que podem descansar, gente...

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Um tumor mais que maligno

Eu não consigo entender alguns brasileiros. À notícia de que Luís Inácio da Silva (o Lula) teve um câncer na laringe diagnosticado, muitos começaram a comentar o fato com um ódio sem razões e quase sem limites. Veio à minha memória o mesmo problema de saúde que vitimou José de Alencar, há não muito tempo.

A doença não escolhe Presidentes e nem Vice-presidentes. A saúde também não. Quem está doente é o ser humano, não o político. E, para ser sincero, doentes estamos todos nós. Nossa cidadania e nosso respeito pelas pessoas estão tão enfermos quanto Lula.

Raiva porquê? Quando foi eleito, Lula foi eleito por todos. Pelos que votaram nele e pelos que não conseguiram provar que havia alternativas melhores para a condução do país. Isso é a Democracia. Aceitar ou não aceitar não faz parte do pacote. Vive-se nela ou se morre debaixo de uma ditadura, é assim que as coisas funcionam para a humanidade.

Torço para que Luís Inácio da Silva se recupere bem, porque vejo o ser humano antes do ser político. E torço mais ainda para que sejamos maduros ao não fomentar o ódio. O que me leva a ficar estupefato é nossa estranha mania de endeusar ou de demonizar através do martírio, e não através da vida que precedeu o mesmo.

É lógico que torço igualmente, porém com mais intensidade, por todos os outros brasileiros que estão sofrendo com um câncer. Não por raiva de Lula, mas por acreditar que o país é feito por milhões de pessoas, em detrimento de uma pessoa só. Qualquer que seja o seu nome.

O importante é separarmos as coisas. Quem cuida de sua própria dignidade o tempo inteiro, passa por poucas oportunidades de perdê-la. Vamos nos lembrar disso, sempre.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Amor só de Kombi

Este é o título do artigo de hoje no Jornal Bom Dia, caso o Dindão tenha feito a parte dele do jeitinho certo. É uma visão bem humorada de como os casamentos podem acabar, mesmo após longos anos de cumplicidade e vivência. Vai lá, confere...

Pode ser que um dia você precise, embora eu torça para que não.


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Pegando o gancho

Do Professor Dias - CLIQUE AQUI PARA ACOMPANHAR - argumento com algo mais singelo. Deixamos nossos escritos porque eles fazem a história do mundo. Milhares de espécies já se foram e nem sequer as conhecemos. Muitas outras se foram e os arqueólogos lutam para resgatar um pouco de suas histórias, através de um ossinho aqui e ali.

Mas a espécie humana deixou mais que ossos fragmentados e desfazendo-se em pó. Ela deixou registros, dos mais simples aos mais elaborados, contando sua história e trajetória aqui no terceiro planeta do sistema solar. Nenhuma alma humana se questionou porque o fazia; apenas foram seguidos instintos que estão no nosso DNA ancestral.

Eis que, graças à diligência de homens muito avante de seus tempos, a raça humana só perecerá se o planeta inteiro for destruído. Caso contrário, os escritos estarão aí, para que algo posterior a nós nos entenda e nos aceite. Com nossa grandeza e nossa insignificância.

Cada um de vocês tem o direito de discordar dos escritores. Mas vamos respeitar as escritas enquanto comunicação, para tempos que nós não veremos chegar. Não acreditar nessa possibilidade é negar-se o que mais fundamental nós temos: o espírito humano de fazer parte da História deste mundo.


sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Gisele em cima de pôneis

A mais recente onda de fúria infanto-juvenil da mídia brasileira se volta contra Gisele Bündchen e calcinhas e sutiãs. Lembra muito o "frisson" causado pelos pôneis malditos, lembram-se?

Pois é. O emburrecimento coletivo traz coisas sombrias. Se a modelo não tivesse todo o seu padrão de vida obtido a partir de seu corpo, eu entenderia a barulhada. Se calcinha e sutiã transformassem qualquer mulher em objeto sexual apenas, todas seriam, justamente como todos os homens que usam cueca alguma vez na vida.

O preconceito não existe na mídia, apenas. Ele precisa de um forte combustível intracraniano para nascer. Alguém que acredita em calcinhas e sutiãs como amarras para a plenitude de uma mulher, vai externar essa opinião sempre que vir uma vestida deste jeito.

Lembra os pôneis. Falem bem, falem mal, mas falem de mim. Os profissionais do marketingue precisam trabalhar. E quando o trabalho deles é lembrado, a missão foi bem cumprida. Pelo menos assim é que deveria ser.

Levar a sério demais a mensagem, sem refletir sobre a finalidade a que ela se destina, é coisa de uma geração que já não pensa mais, não reflete mais, não quer perder um pouco de seu tempo amadurecendo conceitos. Quer tudo pronto, tudo muito bem mastigado, muito deglutível, muito fácil.

Uma laranja fornece suco e bagaço. A escolha do alimento fica por conta de quem a tem nas mãos.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

No Facebook

Pronto, criei coragem e abri uma conta no Facebook. Estava passando da hora de eu perder o medo do que é novo (e olha que nem é tão novo assim) e buscar outros canais de relacionamento com as pessoas. O link está ali do lado para quem quiser conhecer melhor a pessoa.

Mesmo que eu continue afirmando: sem olhar nos olhos e ouvir a voz, é difícil separar o ator do homem. Serve para mim, serve para todos.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Vaidade e obsessão?


Eis um fenômeno dos novos tempos. Sou insistentemente cobrado pelos meus filhos para ter contas no Orkut, no Facebook e no Twitter, no Quepasa, no Linkedin e no escambau. Entendo a ansiedade dos dois, e não entendo de forma alguma.

Porque sou pai na vida real em volume muito mais considerável. Sou uma pessoa de carne, osso, dúvida e esperança, fé e vontade. Assim é que me entendo e assim é que me gosto. Estar no mundo virtual é um prazer e um sacrifício. Como prazer, deve ser aproveitado com moderação. Como sacrifício, deve ser utilizado por mim mesmo como aprimoramento.

Os cientistas do estudo relacionado no link tem as suas razões. Eu prefiro ter as minhas razões, que são paralelas e esbarram em alguns pontos de convergência. O fato de as pessoas estarem se infantilizando na rede é, a meu ver, apenas reflexo de uma infantilização que elas possuem na vida real. E que pode ser ampliada pelos mecanismos virtuais de interação, mas dificilmente será criada por eles.

O Drops é espaço de autopromoção. Eu prefiro pensar que ela acontece de forma serena e não agressiva, e isso pode não corresponder ao pensamento de quem comparece aqui para conhecer o que penso e quando penso. Tenho que respeitar essas divergências naturais.

Utilizo o Twitter com moderação e imagino que, mais cedo ou mais tarde, vá utilizar o Orkut e o Facebook. Talvez somente um dos dois, porque cumprem uma mesma função. Apenas tenho que encontrar o tom certo; não imagino um mundo melhor se nesse mundo houver uma necessidade minha de mostrar a um número maior de pessoas alguém que eu não seja na vida real.

Até o momento, não me infantilizei. E vi dezenas de pessoas utilizar redes sociais sem cair nessa roubada. Portanto, a teoria deve ser analisada com muito cuidado e critério, para não parecer apenas a linguagem de cientistas de comportamento que ficaram congelados no tempo.

Minha preocupação maior é com a infantilização das ruas. Sem ela, não haveria a infantilização virtual.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Fuscas e governos


Nossos governos estão assim, e espero que o Fusca do Victor não esteja assim:



Podem ficar assim:



É tudo uma questão de trabalhar com afinco e com garra. Mas sobretudo deve-se trabalhar, porque os Fuscas tem conserto muito mais simples que os diferenciados governos. Vamos subindo os morrinhos, como diz o Zé Henriques.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Olhar do Perito - Uma das causas


O Brasil inteiro registra causas e consequências que nos assustam. São casos isolados, graças a Deus, mas acontecem todos os dias e algumas perguntas nunca calam no nosso coração. Como coisas deste naipe podem acontecer entre seres humanos?

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Neymar pode!


Quanto mais eu vivo de Brasil, eu respiro de Brasil, eu sinto de Brasil, menos eu entendo de Brasil. O garoto emprenha uma menina. A família da menina comemora, afinal ele é o Neymar e todos vão "encanar a perna" numa nota preta. A menina comemora, porque uma barrigada bem dada é barrigada de sucesso. A criança que virá ao mundo, claro, já virá a um mundo torto, onde tudo isso que relatei é passado como se fizesse algum sentido racional.

Mudei eu ao longo dos anos. Pode ter mudado o mundo ao longo dos anos. Mas eu não mudei tanto assim para  acreditar que o Neymar é ótimo garoto propaganda, para participar de campanhas de sexo responsável na luta contra a Aids.

Ou eu é que fiquei "careta" demais, véi?

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Do velho Agenda Oculta para a realidade de 2011


Fé e realidade


Apenas uma pergunta: por que, em pleno século XXI, estamos finalizando a construção de uma base no espaço mas ainda não conseguimos fazer um tijolo voar de Monlevade a Itabira?

Muitas pessoas ainda acreditam em voo de tijolo. Uma pena. O Criador teve suas razões em manter a Lei da Gravitação Universal valendo para todos. E a Fé, ambiente que permitiria aguardar tão sonhada aventura aérea, não deve ser desperdiçada na crença em tijolos voadores.

Pessoas não são produtos, mas processos. Ninguém está acabado enquanto estiver entre nós. Está se construindo um pouco a cada dia. Para o bem ou para o mal. Ou para o intervalo existente entre os dois, o que é muito mais comum acontecer.

A agenda oculta? Passou da hora de todos nós retirarmos nossos olhos do que queremos enxergar, para posicioná-los sobre o que podemos, efetivamente, ver. Elejamos nossos focos de atuação séria e profissional, meritória e eficiente, para ganharmos muito em qualidade de vida. Elejamos a realidade, nua e crua, para buscar o êxito. Porque, por mais imensa que seja nossa fé, nosso tijolo não voará. Alguém inventou, há muito tempo, um negócio chamado avião que faz isso de forma mais inteligente.

Um abraço!

Tecnologia assustadora

É incrível a precisão dos sistemas de satélite que estão orbitando o planeta Terra. Já foi lançado um sistema que permite o rastreamento de qualquer pessoa pelo número do telefone celular (se for GSM) que ela carrega consigo.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Comentário que publiquei no Blog "Cutucadas"

Eliane, obviamente sua análise possui muitos bons fundamentos. Entretanto, se me permite a liberdade, ouso afirmar que ela contém um componente perigoso: o coitadismo.

Somos movidos pela bondade quase sempre. Por isso tendemos a procurar uma saída honrosa, geralmente o coitadismo, para as pessoas e para seus atos.

Mas não é necessário. Raras são as pessoas realmente coitadas, vítimas do que se poderia chamar destino ou sina. Pessoas são atores e vítimas (quando ocorre) de suas escolhas racionais e de suas vontades nem tanto.

Posso te afirmar com segurança que Gustavo Prandini é uma pessoa capacitada para pensar e agir por moto próprio. Não estou emitindo juízo de valor aqui. Nem me interessa se o Bem ou o Mal são elementos a ponderar. O que me motiva a escrever para você é que Gustavo, como muitos de nós, realizou escolhas.

No momento de realizá-las, ele não se sentiu coitado e nem considerou como coitados aqueles a quem decidiu desonerar do ofício de caminhada conjunta.  Agiu corretamente quando fez isso, porque havia e há um projeto em andamento que simplesmente não previu a presença de algumas pessoas dentro dele.

Portanto, agora, continua-se sem haver coitados a amparar. No universo da razão pura, escolhas predeterminam resultados. E assim o mundo caminha, mal ou bem.

O que podemos fazer é cuidar bem de nossas escolhas, porque sempre haverá gente como eu, que não considera o coitadismo como algo lógico. Sobrevivi apesar dele e não graças a ele.

Talvez este seja o maior presente que possamos oferecer a qualquer humano. A chance de se engrandecer em suas escolhas, sejam elas boas ou ruins conforme o tempo as depurar.

À parte o coitadismo do seu texto (minha opinião, apenas), sobressai nele uma maravilhosa reflexão sobre a natureza humana. Parabéns!



1 - Há pequenas alterações de conteúdo entre o comentário original e esta citação.

Meninos de Apartamento

Eles nascem num ambiente impecável, quando tudo dá certo. São cuidados por profissionais de gabarito, recebem a atenção necessária e profissional nas primeiras horas de vida, quando tudo dá certo. E vão para casa viver os primeiros dias e primeiros anos num ambiente "clean", seguro, confortável e acolhedor.

Quando tudo dá certo. Porque sempre tem aqueles como eu, nascidos de parteira dona Carmem, colocados num balaio do lado do fogão de lenha, com gato e cachorro e periquito do lado. Porque tudo deu errado? Não! Porque existe sempre um outro jeito de as coisas acontecerem, só isso.

Do balaio, gente do meu naipe saiu direto para o chão de terra batida, para comer tatuzinho de jardim e lamber birosca (engolindo uma ou outra pelo caminho; depois elas saem, nem me perguntem como!) e para se lambuzar com um bocado insano de porcarias.

Paradoxalmente, esse ambiente nada saudável é que traz saúde. A criança que tem contato com a sujeira do mundo (em níveis minimamente controlados, é claro) cria anticorpos que preparam seu organismo para reagir bem a esta sujeira. Os "meninos de apartamento" não podem usufruir desta regalia, porque entram em contato muito cedo com a cera líquida, o lustra móveis e o leitinho com pera.

O mundo é regido, de forma concatenada, pelos meninos de apartamento em sua grande maioria. Talvez por isso o mundo seja tão "de apartamento" atualmente. Uma pena. deveria ser de quintal e de tatuzinhos com birosca.

Não é difícil reconhecer os meninos de apartamento. São birrentinhos, limpinhos, engomadinhos, meio egoístas e narcisistas, totalmente bem vestidos e elegantes, cheirosinhos e coisa e tal. E, para coroar este texto, repito a frase que ouvi ontem, que me fez rachar de rir:

"O negócio é o seguinte: pra menino de apartamento, até vento de geladeira faz mal. Dá até pneumonia!"

É. talvez já tenha passado da hora de perdermos o preconceito contra aqueles outros meninos e meninas, que não são de apartamento...

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Quando tudo mais falhar


Sempre existe a possibilidade de jogar dados com os destinos alheios. O ser humano é hipócrita por excelência e não brinca com seus próprios caminhos, mas quanto aos caminhos dos outros... Rolling Dices!

Está chegando a hora de lembrar que sou ninguém e voltar à linha mais serena que, em síntese, define o Drops de Sanidade. À parte demonstrar que se escreve, o ser precisa estar consciente do que diz, porque são níveis diferentes de vivência.

Minhas possibilidades são numerosas. Seja na estratosfera, seja no lamaçal, consigo discernir meu próprio rosto e minha própria identidade no meio do caos. O que me define é ter identidade, ferramenta que tem faltado muito em nossa vida coletiva.

Todos os que me auxiliaram a ter vontade de sair do lodo, por esta vez, merecem o meu "Obrigado" mais genuíno. Resgates são possíveis, quando o resgatado quer viver. Acima dos desastres. Além da névoa. Percebo que me desapontar é perder tempo e saúde. O que não está lá agora, pode ter estado quando vi pela primeira vez. O resto é culpa do olhar bondoso.

E do esquecimento de que algumas mãos são mais rápidas que o olhar. Amém.