Mostrando postagens com marcador comunicação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador comunicação. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Ética de Comunicação

Recebo com frequência jornais locais e releases diversos. Agradeço muito a todos os que os enviam e solicito sua compreensão para o fato de que, não sendo eu mesmo jornalista do ponto de visão formal, não reproduzo tanto o conteúdo aqui no Drops de Sanidade.

As razões são de natureza ética. João Monlevade possui Blogs que são mantidos por jornalistas de vocação e formação (os links estão ali do lado) e a vis~]ao de cada um deles é mais focada que a minha própria. Eis o motivo pelo qual o Drops não se manifesta tanto em relação ao material recebido.

E é o único motivo. Sinto-me honrado em receber o conteúdo e em merecer a confiança, mas não me vejo usurpando uma função que não é a minha, em detrimento dos colegas jornalistas que possuem a capacitação técnica para exercer esta atividade. Quem acompanha o blog sabe o quanto eu valorizo, o mais que posso, a competência técnica como pré-requisito para o exercício das funções sociais importantes.

Sem esta ética de comunicação, penso que o Drops estaria perdendo os leitores que possui. Podem não ser muitos mas fazem uma audiência qualificada, a ponto de eu ter orgulho sem medidas por ela.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Pegando o gancho

Do Professor Dias - CLIQUE AQUI PARA ACOMPANHAR - argumento com algo mais singelo. Deixamos nossos escritos porque eles fazem a história do mundo. Milhares de espécies já se foram e nem sequer as conhecemos. Muitas outras se foram e os arqueólogos lutam para resgatar um pouco de suas histórias, através de um ossinho aqui e ali.

Mas a espécie humana deixou mais que ossos fragmentados e desfazendo-se em pó. Ela deixou registros, dos mais simples aos mais elaborados, contando sua história e trajetória aqui no terceiro planeta do sistema solar. Nenhuma alma humana se questionou porque o fazia; apenas foram seguidos instintos que estão no nosso DNA ancestral.

Eis que, graças à diligência de homens muito avante de seus tempos, a raça humana só perecerá se o planeta inteiro for destruído. Caso contrário, os escritos estarão aí, para que algo posterior a nós nos entenda e nos aceite. Com nossa grandeza e nossa insignificância.

Cada um de vocês tem o direito de discordar dos escritores. Mas vamos respeitar as escritas enquanto comunicação, para tempos que nós não veremos chegar. Não acreditar nessa possibilidade é negar-se o que mais fundamental nós temos: o espírito humano de fazer parte da História deste mundo.


quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Serão oficiais, quando houver respostas

Acesse aqui o link para o blog Respostas Oficiais,  Blog criado para garantir o acesso da população, de forma irrestrita, a todas as respostas da Prefeitura aos órgãos de imprensa. O objetivo é ampliar ao máximo a transparência da Comunicação governamental.  

Respostas, no modesto entendimento deste palpiteiro aqui, são a parte complementar de um pressuposto simples: deve haver perguntas. Entre 05 de Agosto e 17 de Agosto de 2011, nenhuma - repito - NENHUMAZINHA SEQUER - pergunta foi enviada pela imprensa local para a Comunicação da Prefeitura?

Porque neste período não há uma única resposta oficial publicada por lá. Claro que sabemos o motivo: o blog foi criado para aporrinhar os profissionais do Jornal A Notícia e pronto. Quando o periódico recusou-se a participar da pantomima, acabou o princípio basilar e dual de que, para haver uma resposta, tem que haver quem pergunte alguma coisa. Qualquer coisa.

O Assessor de Comunicação poderá vir a público e informar que não houve publicação de respostas neste período, mesmo tendo ocorrido o envio de muitas perguntas. Eu não faria isso porque seria uma declaração de indolência e desapego ao trabalho, além do fato de que seria necessário forjar uma realidade que o Google não permite, que é a de retroagir datas.

Ou poderá vir a público e dizer o óbvio, já adiantado por Márcio Passos: além do Jornal A Notícia, algum outro órgão de imprensa encaminhou alguma vez uma única pergunta que merecesse o cuidado de um blog dedicado? Não, sabemos que não...

Será que viria a público para informar que ultimamente ninguém está mandando perguntas para a Assessoria? Penso que isso não corresponde à realidade. O fato do Governo ter morrido não significa que suas ações administrativas corriqueiras tenham morrido também. A Prefeitura, como prestadora de serviços, independe de um Governo dentro dela para funcionar. Sabemos disso por nossa experiência atual.

Mas se já não existe o envio de perguntas, este é um indicador ruim demais. Significa que os periódicos aliados - até eles! - também não enviaram perguntas para fundamentar a criação do malfadado Blog. Provavelmente seus proprietários estão verificando, desde já, se suas mãos podem conter confortavelmente uma alça de caixão. Mau sinal...

Alguma coisa me diz que ouviremos, algum dia no futuro incerto, algo do tipo: "realizou um trabalho brilhante, competente e comprometido, mas o governo está tomando um novo rumo político, bla, bla, bla..." e a equipe da Assessoria de Comunicação volte a desempenhar o papel que sabemos ser ela capaz de desempenhar.

Até lá, conselho: gente aliada e parceira, manda as perguntas! A gororoba do Blog ainda não foi retirada do ar por perda de objeto...

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Os quiabos na banca

Já respondi a alguns leitores sobre a inspiração necessária para manter o Drops no ar e ainda escrever por dois dias da semana para o Jornal Bom Dia. Não se trata de inspiração pura e simples, mas de observação do universo à minha volta.

Amanhã, por exemplo, sairá na página dois um texto sobre nós. Os quiabos da banca, onde Deus e o Diabo vão buscar os ingredientes para uma boa panelada mineira. Haverá ingredientes de sobra no texto: humor, filosofia, destino, comportamento, fé e obviamente pecados e virtudes.

A ideia surgiu de um papo entre eu e a Bianca Layne, a colaboradora tartaruga do Drops e minha filha (não necessariamente nessa ordem de importância). Os amigos, o cotidiano, a cidade, as pessoas e suas escolhas, tudo serve como motivo de inspiração. O que define a vontade de escrever é o quanto de surpresa se pode adicionar ao trivial, tornando-o surpreendente de alguma forma.

Este é o único ofício do escritor. Estou aprendendo a dominá-lo e algum dia, terei coragem para me apresentar assim. Ou alguém terá a coragem de fazê-lo por mim, se este dia chegar depois que eu já não estiver aqui. Ou simplesmente ninguém fará isso, e o mundo seguirá com a mesma fluência de sempre.

Porque, afinal de contas, eu sou apenas mais um quiabo na banca. Espero que os leitores gostem do conteúdo de amanhã, como tenho feito já há quase dois anos.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Violações Oficiais

A Assessoria de Comunicação da Prefeitura Municipal de João Monlevade criou um blog com o objetivo definido de aparar arestas de contato entre ela mesma e os órgãos de imprensa da cidade. O objetivo não declarado, mas obtido da mesma forma, é o de informar à população inteira os telefones pessoais dos repórteres que, em confiança, os declaram à Assessoria. Não estou falando de números corporativos, são os números pessoais mesmo.

Ou seja: a Assessoria de Comunicação do executivo criou um blog que fere o direito constitucional da privacidade, reservado a todo cidadão brasileiro. Ainda que ele seja um repórter, culturamente classificado como um sub-cidadão. (Não por mim, mas pela Assessoria de Comunicação do Executivo monlevadense).

Lá está estampado o número do serviço celular, por exemplo, da Nathália Melo, repórter do Jornal A Notícia. Não vou reproduzí-lo aqui por que isso é ilegal e inconstitucional e eu, ao contrário da Assessoria de Comunicação do Executivo, conheço e me sujeito às leis que deveriam valer para todos.

Nem vou postar o link para o blog, porque isso seria me tornar cúmplice da coisa toda. Apenas vou afirmar o óbvio mais uma vez: competência não advém do quanto fazemos propaganda dela, mas do quanto fazemos com que ela seja perceptível através de nossas ações.

E, claro, isso é perseguição e má vontade de minha parte. O direito constitucional à privacidade é uma coisa que inventei agorinha mesmo para macular a imagem da Comunicação do Executivo de João Monlevade, que é reconhecida por sua lisura e competência, bem como por atuar nos pilares do serviço público de legalidade, moralidade, etc.

Alguém por lá deve ter um sério problema de conhecer, de respeitar e de admitir que leis são instrumentos sociais relevantes e importantes na Democracia...

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Novos Links - Chuva

Bom, vamos esclarecer que a chuva de novos links é daquela chuva "do bem". Chuva criadeira e parideira da terra e das coisas. Chuva que faz brotar, em vez de fazer desmoronar. Combinados?

Entram na feira de ideias do Drops os autores Adilson Prates, Afonso Alves, Cia Infinito de Teatro, Nataniel Flávio e Thieres Duarte.

Sempre foi um propósito pessoal deste autor que o Drops agregasse o maior número possível de falantes ao mundo, a partir de Monlevade ou de monlevadenses. Sempre há espaço para outras origens, mas neste caso eu faço uma dosagem cuidadosa mesmo.

Caso qualquer autor de João Monlevade (seja como ponto de partida ou ponto de nascimento do autor) queira ter seu espaço divulgado, por favor entre em contato. São muitos, graças a Deus, e acabo não dando conta de acompanhar tudo.

O e-mail de contato está logo ali em cima, clicando na aba correspondente.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Comunicação sem ruídos

Observemos a postagem inicial, em que manifestei minha desconfiança quanto à qualidade do palpite emitido pelo Secretário de Serviços Urbanos, Luiz Pena, em relação ao incremento de produção de lixo na cidade.

A partir daí, vamos observar a manifestação da empresa, publicada logo abaixo. Eticamente confirmei a autoria do comentário assinado pelo João Carlos Guimarães, antes de publicá-lo aqui.

Há uma diferença em como as Instituições lidam com sua comunicação. A Prefeitura Municipal, até o momento, não confirmou nem desmentiu, via Assessoria de Comunicação, as declarações do Luiz Pena. Pode ser reflexo de que ele tenha falado em voz própria (emitindo assim uma opinião pessoal), ou tenha falado em nome da Prefeitura, emitindo assim - ainda que de forma enviesada - o limiar de pensamento do Governo.

A discussão se torna estéril quando analisamos o conteúdo das declarações. É a forma de comunicar que difere os dois modelos. Enquanto a Arcelor fala através de sua Assessoria e exclusivamente através de sua Assessoria, a Prefeitura não fala nada.

Enquanto a empresa apresenta fundamentos básicos para validar o que afirma, ninguém apresentou argumento algum pela Prefeitura Municipal.

Eticamente, devo encerrar esta postagem por enquanto, para evitar que pareça ser minha vontade criar um ruído entre Arcelor e Prefeitura. Não é o caso. Registrei o contraponto necessário oferecido pela empresa por questão de elegância e respeito ao trabalho, já que recebi uma comunicação oficial a respeito. Por coincidência, eu e a empresa temos posicionamentos semelhantes neste caso.

Mais tarde complementarei o meu raciocínio, provavelmente após uma manifestação da Prefeitura, uma vez que até lá o dinossauro terá percebido que perdeu um pedaço da cauda.

Arcelor Mittal se manifesta - Números...

Prezado Célio, como você comentou o assunto, encaminho a seguir cópia do e-mail que enviamos ao jornal Gazeta Regional e ao O Popular, com o posicionamento da ArcelorMittal sobre o referido assunto: Prezados,



A respeito da matéria “Aumenta o Lixo em Monlevade”, publicada na última sexta-feira, gostaria de fazer um reparo a uma das afirmações feitas pelo Secretário de Serviços Urbanos, Sr. Luiz Pena, segundo a qual o aumento da geração de lixo na cidade poderia, de acordo com a reportagem, ser creditada “à chegada de mais homens para a execução das obras de duplicação da ArcelorMittal”.



É óbvio que não questionamos a informação do aumento na geração de lixo, mas refutamos a vinda de trabalhadores para atuar em nossas obras de ampliação como o fator causador do fenômeno. Para comprovar isso, basta lançar mão de Matemática simples.



Ora, se a geração anterior informada pelo Secretário era de 29 toneladas por dia, basta dividir esse volume por uma população estimada de 73 mil habitantes para concluirmos que a geração média era de 397 gramas por habitante. Para facilitar os cálculos, vamos arredondar esse número para 400 gramas (uma vez que o padrão aceito internacionalmente, para cidades pequenas, é de até 500 gramas).



Se dividirmos as informadas atuais 35 toneladas diárias por 400 gramas, teremos que a população de João Monlevade teria que ser hoje de 87.500 pessoas. Subtraindo desse número a população estimada de 73 mil pessoas, teríamos então que o aumento da população teria que ter sido de 14.500 pessoas. Esse aumento justificaria o acréscimo no volume diário de geração de lixo.



Pois bem. Mas ocorre que o número de empregados adicionais envolvidos nas obras de duplicação da usina está muito abaixo disso. Na verdade, entramos o mês de julho com exatos 2.047 (dois mil e quarenta e sete) empregados trabalhando nessas obras.



Há ainda um outro detalhe, extremamente importante: a grande maioria desses trabalhadores é de João Monlevade e das cidades vizinhas. Apenas cerca de 30% (trinta por cento) desses trabalhadores podem ser considerados “de fora”, ou seja, cerca de 615 pessoas. Tanto é que não há ainda nenhum grande alojamento instalado na cidade, mas apenas casas utilizadas pelas empresas como repúblicas, justamente porque o número de pessoas que vêm de fora é ainda muito pequeno.



Mas apenas como exercício, vamos considerar que sejam 700 os trabalhadores que vieram de fora e se mudaram para João Monlevade. Considerando as mesmas 400 gramas de geração diária de lixo, isso significaria um aumento na geração de lixo de 280 quilos.



Portanto, não podemos concordar em que se atribua às obras de duplicação da ArcelorMittal o aumento na geração diária de lixo na cidade.



Atenciosamente,

João Carlos de Oliveira Guimarães 

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Blogueiro não é Messias

A vida atrás do teclado, gente, é só uma atividade lúdica antes de mais nada. O que os blogueiros de João Monlevade fazem, no fim das contas, é oferecer conteúdo que a mídia tradicional não alcança, ou não tem interesse em oferecer.

Às vezes, somos criticados por não contribuir. Infelizmente para os críticos, esta afirmação não procede. Digo com conhecimento de causa que a cidade tem um dos mais vibrantes e participativos grupos de pessoas que se pensam e pensam a cidade. Uma leitura pelos conteúdos mais antigos de qualquer blog de João Monlevade irá coletar um mundo de ideias e de participações sérias.

Se serão boas ou ruins, quem define não são os blogueiros. Eles simplesmente acreditam que a ausência de ideias é, sim, péssima para qualquer sociedade.

Cabe assim a reflexão: blogueiro não é Messias. Não existe para salvar nada, mas para ajudar a construir ou demolir conceitos. Ou seja, existe para ser gente. E gente é tudo que qualquer lugar precisa para evoluir. Se for pensando e atuando, melhor ainda.

sábado, 14 de maio de 2011

Negócio de família

Enquanto Bianca teima em não escrever por aqui, baseada na premissa de que falamos a públicos muito diferentes e, portanto, o que eu digo mataria os seus colegas de sono ou de desgosto, Arthur me solicitou um convite para que ele se arriscasse.

Já que eu acredito em negócios de família, pimba! Autorizei também e espero que ele não seja tão tímido quanto a irmã. Inclusive preciso que se faça um grande barulho em torno do blog, até porque acredito em alcançar espíritos mais jovens. Vamos ver de que forma o caçula se virará com os variados sabores do Drops.

Morro do Geo homenageado na Câmara

E demorou. Mas antes tarde que amanhã, como diria a saudosa Maria Augusta. Ontem aconteceu esta justíssima homenagem na Câmara Municipal e pude observar uma coisa: as rádios de João Monlevade ou são doidas ou são surdas.

Marcelo Manuel de Melo é também um baita "entertainer". Imagino o que não seria um programa de rádio, com variedades e com uma apimentada de humor, comandado pelo cara. Conhece muito de comunicação verbal.

Fica o registro do meu encontro formal com o Chiquinho Barcelona, outro que a cidade não sabe aproveitar como um cuidador da memória histórica do município.

Vai entender.

Mas falando de coisas boas, fica o grande abraço para todos os que fizeram o Morro do Geo acontecer nestes dez anos de caminhada!

POSTAGEM ORIGINALMENTE PROGRAMADA PARA 12/05/2011 - CULPA DO GOOGLE!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Help

Amanhã tenho que mandar para a redação do Bom Dia um artigo. Bacana! O problema é que, até gora, nada surgiu no horizonte de escritos. Se alguém aí quiser ajudar, sugerindo um tema, eu ficarei muito agradecido. E ainda citarei os créditos no texto, com certeza.

Vamos lá, gente. Ajudem o pobre coitado que está sem letras prontas!

Tecnologia assustadora

É incrível a precisão dos sistemas de satélite que estão orbitando o planeta Terra. Já foi lançado um sistema que permite o rastreamento de qualquer pessoa pelo número do telefone celular (se for GSM) que ela carrega consigo.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Mais uma tonelada de otimismo, por favor!

Fonte: Revista DeFato - Edição 220 - Abril de 2011 - Págs. 66/67 - Entrevista concedida pelo Prefeito Gustavo Prandini

"Só que, além dos problemas que todo administrador enfrenta, há uma oposição que detém boa parte dos meios de comunicação da cidade e isso reforça a dificuldade de se fazer um debate e um diálogo de esclarecimento."

Cruz credo. Vamos beber um pouco mais de otimismo. A primeira chave de resposta está no desabafo: o administrador enfrenta os problemas. Outros preferem culpar o domínio dos veículos de comunicação sobre os problemas existentes.

Tenho até vergonha de dizer o óbvio, mas aí vai: se não houver tantos e tão vastos problemas sem enfrentamento eficaz, os veículos de comunicação migram para as sociais e policiais. O resto perde substância e sentido, naturalmente.

Bom, a maior dificuldade de se fazer um debate e um diálogo de esclarecimento também reside num fato simples: debates e diálogos são maravilhosos, mas não resolvem problemas. Problemas são resolvidos com trabalho eficiente! Ou pelo menos eram, até eu tomar conhecimento desta entrevista que está abrindo meus olhos para outros horizontes.

Gente, pausa para uma dúvida atroz. O Prefeito tem assessoria mesmo? Eu, ignorante de tudo como sou, não permitiria que este festival de bobagens industrialmente fabricado viesse a público. Ou ele atropelou sua assessoria - indicando que a tem em "alta" conta - ou foi atropelado por ela, indicando que estamos numa curva de pastelão que todo mundo sabe como acaba. Mas ainda assim vamos rindo de camarote, porque chorar envelhece.

Amanhã eu continuo a análise, se Deus quiser. Vou ler mais meia dúzia de vezes porque acho que esqueci tudo o que tinha aprendido sobre comunicação, nos tempos áureos de faculdade.

terça-feira, 1 de março de 2011

Registrando e agradecendo

Recebi no e-mail a edição 75 do Jornal Alô Cidadão, jornal sob a batuta de Carlos Coelho/Wir Caetano/Eliane Araújo. Nem vou lembrar - de novo - que o ramo não é o meu, rsrs. O pessoal fica desapontado quando lembro que não sou, não posso e não quero me passar por profissional da imprensa e da comunicação.

Coloco o bom relacionamento que tenho com todos na conta do carinho genuíno, e assim vamos caminhando. A partir da realidade de que conheço as redações e muitos de seus profissionais, sendo super bem recebido em todas elas, vejo que a imprensa de João Monlevade caminha como pode.

Já tive o privilégio de dialogar e de manter este diálogo em alto nível com quase todos os proprietários, editores, repórteres e profissionais de apoio da imprensa escrita. Em relação à mídia de áudio - rádios - acredito que haverá o seu tempo se assim tiver que acontecer. E se não tiver que acontecer, paciência e respeito mútuos devem dar a tônica do relacionamento.

Quanto à comunicação, confesso: gosto demais da área e tenho fundamento mínimo para usufruir de seus benefícios. Na vertente democrática algumas sociedades não podem prescindir dela, e faço a minha pequena parte com prazer. 

Fica aqui o registro, o agradecimento ao pessoal do Alô e a extensão do agradecimento aos demais integrantes da área de comunicação no Médio Piracicaba.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Mais uma ideia

É, eu confesso que não tenho vergonha de sugerir. Não custa nada e pode ser de alguma ajuda. Estive pensando como uma ferramenta de comunicação bem barata e muito abrangente é desperdiçada em João Monlevade e, talvez, no Brasil inteiro. A sacolinha plástica de supermercado.

Certo, a onda é enxergá-la como vilã ambiental. Mas será essa a sua única característica importante? Fico imaginando se uma parceria entre o Poder Público e os supermercados não poderia transformar a pequena vilã em uma ferramenta de cidadania.

Claro que não conheço o processo de fabricação e impressão das sacolas. Mas se não for caro, porque não imprimir em um dos lados algo como os cuidados necessários para combater a proliferação do mosquito da dengue? Ou orientações sobre como obter a Autorização de Viagem para filhos menores de idade? Ou o esclarecimento sobre como separar o lixo reciclável, com telefones de contato dos coletores deste lixo? Ou ainda, os telefones e horários de atendimento dos serviços de atendimento ao público em geral?

Posso estar enganado, mas creio que a sacola plástica chega na grande maioria dos lares monlevadenses. É mais abrangente que jornais impressos. É mais perene que matérias de rádio. É mais inteligente se for utilizada como instrumento de produção de cidadania, em lugar de ser só mais lixo a acumular por aí.

Deixo para os mais inteligentes que eu a tarefa de estudar e verificar a potencialidade da ideia.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Monlevade é bem igual

Se estamos procurando alguma coisa em que somos iguais às grandes cidades do Brasil, encontramos! Pelo menos uma coisa temos em comum: culpamos o mensageiro, em detrimento de pensar sobre a mensagem e as causas da mensagem.

Na Idade Média, o Rei (qualquer um) que recebia notícias ruins tinha o costume de mandar cortar a cabeça do mensageiro. Péssimo para os mensageiros, inócuo para os reis, desanimador para as mensagens. Havia uma relação de perdedores em cascata, se a notícia fosse ruim.

E se a notícia fosse boa? Será que o mensageiro lucrava algo mais que uma boa refeição e um tapinha nas costas, além do direito de beijar o anel do rei? Não sabemos, já que relatos de mensageiros bem sucedidos se perderam na História.

Ou a humanidade gosta de ser cruel ou a mensagem boa era encarada como nada mais que a cota de afagos a que todo rei se julgava merecedor. Com a palavra os historiadores, porque minha internet compacta é movimentada muito mais por neurônios do que pela dupla google/wikipedia... É pior em desempenho, mas é honesta e minha.

Sendo igual nesse quesito, Monlevade bem que poderia fazer o dever de casa. Copiar também as boas ideias, soluções e gestões de outros locais e de outros saberes, onde se constatou o sucesso e a eficácia. 

Porque copiar o que é tolo não faz de ninguém um sábio.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Blog do Botelho

Sendo um dos que sempre xingaram o Breno Botelho pela preguiça de escrever (e falo com autoridade sobre a matéria, porque agenda apertada EU também tenho. E como!), é hora de recomendar a leitura do blog que ele resolveu atualizar novamente.

Breno é o resultado prático e efetivo de que juventude não precisa ser sinônimo de esvaziamento e alienação. Sendo jovem, ainda assim tem conteúdo e qualidade de sobra. Um discernimento muito agudo para dizer as coisas sem ofender e a coragem de dizê-las quando realmente importam, completam o pacote de excelência que estou recomendando agora.

Não deixem de dar uma passada de olhos. O link está ali ao lado direito. Boa leitura e bom proveito para vocês!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Marcos Martino RLZ!


O Assessor de Comunicação da Prefeitura me interessa pouco. Nesse caso específico, o meu interesse é consolidado na pessoa de Marcos, que é um ponto fora da curva no universo de João Monlevade. Imagino que ele destoaria em um grande centro ou em sua querida Alvinópolis, também.

E não me refiro a destoar em sentido depreciativo. Pelo contrário, julgo que dialogar com ele me permite engatar algumas marchas do cérebro que raramente utilizo em minha própria cidade. Tenho-o como uma válvula de escape para refletir, para exercer a abstração em grande escala, para exercer o meu direito e meu dever de pensar.

Dono de uma cultura, de um nível de informação e de um grau de sabedoria invejáveis, Martino é daqueles homens que pessoas espertas querem ter sempre do lado. E que pessoas inteligentes querem ter do lado dando-lhe a necessária liberdade de atuação, desvinculada dos horrores da relação puramente trabalhista.

Recomendo a todos que apreciam sabores estranhos aqui no Brasil, como o livre-pensar e o comprometimento com a evolução intelectiva, alguns minutos de boa prosa com MM. Ele funciona como o necessário desengripante para motores cerebrais preguiçosos ou enferrujados, e tem sempre um jeito carismático de atender aos "necessitados", como eu mesmo.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

A sabedoria da Internet é perigosa

Desde os primórdios do blog o leitor é alertado para conferir. Para vigiar. Para confrontar as informações e para alcançar distâncias maiores que as que são propostas. O blog recomenda o ceticismo e o criticismo como ferramentas de vida e de saúde intelectual. Sempre.

A internet é maravilhosa. Estive conversando com o Marcos Martino sobre como é poético ela se postar à nossa frente e dizer: sim, eu tenho a resposta. Mas você tem a pergunta?

A rede possui inteligência, mas falta-lhe sabedoria. O que ela pode fornecer, então, é inteligência. E não passa daí. Nós é que nos confundimos, trocamos os pés pelas mãos e achamos que é possível construir sabedoria, ou um imitativo verossimilhante, a partir da Internet. O perigo é nos considerarmos sábios a partir do que pudermos extrair dela, momento em que estaremos provando a antítese de nossa pretensão original.

Em alguns casos, pessoas se assemelham à uma Internet do mal, que se posta à nossa frente e diz: olha, eu posso até ter a resposta, mas a sua pergunta vai caber nela? Se não couber, não pergunte! Isso significa que tenho todas as resostas, menos para as perguntas que não me interessam...

Esta Internet do mal vende a ideia de que fornece sabedoria, porque tem baldes dela sobrando. Desnecessário dizer que, sendo do mal, presta-se para nada além.

Porque inteligência não é nada sem controle. E controle não é absoluto sem sabedoria. a real, a da vida que acontecia quando a rede era apenas a de palha tecida.