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quarta-feira, 16 de maio de 2012

Só na Justiça?

Quando o DAE-João Monlevade abriu uma vala na Rua Padre José de Anchieta, no Bairro República (para instalar a tubulação que levaria água até a caixa d' água) eu já sabia que a vala iria ficar como uma lembrança do feito histórico. Mas não imaginei que seria por tanto tempo.

Hoje, para acessar a minha rua, estou tendo que travessar a voçoroca em que já se transformou a maldita vala aberta e ainda não fechada. Se fosse só pelo prejuízo que isso está causando nos carros, tudo bem. Bens materiais são apenas isso.

Mas existe um risco muito maior: pela profundidade atual da voçoroca, já estamos tendo que diminuir muito a velocidade para fazer a conversão de acesso à Rua Café filho, e isso está colocando em risco nossas vidas. Porque a Padre José de Anchieta é ladeira e o pessoal não desce a 40 km/h. 

Minha esposa está correndo risco de morrer, meus vizinhos estão correndo risco de morrer, eu estou correndo risco de morrer por causa da voçoroca no asfalto. Não estou vendo outra alternativa senão a de impetrar um Mandado de Segurança contra a Administração Municipal, pelo nosso direito de não morrer devido a um erro primário e estúpido, além de recorrente e antigo. 

Mas deve existir algo muito mais importante na pauta de serviços, claro. Talvez tomar para si o resultado educacional de 2009, estrela da VEJA, que é fruto da tradição monlevadense de bem ensinar desde 1973, que é quando eu entrei na escola D. Jenny Faria e obtive uma educação de muito valor. Viva-se com um barulho desses!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Além das cores de pele

Que me desculpe quem entende o contrário e vive desse jeito, mas eu sou incapaz de entender o racismo. Nunca passou pela minha cabeça aceitar que exista outra raça de homo sapiens que não a raça humana, porque nós somos obrigados a conhecer mais e a agir mais que as outras raças do planeta (e falo das ditas irracionais, o que duvido também).

Posso aceitar que exista a etnia, mesmo não acreditando nela. Há limites para o que é razoável e não vejo como razoável negar a riqueza étnica como um patrimônio de cada um. E acho que todos devem parar por aí. O exagero não traz saúde intelectual nem emocional a ninguém.

Avançar além deste ponto é para os muito doentes. A raça humana ainda vai entender a abraçar suas grandes responsabilidades, antes que dê um jeito de destruir o planeta em que vive.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Lula vai virar vaca

Assim que estiver recuperado de seu câncer de laringe, Lula vai dedicar grande parte do seu tempo útil participando de campanhas eleitorais pelo Brasil afora. E como será disputado, viu? Na esteira do sucesso que ele soube colher e chamar para si mesmo, sozinho, ignorando o trabalho de humanização do Brasil que começou com Itamar Franco, ele vai virar vaca.

A expressão é para lembrar aquele ditado que diz que dela se aproveita tudo, até o chifre. É mais um caso emblemático da vitória que é derrota. Lula sempre se postou como defensor de um Brasil diferente do que tínhamos, e sempre se postou de modo muito digno. Quando teve a oportunidade de mostrar na prática sobre o que realmente falava, passou a falar a língua dos coronelzinhos que sempre combateu. E a agir como eles, o que é muito mais feio para quem pagava de "Capitão Ética", pseudo herói curumim sem arco e nem flecha mas com muita vontade...

Vamos ver quem vai conseguir um pedaço de filé, de maçã de peito, de fraldinha ou de coxão para comer. Fará diferença nenhuma para o grande povo, porque - como canta Rita Lee - "tudo vira bosta". Mas servirá para nos lembrarmos mais uma vez: diga-me com quem andas...

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Crise é momento de inovar

Mas talvez não inovar tanto. Desde que a paralisia tomou conta do Governo Municipal, de forma peremptória e definitiva, no sentido de corrigir os problemas que a cidade está enfrentando, estamos vendo até boi voar.

Eis a regulamentação de trânsito que encontrei numa borda de cratera dessas que estão pipocando por aí:


Eu sou especialista em trânsito (não tão bom quanto o Juvenal, admito) e confesso que na resolução Contran que estabelece a sinalização de tipologia R (parece grego?) não consta esta placa especificamente. Também não vou informar a legislação que rege a matéria, o Google quebra o galho de tanta gente no governo que vai servir nessa hora igualmente.

Bom, o que resta é interpretar a placa pela cabeça do Governo. Ela significa "Proibido cair no buraco", em João Monlevade, evitando assim que a Prefeitura tenha que indenizar alguém com seus cofres minguados pela farra dos anos anteriores.

Portanto motoristas, fiquem atentos. Ao ver uma placa deste tipo, saibam que não devem e não podem cair com seu veículo no interior da cratera, porque não haverá indenização, viu?

Dinheiro não é banana

O advogado Adilson Prates, em seu blog, apresenta ideias que podem gerar uma economia mensal de cerca de 2 milhões de reais à Prefeitura Municipal de João Monlevade. São remédios aparentemente amargos aos olhos do político de qualquer estirpe, mas que a uma análise mais profunda demonstram ser ótimos medicamentos para a manutenção de uma qualidade de vida invejável. Vamos observar com calma:

Mesmo considerando-se que os apontamentos do Adilson Prates estejam, como ele mesmo alerta, errados em cerca de 20%, eu já demonstrei aqui no Drops como a Limpeza pública pode gerar economia anual de 700 mil reais. A menos, é claro, que alguém esteja dando uma mamadinha no lixo.

Bom, aí teríamos 1.600.000,00 aproximados no cálculo no nobre advogado economizados todo mês. Logo, teríamos 19.200.000,00 somados aos 700 mil reais que já provei serem desperdiçados com lixo, todo ano. Num mandato completo, seriam 79.600.000,00 para investir na cidade. Uma mega-sena gorda, capaz de asfaltar a Lua, o Iraque e o Egito inteiros.

Ninguém deve se iludir com o animal político. Eles sabem destas contas e sabem que elas são realizáveis no médio prazo. Só não querem realizar porque isso quebra o paradigma da política fácil, de balcão, que impera no Brasil desde os tempos da roca de fiar.

E ninguém deve se iludir com o fato de mostrarmos os caminhos. Somos esporos externos, pontos fora da curva que não são levados em muita conta. Mas se houvesse senso crítico no meio em que vivem, políticos aproveitariam estas oportunidades e ideias para aplicar melhor o dinheiro público e isso geraria uma justa e confiável propaganda eleitoral. Com efeitos muito mais saudáveis do que o ato de babar no ovo que é obtido à custa de dilapidar nosso dinheiro com golpes de foice. Geralmente por açeçores que mal sabem apertar o alfinete da fralda que ainda usam...

Dessa fórmula perversa vem o hábito de tratar o dinheiro dos nossos impostos como se fosse banana, encontrável em qualquer quintal ou balcão de feira. O cidadão pagador de impostos não suporta mais essa mentalidade tacanha.

Nosso pensamento é sempre no sentido de que o próximo Prefeito irá navegar em águas políticas turbulentas. Irá, mas a crise é também o melhor momento da oportunidade. Seguindo receitas ortodoxas e serenas, ele poderá vir a ser lembrado como "O cara" que retirou o município do buraco e criou um novo patamar de se fazer política em nossa cidade.

Será isso ou teremos muito mais anos de paralisia a vencer.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Eu não sou "Figura Pública"

Gente, me insultar é um gesto tão inútil quanto esperar eficiência do Governo Municipal. Eu não acho que seja tão difícil assim de entender: da mesma forma que o Governo não é responsável pelas chuvas e pelo caos, eu também não sou.

Mas o Governo é responsável pelo combate ao caos. E isso não é porque eu quero que seja assim. É porque o Governo disputou eleições colocando-se na condição de quem iria realizar esta tarefa. E eu não disputei nada, não prometi nada e não engalobei ninguém com esta falácia de que iria salvar a pátria monlevadense em 2008.

Gostaria de lembrar a todos que não publico comentários criminosos. Sejam contra mim ou contra o Governo Municipal, ou ainda contra qualquer cidadão monlevadense. Essa é uma política que o Blog possui há quase quatro anos e não vai mudar. Comentem o que quiserem, me xinguem o quanto quiserem, e tudo será publicado se não contiver conteúdo criminoso.

Mas vamos manter o foco na legalidade, assim fica muito melhor. E vamos manter o foco no Governo, porque a Administração Municipal funciona. Infelizmente ela não pode funcionar sozinha. Precisa do comando e da sinergia de comando para atuar dentro da Lei.

Esta paralisia que estamos vivendo é obra de Governo, não da Administração. A fatura de tudo aquilo que vínhamos criticando chegou. Se houvesse dinheiro em caixa, o Estado de Emergência em que a cidade está permitiria a contratação de homens, máquinas, serviços e bens de consumo de auxílio às vítimas das chuvas.

Mas não há o dinheiro em caixa, porque foi gasto de forma alucinada. Existe até a propaganda de que será ainda gasto de forma alucinada, num aditivo de asfaltamento que já era inoportuno e agora ficou surreal. Mas vai acontecer do mesmo jeito, porque repito mais uma vez: este comendo de Governo tem nojo de pobres, tem alergia a questões públicas e tem resistência feroz contra bons conselhos.

Este tripé de maldades destrói qualquer perspectiva de positividade na vida comum dos cidadãos monlevadenses. 2012 está perdido para o Governo Municipal, e ainda nem começamos Janeiro de forma efetiva.

Finalizando, não troço contra o Governo. Nunca fiz isso, porque mal ou bem ele representa a cidade. E eu nunca vou torcer contra João Monlevade. O que eu faço é torcer contra o sucesso das tolices de Governo, que vem acontecendo numa enxurrada muito maior do que as águas que estão tragando João Monlevade agora. E as tolices vem ocorrendo desde muito tempo atrás.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Coragem é dizer o necessário

Faço aqui uma pausa justa para eximir os poderes públicos em uma situação distinta: quando são acusados de não comparecer para resguardar a propriedade privada, de quem tem condições para fazer isso por si mesmo.

É bom lembrar: todo governo existe para transferir renda. Mas essa transferência deve existir em favor de quem é digno e esforçado, mesmo não tendo habilidades e competências para gerar patrimônio seu. Transferir renda para quem possui essas habilidades é fomentar o espertalhonismo.

Não acredito em assistencialismo, como meus leitores mais antigos sabem. Acredito é na assistência pontual e que possa promover a oportunidade de o assistido não precisar dela no futuro. Mesmo assim defendo sempre que o Poder Público e o dinheiro público, quando empregados, devam se dirigir ao público que mais necessita.

Portanto, não é caso de eu defender o governo municipal mais imaturo e despreparado em gestão que já vi na vida. Trata-se de defender qualquer instância de governo de assumir responsabilidades que não são suas. E, por lógica, não aceitar que o dinheiro público seja aplicado onde já há algum grau de conforto, numa cidade em que muitos moradores encontram-se em áreas onde falta até mesmo a dignidade mínima.

Daí surgem minhas críticas. O que fazer com elas pertence ao foro íntimo de cada um. Grandes homens costumam avaliar as críticas, crescer através delas e minimizar sua ocorrência no futuro.

Os demais tentam desqualificar o crítico, como se isso resolvesse os problemas.

Simples assim. Só é tornado complexo pelas mãos de homens que não se vêem do nosso lado, mas muito acima de nós todos.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Mais que vontade, ação afirmativa

Este dogma não foi assimilado por 90% dos políticos brasileiros. Ainda. Mas será, como os tsunamis silenciosos que varrem esporadicamente políticos do mapa. O mundo árabe que o diga...

Mais que palavras, a ação afirmativa é que define o homem verdadeiramente interessado nas necessidades possíveis dos seus iguais. E só as necessidades possíveis de ser atendidas, porque as sofisticadas demais não são necessidades. São luxos, para os quais a sociedade não deve contribuir com pagamento de impostos.

Elencar aqui os muitos exemplos de como minha cidade está dentro dos 90% de inoperância é desnecessário. Melhor salientar mais uma vez: João Monlevade não suportará mais quatro anos sem uma gestão administrativa forte e comprometida. Não há jeito de que um político puro, sem estar completamente envolvido por gestão profissional, possa colocar de novo o município nos trilhos.

E antes que haja qualquer má interpretação, não me servem os trilhos antigos. Não eram assim uma Brastemp, só parecendo bons porque agora não há trilho algum sob a locomotiva. Em 2012, vamos votar mais uma vez...

Bom, que seja desta vez um ato coletivo e consciente. Ir à urna eleitoral como quem vai ao shopping nos jogou no atoleiro por muitos anos. Sair dele, somente com uma atitude diferente da que nos atirou para dentro do brejo.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Encontro de blogueiros - Visão n.º 1


Esta é uma visão possível, embora eu não esteja afirmando que ela exista, em relação aos Encontros de Blogueiros de João Monlevade. Reparem bem a total compatibilidade de comportamentos (são monstros), o ambiente de conspiração e a liderança maligna. Até a sombra parece fazer parte do ambiente de "arrase-se tudo!"

Horda? Quadrilha? Corja? Quem é o dono do dicionário, afinal, para delimitar em um único vocábulo todo um universo de intelecto e emoção? De razão e de paixão pelas coisas? Que se apresente e jogue suas pedras. Eu sou daqueles que já atirou muitas, já recebeu outras tantas. Pedras não me trarão qualquer sentido de novidade ou de evolução para as coisas. É muito provável que todos os blogueiros, já participantes de alguma edição passada, estejam na mesma condição de vida.

Enxergar os nossos encontros como algo assemelhado a isso aí é direito de todo e qualquer cidadão. Os "monstros" são democráticos, na verdadeira acepção da palavra, e não irão se ofender jamais. Porém, como primeira visão, eu penso que ela não traduz o que são nossas rodadas de interação blogueira.

Na imagem está faltando riso. Falta a capacidade de encarar o ridículo próprio de tentar ser feliz, com o que se tem e com o que se é, sem ingerências de outras instâncias menos nobres. E temos conseguido receber com muita elegância e carinho aos não-blogueiros que se aventuram.

Já passaram pelos nossos encontros gente do calibre de Wilson Bastieri, Railton Franklin, Teotino Damasceno, Zé Conceição, Pedro Paulo e muitos outros. Nossas famílias, de vez em quando, dão o ar da graça também. Não há registro em minha memória de que alguém tenha se sentido maltratado a ponto de se ver diminuído.

Mas é o meu ponto de vista. Posso estar errado. Os seres humanos podem sempre errar em alguma coisa.

Algumas coisas demoram a mudar

Não é uma questão de asfalto novo, mas de mentalidades velhas. Não é questão de duplicar, mas de duplicar com modernidade e respeito às vidas. É necessário trazer esta estrada para o Século 21, porque desde o primeiro ano do Século 21 os impostos continuaram sendo cobrados.

Não se trata de desvincular a irresponsabilidade dos motoristas, mas de garantir que os motoristas responsáveis não morrerão de forma estúpida nesta rodovia. Aos demais, estou me lixando para que morram como lesmas debaixo de sal. Contanto que não destruam nenhuma família inocente neste processo.

Não se trata de uma questão puramente econômica. Trata-se de evitar que irmãos, pais, filhos e bons amigos fiquem até três meses sem se ver, por medo de que fiquem sem se ver para sempre.

Não é um helicóptero a mais que fará diferença. Os que falam pomposamente em cuidar da BR 381 como prioridade são os mesmos espíritos de porco que, nos últimos 16 anos, deixaram esta prioridade engavetada num quartinho dos fundos.

Como nunca foi uma questão de amor ao próximo, de respeito à nossa cidadania e à nossa humanidade, de consideração pelo que somos e pelo que contribuímos para o crescimento do país, que seja uma questão financeira. Que seja, então, algo que realmente toque o "espírito público" de nossos políticos: a pressão dos grandes grupos que perdem dinheiro com os bloqueios constantes da pista.

Vou ficar na contramão da cidadania: torcerei fervorosamente para que toda semana, se possível sem nenhuma morte estúpida, esta estrada fique bloqueada por dois dias. Assim teremos chance de vê-la humanizada e modernizada rapidinho, com centenas de trastes humanos indo à mídia para dizer que: "esta obra é um marco de nossa articulação política e de nossa luta em benefício dos cidadãos brasileiros que precisam dela"...

Não se trata de um texto. É só mais um. Trata-se de constatar que somos considerados lixo, trafegando de um lado para outro numa estrada que é destinada ao lixo.

OBS: Texto de Agosto de 2010, que infelizmente não envelheceu. Principalmente a parte que trata de mentes velhas pensando em asfaltos novos, na rodovia BR 381 e entre nós.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Façam suas apostas!

A bolsa de apostas envolvendo o novo empréstimo a ser feito pelo Executivo já ferveu. A Câmara Municipal vai, dessa vez, se portar como defensora de uma maior racionalidade no emprego de dinheiros públicos ou não?

Minhas apostas são todas pessimistas. Não acredito mais, e isso por si só é um desastre. O cidadão deve manter um mínimo de fé em seus representantes eleitos. Entretanto, como só está finalizado o que já acabou, vou aguardar a votação de hoje.

Caso o meu prognóstico seja equivocado, comprometo-me publicamente: vou mandar publicar nos dois principais jornais da cidade meu agradecimento aos vereadores que se posicionarem ao lado da racionalidade, da independência e da população socialmente vulnerável, que não tem como hipotecar mais futuro em nome de um presente afundado.

Podemos escolher pelo menos a forma?

Como há grandes possibilidades de o Executivo ser autorizado a pegar outro empréstimo financeiro, fica um pedido público aos vereadores da minha cidade. Que alguém, utilizando do mínimo de 10 minutos de tempo de vista que o Presidente da Casa iria oferecer (caso não fosse para alguém da base aliada), apresente a seguinte emenda:

- Considerando a natureza ambientalmente mais correta do pavimento em bloquetes de concreto;
- Considerando a possibilidade de mensuração exata dos quantitativos e qualitativos de material que os bloquetes de concreto apresentam, permitindo igualmente maior transparência na gestão da coisa pública;
- Considerando a economicidade do referido material, por ser mais durável e resistente que a cobertura por camada asfáltica;
- Considerando o valor social agregado dos bloquetes de concreto, uma vez que os mesmos produzirão emprego e renda dentro do próprio município, o que não ocorrerá com a utilização de cobertura por camada asfáltica;
- Considerando a necessidade de se promover desenvolvimento em locais socialmente vulneráveis, em detrimento de locais onde obras de melhoria ou embelezamento possam aguardar um momento econômico mais favorável;
- Considerando finalmente o menor custo de aquisição e de operação do piso em concreto intertravado, em relação ao uso de cobertura por camada asfáltica;

Apresenta-se a seguinte emenda ao PL 674/2011 de autoria do Prefeito Municipal:

"- A operação financeira pleiteada destinar-se-á, exclusivamente, à promoção da dignidade humana entre os munícipes de João Monlevade, através da pavimentação inicial ou da recuperação estrutural através de pavimentação por uso de concreto intertravado."

Acreditamos que a presente emenda, além de cumprir o papel social de não se apresentar como mero entrave político ao Executivo Municipal (uma vez que autoriza a contratação da dívida pleiteada), contribui para que a dívida a se consolidar seja qualificada pela amplitude, alcance social, economicidade, maior transparência e maior compromisso ecológico e ambiental a ser demonstrado pelo Município.

Pronto. Eis a minha contribuição, como crítico do atual Governo, feita de forma serena e não destrutiva. Ainda penso que o momento é do Executivo pagar as contas que deve, enquanto o Executivo acredita que o momento é de endividar ainda mais a mim mesmo e aos demais monlevadenses. Paciência... Política democrática é a arte de chegar-se a meios termos, afinal.

Se vamos nos endividar ainda mais, que seja em nome dos monlevadenses que ainda precisam utilizar ruas de terra batida, tomadas pela erosão e perigosas para a segurança de pedestres e condutores, no âmbito de João Monlevade. 

E que, dessa vez, os fatos não se danem em confronto com a vontade do Executivo, por favor. É uma questão de dignidade humana a ser promovida entre quem mais precisa dela.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Estava demorando... Vivam as fotografias!

Fui procurado por um cidadão monlevadense que está indignado. Ele foi atingido por um veículo da PMJM (ou a serviço da mesma, ainda a apurar) que desrespeitou a legislação de trânsito. É claro que ele espera ser ressarcido de seus prejuízos financeiros, já que se recuperou dos prejuízos à sua saúde física.

Também é claro que a PMJM já o brindou com um balde de água gelada na cabeça, fazendo com que o único caminho possível para se ver ressarcido justamente seja o caminho do Poder Judiciário.

É claro que trabalharei para ele até de graça, não pelo fato de ser contra a Prefeitura, porque não sou mesmo. Mas pelo fato de ser contra o desrespeito às leis e pelo fato de ser contra à ideia de que existam pessoas (físicas ou jurídicas) que possam ser consideradas acima da Lei.

É mais claro ainda que minha competência profissional, como especialista de trânsito, será ridicularizada pela PMJM em sua defesa (se houver uma possível). Vindo de quem não respeita e não cobra nem fiscaliza o respeito às leis, este fato configura apenas mais uma crônica de trapalhada anunciada.

Vivam as fotografias! Contra elas, em sua frieza ética, moral, anti-servil e definitiva, até mesmo a PMJM nada pode fazer para alterar a realidade circundante. 

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Eles são pessoas, e muito dignas

Eu sei que muitos de vocês vão ficar com documentos de carro atrasados. Que vão perder alguns dias a mais para renovar a habilitação. Que vai demorar um pouco mais para obter a Carteira de Identidade e Atestado de Antecedentes, para quem estiver precisando.

Mas antes de insultar e ofender, é bom usar um pouco de lógica. Como exigir dos policiais civis de João Monlevade que retornem a um prédio que está interditado e, provavelmente, condenado? Nenhum de nós recebe seu salário para morrer de forma estúpida. Não é justo nem humano sequer pensar nessa alternativa.

Um pouco de calma e de solidariedade não faz mal para ninguém. Somos vítimas, também, do Poder Público que nós todos deixamos deteriorar no Brasil. Por falta de controle, por falta de energia e por falta de decência, que nós todos acumulamos um pouco ao longo da vida.

Se existe algo positivo no episódio, é só o fato de ser mais um que nos deve levar à reflexão: pagamos os impostos, mas recebemos os investimentos de volta?

Vamos lembrar: os cidadãos que trabalham na Delegacia são pessoas dignas, que tem família como todo mundo, que tem um nome a zelar e que tem o mesmo direito de proteger suas vidas que qualquer outro cidadão também tem.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Ontem, também já tinha tido...



"Rubens it's last lap let Michael pass for the championship" (Rubens, é a última volta. Deixe o Michael passar, pelo Campeonato.")


Estes dois vídeos de Fórmula 1 foram postados porque a gente tem a mania de esquecer algumas coisas. Uma delas: dinheiro é mais importante que a dignidade, em alguns meios. Principalmente o esportivo. Estou à vontade para receber a brincadeira dos torcedores cruzeirenses. Eles estão mais é no direito de comemorar e não tem nada a ver com o peixe.

Mas esta equipe de futebol do Cruzeiro vencer por 6 x 1 da forma que venceu a partida, nada mais é que um insulto às duas torcidas que são verdadeiramente apaixonadas por seus clubes. A vitória em si é normal e até a goleada não seria um resultado absurdo, em condições normais.

Mas, amigos Cruzeirenses, o que houve de normal hoje? Eu estou com uma vergonha danada pelos dois "times" que entraram em campo. Ambos participaram de uma farsa como eu só tinha visto antes na Ferrari de Schumacher. O fim de noite dos atletas, com churrasco e bebida liberada, juntos e misturados, está garantido. Já o dos torcedores...

A decência está morrendo, e nós com ela.

Hoje, sim!



E, antes que eu me esqueça, Alexandre kalil. Você É um tipo especial de vagabundo. O que chefia a matilha.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

AULA DE MATEMÁTICA

Hoje vou brincar de professor de matemática. Vou passar alguns problemas para você analisar.

Problema nº1

Um professor trabalha 5 horas diárias em 5 salas com 40 alunos cada. Quantos alunos ele atenderá por dia?

Resposta: 200 alunos.

Se considerarmos 22 dias úteis. Quantos alunos ele atenderá por mês?

Resposta: 4.400 alunos por mês.

Consideremos que nenhum aluno faltou (hahaha) e, que cada um deles, resolveu pagar ao professor, diariamente, o valor da pipoca do lanche (R$0,80 centavos). Quanto é a fatura do professor por dia?

R: 160,00 reais

Se considerarmos 22 dias úteis. Qual será faturamento mensal do mesmo professor?

R: Ao final do mês, ele terá faturado R$3.520,00.


Problema nº2

O piso salarial do professor é 1.187 reais para ensinar a 4.400 alunos por mês. Quanto o professor "receberá" por aluno?

Resposta: aproximadamente 0,27 centavos.

(vixe, menos que um pacote de pipoca!!). Continuando os exercícios...


Problema nº3

Um professor de padrão de vida simples, solteiro, em atividade, e numa cidade pequena do interior tem as seguintes despesas mensais fixas e variáveis :

Sindicato: R$12,00reais

Aluguel: R$350,00reais (pra não viver confortavelmente)

Água / energia elétrica: R$100,00 reais (usando o mínimo)

Acesso à internet: R$60,00 reais

Telefone: R$30,00 reais (com restrições de ligações)

Instituto de previdência: R$150,00 reais

Cesta básica: R$500,00 reais

Transporte: sem dinheiro

Roupas: promocionais

Quanto um professor gasta em um mês?

Total das despesas: R$1.202,00

Qual o saldo mensal de um professor?

Saldo mensal: R$1.187,00 - 1.202= -15 reais, passando necessidades...


Agora eu te pergunto:

- Que dinheiro o professor terá para seu fim de semana??
- Quanto o professor poderá gastar com estudos, livros, revistas etc.??
- Quanto vale o trabalho de um professor??
- Isso é bom para o aluno??
- Isso é bom para a educação pública do Brasil??


Leia a "pérola" dita pelo Governador do Ceará durante uma entrevista:

"Quem quiser dar aula faça isso por gosto e não pelo salário.
Se quiser ganhar melhor, peça demissão e vá para o ensino privado"

Cid Gomes - Governador(!) do Ceará

SE VOCÊ ACHA QUE O GOVERNADOR CID (E OUTROS MAIS POR AÍ E POR AQUI EM MINAS) DEVEM ABRIR MÃO DE SEUS SALÁRIOS E GOVERNAR POR AMOR, PASSE PARA A FRENTE.
CAMPANHA: "GOVERNADORES, doem seu SALÁRIO e governem POR AMOR!"

Vamos espalhar isso aos 4 ventos e (por que não?) ampliar a campanha:

DEPUTADOS ESTADUAIS E FEDERAIS, SENADORES, GOVERNADORES, MINISTROS, SRA. PRESIDENTE: DOEM SEUS SALÁRIOS E TRABALHEM POR AMOR!

(Colaboração Pedro Paulo - Adaptado pelo autor do Blog)

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Pequenas coisas

Não damos o devido valor porque são exatamente isso: pequenas. Um simples sorriso no comecinho de um dia não vai alterar aquele dia inteiro, não é? Ou ceder o lugar no ônibus para uma pessoa idosa, ou deixar o carro longe da vaga de deficientes, ou não passar pela poça de água num dia chuvoso...

Respeitar as filas, perguntar "por favor" e responder "obrigado!", devolver o que se pediu por empréstimo, cumprir prazos e horários... è muita coisa miúda, realmente. Mas tenho uma má perspectiva para informar:

Um povo incapaz de se completar nos pequenos gestos, nas pequenas coisas, dificilmente fará projetos grandiosos nessa vida. Será sempre um povo a mais, apenas consumidores de mais planeta. Sem merecimento. Sem brilho. Sem importância para a história da Terra.

Não cuidar das pequenas coisas diz muito sobre o caráter de alguém. E não diz coisas boas.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Um tumor mais que maligno

Eu não consigo entender alguns brasileiros. À notícia de que Luís Inácio da Silva (o Lula) teve um câncer na laringe diagnosticado, muitos começaram a comentar o fato com um ódio sem razões e quase sem limites. Veio à minha memória o mesmo problema de saúde que vitimou José de Alencar, há não muito tempo.

A doença não escolhe Presidentes e nem Vice-presidentes. A saúde também não. Quem está doente é o ser humano, não o político. E, para ser sincero, doentes estamos todos nós. Nossa cidadania e nosso respeito pelas pessoas estão tão enfermos quanto Lula.

Raiva porquê? Quando foi eleito, Lula foi eleito por todos. Pelos que votaram nele e pelos que não conseguiram provar que havia alternativas melhores para a condução do país. Isso é a Democracia. Aceitar ou não aceitar não faz parte do pacote. Vive-se nela ou se morre debaixo de uma ditadura, é assim que as coisas funcionam para a humanidade.

Torço para que Luís Inácio da Silva se recupere bem, porque vejo o ser humano antes do ser político. E torço mais ainda para que sejamos maduros ao não fomentar o ódio. O que me leva a ficar estupefato é nossa estranha mania de endeusar ou de demonizar através do martírio, e não através da vida que precedeu o mesmo.

É lógico que torço igualmente, porém com mais intensidade, por todos os outros brasileiros que estão sofrendo com um câncer. Não por raiva de Lula, mas por acreditar que o país é feito por milhões de pessoas, em detrimento de uma pessoa só. Qualquer que seja o seu nome.

O importante é separarmos as coisas. Quem cuida de sua própria dignidade o tempo inteiro, passa por poucas oportunidades de perdê-la. Vamos nos lembrar disso, sempre.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Para refletir com classe




"Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso.
Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro"

Clarice Lispector