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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Encontro de blogueiros e Câmara (Sempre ela...)

Para variar, mais um Encontro de Blogueiros que foi muito positivo ocorreu no Floresta Clube. Duas pautas movimentaram a objetividade do Encontro: a primeira delas o pré-lançamento de uma campanha em prol da Segurança Pública para o Médio Piracicaba. Partimos da ideia de que o complexo estrutural do assunto seria muito maior que nossa capacidade de atuação. A alternativa de agora foi de buscar o conceito "glocal", ou seja, pensar globalmente sempre que possível; agir localmente sempre. 

A segunda pauta, a busca pela consolidação de um Conselho Municipal de Segurança Pública que se estenda para além de um nome. Nessa caminhada as prioridades são dotar a cidade de um Conselho que tenha efetiva personalidade jurídica, reconhecida utilidade pública e a devida identidade social que o capacite a - inclusive - captar e investir recursos na área.

É possível, embora eu não possua a autoridade para falar em seu nome, que a Dra. Joyce Motta (Delegada Regional da Polícia Civil em João Monlevade), dirija um pouco de sua atenção para esta pauta. Porque dessa pauta em questão pode surgir um outro paradigma de atuação no combate às causas da insegurança na região do Médio Piracicaba.

Na tarde de hoje a Delegada Regional fará um encontro coletivo com a imprensa, onde as primeiras informações deverão ser disponibilizadas à comunidade.

Para fechar a postagem, a Câmara Municipal. Meu amigo blogueiro José Henriques esteve na primeira reunião do ano e se assustou muito com o que viu e ouviu. Expliquei para ele que é daquele jeito mesmo que o Poder Legislativo vai caminhando em João Monlevade, meio que aos trancos e barrancos.

Só para começar a entender, esta Câmara está tratando a capacidade de endividamento de João Monlevade como se fosse o ponto de partida de nossos investimentos. A Câmara autoriza empréstimos baseada não no que o município terá de pagar no curto e no longo prazos. Ela autoriza baseada no quanto o município pode pegar de financiamentos diversos. Quanto ao pagamento, um mistério sobre o qual os vereadores não se manifestam.

São muitas as montanhas para escalar, sem dúvidas.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Para caçar buracos...

Alguém precisa avisar à Prefeitura que crateras não são animais da fauna nativa. Portanto não são protegidas pelo IBAMA, o que permite a caça destes animais perigosos à vida e à segurança humanas. Como, aparentemente, a Administração Municipal está com tanto medo destes bichos que ficou paralisada pelo terror, o jeito é informar que existem armas de caça apropriadas para lidar com eles.

Seguem algumas fotografias das espingardas mais adequadas à este tipo de caça e extermínio. Como especialista na área, posso esclarecer quaisquer dúvidas a respeito dos procedimentos de caça. Mas como cidadão, prefiro recomendar que sejam procurados especialistas em concreto, porque há muito tempo existem os cimentos de cura e de pega rápidas, que poderiam ser empregados em soluções paliativas antes que estes buracos sirvam como drenos para mais água de chuvas.

Se isso acontecer a cidade correrá o risco de ir, literalmente, buraco abaixo.



Inovação de cones e de fitas zebradas

Existem apenas duas formas de atuação frente a problemas: atuação preventiva e atuação corretiva. Quando um governante opta por atuar preventivamente, sabe que está sacrificando sua elegibilidade (seu potencial de captar votos fáceis) pela evolução da sociedade em que se insere. E a sociedade vê nascer um estadista, mesmo que grande parte dela não saiba reconhecer um.

Quando o governante opta por uma atuação corretiva, opta também pelo jeito mais caro e menos eficiente de enfrentar problemas. Vira um "tocador de obras", que barganha grande parte da evolução social pela chance de se eleger mais facilmente. O Brasil adota este modelo.

Corrigir é mais caro e menos eficiente que prevenir, todo mundo sabe disso. Mas quando a prevenção não foi adotada, o que se espera é uma correção rápida e justa dos problemas. Se é meu dinheiro que está sendo desperdiçado, que seja promovendo o resgate da dignidade  de quem é menos favorecido.

Agora, quando o governante opta por não prevenir e se revela pouco operante na correção, o que fazer? Acreditar que este fato é uma escolha pessoal dele? A lógica nos recomenda não acreditar nisso. Políticos são animais eleitorais por excelência e possuem um instinto de sobrevivência fortíssimo. O jeito é concluir, de novo através da lógica, de que estamos observando um animal exótico na fauna política. O que não sabe porque se enfiou neste mundo, onde a sensibilidade e a competência devem se misturar com muito cuidado, para não ocorrer a morte prematura do protagonista.

João Monlevade está estarrecida porque estamos vendo um espécime raro na ponta do processo político. Nosso governo não optou por prevenção e está agindo feito barata tonta, na correção dos problemas causados pelas chuvas.

Na imensa dúvida sobre o que fazer, a Administração Municipal inovou. Está colocando cones e fitas zebradas na borda das crateras que a chuva abre. Se é uma frustração para nós verificar que as fitas zebradas e os cones não fazem nada em relação aos buracos, pelo menos é inovador que a presença do Governo seja representada por eles à borda dos abismos. Imaginem se não houvesse nada por lá?

Pessoalmente, eu preferiria que houvesse resposta rápida, já que não houve prevenção alguma. Mas tenho que reconhecer a inovação dos cones e das faixas zebradas. Até porque o Drops já revelou que os cones dominam a política local... LEMBRE AQUI.

Governo trabalhando

Lembrem-se, por favor: sou um opositor frustrado. Por isso perco o tempo de todo mundo fazendo intrigas, não deixando o governo trabalhar e mentindo sobre a inovação e o preparo da atual Administração.

Bem, uma coisa tenho que admitir. No quesito inovação, o governo Gustavo Prandini tem qualidades que nenhum outro apresentou no comando da cidade. Existem iniciativas inovadoras que precisam ser destacadas, a bem do esclarecimento sobre os avanços registrados.

Farei isso ao longo do dia, registrando alguns desses instrumentos de inovação, o que foi possível observar ao longo dos três anos de governo já executados. Daqui a pouco no Drops, colocarei a primeira postagem reconhecendo estes avanços inovadores.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Asfalto na rua de quem?

De uns tempos para cá o que nos move é o danado do asfalto. Falo isso como opositor frustrado, já que aos olhos de quem governa só existe oposição frustrada. Frustrado que sou, emito opinião sobre o dito cujo (o asfalto, não o governo) na forma de um realto bem singelo. Vamos ver:

A PMJM diz a cada quinze dias que o asfalto chegou à Rua da Dona Eugênia, do Seu Jorge, da Dona Geralda, do Seu Armando e muitos outros. Isso para se esgueirar de uma saia justa que ninguém deveria abraçar sem pensar muito antes. O fato de ter asfaltado muitas ruas onde residem pessoas próximas demais do mandatário local. Em detrimento de ruas que precisavam sair da condição de terra batida, claro.

Há um ditado que diz: à mulher de César, não basta ser honesta. Tem que parecer honesta... E é neste ponto que o governo municipal falhou miseravelmente. Não avaliou a situação com olhos autocríticos e serenos. Não escolheu a via do menor desgaste. Desde 2009, as escolhas são sempre voltadas para o maior desgaste possível com o mínimo benefício possível.

Portanto, frustrado que sou, postarei mais tarde sobre o asfalto que chegou na rua da Dona Perdulária

E iniciarei uma pequena série de confrontos duros, porém éticos, a respeito de outra característica deste governo municipal: a de sempre ignorar os fatos através do discurso, como se este fosse obliterar aqueles.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Utilidade Pública: Vans escolares

Desde o primeiro momento de sua existência, não imaginei o Drops de Sanidade como uma extensão do meu trabalho. É assim que mantenho a ética profissional no lugar correto. Entretanto, também sou cidadão e alguns assuntos dizem respeito à minha pessoa tanto como dizem respeito a muitos outros pais e mães do Brasil inteiro.

Meus filhos, muito provavelmente, irão precisar de um transporte escolar este ano. Já estou preocupado em como escolher o melhor serviço de transporte possível para eles. A tendência é tentar convencer a mãe a dirigir, e assim meus problemas não irão existir. Não haveria outra opção mais confiável.

Este, então, é o primeiro conselho: SEMPRE QUE POSSÍVEL, não escolham transportador algum para seus filhos. Optem por levá-los e buscá-los pessoalmente às escolas. Não há pessoa mais cuidadosa e confiável para realizar esta tarefa que um pai ou uma mãe.

Quando não for possível esta alternativa, o caminho é mais árduo, mas não deve ser abandonado de forma alguma. O passo inicial é exigir a inspeção veicular de segurança (que cada município estabelece por critérios próprios), e conferir pessoalmente o estado do veículo, a habilitação dos condutores, o cumprimento de horários e trajetos e as condições específicas de cada contrato.

Para entender o que chamo de "estado do veículo" vamos recorrer a uma analogia: o carro particular, desde que dentro da Lei, trafega como o dono quiser. Arranhado, amassado, enferrujado, imundo. Tanto faz. O veículo de uso público (ainda que sendo propriedade privada na essência) não tem essa prerrogativa. Ele irá transportar pessoas muito importantes para outras pessoas. Não é veículo de carga.

Então o primeiro passo é escolher um transportador que cuida do equipamento que irá utilizar para o transporte dos nossos filhos. E que cuida muito bem deste equipamento. O segundo passo é exigir o Laudo técnico de inspeção que deverá ser emitido pelo Poder Público, em relação ao veículo. 

O terceiro passo é verificar a qualificação que o profissional apresenta. Aventureiros existem para tudo, e é função dos pais evitar que seus filhos caiam nas mãos destas criaturas. Com tantas pessoas de caráter prestando o serviço, não é justo que os mal intencionados permaneçam nessa atividade.

Certificados de conclusão dos cursos específicos, conhecimento pessoal dos motoristas, recomendações de outros pais satisfeitos, tudo isso deve ser levado em conta na hora de contratar um serviço de transporte. Estes seriam os componentes do quarto passo a ser dado.

Sugiro aos pais que se interessem pela situação a fazer o contato com os órgãos públicos competentes, para iniciar bem este 2012 em relação ao transporte escolar. Em João Monlevade, se não me engano, o SETTRAN é o responsável pela inspeção veicular especializada.

Iniciar cedo esta pesquisa irá garantir um transporte o mais seguro possível, para todos aqueles que não terão como transportar seus filhos pessoalmente para as escolas. E eu não preciso lembrar como nossos filhos são fundamentais para nós todos.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Contrapino e sem casa

Será interessante observar como o ex-vereador Contrapino lidará com a situação inversa: como convencer invasores de propriedade alheia a seguir o caminho da legalidade e da ética. É uma questão espinhosa para quem se dispôs a viver a política, com suas nuances que beiram quase sempre a irresponsabilidade já que se lida na vida pública, quase sempre, com a propriedade alheia e com o dinheiro alheio.

A administração atual não se cansa de me surpreender. Designar como Coordenador de Habitação Popular um político que se notabilizou pelo incentivo à invasão de propriedades públicas ou é jogada de gênio ou é uma furada sem tamanho. A aguardar para ver.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Elogio e sugestão à PMJM

Cancelar o recesso que estava programado para o fim de ano, frente ao fenômeno do excesso de chuvas que vivenciamos agora, foi uma atitude sensata e solidária. Sinceramente eu estava incomodado com a possibilidade de acontecer o recesso, enquanto tantos estavam sofrendo.

Agora, fica uma sugestão: há muito tempo eu já havia sugerido uma Central de Solidariedade, e conversei com a Secretária Cláudia Paiva sobre o assunto. Minhas doações estão dispersas e imagino que muitos monlevadenses  ainda estejam confusos sobre o que doar e para onde direcionar as doações também.

Seria possível massificar essa informação? Imagino que cada órgão de imprensa da cidade estaria muito orgulhoso em ajudar, divulgando centros de recepção de doações, bem como o que deve ser prioritariamente doado em cada local.

Quando convidada a ser solidária, Monlevade corresponde. Ainda bem e devemos ter orgulho dessa característica de nosso povo.

Portanto, fique registrado o elogio às ações da Prefeitura, visando amenizar a situação dos moradores em risco e meu desejo sincero de que todos os envolvidos possam se alegrar quando a tormenta tiver passado.

Pausa para secar

Finalmente a lavadora da natureza resolveu centrifugar e dar uma "secada" em nós todos. Graças a Deus que isso aconteceu, porque o que eu vi no meu plantão de trabalho ontem foi de cortar o coração. E de deixar a gente com um bocado de receio pelo que poderá vir.

A natureza não é cruel. Imaginar isso é ter uma atitude covarde perante as coisas. Ela só se defende das agressões que sofre (e não são poucas) com as armas que possui. O que nos resta é entender que vivemos a Lei do Retorno. O lixo que mandamos para o rio hoje, volta amanhã. O conforto que compramos hoje, é cobrado amanhã. A preguiça de planejar o presente retorna em forma de trabalho pesado no futuro, e assim é.

Há muito tempo não nos preparamos para o período de chuvas. Não cabe responsabilizar ninguém pelas águas, isso seria de uma pequeneza moral indiscutível. Mas é bom refletirmos com cuidado se é assim tão difícil montar um plano de ação e de contingências ali por volta de Abril e Maio, deixando muito claros os pontos de atuação quando Novembro e Dezembro chegarem muito carregados de chuvas.

Não serve para agora, que já se consolidou. Mas quem sabe a partir do ano que vem, por exemplo?

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Podemos escolher pelo menos a forma?

Como há grandes possibilidades de o Executivo ser autorizado a pegar outro empréstimo financeiro, fica um pedido público aos vereadores da minha cidade. Que alguém, utilizando do mínimo de 10 minutos de tempo de vista que o Presidente da Casa iria oferecer (caso não fosse para alguém da base aliada), apresente a seguinte emenda:

- Considerando a natureza ambientalmente mais correta do pavimento em bloquetes de concreto;
- Considerando a possibilidade de mensuração exata dos quantitativos e qualitativos de material que os bloquetes de concreto apresentam, permitindo igualmente maior transparência na gestão da coisa pública;
- Considerando a economicidade do referido material, por ser mais durável e resistente que a cobertura por camada asfáltica;
- Considerando o valor social agregado dos bloquetes de concreto, uma vez que os mesmos produzirão emprego e renda dentro do próprio município, o que não ocorrerá com a utilização de cobertura por camada asfáltica;
- Considerando a necessidade de se promover desenvolvimento em locais socialmente vulneráveis, em detrimento de locais onde obras de melhoria ou embelezamento possam aguardar um momento econômico mais favorável;
- Considerando finalmente o menor custo de aquisição e de operação do piso em concreto intertravado, em relação ao uso de cobertura por camada asfáltica;

Apresenta-se a seguinte emenda ao PL 674/2011 de autoria do Prefeito Municipal:

"- A operação financeira pleiteada destinar-se-á, exclusivamente, à promoção da dignidade humana entre os munícipes de João Monlevade, através da pavimentação inicial ou da recuperação estrutural através de pavimentação por uso de concreto intertravado."

Acreditamos que a presente emenda, além de cumprir o papel social de não se apresentar como mero entrave político ao Executivo Municipal (uma vez que autoriza a contratação da dívida pleiteada), contribui para que a dívida a se consolidar seja qualificada pela amplitude, alcance social, economicidade, maior transparência e maior compromisso ecológico e ambiental a ser demonstrado pelo Município.

Pronto. Eis a minha contribuição, como crítico do atual Governo, feita de forma serena e não destrutiva. Ainda penso que o momento é do Executivo pagar as contas que deve, enquanto o Executivo acredita que o momento é de endividar ainda mais a mim mesmo e aos demais monlevadenses. Paciência... Política democrática é a arte de chegar-se a meios termos, afinal.

Se vamos nos endividar ainda mais, que seja em nome dos monlevadenses que ainda precisam utilizar ruas de terra batida, tomadas pela erosão e perigosas para a segurança de pedestres e condutores, no âmbito de João Monlevade. 

E que, dessa vez, os fatos não se danem em confronto com a vontade do Executivo, por favor. É uma questão de dignidade humana a ser promovida entre quem mais precisa dela.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Tem que haver um basta!

Chega uma hora em que as pessoas de bem devem reagir. Não se trata de fazer nada que a Lei não permita, porque elas não sabem se rebaixar ao mesmo lodo dos canalhas. Mas ficar como estão as coisas, aí já é pedir demais.

Vou postar duas fotografias que fiz do entorno do Supermercado Bretas, feitas hoje de manhã. Basta! Trânsito é responsabilidade objetiva e pacificada na legislação, do Poder Público Municipal. Não é assunto para ser deixado às mãos dos próprios motoristas porque, como o Drops de Sanidade tem afirmado ultimamente, somos uma sociedade tão ruim quanto o Poder Público que a governa.

As fotografias falam por si. E um governo, qualquer um pelo Brasil afora, tem como um de seus deveres principais defender os homens de bem da sociedade contra os atos das bestas feras e ignorantes que saem de casa todos os dias.

Trata-se de igualar as pessoas pela desigualdade, punindo severamente aos malfeitores de qualquer estirpe, para que nós mesmos não passemos a creditar que vale a pena ser malfeitor. Simples e fácil de entender em qualquer governo. seja ele tocado por Gustavo Prandini, Zé Arruela ou Maria Parafuso.

Dêem uma ressuscitada no SETTRAN e cuidem desta bagunça. Exijo o meu direito de ir e vir, porque não exerço o abuso de estacionar onde quero e quando quero, impedindo as outras pessoas da sociedade de se deslocarem com segurança.

P.S - Não fiz fotografias das avenidas principais. Isso seria até pouco ético, porque o estado delas é muito pior em todos os dias da semana.


segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Viabilizado o convênio - ETE Carneirinhos

Tomei conhecimento de que foi assinado hoje o convênio que pode significar a largada dessa grande realização. Sendo o tipo de obra pública que não tem matiz eleitoreiro, deve ser elogiada sempre. E muito. Agora o que nos resta é esperar mais sensatez e responsabilidade financeira, para que não se arraste como lesma na cola, como sua antecessora do Cruzeiro Celeste.

Caso saia do papel em um tempo razoável, será um divisor de águas - de qualidade - para o Governo Municipal de João Monlevade. Uma daquelas obras que são comuns aos estadistas, mais que aos politiquinhos. Nessa a administração municipal acertou em cheio.

AULA DE MATEMÁTICA

Hoje vou brincar de professor de matemática. Vou passar alguns problemas para você analisar.

Problema nº1

Um professor trabalha 5 horas diárias em 5 salas com 40 alunos cada. Quantos alunos ele atenderá por dia?

Resposta: 200 alunos.

Se considerarmos 22 dias úteis. Quantos alunos ele atenderá por mês?

Resposta: 4.400 alunos por mês.

Consideremos que nenhum aluno faltou (hahaha) e, que cada um deles, resolveu pagar ao professor, diariamente, o valor da pipoca do lanche (R$0,80 centavos). Quanto é a fatura do professor por dia?

R: 160,00 reais

Se considerarmos 22 dias úteis. Qual será faturamento mensal do mesmo professor?

R: Ao final do mês, ele terá faturado R$3.520,00.


Problema nº2

O piso salarial do professor é 1.187 reais para ensinar a 4.400 alunos por mês. Quanto o professor "receberá" por aluno?

Resposta: aproximadamente 0,27 centavos.

(vixe, menos que um pacote de pipoca!!). Continuando os exercícios...


Problema nº3

Um professor de padrão de vida simples, solteiro, em atividade, e numa cidade pequena do interior tem as seguintes despesas mensais fixas e variáveis :

Sindicato: R$12,00reais

Aluguel: R$350,00reais (pra não viver confortavelmente)

Água / energia elétrica: R$100,00 reais (usando o mínimo)

Acesso à internet: R$60,00 reais

Telefone: R$30,00 reais (com restrições de ligações)

Instituto de previdência: R$150,00 reais

Cesta básica: R$500,00 reais

Transporte: sem dinheiro

Roupas: promocionais

Quanto um professor gasta em um mês?

Total das despesas: R$1.202,00

Qual o saldo mensal de um professor?

Saldo mensal: R$1.187,00 - 1.202= -15 reais, passando necessidades...


Agora eu te pergunto:

- Que dinheiro o professor terá para seu fim de semana??
- Quanto o professor poderá gastar com estudos, livros, revistas etc.??
- Quanto vale o trabalho de um professor??
- Isso é bom para o aluno??
- Isso é bom para a educação pública do Brasil??


Leia a "pérola" dita pelo Governador do Ceará durante uma entrevista:

"Quem quiser dar aula faça isso por gosto e não pelo salário.
Se quiser ganhar melhor, peça demissão e vá para o ensino privado"

Cid Gomes - Governador(!) do Ceará

SE VOCÊ ACHA QUE O GOVERNADOR CID (E OUTROS MAIS POR AÍ E POR AQUI EM MINAS) DEVEM ABRIR MÃO DE SEUS SALÁRIOS E GOVERNAR POR AMOR, PASSE PARA A FRENTE.
CAMPANHA: "GOVERNADORES, doem seu SALÁRIO e governem POR AMOR!"

Vamos espalhar isso aos 4 ventos e (por que não?) ampliar a campanha:

DEPUTADOS ESTADUAIS E FEDERAIS, SENADORES, GOVERNADORES, MINISTROS, SRA. PRESIDENTE: DOEM SEUS SALÁRIOS E TRABALHEM POR AMOR!

(Colaboração Pedro Paulo - Adaptado pelo autor do Blog)

sábado, 26 de novembro de 2011

Caro ou barato?

Caminhão pipa em bom estado = R$ 90.000,00 x 2 = R$ 180.000,00 (Caminhões com seis anos de uso, simplesmente novos porque transporte de água não é capaz de desgastar estes veículos)

Caminhão plataforma em bom estado = R$ 120.000,00 (Semi-novo e nas mesmas condições, assim não teríamos empresas privadas atuando em lugar do Poder Público no trânsito e misturando seus interesses lucrativos neste ambiente)

Rabecão - R$ 48.000,00 (Zero Km)

Total: R$ 348.000,00

Caro ou barato? Depende do ponto de vista. Para que eu fosse adquirir tudo isso e doasse para a Prefeitura de João Monlevade, seria caro demais. Não tenho o dinheiro. E talvez a Prefeitura fizesse como fez com a ponte do Metalúrgico: cag**** e andasse para a doação.

Para a PMJM, este investimento seria uma merreca. Com umas folhinhas de papel mixurucas encaminhadas para a Câmara de Carneiros, digo, Câmara de Vereadores, ela obteve 700 mil reais do DAE num sopro.

Nos últimos DOZE anos, nenhum gestor municipal teve interesse em adquirir estes equipamentos e colocá-los a serviço da comunidade. Cabem muitas responsabilizações aqui, e eu não vou me arvorar em julgador do passado. Eu quero é fazer minha parte para que o futuro não seja tão medíocre.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Morte anunciada

O contador Fubazão vai morrer. Recebi o recado há alguns dias, informando que o código-fonte precisa ser atualizado até 30/11/2011. Não irei atualizar o meu código.

Para ser muito sincero, já não vejo hoje os motivos que me levaram a ter um contador de visitas no blog. Além do motivo óbvio que seria alimentar o meu ego. Na época em que coloquei um contador, optei pelo Histats porque ele me fornece muitas informações adicionais: de quais blogs e sites vem o meu acesso, qual navegador de internet as pessoas estão usando, quais são as URL´s mais frequentes, que buscas resultam em acesso ao Drops de Sanidade, de onde as pessoas acessam, e algumas informações menos relevantes.

Ter um blog não mudou minha vida e imagino que não tenha mudado a vida de ninguém em João Monlevade. Isso me incomoda um pouco, porque aqui foram idealizadas e passadas muitas ações que poderiam ter resultado em maior qualidade de vida para todos nós. Para os que já possuem recursos à mão, estas mudanças seriam apenas racionais. Para os necessitados de verdade, porém, elas representariam um passo avante em sua dignidade.

Manter o Drops de Sanidade em pé é um ato de rsistência. Ao longo da vida do blog, eu imaginei que ele poderia servir como um farol para inciativas mais nobres, por parte de muitas pessoas públicas. Isso não aconteceu e acabei formulando a Teoria da Representatividade de Um Só. Aquela que comprova, por análise fria dos fatos, que homens públicos costumam ser resistentes a ideias externas que venham fora  de seu meio.

É uma aberração. Leio muitos blogs dedicados à João Monlevade e suas realidades, e a maioria deles apresenta ideias e projetos viáveis. Isso há quase quatro anos. Ainda não vi uma (isso mesmo, uma) ideia ser discutida nem destruída pelos bons argumentos. Elas são simplesmente ignoradas. A Teoria da Representatividade de Um Só explica o fenômeno: para ser ouvido, um cidadão precisa representar algo ou alguém, formalizado e registrado. De preferência estando à frente de pessoas que tenham título de eleitor.

Sim, essa é a realidade crua que nos aguarda. Termos representantes em todas as esferas públicas que não aceitam o fato de serem empregados do povo. Que imaginam um mundo de utopias onde todo mundo, ao nascer, recebe não uma Certidão de Nascimento, mas um Título de Eleitor. Se fosse para trabalhar em prol deste cidadão, até que eu veria com olhos mais bondosos. Mas não é. É pelo voto, que virou papel moeda para que o cidadão, mais tarde em sua vida, seja ludibriado e engabelado por muitos espertalhões.

A morte anunciada é do contador Fubazão, por enquanto. Eu aguardo o dia em que ocorrerá a morte da miséria de ideias que nos envolve, na figura de políticos desgastados, inoperantes, gananciosos por um poder que não merecem e não sabem como valorizar.

Fico com os blogs. Deles não há como sair soluções, apenas ideias e sugestões esperançosas. Isso é a Democracia, onde o poder está onde deve estar. O que amedronta é verificar o quanto o poder é desvalorizado por alguns de seus detentores.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Missão dada é missão cumprida

Os momentos de uma campanha eleitoral são sempre históricos. Para as boas coisas e para as nem tanto. Em 2008, Gustavo Prandini prometeu regularizar o fornecimento de cestas básicas por parte da Prefeitura, sob o correto argumento de que a fome é regular como o Big Ben.

E parávamos para pensar o quão cruel é alguém aguardar um ajuntamento de gêneres alimentícios por até dois meses. Como era possível? Particularmente sou contra o assistencialismo como moeda eleitoral, mas algum assistencialismo é indispensável num país desigual como o nosso.

Logo, é de se imaginar que estivéssemos muito gratificados com essa promessa de campanha em potencial: incluir as frutas, legumes e verduras na cesta básica seria uma atitude política muito avançada. Incluir o leite e a carne já parecia irreal demais, por isso não levei a sério. Mas muita gente levou a sério, como sabemos hoje. Pessoas sonham a sério, como os políticos ainda vão aprender um dia.

Bom, o tempo passou. Aquele rumo não era o meu, entrei para o seleto grupo dos descartáveis por inutilidade (e sou um dos poucos a reconhecer o direito de quem me julgou descartável, por ser inútil) e hoje não posso deixar de lembrar uma coisa.

A cesta básica pode não ter entrado no ciclo regular, mês a mês. Pode não conter frutas nem verduras. nem leite, nem carne. Nem pão. Mas um legume a cidade de João Monlevade tem que admitir que está recebendo todo mês, em doses bem generosas, por parte do Governo Municipal. Ei-lo em seu esplendor!


segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Respeito e divergência

Está passando da hora de lembrar, mais uma vez: a divergência é enriquecedora. Eu a adoto como meio de operações em minha vida, mantendo um respeito profundo por quem diverge de minhas ideias e posicionamentos.

Sendo humano, fico magoado com a divergência que é dirigida a mim. Portanto, tenho que aceitar a mágoa quanto à divergência que dirijo a alguém. O que não aceito é a transformação dessa mágoa em ódio irracional. Não faço isso, não permito que façam isso comigo.

Feita mais uma vez essa lembrança, aproveito este tópico aqui, do meu amigo e leitura obrigatória de todo dia Zé Henriques, para realizar um turnover de dissidência.

O mundo estava prometendo coisas demais para Gustavo Prandini quando ele se candidatou ao cargo maior do município. Às vésperas ainda da eleição de 2008, a projeção arrecadatória de João Monlevade apresentava uma curva de crescimento considerável, podendo atingir os 180 a 200 milhões de arrecadação anual.

O mundo econômico transformou essa realidade em pó. E a ausência de uma assessoria afinada para delimitar a zona de conforto para Gustavo - o exato meio termo entre a determinação política e o equilíbrio fiscal - cuidou de dizimar o que seria seu governo.

O pouco que conheço do político Gustavo Prandini me permite afirmar que é um homem de intelecto. Ele não é um garotinho ingênuo, que pudesse ser levado de roldão pelas mentes circunvizinhas. Portanto, o resultado final de sua passagem pela Prefeitura terá o seu DNA impregnado, a sua vontade registrada e a sua habilidade política posta em valorização definitiva para seu futuro.

Admitir tudo isso é questão de respeito democrático. Manter a divergência é questão de princípios e segue uma lógica inarredável da política. Acredita-se no comando até que o capitão do barco decida o rumo, que pode ser diferente do seu. A partir desse ponto, permanecer no barco é questão de autoestima. Quem não a tem finge que acredita e finge que colabora no novo rumo.

Quem tem um mínimo de brio próprio, desce e torce para que as coisas aconteçam da exata forma que devem acontecer. O destino responde, mais cedo ou mais tarde. Pessoalmente, acho que Gustavo Prandini faz diariamente uma avaliação cuidadosa do rumo e mantém os comandos necessários. Logo, ele é construtor do destino que o aguarda no ano que vem.

Não desejo sorte a ele. Sorte precisa quem não se prepara. Quem se capacita precisa apenas aguardar a confirmação de seu sucesso. E o sucesso deste governo está atrelado, de forma inarredável, ao sentimento da população, de que as coisas mudaram e mudaram para melhor em suas vidas.

No meu caso específico, vejo que as mudanças estruturais que eu via como necessárias ainda não aconteceram. Houve avanços em relação ao primeiro ano de governo, mas foram tímidos demais para criar a sensação de um norte confiável.

E agora, o tempo está três anos mais curto. E eu mantenho a divergência, tão salutar à Democracia. Essa divergência, no passado, levou Gustavo Prandini a ser Prefeito. Direitos iguais, eis o segredo da evolução.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Cenário Político local

Estou fora deste debate, por enquanto, por razões lógicas. Estamos a um ano, aproximadamente, das eleições municipais. Poucos analistas possuem a capacidade de acertar o prognóstico completo dentro deste prazo e eu não sou um deles. As variáveis estão complexas demais e esta incerteza pode se agravar em poucos meses.

Uma tendência que já se apresenta e que não quero repetir, nem agora e nem no futuro, é a de desqualificar já os pretendentes aos postos públicos. Ora, desqualificar pessoas é simples. Difícil é afirmar, categoricamente, seus valores pessoais comprovados sem conhecê-las no cotidiano.

Quanto aos valores públicos, cada um dos postulantes a uma vaga no ano que vem, seja no Executivo ou no Legislativo, terá tempo para demonstrá-los. O que eu afirmo com serenidade e certeza é que todos os postulantes acreditam em suas qualidades, e estão corretos em acreditar. Caso contrário, bastaria a todos permanecer no conforto de suas casas e no convívio salutar de suas famílias.

Minhas convicções pessoais não contam, embora deva declará-las por me considerar ator social do meio em que convivo. Acredito que João Monlevade precisa de gestores e administradores muito capazes, neste momento. A realidade que nos cerca está exigindo essa característica.

Caberá aos Partidos e coligações eventuais suprir esta lacuna, caso possuam a mesma convicção que eu tenho no momento. Neste rumo, as chapas deverão conter uma mescla muito bem elaborada de nomes que privilegiem o aspecto gerencial e o aspecto político. Porque nem todo administrador é bom político e nem todo político é bom administrador, cabe aos engenheiros do cenário público fomentar a união de nomes que atendam a estes dois requisitos.

Até porque, em minha opinião, possuímos bons políticos que ainda não demonstraram boa liderança gerencial. E possuímos bons gestores que ainda não foram testados no ambiente puramente político. E a cidade não irá suportar, no meu modesto entendimento, uma espera de mais quatro anos para deslanchar em rumos que se provaram eficazes no Brasil inteiro, ainda que em um número reduzido de municípios.

João Monlevade precisa, urgentemente, crescer. À parte a decisão soberana das urnas, muitos são os responsáveis por colocá-la, desde já, num rumo favorável e propício para que a cidade possa alcançar este objetivo.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Perdão de dívidas

O Projeto de remissão (perdão) de dívidas de pequeno valor, enviado pelo Executivo para análise na Câmara Municipal, é polêmico por natureza. Afinal, estamos falando sobre incentivar o calote ou impedir um gasto maior que a arrecadação que viria com ele? Há implicações eleitorais ou não? É para todos ou somente para os contribuintes mais pobres?

Vou defender a postura do Executivo. Incentivar o calote é algo impossível, porque as pessoas ou são caloteiras ou não o são por natureza intrínseca. Não é uma ação governamental qualquer que vai transformar um canalha em um homem honrado e pagador de suas contas, sabemos disso.

Da mesma forma deve ser analisada a responsabilidade do agente público com a saúde das finanças municipais. O único reparo a colocar aqui é que toda atitude do Executivo só confirma na prática o que ele nega na teoria: que os cofres da Prefeitura estão exauridos e acabados. Caso contrário, o mais correto seria cobrar de todos, mesmo perdendo algum dinheiro no processo. Porque isso iria começar a criar no contribuinte a ideia de que ele não deve pagar seus impostos porque o prefeito é A ou B, mas porque a cidade precisa.

Entretanto, com os cofres municipais à beira do colapso, o mais acertado é evitar este gasto adicional para executar os devedores do Município. Na crise, economiza-se até mesmo à custa de uma melhor atuação igualizadora (onde todos são iguais perante a Lei e perante os encargos legais).

Quanto à finalidade eleitoreira, não acredito que haja esta intenção, porque estamos longe das eleições ainda. Para o ano que vem, seria ético não apresentar um projeto semelhante, por razões mais que óbvias. E em relação à situação social dos devedores, deveria ser iniciado imediatamente um cadastro dos munícipes que não possuem mesmo a condição de quitar seus débitos, de forma a permitir uma análise mais cuidados das atitudes que poderiam ser tomadas, sem causar maior dano social aos mesmos.

No momento, como alternativa para corrigir outras falhas estruturais, trata-se de um projeto que deve ser visto como um alívio nos cofres da Prefeitura (partindo-se da comprovação de que é realmente mais caro cobrar do que perdoar o débito), porque defender o contrário é piorar ainda mais a saúde financeira do Município.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Nossa Chernobil ainda está lá



O link vai jogar para um artigo de Março desse ano. Só para comprovar que nós, monlevadenses, ainda somos preguiçosos para aprender com nossos exemplos passados. Um povo sem memória é um povo sem história...