E eu viraria um fã ardoroso da Argentina. É absolutamente incrível o que Lionel Messi é capaz de fazer dentro das quatro linhas de um campo de futebol. O menino não pode ser deste mundo! Benzodeus...
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quinta-feira, 8 de março de 2012
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Cidadania é ação
Antes de mais nada, é preciso afirmar que sua liberdade de ser cidadão em casa é um privilégio seu. Ninguém pode tomá-lo de você, a menos que você concorde com isso. Só que este privilégio custa caro. Faça o básico e você entenderá.
Saia um pouco do conforto de casa. Não precisar ser por muito tempo, nem precisa ser sempre. Mas de vez em quando, quando houver um tempo disponível, utilize seus olhos e sua capacidade de interpretar as coisas.
Vá aos lugares, converse com as pessoas diante dos fatos, confirme se tudo o que você escuta é tão vital quanto o pouco que você vê. Essa atitude te dá a liberdade de não ser enganado, de não ser manipulado, de entender porque se paga tanto e se recebe tão pouco de volta, no Brasil inteiro.
Cidadania é ação. Seus filhos podem precisar de suas ações agora, assim como você precisou da ação de muitas pessoas lá atrás. O mundo não mudou apesar dos homens; o mundo mudou por causa dos homens. Saia de casa para transformar o seu mundo e o seu mundo vai se transformar. É assim que funciona, desde sempre.
A única alternativa é aceitar tudo o que vem, goela abaixo. E, pode acreditar, nosso estômago não é indestrutível e nem é infinito. Uma hora podemos envenenar nosso corpo. Ou, pior ainda, o nosso espírito de liberdade e de transformação das coisas.
terça-feira, 19 de julho de 2011
Apologia do egoísmo
Há um consenso ético em se afirmar que a isenção agrega lucidez às palavras e aos atos de um homem. Portanto, sejamos lúcidos para dar o exemplo.
Um mundo de crises, como muitos já afirmaram, é também um mundo de oportunidades. Administrar sempre se caracterizou pela habilidade em gerenciamento de crises, porque fartura é algo que não se administra: se aproveita com inteligência.
Minha cidade sobrevive há longos anos com a apologia do egoísmo. A teoria do "Grande Salvador" que a cada dois anos, toma de roldão eleitoral o país inteiro, também faz o maior sucesso por estas terras. E causa o maior estrago em nossas vidas, porque não há e nem haverá um Grande Salvador. Não no universo do que é humano.
Vivemos um jundo em que a apologia do egoísmo é aceita universalmente. "O meu e o que é meu é que importa, o resto é detalhe".
Sob essa ótica é que devemos analisar os prismas de nossa involução gradual e certeira. O resto não importa. Sob essa ótica devemos observar os atos de nossos iguais, porque são os nossos mesmos atos e anseios, executados por quem teve a oportunidade de colocá-los em execução.
E sob essa mesma ótica não devemos, em momento algum, contextualizar o "Ditador bonzinho". Ele não existe. Trata-se de um mito tão sólido quanto o da Cuca e o do Saci Pererê.
E nunca é tarde para lembrar. O isolamento traz enfraquecimento, e há muitos lobos no mundo. A apologia do egoísmo requer competência para ser mantida ao longo de 50, 60 anos. Se a competência é para manter-se isolado por um décimo disso, o destino transforma o postulante em memória. Geralmente irrelevante.
P.S - Lobos não sabem discernir entre as diversas carnes. A de ditador bonzinho também gera ótimos bifes.
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terça-feira, 5 de julho de 2011
A primeira vez a gente nunca esquece
Nunca imaginei que veria isso acontecendo no Brasil: uma lei federal de qualidade inquestionável, a que estabelece o Piso Nacional de Salários para os profissionais da Educação Básica, foi editada.
Não foi editada como algumas outras no país, que nascem para não fazer diferença alguma. Foi pensada como um passo, pequeno mas decisivo, para mudar a História do Brasil. Foi pensada como um mecanismo coerente, com fonte de custeio garantida e com um gatilho de segurança para que os gestores se valessem de ajuda do Tesouro Nacional, se preciso fosse, a fim de transformá-la em algo efetivo e funcional.
Mesmo após toda a lenga-lenga que se espera de qualquer legislação dignificante que seja promulgada no Brasil, eu imaginava que após o STF decidir o que é Piso e o que é vencimento (são a mesma coisa) os gestores municipais e estaduais levariam menos de 60 dias para se posicionar.
O que estamos vendo não existe. É surreal e insano. O Brasil quer jogar nas costas dos professores uma conta que é da imbecilidade geral da nação: gostamos de ser atrasados. O Brasil quer ser o maior "roção" do planeta.
TUDO BEM, MAS À CUSTA DE CULPAR OS PROFESSORES NÃO VAI COLAR. PONTO FINAL.
Quem tem condições de pagar imediatamente que pague. Quem não tem condições de pagar já teve tempo mais do que suficiente para provar isso. Que recorra ao Tesouro Nacional e os profissionais da Educação serão finalmente dignificados em pequeno grau. Porque não se está falando de uma revolução no ensino. Está se falando de um pequeno e decisivo passo, em direção contrária à das trevas que sempre estiveram rondando o país neste aspecto.
Chega de governantes que se autoproclamam modernizantes e atuam como senhores feudais da Idade Média. Chega de mentiras, falácias, engodos e pantomimas. Chega de gostar do atraso e da ignorância.
Há pouco tempo, até a maconha teve uma "Marcha" para chamar de sua. Isso só aconteceu porque nunca, na história do país, houve uma Marcha Pela Educação.
Precisamos evoluir para além da Era Medieval. A hora é agora e o lugar é aqui.
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segunda-feira, 9 de maio de 2011
Tecnologia assustadora
É incrível a precisão dos sistemas de satélite que estão orbitando o planeta Terra. Já foi lançado um sistema que permite o rastreamento de qualquer pessoa pelo número do telefone celular (se for GSM) que ela carrega consigo.
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terça-feira, 19 de abril de 2011
Apresentem-se
Se houvesse um único conselho possível para ser dado em uma vida inteira, qual você escolheria para oferecer às pessoas? Este é um desafio que me impulsiona há muito tempo.
Eu escolheria um só para dizer a todas as pessoas com as quais tivesse a oportunidade de conversar: apresentem-se a quem quer que seja, se a vida lhes der esta oportunidade. Se ela não der, fabriquem a oportunidade e vão em frente.
Apresentem-se, porque é o único meio de conhecer outra pessoa como ela é. Claro que ela pode simplesmente não querer vocês como conhecidos e conhecedores; faz parte da liberdade de arbítrio escolher nossas companhias. Mas ainda assim apresentar-se é um meio inteligente de abraçar a realidade e livrar-se da fantasia.
Apresentem-se. Conversem, tentem tirar suas dúvidas e construir suas pontes emocionais e lógicas com outros humanos neste planeta. Todos tem algo bom e algo ruim para compartilhar. A grande maioria de nós possui algo de bom, em maior quantidade e qualidade, que algo de ruim. Dialogar é o único caminho para filtrar suas relações.
Mas o diálogo é uma segunda etapa. Apresentar-se a alguém é pré-requisito para se conhecer este alguém. Por isso o Drops de Sanidade já trouxe os meios de contato para que todos se apresentem e eu me apresente. Vou ressaltar que o telefone pessoal mudou (pela última vez, graças à portabilidade numérica) e agora é 8777-1999. Continuo não atendendo chamadas com identificação inibida. Questão de princípios.
Sou justo e severo em minhas relações pessoais. Sou generoso e mesquinho, também. Em suma, sou humano de carne e osso. Apresentem-se, e conhecerão o ser vivente por baixo do ser que aparece aqui em letras frias e números frios. Aí aceitarei o seu julgamento com respeito e dignidade, porque somos livres para avaliar o que nos serve ou não.
Julgar-me apenas pelo que surge no mundo virtual não evoluirá nem a vocês, nem a mim. Aqui represento um papel muito menor que o que exerço na vida prática: o de ser homem incompleto e imperfeito. Por isso mesmo buscando aprender o máximo com o máximo de pessoas que eu puder conhecer. Apresentando-me.
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segunda-feira, 28 de março de 2011
Gente, calma nessa hora
A verdadeira natureza do crime consiste em que ele é silencioso e astuto. Não é como o terremoto e a tsunami no Japão, que vieram arrebentando tudo às claras. O crime se instala de forma escondida, em meio à audácia de quem comete (e às vezes à ignorância, ou seja, ignorar que é crime o que se faz) e à inércia de quem o abomina.
Temos muitas condutas tipificadas como crime no Brasil. Elas tornam a vida mais difícil, reconheço. Mas tornam a vida mais equilibrada e justa. A Lei existe não para ser justa, é para tornar nossa vida assim.
Peço calma nessa hora, em que tantos crimes estão sendo cometidos por gente de boa índole. Não é este o caminho pelo qual nossa sociedade irá crescer em evolução e qualidade. Nunca. Porque outra característica do crime é apodrecer tudo aquilo que ele toca, mais cedo ou mais tarde.
A especial atenção deverá ser dada ao crime de calúnia. Dizer que uma pessoa cometeu um crime, sem que se comprove depois, pela via correta e jurídica, é um dos piores atos que um ser humano pode cometer. E é um crime por si só.
Torço para que esta insana corrida à podridão tenha um fim rápido. Opinião é direito de todos, mas evitar a calúnia é obrigação de todos nós. Sempre.
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terça-feira, 15 de março de 2011
Confrontos
Tenho a honra de ser aluno da Professora Gardênia no Curso de TGRH. Aliada ao orgulho de ter como colegas um grupo de pessoas muito focadas no que buscam, é natural que o ambiente de discussão se enriqueça o tempo quase inteiro.
Ontem, meio sem querer, afirmei que eu tenho um carinho e um respeito muito grandes pelo confronto de ideias, enquanto abomino o confronto de pessoas. É hora de aplainar a arrogância natural dessa frase de efeito.
Obviamente que me diminuo ao longo dos dias. Também discuto pessoas e processos, porque as ideias surgem deles. O que me policio e tento evitar é que este espaço, onde sou também ator social e não um indivíduo isolado, vire uma arena voltada exclusivamente para o confronto de pessoas e de processos.
As ideias me atraem mais. São diferenciadas porque transformam, enquanto pessoas e processos limitam-se, no maior das vezes, a mudar. Transformar é algo que transcende e ultrapassa a simples mudança. Mudança pode acontecer para o pior, enquanto a transformação é quase sempre evolutiva.
Meu trabalho de formiga é para que a transformação seja o carro-chefe de nossas caminhadas.
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segunda-feira, 14 de março de 2011
Que distância nos separa deles?
Se acontecesse algo semelhante no Brasil, arrisquemos o que aconteceria:
a - O Governo Federal inventaria uma CPMF - Constribuição sobre o Plutônio Melhorado Fácil
b - Os diretores e executivos seriam massacrados em um jornal de grande audiência como culpados pelo terremoto
c - A Nuclebrás colocaria a culpa nas ONG´s
d - Não haveria paz por três anos, tempo em que grupos políticos rivais tentariam por a culpa pelo terremoto um no outro
e - O Imposto de Renda ia aumentar 34% para construir mais dez usinas na mesma área
f - Tudo isso que está aí
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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Ambiente acadêmico
Havia quase me esquecido do quanto é desafiador e estimulante estar em ambiente acadêmico. Claro que, quase chegando a cinco décadas de vida, a presença é diferente. Menos explosiva, menos inquieta, menos ansiosa.
Nem por isso é menos prazerosa. É impossível explicar uma história de vida, mas eu tento. Minha infância foi alimentada com fubá e verduras, a maior parte do tempo. Não havia dinheiro para maiores luxos alimentares. Não considerei justo, em nenhum momento da minha vida consciente (após a vida instintiva da infância), que eu a terminasse com o mesmo tipo de alimentação para o corpo. Não aceitei seria o termo mais apropriado.
E imaginei que a minha mente e meu espírito não deveriam deixar de se alimentar com sabores mais apurados, da mesma forma. A Academia não torna alguém mais chancelado, mas indica o esforço em mudar destinos e histórias. Considero muito infeliz a escolha de quem opta por não aprimorar seu intelecto no ambiente de discussão e de conflito em alto nível.
E, claro que é bom lembrar, uma infância miserável não pode significar uma vida adulta de rancor, vingança e ódio contra o nascimento desfavorável. Sentir saudade dela (a infância miserável) obviamente tolice. mas sentir vergonha ou alimentar ódio contra ela e contra seus representantes é imbecilidade pura.
E nenhum ser humano pode se dar ao luxo de viver miseravelmente, por duas vezes, numa única vida.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Devo, não nego...
Mas ninguém, na sociedade organizada, viu ainda um único documento em linguagem que a população possa entender. Uma coisa é eu utilizar uma linguagem mais purista, já que o Drops é para formadores de opinião em geral e para o público que se adapte à linguagem. Outra bem diferente é encher a cidade com tecnicismos estéreis que só desinformam e auxiliam na propagação de incêndios, via criação de boatos e especulações.
Fica o conselho: transparência é o pior método de governar, excluindo todos os outros porque os outros significam sempre desgoverno. Não é difícil saber qual dos dois (governo transparente e ruim, ou nenhum governo aparente) é mais massacrado pelo corpo social.
A Administração Municipal deve. Fato. Não há consenso sobre o montante da dívida no curto, no médio e no longo prazo. Fato. A arrecadação do município pode cair drasticamente este ano. Fato. Não se administra sem dinheiro. Fato. Resta apenas um ano e meio para corrigir o rumo. Fato. Sem informações de qualidade, mesmo que desastrosas, nenhum governo assume o compromisso de corrigir rumos. Fato. Não há coalizão de forças políticas positivas se descortinando no horizonte para auxiliar o processo de correção de rumo. Fato.
A continuar nessa toada, uma dívida ainda mais impagável está se formando no horizonte. "Devo, não nego, mas não digo quanto é nem quando vence" pode ser uma estratégia útil, mas é suicida. para qualquer grupo político em João Monlevade, tenha que cor tiver e que nomes possuir em seus quadros.
Fato.
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domingo, 30 de janeiro de 2011
381 - Acima de Partidos e Ideologias
Ou chegamos a este consenso e esta obrigação, ou vamos chafurdar o nariz em mais um fracasso de proporções épicas. Se a comichão de achar um culpado for irresistível, recomendo que todos que a tenham fiquem em casa, onde não ajudarão a causar um mal maior ainda à vítimas passadas, presentes e futuras da estrada genocida.
"Vontade política" é só um artifício malandro para esconder uma vergonha nacional: a gestão de dinheiros públicos deve atender a interesses públicos, não pessoais nem partidários. Todos os partidos políticos brasileiros tem em seus quadros gente qualificada e compromissada. Talvez o que nos esteja emperrando é que esta gente está esmagada entre outros elementos não tão recomendáveis. Mas isso tem que evoluir.
E a chance oferecida pela 381 é de ouro para que alcancemos um novo patamar. Não vamos perder esta chance nem deixar que alguém a perca em nosso nome. Todos somos vítimas em potencial, independente da camisa partidária que estejamos vestindo.
A hora é agora.
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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
O contraditório
Para cada recém-nascido abandonado no lixo há milhares de casais tentando, com muita esperança, ter o seu primeiro filho. Não importando se o mundo está no caminho certo ou não.
Para cada ditador sonhando com poder eterno, há milhares de governantes conscientes de que são, como as nuvens, temporários e importantes não porque ficarão ali tapando o sol. São importantes porque farão a sombra acontecer pelo tempo certo.
Para cada mulher agredida em casa, existem milhões que são amadas e cuidadas, em relações estáveis e companheiras.
Para cada derrota, existem milhares de pequenas vitórias todos os dias.
Para cada medo, existem milhões de esperanças.
O mundo, seja bom ou ruim, não pode ser traduzido em dois pólos apenas. Para cada tom de preto ou branco, existem milhões de tons nas mais variadas cores que conhecemos, e algumas cores que ainda estão por ser descobertas.
Então, para cada dia em que pensamos que nosso mundo está morrendo, deve haver milhões de pessoas trabalhando para que ele esteja vivendo. Sejamos gratos a elas.
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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Para refletir e agir
A pobreza é muito mais um estado de inanição nos braços e na vontade que uma instância de falta de dinheiro na carteira ou de valores na moral. O verdadeiro milagre de sair dela não reside na sorte, no talento ou no dom.
Reside na firme disposição de arregaçar as mangas, encarar o trabalho e o aprimoramento como obrigações de vida e, nunca, jamais, se render. Tudo o mais que explica a pobreza não faz outra coisa além de perpetuá-la, com os motivos mais mesquinhos possíveis.
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terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Alerta necessário
Vai de graça um alerta (já que conselho não é considerado boa coisa em nossa sociedade): os comerciantes do hipercentro, caracterizado pelo comércio nas duas avenidas principais de João Monlevade, estão presenciando o nascimento do vírus que vai matá-los em breve. E por inanição.
Numa conversa informal com Marcos Martino, ainda no ano passado, estávamos projetando um dos futuros possíveis para o comércio de avenida, quando houvesse a inauguração do primeiro shopping na cidade. E a projeção que buscávamos era a do pior cenário, aquele em que a acomodação e o despreparo poderiam ser fatais para os empresários do setor.
Vou abrir um parêntese de sinceridade: eu já estou na expectativa do pior cenário possível para os comerciantes, porque as avenidas centrais irão se esvaziar como balão furado por prego grosso. Transitar por elas será muito mais fácil e cômodo para todos nós.
Mas não posso deixar de me preocupar com alguns comerciários que perderão o seu emprego. Não queria ver monlevadenses sofrendo por causa do progresso.
Daí, o alerta: a mobilização, o estudo estratégico e a tomada de decisões bem embasadas é o único caminho para evitar que muitos empreendimentos sejam tragados, pela nova economia que Monlevade está vendo nascer.
Ainda há tempo. Não sou ignorante e sei que grande parte dos empregos de comerciários irá apenas mudar de lugar. Mas não o emprego de todos eles, e é neste aspecto que uma sociedade se mostra moderna ou medieval: na capacidade em garantir vida digna a todos, sem apelar para o protecionismo assistencialista.
Para os demais monlevadenses, paciência: muito em breve o trânsito caótico das avenidas centrais será apenas uma lembrança muito tênue.
E para os empreendedores dos novos shoppings, caso todos se confirmem para além da promessa, um alerta ainda maior (extensivo a quem tem o dever de zelar pelo investimento responsável na cidade): não pensem em transferir o problema de trânsito de um lugar para outro.
Façam as consultorias adequadas, para que seus empreendimentos comerciais sejam ferramenta de modernidade. Pensem em como o trânsito de pessoas e veículos será afetado, e como poderão equacionar este problema, porque perder vendas para um mal planejamento de acesso do público é mostra da mais absurda negligência empreendedora.
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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
ReDropspectiva 2010 - 22 de Setembro
Paralelo 38N
Desde 01/01/2009, a posição de Gustavo Prandini mudou, relativamente à sua pessoa pública. Tomando posse, assumiu a condição de telhado e de homem público que seria vigiado de forma crítica e incessante. Nesta condição nova, seria colocada à prova sua têmpera. Gustavo já vinha de experiências prévias e bem sucedidas no papel de pedra, enquanto ser político de oposição.
E oposiçao sistemática é o que lhe aconteceu desde aquela data. Vejam bem, não estou falando de perseguição, o que pode ser facilmente confundido nestas horas. Essa confusão se prende ao fato de que a força da comunicação de massa está há algum tempo sob o manto do Deputado Mauri Torres. Como foi obtida dentro dos parâmetros da liberdade democrática, resta o aprendizado de se conviver com ela.
Analisando friamente, o que o Prefeito poderia fazer para minimizar este incômodo? Ouso dizer que a única atitude sensata seria ignorar os golpes baixos - e os há, de ambos os lados - e centrar todas as forças possíveis na perseguição do seu trabalho maior: devolver à população a confiança demonstrada nas urnas em 2008.
Não tenho receitas para nenhum dos "lados políticos" neste momento. Talvez não tenha para momento algum. Ambos conhecem muito bem a si mesmos e um ao outro. Ambos conhecem suas potencialidades, suas realidades e suas ferramentas, bem como todo este aparato pode ser melhor aproveitado.
Mas uma coisa, pelo menos, devo exigir de ambos: respeitem todos aqueles que se entrincheiraram no paralelo 38 Norte, na Zona Desmilitarizada, e estão apenas observando com muito receio e com muita esperança positiva o que acontece nas bordas de fronteira. Isto se chama civilidade, e é oferecida por muitos dos "desmilitarizados". Não custa nada devolver a gentileza.
A paz possível é a paz que se busca construir, com propósito e determinação. Recebo recados de ambos os lados, e informo que atualmente estou contribuindo para que haja alguma paz. Ignoro os recados. Estou dentro do paralelo 38, onde há pessoas também. Não se esqueçam disso, os dois "lados", porque a alternativa que resta é a do genocídio dos desarmados.
E há muito trabalho a se fazer, para ambos os "lados", que vise realmente a evolução de João Monlevade.
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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
ReDropspectiva 2010 - 12 de Julho
Desculpas aos visitantes
Tenho deixado o espaço meio de lado nos últimos dias, o que não é respeitoso com os visitantes e leitores quer passam por aqui. Peço desculpas, porque firmei um propósito de dizer quando inaugurei o Drops.
Somente passado muito tempo é que acordei para outra realidade: só dizer não basta. Tem que haver qualidade intrínseca àquilo que se diz e que se pensa. Este talvez seja o maior legado de respeito que a instância pública requeira para ser exercida.
Público, neste caso, é o acesso livre que o blog proporciona. Nada além disso. Em instâncias públicas maiores, que me interessam porque sou cidadão como qualquer outra pessoa de bem, espero agora pela consolidação de algo que ainda não vi, nestes 44 anos de imaturidade e inexperiência mal disfarçadas: a paixão firme e determinada pela transparência.
Onde há o empenho reconhecido em transparecer, sobra muito pouco espaço para especular. Esta é a Lei n.º 1, e todas as outras dependem dela para ter validade plena. Lutar contra nossa natural propensão ao engodo, à dissimulação e ao disfarce é o único caminho para que sejamos vistos como somos. Ainda que isso revele ao mundo imagens nada agradáveis.
Sobra, pelo menos, a necessidade de melhorarmos o que somos. A imagem virá naturalmente a partir deste primeiro passo.
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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Relicário Confessional
Este que vos escreve é do Jacuí de Baixo, torcedor do Atlético, Policial Civil, pai amoroso e amigo sincero (de poucos). Um homem de acertos e erros como qualquer um de nós, humanos. Dado a paixões e impulsividade também, sem dúvidas.
Mas quem raciocina aqui é o meu cérebro, não meu coração. E dessa realidade eu não abrirei mão em nenhum momento mais da minha vida, porque já desperdicei a minha cota.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Monlevade é bem igual
Se estamos procurando alguma coisa em que somos iguais às grandes cidades do Brasil, encontramos! Pelo menos uma coisa temos em comum: culpamos o mensageiro, em detrimento de pensar sobre a mensagem e as causas da mensagem.
Na Idade Média, o Rei (qualquer um) que recebia notícias ruins tinha o costume de mandar cortar a cabeça do mensageiro. Péssimo para os mensageiros, inócuo para os reis, desanimador para as mensagens. Havia uma relação de perdedores em cascata, se a notícia fosse ruim.
E se a notícia fosse boa? Será que o mensageiro lucrava algo mais que uma boa refeição e um tapinha nas costas, além do direito de beijar o anel do rei? Não sabemos, já que relatos de mensageiros bem sucedidos se perderam na História.
Ou a humanidade gosta de ser cruel ou a mensagem boa era encarada como nada mais que a cota de afagos a que todo rei se julgava merecedor. Com a palavra os historiadores, porque minha internet compacta é movimentada muito mais por neurônios do que pela dupla google/wikipedia... É pior em desempenho, mas é honesta e minha.
Sendo igual nesse quesito, Monlevade bem que poderia fazer o dever de casa. Copiar também as boas ideias, soluções e gestões de outros locais e de outros saberes, onde se constatou o sucesso e a eficácia.
Porque copiar o que é tolo não faz de ninguém um sábio.
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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Moeda comum
Todos os que passam pelo Drops levam o meu agradecimento. Não importa o quanto seja difícil conviver e aceitar as diferenças, tudo que leio aqui deixado pelos frequentadores me ensina alguma coisa boa. É claro que não concordo com tudo, assim como vocês não devem concordar com tudo que encontram postado.
O Drops de Sanidade é uma moeda comum. Ele possui dois lados paralelos e independentes que, ao final, formam um conjunto único. Sempre haverá coisas postadas que não agradarão a um ou mais leitores. sempre haverá decepções e alegrias com o que escrevo, sinto e penso. Sempre haverá divergências.
E isso é muito bom. Tudo que é unânime vem de uma ditadura. E eu não tenho vocação para ditador, porque minha vida foi calçada na negativa do lugar comum, na crença de que as diferenças não eram obstáculos e na fé de que eu poderia vencer as diferenças. Sem tentar eliminá-las pela força bruta ou pela ignorância.
Quando algum de vocês lê algo de que não gosta e não concorda, diga. Eu sempre torno pública toda e qualquer opinião que não seja criminosa. Só retruco as que ofendem de alguma maneira a dignidade (seja a minha, seja a de outras pessoas) porque este é um fundamento de cidadania. Mas até as críticas mais severas e agudas, feitas com inteligência e respeito, são publicadas sem resposta de minha parte. Porque liberdade é algo que se pratica, não que se acredita simplesmente.
E este espaço, claro que é com lembrar, não é um depósito de verdades absolutas. É um depósito de visões, que podem estar distorcidas porque sou humano e erro muito. É o diálogo que me leva a errar menos no futuro.
Obrigado a todos vocês, sempre.
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