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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Pérolas do Max - Sua utilidade e seu valor real

Max Gehringer é consultor de carreiras, e especialista em dizer o que precisa ser dito, mesmo fora do ambiente de trabalho.

"Você executa há muito tempo a mesma função. Sempre elogiado pelo chefe, mas nunca promovido nem recompensado. Um dia, aproveita um momento de ótimo humor do seu chefe e pergunta-lhe sobre a chance de uma promoção ou incentivo financeiro. O chefe fica ofendido e passa uma semana de cara amarrada. E agora?"

Resposta do Max:

"Você precisa procurar outro emprego. Se conseguir uma proposta melhor, irá demonstrar que seu chefe não estava avaliando corretamente seu desempenho. E poderá negociar sua permanência em bases melhores para você. Se não conseguir outra proposta melhor, descobrirá que seu chefe, afinal, tinha razão. E sua vida profissional neste lugar terá acabado, quer você queira, quer não."

Minha análise:

Este é o maior dos problemas que uma organização produtiva costuma enfrentar. A presença dos Zumbis funcionais, gente que se achou melhor do que realmente era. Ocorre com mais frequência em Instituições sólidas, que já existiam antes de nós nascermos e que, provavelmente, continuarão a existir depois que morrermos.

Se você trabalha numa destas Instituições, prepare-se para ser avaliado pelo que você realmente representa, e não pelo quanto acha que vale. Uma engrenagem fundamental ainda é menos importante que o conjunto do motor. Trocar uma engrenagem pode até sair caro, mas trocar o motor inteiro custará infinitamente mais. Pense nisso.

Gente menos qualificada está avançando? Amigo, reveja seus conceitos. Quase com certeza a qualificação dessa gente reside não no que você vê, mas no que seus chefes veem. Cristalino como água, mas nosso ego teima em nos ludibriar neste quesito pontual.

Faça mais. Faça melhor. Tome iniciativas, mesmo sabendo que muitas delas serão esquecidas e outras, não aproveitadas. Mas a vida é assim mesmo. Caso contrário, todo mundo ganharia na loteria toda semana, e o mundo seria cor de rosa com sabor de algodão doce, não é mesmo?

Faça sempre mais pelos outros, porque indiretamente você estará fazendo mais por si mesmo, que é o melhor investimento que existe neste mundo. E enquanto isso, não ponha preços a menos que você seja convidado formalmente a fazê-lo. O contrário significa asfaltar o seu caminho em direção à rua. Isto é doloroso e, muitas vezes, irreversível.



sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Pérolas do Max - Simplificar problemas

Max Gehringer é consultor de ambientes profissionais.

"Trabalho em equipe não significa que todos tem de saber fazer tudo e participar de todos os processos igualmente. É reconhecer que uns são mais capazes do que outros para determinadas tarefas. E que, com respeito e confiança entre todos, é possível chegar a excelentes resultados como equipe."

Uma primeira leitura deste enunciado pode levar a conclusões desastrosas, que não estavam na mente do Max quando escreveu. É só comunicação suja, mas dá para limpar e clarear. Vejamos:

Uns são mais capazes que outros. Ponto. Mas a chave é que não existe quem saiba fazer de tudo. Aquele que mete o nariz em todos os setores costuma fazer com que todos os setores trabalhem abaixo do esperado.

Vem daí o pouco resultado de algumas equipes que, em tese e pelos nomes e competências envolvidas, tinham tudo para funcionar e bem. É o efeito Maradona: aquele sujeito que dá pitaco, mas só acha que sabe, joga um grande trabalho profissional por terra.

Como ele, formalmente, não faz parte do grupo principal, podendo retornar a seu setor depois que a merda está feita (geralmente é superior hierárquico daquela equipe), o resultado será criticado posteriormente e de forma severa. Adivinhe por quem?

Isso mesmo. Por todos, inclusive o responsável indireto pela merda toda.

Respeito e confiança entre todos. Segundo ponto. Sem a confiança dos superiores, nenhuma equipe se esforça em buscar novas respostas para problemas antigos. Para que, se o superior vai meter a colher de pau na receita e buscar a resposta já antiga que ele possui?

Tomemos o cuidado de analisar que problemas antigos são problemas não resolvidos. Assim, as respostas velhas não solucionaram, só adiaram os problemas. Neste universo, só respostas novas poderão encontrar uma eventual solução. Isso sem esbarrar na reinvenção da roda, que é inútil.

Mas como uma equipe pode buscar respostas novas, sem a confiança dos superiores? Este nó costuma engessar muitas gestões que, de outra forma, gastariam sua energia em outros pontos críticos onde ela seria, efetivamente, necessária.

Simplificar significa confiar. Nenhuma equipe de trabalho se mantém pelo acaso, ainda que possa ser formada desta maneira. Nenhum líder genuíno desmonta uma equipe, sem ter-lhe dado uma chance real de mostrar seus valores.

Nenhum líder genuíno decide tudo sozinho. Somos mortais e falíveis. Todos nós. Após nossa passagem, as instituições devem permanecer intactas. Ou teremos sido apenas vândalos, onde sociedades precisavam de construtores.

Agenda Oculta? Cobre da equipe o que for de responsabilidade dela, mas desconfie muito de resultados que não surgem, mesmo com uma boa equipe montada e devidamente equipada. Provavelmente há um Maradona dando palpites demais no ambiente em volta.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Pérolas do Max

A partir de agora, pretendo postar algumas das ideias de Max Gehringer, analista e consultor de carreiras que apresenta uma visão muito realista do que sejam as relações de trabalho.

Não se trata de afirmar que encontrei o Santo Graal. Já disse que não tenho ídolos, porque todos tem pés de barro. Minha tentativa é apresentar caminhos, oferecidos por uma pessoa de quem compartilho muito do pensamento lógico e, portanto, difícil de retrucar.

E relações de trabalho são fundamentais. Afinal, pense no que seria da sua vida sem o seu trabalho. Ou melhor ainda, pense no que seria da sua vida se você tivesse um trabalho.

E uma das consequências mais salutares, finalmente posso explicar a meus leitores porque, apesar de encher o saco do Thiago Gonçalves, entendo sua situação. E acredito que, findado o tempo de ser empregado de Mauri Torres, ele será muito útil à João Monlevade.

Vamos à primeira pérola do Max:

"Espera-se que o subordinado saiba se adaptar a seu superior - e não o contrário."

Obviamente recomendo a leitura dos originais de Max Gehringer. Minhas traduções, por assim dizer, não são fiéis ao reciocínio dele. São apenas formas de tornar mais simples a leitura e o entendimento de alguns conceitos complexos na obra do consultor, ok?

Falando de subordinados e superiores: Ambos estão ligados pelo umbigo. O sucesso e o fracasso virá para ambos. Mas com pesos diferentes. Nenhuma organização manda embora uma equipe inteira por causa de um grande fracasso. Já o superior desta equipe...

Bem, os conhecedores de futebol sabem como é fácil demitir o técnico, e não todos os jogadores, quando algo dá errado.

Por isso, raciocine comigo: se um elemento da equipe é ruim, podendo trazer o fracasso a um projeto qualquer, quem será mandado para a rua da amargura antes que isso aconteça? O subalterno ou o chefe?

Adapte-se ao estilo do seu superior. Sempre. Ele não precisa se adaptar ao seu estilo. Até porque, se o seu estilo fosse mais adequado que o dele, a organização iria colocar você como gestor. Se isso não ocorreu, há sempre um bom motivo. Pode não ser caridoso, racional, nem grato. Mas é bom. Resultado, no mundo corporativo, é mais importante que caridade, razão ou gratidão.

Ah! Não transporte para a vida pessoal. Só trataremos de vida profissional nestes tópicos. O lado pessoal transcende o trabalho, embora os dois tenham alguns pontos em comum. Mas prefiro deixar questões pessoais de lado.

Até a próxima "Pérola do Max"!