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quinta-feira, 10 de maio de 2012

Verbas não aproveitadas


O link citado encaminha para uma matéria que interessa - e muito - a gestores municipais de saúde pública. Ele indica o caminho para que cidades do Brasil inteiro tenham acesso a uma verba anual, de 300 mil a 420 mil reais, para que o município implante o Serviço de Verificação de Óbitos.

O QUE É

O SVO é um vetor de Saúde Pública direcionado para estudar e diagnosticar, com a maior precisão possível, as causas de mortes não externas (externas são as causas de mortes acidentais ou criminosas). O órgão é uma fonte muito rica de informações que podem balizar ações estruturantes em Saúde Pública corretiva.

As causas de morte externas são matéria de interesse da Segurança Pública, portanto não são atendidas pelo SVO. As demais são matéria de interesse da Saúde Pública, e portanto não deveriam ser atendidas por Institutos de Medicina Legal.

A REALIDADE BRASILEIRA

Infelizmente, poucas cidades no país possuem o SVO implantado. Trata-se de falta de informação e falta de senso de oportunidade, já que a ausência do Serviço sobrecarrega o IML local sem necessidade. Em se tratando de um serviço que é custeado plenamente pelo Governo Federal, a ausência do SVO em um município indica apenas que gestores públicos foram omissos ou incapazes.

VANTAGENS DO SVO

É fácil entender as vantagens do sistema. A verificação de óbitos é menos complexa que a necropsia criminal, e mais rápida e ágil. Ela também fornece informações para a incrementação da Saúde Pública local, o que não ocorre com os exames médicos criminais.

Familiares dos falecidos não precisam aguardar horas para a liberação das vítimas (a legislação criminal prevê seis horas mínimas de intervalo entre o óbito e o exame médico). A Perícia Médica Criminal não fica sobrecarregada e passa a atender de forma mais ágil também.

Ou seja, os Municípios estão perdendo oportunidades de qualificar seu Sistema de Saúde Pública, a custo zero, e ainda abrindo mão de recursos que são simples de ser buscados. Um Projeto de Lei aprovado no Município é suficiente para iniciar o processo de implantação do serviço e da habilitação para o recebimento das verbas federais.

COMO FAZER

Já não é com o Blog. Basta estudar um pouco e agir, o que não envolve nenhum grande dispêndio de intelecto. Contribuo com a sugestão, mas a partir daqui é com as Autoridades Competentes.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Além do básico

Estou pensando em perguntar se não vale a pena manter uma subordinação operacional do DAE à Secretaria de Serviços Urbanos, no tocante à abertura e fechamento de valas nas vias públicas. Acho que não seria complicado manter uma planilha de serviços agendados entre os dois órgãos, de forma a que o trabalho de um não gerasse desperdício de dinheiro quando confrontado com o trabalho do outro.

Não sei se é viável, mas se fosse iria economizar um bom volume de recursos para ser empregado em outras frentes de atuação pública.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Mais uma para cair no vazio

Isso mesmo, gente. Mais uma ideia, porque elas tem que continuar nascendo. Nem que seja para, após uma análise cuidadosa, ser declaradas impraticáveis, inúteis ou mesmo nocivas. Mas tem que continuar nascendo, porque um país só morre de verdade quando começam a minguar as ideias, sejam boas ou ruins.

Hoje de manhã peguei um ônibus coletivo. Primeiro porque precisava mesmo, e segundo porque só posso falar daquilo que vivencio. A primeira coisa que me chamou a atenção foi que o cobrador usava fones de ouvido. Péssimo sinal. Isso indicou que ele não estava ali para dialogar com os passageiros, clientes do serviço. Estava ali para realizar seu trabalho mecânico num mundinho isolado e particular. Para uma empresa que é concessionária de um serviço que atende ao coletivo social, nada pior do que ter um colaborador seu passando este tipo de mensagem quase explícita.

A segunda coisa que me chamou a atenção é que o motorista passou pelo sinal vermelho, esquina de Wilson Alvarenga com Rua do Andrade, de um jeito que eu nunca teria coragem de fazer. Ele estava ali no seu mundinho mecânico e particular, etc. etc. etc.

A terceira coisa que me chamou a atenção é que estes problemas, como quase todos os outros, possuem caminhos e soluções. Um ideia seria instalar som ambiente nos coletivos. Um aparelho tocador de mp3, quatro falantes e alguns metros de fio seriam mais do que suficientes. O gasto total ficaria em uns 200 reais por ônibus.

Num pen drive acoplado ao aparelho de som, música de qualidade e música popular, contanto que não fossem os batidões de enlouquecer, promoveriam aquela sensação de relaxamento e de bem estar tão funbdamentais no cotidiano das pessoas. Intercaladas com mensagens de utilidade pública variadas, seriam um mecanismo eficiente de comunicação a um grande número de pessoas. (atenção: Risco extremo, se utilizado para interesses escusos que não fossem a utilidade pública e institucional, tanto da empresa quanto do Executivo).

Trocaríamos um problema por uma melhoria enorme na qualidade de vida do usuário de transporte coletivo em João Monlevade. Isso eliminaria o fone de ouvido dos cobradores, o que lhes permitiria escutar o que o passageiro tenha a dizer. Talvez eliminasse parte do estresse dos motoristas, permitindo que a espera nos sinais vermelhos fosse uma pausa para curtir ainda melhor aquela música gostosa ou aquele recado importante. talvez até impedisse que alguns resolvessem mesmo é passar no sinal vermelho a um custo e a um risco muito grandes.

Quem sabe isso não justificaria até o precinho bacana da passagem que vem por aí?

Fica a ideia, para ser discutida e dialogada. Caso implementada na prática, favor citar a fonte. Aproveitar o trabalho intelectual de terceiros, sem citar-lhes o mérito, é indicativo de um caráter mesquinho...

Curtinhas

NOSSO DINHEIRO NÃO É CAPIM E NÃO É BURRO

Em 2012, um dos novos propósitos para o blog será informar, dentro das regras jurídicas e sempre que o fato tiver relevância para a sociedade, quais comerciantes de João Monlevade acham que o dinheiro que recebemos vem de uma árvore em nosso quintal. A ganância está beirando o insuportável. E a desinteligência também, porque o cliente extorquido tende a migrar para a Internet ou para outras praças de comércio.

Em tempo: meu investimento de fim de ano em compras diversas foi bem significativo. Monlevade abocanhou 20 % dele, apenas. E apenas comerciantes que lidam comigo há mais de dez anos foram contemplados. Ou Monlevade aprende a gostar dos monlevadenses ou termina de afundar na sua própria ignorância.

DEZ DIAS É IGUAL A QUANTO?

Na matemática peculiar que existe apenas para o governo municipal, estamos sem buracos nas ruas e avenidas há mais de cinco dias. O Secretário de Serviços Urbanos Luiz Pena fez a declaração. Ainda ontem passei com o carro sobre um punhado de buracos inexistentes, porque há cinco dias foram todos exterminados. Monlevade precisa aprender a conviver com coisas ressuscitadas ou precisa aprender a não prometer o que sabe que não vai cumprir, caso contrário...

VIOLÊNCIA E INVESTIMENTO DE ESTADO

Apenas para começar um debate que renderá muito, os blogueiros monlevadenses tentarão dialogar em busca de uma solução local - e possível - para a área da Segurança Pública em João Monlevade e região.  O encontro será no dias 05 de Fevereiro no Caça e Pesca, e todos estão convidados. Nem que seja para começar a entender uma equação simples: quanto menor é o investimento do Estado em Segurança, tanto maior é a violência que foge ao controle do suportável. Claro que vale para os outros eixos de atuação pública, como Educação e Saúde. Mas a Segurança Pública é um eixo chave por excelência, porque gente saudável e extremamente bem educada ainda pode morrer nas mãos de qualquer animal descontrolado.

MANIA DE PEQUENEZA

Um recado importante e em boa hora: gente, para a grande maioria não é necessário agir claramente como portador de uma mente pequena. Basta agir naturalmente e o resultado será o mesmo, com a vantagem de mostrar algum grau de sinceridade nas atitudes. Fica a dica.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Só pra manter o nível do Drops

Bem, há em andamento na cidade a questão de somar com ideias e não com interferências. Marcos Martino é um dos expoentes e é uma pessoa que vou respeitar sempre, como um brilhante e ferrenho defensor da Cultura como parte de um sistema de Educação Pública e ampla.

O problema de João Monlevade é que ela é hostil a seus filhos. Simples assim. Aqui, o ditado do "Santo de Casa que não faz milagres" é levado a ferro e fogo. Infelizmente é levado a ferro e fogo pelos homens públicos também. E estes, com certeza, deveriam zelar pela valorização de nossa riqueza local.

Há quase uma dezena de boas ideias espalhadas aqui no Blog. Com as outras dezenas de boas ideias espalhadas pelos outros Blogs da cidade, a realidade do município já poderia estar bem alterada, e para melhor. Só que elas vem de gente simples, por que é gente monlevadense, e portanto devem ser solenemente ignoradas.

Elas surgem de gente comum, "não privilegiada" com um cargo público relevante, e portanto devem ser atiradas ao lixo. Parece ser este o mantra que nos anima por aqui. Enquanto isso a gente "privilegiada" da cidade é incapaz de formular ideias simples. Oremos.

Essa é a última vez que sugiro qualquer coisa. Não pelo desejo de interferir, mas porque tudo o que foi sugerido antes não vingou. Político deve gostar mesmo é de interferência nenhuma em seus "negócios".

E não vou entregar um projeto pronto de bandeja, também. Descobri que João Monlevade gosta de se apropriar da produção intelectual dos outros, negando-lhes o mínimo e decente crédito. Vou apresentar uma equação e qualquer um de nossos agentes políticos terá conduções de resolvê-la. Ou não...

Vamos lá:

Curso de Engenharia Ambiental na cidade + trituradora de garrafas PET + fundição de plástico PET + ATLIMARJOM + Poder Público + sociedade organizada = ?

Vamos lá, povo que me governa... A Internet é vasta e o conhecimento é imprecificável (neologismo consagrado). Já que existem governos baseados no Google, não deve ser difícil extrair a resposta à equação. Ela é extensível ao Poder legislativo, também. Existe vida além das homenagens, certo?

E este é o fim do ciclo de sugestões e ideias, após quase quatro anos de Drops. Daqui para a frente vou buscar outros caminhos para apresentá-las. Se a linguagem universal de uma sociedade é a representação artificializada, se a única ferramenta aceita é ela, que eu busque meu direito a portar e utilizar desta ferramenta. 

Bobagens maiores não serei capaz de fazer, isso eu garanto em cartório público.


sábado, 20 de agosto de 2011

Esclarecimento de cidadão

Esta postagem aqui já rendeu seus dividendos e resultados. Vou apresentá-los, por dever ético:

1 - Uma infração foi cometida sim: a obra não foi informada para a Prefeitura, o que torna o trabalho de fiscalização muito mais difícil e ineficaz. Entretanto, a divulgação do problema pode ter contribuído para que houvesse uma fiscalização, que aconteceu por volta das 11 e meia de ontem.

2 - A calçada mínima foi para o brejo, sim. Pelo Código de Posturas Urbanas ela deveria ter, no mínimo, um metro e meio. Entretanto, um muro de arrimo já existente no local e construído sem que a Prefeitura fosse informada comprometeu esta medida. Perdemos nós, o público contribuinte, mais um espaço.

3 - O novo muro está seguindo o alinhamento do anterior, porque não faria sentido tratar desigualmente dois cidadãos de Monlevade. O Direito prevê tratamentos iguais para situações iguais. Vai prevalecer a máxima "se não pode vencê-los, una-se a eles." Eu não concordo - acho que o muro existente e irregular deveria ser questionado na Justiça também, para ser corrigido - mas meu pensamento não é o padrão para uma cidade inteira. O errado ficará certo e ponto, até um administrador de fibra implantar efetivamente a fiscalização corretiva.

4 - O barranco estava cedendo e ameaçava desabar, sendo que o novo muro vai impedir este fato. O motivo é nobre e temos que concordar.

5 - O cidadão pode executar obras de natureza pública e doá-las para incorporação ao Patrimônio Público Municipal. Lembram-se da ponte do bairro Metalúrgico? Pois é. Estamos juntando o dinheiro bem devagarinho e ela vai receber acabamento final ainda este ano. Então, o cidadão que está construindo o novo muro merece mesmo é os parabéns do Drops. 

6 - A postagem original, graças ao bom senso, não acusou nem apontou dedos para feridas. Apenas levantou uma dúvida razoável que foi sanada. penso que isso representa bem a cidadania em sua plenitude.

7 - Este espaço reafirma seu compromisso com a decência e com a reciprocidade. 

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Pedido de cidadão

Acabo de passar por um local onde uma possível infração está tomando forma. Ali, na Av. Castelo Branco, um talude natural (barranco, para ficar mais claro), ao lado da espagueteria, está passando por uma intervenção. Trata-se da construção do que parece ser um muto de arrimo que parece não vai deixar espaço para uma calçada em tamanho regulamentar.

Tantos "parece" indicam que não tenho certeza sobre a legalidade ou a correção da obra. Por isso o pedido para que a Administração Municipal fiscalize - e rápido - se tudo está correto. Se eu tivesse certeza sobre a irregularidade da obra iria determinar a fiscalização (porque governos são empregados de uma sociedade).

Não há nada mais inútil que um governo que passa a prestar mais atenção a si mesmo e a seus problemas, em lugar de atuar no interesse da sociedade que o legitima. Não se trata de mais ou menos votos, de mais ou menos amigos, de mais ou menos conveniência. 

Homens públicos são escravos da coletividade e do sistema democrático. São espelhos de comportamento. Quando se prestam a dar maus exemplos, perdem a capacidade de cobrar exemplos corretos. E uma obra que pode vir a esbulhar da sociedade seu correto e legítimo direito de ir e vir com segurança e conforto, não pode prosperar. Tem que morrer no nascedouro.

Da mesma forma, todo e qualquer ato que visa transformar o bem público em propriedade particular deve ser coibido. Não porque faça mal ou bem a um governo qualquer, mas porque é maléfico ao extremo para as gerações futuras que se tornam empobrecidas em seus direitos básicos.

João Monlevade possui extensos e numerosos casos de roubo (puro e simples) de espaços públicos em detrimento de interesses particulares. Há muito tempo passou da hora de dar um basta nesse vexame. Fiz a minha parte lançando uma dúvida razoável sobre mais uma possível irregularidade.

Agora, vamos trabalhar? A cidade e os cidadãos de bem agradecem.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Solidariedade dá trabalho

Depois de oferecer à Colônia Bom Samaritano os meus excedentes (materiais de construção em geral) e não ter obtido uma resposta, acho que encontrei a solução. Estive com o Sinval Dias hoje, na sede da AMEPI e o mesmo se comprometeu na hora a realizar o transporte e distribuição dos materiais.

Solidariedade dá trabalho, pelo que estou vendo. Mas não desisto. Tanto que em um bate-papo com Dulcinéia, também na AMEPI, a mesma se interessou em levar adiante a ideia da Central de Solidariedade.

Talvez seja possível implementá-la ainda este ano. Quem sabe?

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Dono de Posto é milionário?

Esta é uma pergunta difícil de responder. Com a crescente suspeição popular de que os preços do setor sejam cartelizados, o que podemos fazer é buscar um mínimo de credibilidade no que afirmamos. Vou fazer já um primeiro alerta: se fôssemos obrigados a buscar os meios de prova, sempre e de forma irrefutável, para tudo o que dizemos, o Brasil não funcionaria.

Explico: o único que possui provas irrefutáveis, de forma absoluta, é o criminoso. O resto são sempre pequenas especulações e investigações que podem levar à convicção da autoria de um fato. Falo como alguém que pertence ao meio, e já vivenciou como o sistema funciona na prática.

Voltando ao tema do preço de combustíveis, vejamos como funciona a composição de preço do mesmo:

1 - Preço da gasolina "A" (Pura) na BR Distribuidora = R$ 1,00

Estamos utilizando uma projeção de preço, para facilitar o entendimento ao final da postagem. Estamos usando a BR Distribuidora como exemplo, por ser a maior do Brasil. Mas outras refinarias, empresas petroquímicas e importadores podem comercializá-la em território nacional.

2 - Preço do álcool anidro na BR Distribuidora = R$ 1,00

Como vocês estão vendo, os preços estão irreais neste exemplo. Mas já vou explicar o porque, e ao final da postagem vamos ter uma noção muito aproximada da realidade do que pagamos na bomba dos postos em João Monlevade.

A gasolina que compramos hoje, 20/01/2011, está composta por 80% de gasolina pura e 20% de álcool anidro (sem adição de água). Ela é chamada de gasolina "C" (comum). Vamos montar o preço de teste:

3 - Preço da gasolina "C" na BR Distribuidora = 80% de R$ 1,00 = R$ 0,80 + 20% de R$ 1,00 = R$ 0,20
ficando no valor fictício de R$ 1,00 o litro, sem qualquer imposto ou margem de lucros. Vamos assumir que a refinaria tem aquele 1 real como preço de custo e que as usinas produzam o álcool a 1 real como preço de custo (estes valores ficam meio difíceis de um blogueiro de roça conferir)

4 - Sobre este valor de 1 real o litro, como preço de custo da gasolina "C" para a BR Distribuidora, vão começar a incidir os impostos, deste Brasilzão que nos ama muito. Vamos lá:

CIDE: Para vocês terem uma ideia de como o Brasil funciona, a Lei que trata deste imposto requer que nós saibamos quantos litros de gasolina há em um metro cúbico do produto. Vamos lá... Quem não esqueceu o básico vai saber que são 1000 litros. Logo, a CIDE fica em R$ 0,5011 centavos por litro, para a gasolina, Para o álcool anidro fica em R$ 0,0254 por litro. Fonte

Nossa gasolina "C" então vai ter uma CIDE composta assim:

800 ml de gasolina A = R$ 0,80

200 ml de álcool anidro = R$ 0,20

CIDE da gasolina A = R$ 0,40088

CIDE do álcool anidro = R$ 0,00508

CIDE total sobre a gasolina "C" = R$ 0,40596 por litro (E é só o primeiro imposto!)

Vamos ao segundo imposto, PIS/COFINS. Nem que eu fosse o contador mais arretado do mundo conseguiria estimar o cálculo. Vejam na fonte porque isso é impossível para mim. Eu teria que saber a receita bruta total da distribuidora. 

Eu vou ser generoso com o governo brasileiro e chutar que estes dois impostos, PIS e COFINS, correspondam a cerca de 10% do primeiro imposto que é a CIDE. Então, PIS e COFINS no nosso modelo de pesquisa são iguais a R$ 0,041 por cada litro de gasolina "A" produzida

No nosso modelo, a gasolina "C" - a que compramos no posto - já está em R$ 1,445 (arredondei o preço para baixo). Por enquanto, só o governo federal já engoliu 44,5% de impostos sobre a gasolina.

Ainda não terminou a ganância governamental. Ainda tem o ICMS, que Minas Gerais precisa de grana tanto quanto o governo federal. Vai ficar em 27%. Como a gasolina "C" já vai estar com os impostos federais agregados a ela, ficará assim a festa: R$ 1,445 + 27%. Então, o preço ficará em R$ 1,83515 o litro.

Ainda não acabou. Vamos continuar chorando um pouco mais. Em outro chute, vamos calcular o quanto é cobrado de frete para esta gasolina (já 83,515 % mais cara) sair dali de Betim (que é a refinaria mais próxima) e vir para João Monlevade. Vamos chutar o frete sobre carga líquida de 30 metros cúbicos (um caminhão tanque). Não tenho base para informar vocês com exatidão, infelizmente. Fica o chute de 3000 reais por 30000 litros, então: R$ 0,10 o litro

Beleza. E a BR distribuidora não vai abocanhar nada de lucro para ela, não? Vai. Vai, sim. Em média 8% a mais porque a probrezinha é um braço independente da Petrobras e precisa se manter viva e atuante. Nossa gasolina "C" vai ficar com o seguinte preço para o Posto em João Monlevade:

a - Na Refinaria sai por 1 real
b - O Governo Federal soma R$ 0,44515 em impostos
c - O Governo de Minas soma R$ 0,39 em impostos
d - A Distribuidora soma R$ 0,12 em lucro
e - A transportadora soma R$ 0,12 centavos em frete

A gasolina "C" chega ao posto em Monlevade carregada de peso e de sobrepreços diversos a R$ 2,07515 o litro.

Meu Deus, ainda não acabou... O posto de gasolina não é uma Instituição de Caridade e precisa lucrar. Vai da cabeça de cada dono, por isso paro por aqui. A postagem é só para a gente não responsabilizar os donos de postos por toda essa gulodice em cima do nosso dinheiro.

Agora, é com vocês. Sejam donos de jornais, sejam donos de Postos de Gasolina, seja o Poder Público, está mais fácil dar uma resposta à sociedade monlevadense. Porque dá para achar um preço justo, se nós tivermos certeza de que os donos de postos estão fazendo a sua parte e não nos tungando com margens abusivas de lucro.

Só fica o alerta de que a gasolina e os outros combustíveis, no Brasil, estão entre os mais caros do mundo, já na ganância de governos. E olha que somos autossuficientes em produção de petróleo, achamos uma montanha dele no Pré-sal e etc...

ATENÇÃO: NÃO SOU DONO DE POSTO E NÃO QUERO CULPAR NINGUÉM NEM LIVRAR NINGUÉM POR ANTECEDÊNCIA. SÓ QUERO, MAIS UMA VEZ, MOSTRAR QUE AS COISAS SÃO DIFÍCEIS DE ENTENDER, MAS NUNCA IMPOSSÍVEIS DE ACLARAR, COM BOA VONTADE E ESFORÇO.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Encontro de blogueiros e uma pauta

O encontro foi, como sempre, muito saudável para o exercício de pensar a cidade que podemos ter. E foi muito mais produtivo que os anteriores por uma razão simples: havia a determinação de elencar pautas para que pelo menos uma delas motivasse algo além da verborragia entre os presentes.

E obtivemos sucesso em determinar três pautas fundamentais: o trânsito interno e externo (este último representado pela 381), a cultura e o Patrimônio histórico do município. Dentre elas, uma seria trabalhada imediatamente.

Venceu a "disputa" a questão do trânsito. Por ser aquela que todos possuem conhecimento mínimo de análise, penso eu.

Estaremos nos reunindo nos dias 25 e 27 de Janeiro, já em Fórum de apresentação de projetos e ideias, que serão encaminhados a todos os setores que podem influenciar na tomada de decisões. Se a iniciativa não der resultados práticos, paciência. Algumas evoluções são lentas para obter maturação.

Particularmente, continuo defendendo a tese de que sentar sobre o próprio balcão e criticar os negócios alheios, sem apresentar seu produto ao exigente mercado consumidor, já era. O tempo de Monlevade esperar por um paladino passou. 

Agora, ou nos debruçamos com método e garra sobre nossos problemas, para resolvê-los, ou os adotamos como filhos para criar e fazer crescer, bem nutridos e fortes. Fica a critério dos monlevadenses escolher de que lado do balcão vão ficar.

E já espero com confiança o momento de apresentar aos setores competentes de João Monlevade um projeto para ser depurado e, eventualmente, aplicado ao nosso cotidiano, em relação ao trânsito. Assim que tivermos algo novo para divulgar, vamos fazê-lo.

Um agradecimento e um grande abraço aos colegas blogueiros, que prestigiaram e acreditaram na força do pensamento bem direcionado.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Central de Solidariedade

Mais uma ideia. Por que não? Guardá-las não fará de mim um homem mais realizado. Nem mais útil à minha cidade. Então vamos lá.

Estou terminando uma pequena intervenção (obra) em minha casa e notei que possuo muitos materiais em bom estado de conservação. São cabos e materiais para serviços elétricos, segmentos de tubo de pvc para hidráulica, restos de piso e revestimento cerâmico, grades metálicas para janelas, etc.

Fora as roupas, sapatos e vasilhames diversos, que já não são utilizados há muito tempo. Há também um tanquinho precisando de uma pequena revisão, televisores funcionando mas não utilizados e outras coisinhas juntadas aqui e ali. Todos vocês conhecem a realidade de se guardar algo, mesmo não sabendo muito bem o que fazer com o que se guardou.

Não seria bonito haver uma Central, um lugar destinado a receber as sobras (sem carga negativa neste nome, por favor), para que elas pudessem suprir as necessidades de outras pessoas? O que está sobrando em qualquer lugar pode ser o que está faltando em outros lugares...

E uma Central de Distribuição garantiria o anonimato dos doadores, fazendo das doações um ato de desprendimento genuíno. Penso, na minha humilde ignorância, que não seria difícil encontrar formas de viabilizar o projeto, contando com o auxílio do Poder Público e da iniciativa privada.

Nem vou enumerar os benefícios advindos da implantação. Parece desnecessário neste momento. O que me resta a fazer é tentar um diálogo com os setores envolvidos, para propor as primeiras parcerias neste sentido. Vamos ver se é possível criar este mecanismo de cidadania solidária em nossa terra.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

ReDropspectiva 2010 - 17 de Fevereiro

Choque de Estado


Com a operação Folião, as polícias em João Monlevade indicaram um caminho que, de longe, é o melhor passo a ser dado com os poucos recursos que a cidade possui. Falo do Choque de Estado.

Chamo de Choque de Estado (ou Banho de Estado, como alguns interlocutores já me ouviram comentar) a atitude de mapear as áreas conturbadas pela violência social. A partir daí, dirigir-se a estas áreas com tudo o que se possua (Polícia, Saúde Preventiva, Orientação Jurídica, serviços básicos, doações diversas e trabalho voluntário, se houver) com alguma regularidade.

O resultado é que a criminalidade cai, por inércia. O crime precisa da baderna, da sujeira, do abandono de serviços públicos, da ausência de Estado para frutificar seus frutos podres. Precisa da falta de ordem, da falta de limpeza, da falta de organização social.

Resumindo, quanto mais cruzamos os braços, melhor para o crime, pior para nós.

Deixo uma sugestão: uma Caravana de Cidadania, que percorra as áreas mais carentes de Estado (que seja uma vez a cada 60 dias, se não der para ser mais frequente) onde todos os setores realmente interessados no progresso de Monlevade podem contribuir com suas forças.

Sem tintas partidário-ideológicas, sem demagogia, sem assistencialismo palanqueiro, esta é uma ideia que pode nos indicar um caminho. Há bairros em Monlevade, como o próprio São João, que precisam ter sua dignidade resgatada.

Grandes resultados (e bons resultados) às vezes possuem a raiz do seu sucesso em pequenas ações. E quando estas ações puderem unir muitos em sua causa principal, eu acreditarei que é possível crescermos para além de apontar o dedo, sem realmente estender as mãos.

Agenda Oculta? Será que é possível a todos que militam no ambiente político provar, uma única vez, que o discurso "lutamos por Monlevade" é verdadeiro?

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Informação é ação


Tenho algumas informações interessantes a passar, em relação ao atendimento à saúde no município de João Monlevade. Esta área é muito melhor explicada pelo Zé Henriques (Blog UglyDarkSide, link ali do lado) mas me permito dar um pitaco de vez em quando.

Em realidades comparadas, o Zé já identificou que o orçamento destinado à saúde no município passou dos 30% durante o ano de 2009. Maior que nos anos anteriores, mas isso parte de nossa mídia vai esconder debaixo do sovaco até o fim dos tempos. Bradando o quanto é imparcial, inocente, justa, democrática, colaboradora, voluntária, cidadã e o que mais você imaginar como elogio que ainda será pouco. Sei...

Gastar mais pode não significar gastar melhor. Tenho vergonha na cara para admitir isso de antemão, coisa que dezenas de "partidários" em Monlevade não fazem sequer ideia do que seja. Mas não parece ser o caso. Gastar em saúde pública é investir onde for preciso, quando for preciso, e com forte ênfase em medicina preventiva, o que não foi feito por nenhum Prefeito até agora.

Se Gustavo Prandini puder mudar este paradoxo indesejado, vai marcar como um político realmente moderno e interessado em evolução para nosso município. Se não conseguir, terá ampliado em quantidade a mesma política que vinha sendo feita anteriormente. Em ambos os casos, mais ou melhor.

Vejamos os dados do CISMEPI para os anos 2008 e 2009, já que grande parte da cidade se recusa a acreditar que o ano de 2008 possa ter realmente acabado:

2008: 18911 procedimentos médicos/laboratoriais realizados - Entre consultas, exames, cirurgias, etc...

2009: 19799 procedimentos realizados, da mesma natureza

CRESCIMENTO: 4,7 % em relação ao ano de 2008

2008: R$ 1.035.167,18 investidos na realização dos procedimentos diversos

2009: R$ 1.608.460, 49 investidos na realização dos procedimentos diversos

CRESCIMENTO: 55, 4% em relação ao ano de 2008

Como eu tenho vergonha na cara, informo que os números exatos são menores: 4,69% e 55,38%, ou seja, arredondei em 0,1% para puxar saco do governo atual. Tenho muito tempo para isso, como todos sabem.

Se eu não tivesse vergonha na cara, e se o atual governo não tivesse vergonha na cara e decência no coração, bastaria pinçar dos dados os exames em que as quantidades de atendimento deram um banho de quantidade na gestão anterior, para mascarar um pouco mais e melhor estes números. Mas não é o caso. Saúde e doença são processos dinâmicos, não podem ser comparados um a um, mas somente no cômputo geral. Isso quando há vergonha na cara, evidentemente.

Os adeptos da dupla Mauri/Moreira vão dizer o que? Que a inflação foi de 50% no ano de 2009 e isso justificaria o maior valor investido? Que a crise financeira mundial foi causada pela Prefeitura de Monlevade e por isso a população daqui e da região adoeceu mais, precisando de mais atendimento? Que os procedimentos realizados em 2009 eram muito mais simples, e qualquer um faria? Que no tempo de Carlos Moreira o investimento em Saúde Pública era maior?

VÃO DIZER O QUE, SENHORES?

Eu digo: ajoelhem-se e rezem porque este governo tem respeito por instituições, de tal forma que nem se defende de acusações estapafúrdias e injustas. E, quando acha que a baixaria chegou longe demais, ainda é achincalhado por tentar se defender. Ora, vão catar coquinho!

Se os senhores viajarem ao redor do mundo por seis meses, quando voltarem nem reconhecerão a cidade que aqui deixaram, de tão modificada. Para mais e para melhor. Comprem as passagens, depressa! Estão em promoção por todo canto...

E, para a Prefeitura, uma sugestão: diga estas realidades comparadas para o povo monlevadense. Mesmo aquelas em que, se houver, apareçam números menos vistosos. Porque sempre haverá uma boa explicação para cada setor que continua trabalhando, ainda que sob o pesado ataque das hienas de plantão.

Informe por conta própria. Mantenha os documentos em mãos para provar, ao povo de João Monlevade, onde se está fazendo mais e melhor. E porque não se está fazendo, nos poucos setores em que isso ocorreu (se é que ocorreu).

Abra as câmaras públicas de discussão e vejam quantos "gatos pingados" aparecem, ao contrário das multidões que sempre afloram às rádios e quejandos, para falar do que não entendem a pessoas que também não entendem, mas chegando a conclusões que "todo mundo" entende.

De mim, entendo de números. Em alguns casos, os números trazem cada informação boa que só vendo.


quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Errata e esclarecimentos

A pedido do J, ficam os esclarecimentos sobre o seguinte:

- a audiência na Câmara foi sobre a situação geral do Hospital Margarida, e não sobre a Saúde Pública em geral, no município.

- foi entregue à Dorinha Machado um resumo impresso da apresentação de powerpoint que se realizou. Ferramenta utilíssima, porque esclarece repasses do SUS para a unidade hospitalar em questão, além de abrir a situação financeira do Hospital. Divulgada, esta apresentação esclarecerá um bocado de dúvidas.

- uma certeza sobreveio: o Hospital Margarida possui saúde financeira menos ruim graças ao investimento público nele realizado (Prefeitura/Estado/União). É só imaginar o que aconteceria se este investimento deixasse de fluir. E não falo de repasse SUS, este quebra qualquer unidade de saúde em que toca. Falo das verbas extra-custeio do SUS.

- a audiência ocorreu em altíssimo nível, valeu a pena estar lá. Pela primeira vez neste ano, senti pesar quando a hora do encerramento chegou. Como minha refeição constou de prato principal primeiro, nem fiquei para o antepasto que seria a reunião ordinária da Câmara.

- mal vejo a hora de ler as postagens e reportagens que serão geradas. Como participante do evento, terei plenas condições de rechaçar um bocado de traquinagens e picaretices que provavelmente serão montadas.

P.S 1 - J, acelera o site, está fazendo falta há um tempão.

P.S 2 - Como somos dois bebuns profissionais (ironia mode on!), é só agendar, ué...

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Para todos os nossos homens públicos

Pesquisem na Internet - Querem ajuda inicial? - Aqui, ó! - e vejam como deve ser caro montar um programa municipal para diagnosticar precocemente algum caso de retinoblastoma em João Monlevade. Mais ajuda? Pronto!

Sugestões? Cada criança ou adolescente que comparecer ao PA, Policlínica, Postos de Saúde, à sua escola habitual, ao Cidadão Legal de iniciativa do Legislativo, como obrigação para funcionamento de Lan Houses... O universo de aplicação do diagnóstico precoce é quase incontável.

O retinoblastoma é raro. Quisera que não tivéssemos um único caso em João Monlevade e torço por isso. Mas como o diagnóstico pode ser antecipado por uma fotografia digital, tirada por qualquer celular de hoje em dia e sem precisar de revelação em papel, por que não regulamentar a tentativa de pré-diagnose entre o público-alvo monlevadense?

O custo é ridiculamente próximo do zero. Os benefícios, caso seja identificado precocemente um único caso, não tem como ser dimensionados.

Agenda oculta? Vão trabalhar e deixem de lado as discussões sobre quem é mais e quem é menos. Somos todos, mais ou menos, mais e menos.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

E o plano de trânsito do Marcelo Torres?

Sei que foi apresentado na Câmara há muitos dias e, até o momento, nada de manifestações por parte da Casa Legislativa. Para os discursos esbravejados que sempre proliferaram no local, este silêncio é constrangedor.

De certo modo, ainda há tempo de apreciar o projeto, criar alternativas ao mesmo, lançar a discussão no âmbito do público e muito mais. Provavelmente a Câmara está fazendo o trabalho sem que saibamos publicamente, o que só a implementação so site ou consulta à Assessoria de Comunicação poderá responder adequadamente.

Sou mais favorável à consulta eletrônica. É mais ágil e menos sujeita a variações de humor de egos numerosos. Pena também que nenhum parlamentar monlevadense tenha um mecanismo de diálogo moderno à disposição dos seus eleitores. Se eu não fosse suspeito para falar, diria que em época de eleições este distanciamento todo não resiste...