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sexta-feira, 11 de maio de 2012

Maturidade Política

Eis um ingrediente em falta. No Brasil inteiro as prateleiras estão vazias e os fregueses estão atônitos. Onde foi parar? É caro demais para ter no estoque? O fabricante faliu?

As razões para que a política brasileira seja imatura são estruturais, já que nossa Democracia é imatura. Ela só possui 23 anos de idade, o que é pouco para agregar sabedoria.

Entretanto, nada pode continuar imaturo para sempre. Alguém tem que dar o primeiro passo para evoluir, ou nada evoluirá.

Está aí uma responsabilidade de todos nós.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Na casa do "Beto Abelha"

O último encontro que o Partido Verde teve com Gustavo Prandini, em 2008, foi na casa do simpático "Beto Abelha" ali no Mangabeiras. Foi uma oportunidade de - à época - vermos aclaradas muitas coisas que até o momento se revelavam meio obscuras ou indecifráveis. A eleição havia passado e era hora de bater um papo, sem as tremendas pressões de campanha.

Foi a primeira vez em que vi um Gustavo Prandini firme, objetivo e direto em uma fala.

"-Gente, acabou a campanha, saímos vitoriosos e é natural que haja aspirações e projetos entre vocês que auxiliaram na caminhada. Vamos ser realistas, né? Daqui, deste grupo, não vai sair primeiro escalão de governo. Política não deve ser encarada como ação entre amigos ou brincadeira de adolescente. A boa prática política nos fala que temos que ser responsáveis, seguros e cautelosos nos primeiros passos."

Desconforto geral. Eu, Célio Augusto de Lima, afirmo que ali não havia um único para-quedista de cargo público, que já não tivesse chegado "pré-nomeado" à reunião. Sempre foi o método de governar adotado por esta cúpula: coisas prontas e acabadas serão sempre apresentadas como fator de diálogo e busca de entendimento para implantação.

Hoje, três anos e meio depois, duvido que algum dos presentes no "Beto Abelha" e que não fosse "pré-nomeado", esteja entendendo porque tanta dança de cadeiras e de nomes nos cargos-chave de governo. Mal dá para a gente decorar um e já vem outro...

Três anos de conselhos bons jogados fora é muita coisa. Pode até ser que este governo se reconduza ao poder, mas falta muito ainda em si mesmo de capacitação, para entender o que é a arte política. Não se trata de trocar os nomes, gente. Trata-se de estabelecer os rumos, o norte, a definição do comando consciente e a eleição de um grupo pensador central, um colegiado de gestão que iria dividir riscos e lucros, dividendos e eventuais prejuízos.

Do jeito que caminhou a coisa toda, há um bando enorme de aventureiros e mercenários que sairá do governo sem um arranhão na própria imagem. Quanto ao futuro da imagem do Prefeito Gustavo Prandini, perguntem-me daqui a um ano.

terça-feira, 20 de março de 2012

O que seria a "esquerda"?

Todos vocês sabem que não me lixo para os nomes. Direita, esquerda ou centro são apenas rótulos criados para que tentemos encobrir nossa mesquinharia individual. A moda agora é tentar mais um rótulo, a "terceira via". Nela, provavelmente, devem se reunir aqueles que nunca conseguiram alimentar sua fome de poder, em algum dos outros rótulos criados.

A realidade é que dos três, o mais fantasioso é o que se chama "esquerda". Por uma razão simples: a humanidade ainda não evoluiu à altura dos ideais que este movimento preconiza. Somos seres egoístas e acumuladores, em maior ou menor grau. Não há compatibilidade - ainda - entre o que somos e o que poderemos nos tornar no futuro.

O universo brasileiro é ainda mais cruel. Temos uma esquerda aliada a José Sarney, Jáder Barbalho e caterva. Temos uma esquerda que não pune severamente aos corruptos que descobre. Simplesmente chama de malfeitos os crimes dessa galera. Seria bom consultar os dicionários para descobrir o que significa o substantivo "malfeitores"...

Temos uma esquerda que se empenhou em fazer uma Copa do Mundo, mas que ainda não fez um único movimento concreto de garantir aos professores o Piso Nacional de Salários, livre de interpretações marotas.

Temos uma esquerda que, ao não investir tudo que pode em Educação Pública, mata qualquer chance de se diferenciar de toda a estrutura que valia quando o país era de "direita". Inclusive deixando de investigar porque tantos companheiros enriqueceram tanto, de forma inexplicável.

Temos uma esquerda meio que incapaz de lutar contra o crime, pelo fato simples e ridículo de identificar a repressão criminal com indícios de ditadura. Ela não investe em escolas e não investe em cadeias. Não transforma e não coíbe a deterioração da sociedade. Faz o quê, então?

Temos uma esquerda que subsidia o preço da gasolina e do diesel, para manter o "status quo" de sociedade que se movimenta por meios individuais ou caros. Que raio de esquerda é essa que não investe no transporte de massa e no transporte por ferrovia, que são universalizantes por excelência?

Que esquerda é essa, que ao privatizar serviços diz que não está privatizando? Que repete fórmulas consagradas por quem ela mais combateu, mas diz que são fórmulas suas? Que adota a máxima "errado não é o que se faz, mas quem faz?"

Todas as vertentes politicas humanas tem muito a explicar, e de forma convincente. Mas a que se autotitula "esquerda" tem explicações muito mais difíceis a dar. Porque serão explicações impossíveis de se sustentar diante de uma análise lógica e racional.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Falta alguma coisa

Há alguns anos eu fazia cursos de especialização técnica, ali no interior de São Paulo (Araraquara, Ribeirão Preto, Jales, Avaré e outras cidades) todo fim de ano. 

Sempre me intrigou uma coisa: porque algumas cidades paulistas, com o mesmo porte e com arrecadação até menor que João Monlevade, davam aquele "banho" de apresentação estética aos olhos do turista. E porque essas mesmas cidades tinham tanta gente disposta a elogiar suas vias cotidianas.

Os céticos podem dizer que nós, monlevadenses, somos mal-agradecidos e só temos olhar para o que é negativista. Sei não... Acho que, algum momento do nosso passado, a linha de desenvolvimento sustentável de João Monlevade se rompeu, e não foi mais reatada. Deixo claro que falo de pelo menos uma década de reflexão e falta de ações racionais.

Penso que o primeiro agente político a apresentar um plano de REFIS ( Recuperação e Fomento dos Investimentos Sociais) em João Monlevade, será também o primeiro a atrair a atenção de um número considerável de cidadãos e eleitores cansados desta chatura de "X ou Y" no comando da bagunça.

Falta alguma coisa. E para mim os ingredientes já testados não serviram para fazer um bolo diferente e saudável. Vou tentar um ingrediente inédito mais uma vez, testando até achar algum que preste.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Epifania

Dulcineía Caldeira teve um momento assim na Câmara Municipal, ontem à noite. A esta altura, todo mundo deve estar sabendo qual foi. Minha quarentena só permite parabenizar a coragem de emitir opinião, de forma plena e de forma aguda, sem disfarces ou entrelinhas.

João Monlevade nunca precisou tanto das pessoas assumirem seus postos, como agora. Sem reservas e sem filigranas diplomáticas. Somente armadas com a cara e com a coragem. Que haja mais monlevadenses dispostos a se assumir como cidadãos é tudo que eu espero.

E o tempo está fluindo...

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Quarentena de política

Para quem não reparou - e leitores de blog costumam não reparar na linha do tempo das postagens - já se vão seis dias sem que o assunto político venha à tona. Por isso não há opiniões a respeito de condenações judiciais e situação pessoal de prováveis candidatos, por enquanto.

Por isso não há citação de nomes da esfera pública, nem de circunstâncias de encontros ou de desencontros necessários. Voltarei a tocar nestes assuntos no mês que vem. Por enquanto preciso me concentrar em outras linhas de atuação.

Espero que os leitores do Drops possam entender. Ainda bem que os outros blogueiros possuem uma grande capacidade de suprir essa pequena lacuna da minha parte. Até com muito mais leveza e competência que eu.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Pode sair do buraco, Luiz Pena

Começou a chover novamente, e este fato irá redimir parte de sua dignidade, jogada dentro do buraco quando assumiu um compromisso de dez dias de sol. Ao assimilar a fórmula mais comum que este governo encontrou para se comunicar com a sociedade monlevadense, ou seja, "hermetismo+arrogância+monólogo = tudo isso que aí está", muitas pessoas de história e bagagem políticas invejáveis estão perdendo créditos.

Luiz, este governo é insalvável. Mesmo que fosse reconduzido para mais quatro anos de gestão (o que eu lutarei ferrenha e democraticamente para evitar) não haveria um único mês a mais de governo a  ser mostrado. Neste ritmo, outras pessoas notáveis irão ruir sem necessidade.

Sem contar com o arcabouço político local, que também está aguardando apenas um sopro mais forte para descer de vez ao solo. Ainda bem que todos o buracos já foram resolvidos, não é mesmo?

Desejo sorte a todos vocês que empenharam tanto caráter nessa causa. E torço de coração para que o possam recuperar no futuro próximo. Nem todos neste governo terão caráter a ser defendido após Dezembro.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Dinheiro não é banana

O advogado Adilson Prates, em seu blog, apresenta ideias que podem gerar uma economia mensal de cerca de 2 milhões de reais à Prefeitura Municipal de João Monlevade. São remédios aparentemente amargos aos olhos do político de qualquer estirpe, mas que a uma análise mais profunda demonstram ser ótimos medicamentos para a manutenção de uma qualidade de vida invejável. Vamos observar com calma:

Mesmo considerando-se que os apontamentos do Adilson Prates estejam, como ele mesmo alerta, errados em cerca de 20%, eu já demonstrei aqui no Drops como a Limpeza pública pode gerar economia anual de 700 mil reais. A menos, é claro, que alguém esteja dando uma mamadinha no lixo.

Bom, aí teríamos 1.600.000,00 aproximados no cálculo no nobre advogado economizados todo mês. Logo, teríamos 19.200.000,00 somados aos 700 mil reais que já provei serem desperdiçados com lixo, todo ano. Num mandato completo, seriam 79.600.000,00 para investir na cidade. Uma mega-sena gorda, capaz de asfaltar a Lua, o Iraque e o Egito inteiros.

Ninguém deve se iludir com o animal político. Eles sabem destas contas e sabem que elas são realizáveis no médio prazo. Só não querem realizar porque isso quebra o paradigma da política fácil, de balcão, que impera no Brasil desde os tempos da roca de fiar.

E ninguém deve se iludir com o fato de mostrarmos os caminhos. Somos esporos externos, pontos fora da curva que não são levados em muita conta. Mas se houvesse senso crítico no meio em que vivem, políticos aproveitariam estas oportunidades e ideias para aplicar melhor o dinheiro público e isso geraria uma justa e confiável propaganda eleitoral. Com efeitos muito mais saudáveis do que o ato de babar no ovo que é obtido à custa de dilapidar nosso dinheiro com golpes de foice. Geralmente por açeçores que mal sabem apertar o alfinete da fralda que ainda usam...

Dessa fórmula perversa vem o hábito de tratar o dinheiro dos nossos impostos como se fosse banana, encontrável em qualquer quintal ou balcão de feira. O cidadão pagador de impostos não suporta mais essa mentalidade tacanha.

Nosso pensamento é sempre no sentido de que o próximo Prefeito irá navegar em águas políticas turbulentas. Irá, mas a crise é também o melhor momento da oportunidade. Seguindo receitas ortodoxas e serenas, ele poderá vir a ser lembrado como "O cara" que retirou o município do buraco e criou um novo patamar de se fazer política em nossa cidade.

Será isso ou teremos muito mais anos de paralisia a vencer.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Tudo é dúvida

Gente, estou até sem fôlego. Um gênio (na acepção clara da palavra, ou seja, um gênio mesmo em lucidez e inteligência) me perguntou sobre os desdobramentos eleitorais que Monlevade pode vivenciar em 2012.
Meu ego foi nas alturas, mas tive que vestir as sandálias da humildade para responder o que coloco agora em público.

Não faço a menor ideia de como vai se desenrolar o cenário eleitoral no curto prazo. As variáveis envolvidas ficam muito acima da lógica e da razão, porque política é coisa de sentimento humano e não coisa de raciocínio humano puro e simples.

A única certeza que tenho é que vamos passar por mais uma eleição atípica. Vamos repetir o palco de 2008 onde a ausência do trator eleitoral que é Carlos Moreira foi um divisor de águas. Hoje, Moreira não é e não tem como ser candidato. Caso venha a poder ser candidato, vai ocupar todo o espaço eleitoral que não se alinha com o Governo Municipal e fica muito difícil batê-lo.

Caso não possa viabilizar seu nome, a fratura interna do grupo político de Mauri é que vai ser o diapasão do processo eleitoral. Fechada uma coalizão interna e uniforme, a Prefeitura volta à esfera de influência de Mauri Torres. Não fechada esta coalizão de forças, o cenário começa a ficar muito favorável à situação.

Meu interlocutor possui a mesma visão. Somente teremos rumos mais claros ali por volta de Abril ou Maio, o que também favorece o Governo, porque pode iniciar cedo a escolha de seu nome. Um complicador é a situação do Prefeito: seria o nome naturalíssimo, mas com uma rejeição tão alta é óbvio que outros nomes serão postos em análise.

Vai ser reeditada a famosa manobra "Grupão": Gustavo vai tentar se viabilizar à força, mesmo com outro nome mais viável no momento. Funcionou em 2008 contra Conceição. Se vai funcionar de novo agora é uma incógnita.

E eu continuo vestindo as sandálias. Esta é só uma opinião pessoal; precisa estar validada por muitas pesquisas antes de se confirmar como tendência eleitoral para este ano.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Jacarés grandes em lagoa pequena

O universo de partidarismo político e da vida pública é pouco aberto à mudanças. E quando elas ocorrem "in pejus", para pior, isso só tende a se agravar. Monlevade não foge a essa regra. Para se obter algum grau de diálogo com qualquer agente político daqui, só sentado em cima de votos. Senão, os ouvidos estarão sempre pouco interessados em qualquer coisa que seja.

É um paradoxo, porque algumas pessoas (e o número está só crescendo, ainda bem) não vão desistir. Vão à luta. Irão correr atrás desses votos, e a lagoa ficará ainda mais apertada. Para quem está no poder, esta tendência é ruim demais. Para a Democracia, graças aos Céus, ela é muito boa. E a população tem em mãos o poder supremo de torná-la ainda melhor: filtrando, cobrando, abrindo os olhos e exigindo competências e dedicações extremas, a sociedade monlevadense vais se beneficiar de um universo mais amplo de postulantes a cargos eletivos.

Não tenho receio de afirmar. Nunca mais haverá em João Monlevade um Governo ou um Poder, qualquer que seja, atuando sem o controle da sociedade. Este tempo passou, e só as Carolinas na janela ainda não viram.

Quanto aos jacarés na lagoa, e daí? Muita gente tem mulher e filhas precisando de bolsa! Bora encarar... O pior que pode acontecer é levar umas dentadas no tornozelo. Mas já será uma dose de coragem. Muito pior é ficar na beira da água, balançando os braços e gritando: Xô!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Política e cidadania

Só para lembrar: hoje, a partir das 18 horas, a Câmara estará promovendo este seminário temático. Uma oportunidade de ouro para toda a comunidade monlevadense se inteirar melhor sobre os assuntos a ser abordados: a Lei de Ficha Limpa e as condutas vedadas aos agentes políticos.

Em ano que antecede uma nova eleição, não poderia ser mais oportuno aprender um pouco mais e se preparar com mais qualidade (e responsabilidade social) para 2012. Espero ver por lá a esmagadora maioria dos eventuais candidatos a cargo eletivo, no ano que vem.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Filiação partidária

Mesmo que o assunto seja irrelevante, comunico que estou filiado ao PSB em João Monlevade, desde o dia 15/09/2011. Esta comunicação tem o único objetivo de manter o atestado ético do blog atualizado, e não implica qualquer outra interpretação. Afinal, como quase todos conhecem o ditado, "Sou responsável apenas pelo que eu digo, não pelo que você entende."

O fato me obriga a algumas limitações de liberdade pessoal, como não poderia deixar de ser. A vida coletiva prevalece sobre o interesse individual, e partidos políticos são um bom exemplo de como a vida coletiva deve ser tratada. Com seriedade e compromisso, em primeiro lugar.

Uma legenda partidária não significa muito, hoje em dia. E digo isso com uma tristeza verdadeira e cristalina como água. Houve um tempo, no Brasil, em que nossa cidadania esteve intimamente ligada a uma sigla, porque os homens abrigados sob ela faziam toda a diferença.

Espero conseguir, com trabalho de formiga, que este tempo possa ser reciclado e revivido, guardadas as proporções de tempo e de espaço que nos separam da história recente do Brasil. Mais uma vez, ter apanhado da vida me fez apenas retornar à luta para que outras pessoas tenham as mesmas oportunidades que eu tive.

Querendo ou não admitir, a política fez parte do sistema que me permitiu avançar, para além do vendedor de picolés que nasceu no Jacuí de Baixo.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Projeto Política e Cidadania


Um dos maiores especialistas em direito constitucional e eleitoral do país, Rodolfo Viana Pereira, estará em João Monlevade-MG, para ministrar palestra sobre a Lei “Ficha Limpa”. A palestra faz parte do Projeto Política e Cidadania, que será realizado pela Câmara Municipal de João Monlevade-MG, no dia 27, quinta-feira, a partir das 18h, no plenário João Bosco Vieira Pascoal.
Rodolfo Viana é Doutor em Ciências Jurídico-Políticas pela Universidade de Coimbra, Mestre em Direito Constitucional pela UFMG e especialista em Direito Eleitoral pela Universidade de Paris II. Professor de Direito da UFMG, PUC/Minas e Fumec, Viana também é Presidente da Comissão de Direito Eleitoral da OAB/MG e Coordenador do Núcleo de Direito Eleitoral da Escola Superior de Advocacia da mesma entidade. Rodolfo Viana integrou a lista sêxtupla para o cargo de Juiz Efetivo do TER/MG (Presidência do Desembargador Almeida Melo) e a lista tríplice para o cargo de Juiz Substituto do TER/MG na classe de jurista (Presidência Desembargador Kildare Gonçalvez). O palestrante também é autor de diversos livros (Hermenêutica Filosófica e Constitucional e Tutela Coletiva no Direito Eleitoral, entre outros) e Coordenador do Instituto para o Desenvolvimento Democrático. 
Além da palestra sobre Ficha Limpa, ministrada por Rodolfo Viana, haverá palestra sobre “Condutas Vedadas aos Agentes Públicos” e um debate sobre os dois temas. A palestra sobre Condutas Vedadas será proferida por Fernando Eulálio de MagalhãesProcurador Jurídico, Assessor Jurídico e Consultor em Administração Pública Municipal. Pós-Graduado em Direito Eleitoral pela PUC/Minas e Professor do IDDE – Instituto para o Desenvolvimento Democrático. O debate terá o Procurador Jurídico da Câmara Municipal, Silvan Pelágio Domingues, como moderador.
Criado através da Resolução Número 248/2011, de iniciativa da Mesa Diretora da Câmara Municipal, o Projeto Política e Cidadania tem como objetivo propiciar aos cidadãos de município de João Monlevade, um espaço para a reflexão sobre os Poderes Legislativo e Executivo Municipal e a importância da participação política de cada cidadão numa sociedade democrática. Além disso, o projeto procura fomentar a participação e interação dos cidadãos junto ao poder público municipal.

Informação ACom - Câmara Municipal


terça-feira, 11 de outubro de 2011

O valor dos desempregados

Esta é uma das postagens mais difíceis para fazer. Porque ela se baseará unicamente no exercício da lógica e no uso racional dos argumentos, deve ser limpa de preconceitos e clara em seus objetivos. Vamos a ela, com calma e com fatos:

Ao conhecer o grupo político que apoiei, em 2007 (e que viria a ser consagrado como o vencedor das eleições em 2008), tive o pressentimento de que as coisas iriam se desenrolar com muitas dificuldades. Explicando melhor, na primeira reunião em que compareci para conhecer a pessoa de Gustavo Prandini, ele não compareceu para conhecer os novatos que chegavam.

Se foi por excesso de compromissos ou por deselegância não sei até hoje, mas a primeira impressão é que fica.

Na segunda reunião o candidato a prefeito compareceu, mas sentou-se à direita de Emerson Duarte, que ocupou a cabeceira da mesa. A segunda impressão não ajudou a melhorar a primeira. Na minha modesta opinião, o Capitão do barco ocupa o lugar principal. Sempre.

A partir daí, nenhuma decisão estratégica foi tomada com os membros do Partido Verde. Tudo o que se podia fazer era aguardar os jornais e verificar o que estava acontecendo na engenharia política, embora a engenharia eleitoral já estivesse entregue em boa parte ao PV.

A ética obriga ao respeito pelos detalhes, que serão omitidos. Uma vez que a estratégia de engenharia estava sendo tratada com o Partido dos Trabalhadores, o que os integrantes do Partido Verde fizeram foi tentar estruturar o PV local, na expectativa de alavancar a trajetória política do Candidato Gustavo Prandini. Possuíamos uma esperança real de oxigenação do cenário monlevadense, que se encontrava polarizado e estagnado entre forças que se anulavam, em vez de buscarem o senso comum do progresso social.

Todos os esforços de estruturar o PV em João Monlevade foram pouco incentivados e, muitas vezes, abortados pelo núcleo duro do comitê de campanha e gestão política. Mesmo após a eleição de Gustavo Prandini, a frase que me acostumei a tornar um mantra era: "Ótimo. Vencemos as eleições. agora é hora de montar um partido político."

Como todos a esta altura devem saber, não conseguimos e me desfiliei em Fevereiro de 2009. O que me propus fazer era a defesa intransigente do modelo em que acreditei. Os anos iniciais deste Blog confirmam isso. Tornei-me um combatente do Governo, mesmo duvidando de que fosse mudar estruturalmente.

Jamais me arrependo das coisas que faço e dos movimentos que realizo. Não faz parte do meu caráter. As vísceras do meu pensamento estão aí para ser reviradas, porque nunca apaguei ou apagarei qualquer artigo publicado no Drops de Sanidade. Não sei descer ao nível da covardia.

Mas ao nível da humildade eu desci. O tempo se encarregou de mostrar a mim mesmo que as pessoas a quem combati ferrenhamente, aqui no Drops, podiam ter seus motivos para combater também. A grande maioria hoje guarda por mim, pelo menos o respeito. Eu os procurei um a um, explicando as razões de minha batalha e a dignidade da minha esperança, enquanto esta viveu.

O que eu vi ao longo deste anos não me desapontou, não me fez amargo nem me desanimou. Apenas me defenestrou em outra direção, o que é perfeitamente lógico e racional. Alguns episódios falaram por si só, e não pretendo repisá-los neste artigo.

É claro que, sendo humanos, mágoas se criaram e vínculos se perderam. Entendo isso com naturalidade e não guardo qualquer rancor, com exceções que dizem respeito unicamente à minha pessoa conhecer. Peço licença aos leitores para guardar essas exceções comigo.

A propósito do título, ele é emprestado do Blog do Jornalista Thiago Moreira, a quem ainda devo a visita de cortesia e trégua. Hoje não faz sentido acreditar que Thiago seja apenas mais um combatente de outro exército. Ele combate pelo que acredita e aprendi a respeitar isso.

Por isso mesmo peguei emprestado o termo. Este núcleo de governo apostou nos desempregados, quando não retirou de bons empregos pessoas que, posteriormente, transformou em desempregados. Para um projeto que tinha como co-engenheiro o Partido dos Trabalhadores, não fazia o menor sentido. Mas foi assim que se materializou o ápice: em sua fase terminal, a aposta é feita novamente em desempregados, só que de luxo e com a grife PT com bordas douradas e gratificações, que muitos colaboradores de valor jamais viram em sua trajetória.

Eu, na minha humilde condição de estudioso do fenômeno humano, não apostaria que as pessoas convidadas a construir o final, possam corrigir o começo equivocado. Até porque O PT nacional possui vagas bem mais importantes que as proporcionadas pela cidadezinha que João Monlevade representa, a nível de Brasil inteiro.

O que faço agora é observar o final da agonia. Haverá muitos desempregados de valor, sobrando em nosso mercado de trabalho local. A vida vai seguir, as perdas serão assimiladas e novas pessoas chegarão, bem como irão permanecer muitos companheiros de jornada pregressa. Eu saí fortalecido, desses quatro anos e meio de vivências. 

Torço para que as pessoas de bem que eu conheci, passem pela mesma experiência de fortalecimento.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Fim dessa polêmica: 11 em 2013

Após as reviravoltas próprias do jogo, com a minha ressalva de que deveriam ter acontecido antes de qualquer discussão pública sobre o assunto, os vereadores monlevadenses chegaram a mais uma conclusão definitiva na tarde de ontem. Serão 11 as vagas para o legislativo nas próximas eleições.

Ainda bem que a partir de agora não há mais como mudar nada para 2012. Estava ficando estranho o vai-e-vem de opiniões definitivas a respeito. Parece que no Legislativo monlevadense, definitivo é tudo aquilo que dura mais de um mês.

Algum dia vou entender a estratégia de se enfraquecer para se firmar. De se diminuir para ser mais importante. De se dobrar para exercer o controle social previsto no modelo democrático vigente. Enquanto isso não ocorre, vou lembrar que o mesmo regime democrático prevê estes revezes e aceitar o resultado dessas votações com serenidade.

Só me reservo o direito de não concordar. São duas instâncias diferentes.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A arte do punhal oculto

Não importa o quanto se queira maquiar a realidade. A arte do punhal oculto sob a manga está firme e forte em 2011 aqui na nossa terrinha. E não falo como um vitimizado, porque não sou mesmo. Falo como alguém que, às vezes, se cansa de observar o óbvio escapando aos olhos daqueles a quem a gente quer algum bem.

Na Segunda-Feira, 3 de Outubro, a arte do punhal oculto vai fazer mais vítimas. Eis uma certeza da Bola de Cristal do Drops. O que ela não me revelou é o nome do detentor daquela lâmina, ardilosa e matreira. Bom, vai aparecer mais cedo ou mais tarde.

Em política de jogo, nenhum apunhalamento termina em morte. Pelo contrário, algoz e vítima costumam se enredar em companheirismo, rapidinho. O sistema não trabalha contra si mesmo. Mas contra o resto...

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Piada pronta

LEIA AQUI  que o nome do novo Ministro do Turismo é Gastão. O Brasil é irremediavelmente o país da piada pronta. Se ao menos ele se chamasse Modesto...

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Está tabelado?

Com o valor estabelecido de 20 mil reais, João Monlevade está observando mais uma coisa inédita: o tabelamento de preços judiciais envolvendo como parte o prefeito Gustavo Prandini. Não vou sequer me dar ao trabalho de lembrar aos leitores os eventos que já se passaram, com o mesmo valor pleiteado.

Mais uma vez, já que disse antes de muitas formas: não tenho procuração, relação de amizade, representação formal ou autorização para falar em nome do prefeito. Falo por sentimento próprio de quem sabe, no fundo do espírito, que Gustavo Prandini é uma figura que tem muito mais a mostrar, em matéria de conteúdo e qualidade, como pessoa pública.

Só o conhecendo a partir de 2007, apenas superficialmente, ainda assim sinto que há algo errado. Minha tendência é creditar muitos dos seus equívocos à assessoria ruim, mas já se vão numerosos meses de governo e de atitudes estranhas à cidadania e à Democracia. Então, é só isso que está aí, depois de uma longa campanha em que muitos afirmavam um novo tempo político para João Monlevade?

Só a assessoria é responsável por tudo? Não acredito mais nessa hipótese. A manada obedece ao comando do tropeiro, na maior parte do tempo. O comando ruim produz uma manada rebelde, e ruim.

Parece que, em breve, o tropeiro estará mudando de fazenda e aportando no Partido dos Trabalhadores. É uma boa tentativa de imputar ao PV todo o despropósito de resultados entre a promessa e o trabalho efetivo. Vejamos se a mudança de ares produz algo substancialmente diferente do que vimos até agora.

Até lá, um aviso aos navegantes: cuidado, porque 20 mil reais fazem uma falta danada nas contas de qualquer pai de família monlevadense. E ao que parece, Gustavo pretende criar a figura do homem público blindado ao controle de quem lhe paga o salário com o suor dos impostos.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

PT Partido e PT Governo

Há trinta anos conheço a história do Partido dos Trabalhadores. Não sei dizer quando essa história foi engolida pelo fisiologismo, mas aconteceu. O PT sempre teve imensas dificuldades em entender uma coisa simples: o Partido pode - e deve - regular sua vida interna como quiser. O Governo não tem esse direito. E quando o Governo por mérito da Democracia é exercido pelo PT, a vida interna do Partido deve ser relegada a um segundo plano.

Governar é entender diferenças. As mesmas diferenças que, um dia, levaram o Partido dos Trabalhadores e se rebelar contra o estado as coisas a seu redor. Nesta fase de sua vida, o PT precisou da imprensa que agora ele quer sufocar. O PT fez a oposição ferrenha que agora ele quer desqualificar. O PT denunciou manobras que, hoje, ele domina com perfeição e truculência, às vezes.

Ninguém que lê o Drops é tolo, e eu não desmereço a inteligência de nenhum dos meus leitores. É óbvio que há pessoas bem intencionadas dentro do PT no Brasil inteiro. Há pessoas bem intencionadas em quase todas as aglomerações humanas.

O que eu questiono, sempre, é a danada da coerência. Vivemos em um mundo onde a coerência está relegada a um terceiro ou quarto plano, sei lá. E sem ela, talvez nem valha a pena viver. Fora dela, o PT se mistura a um caldo de cultura onde os micróbios não podem ser distinguidos um dos outros, nem com o mais potente dos microscópios.

E irrita profundamente o intelecto observar que o Partido dos Trabalhadores, de forma sistemática, ainda tenta convencer a todo mundo que é o mesmo dos anos 70/80. Não é mesmo. Os escombros fazem lembrar uma casa que existia ali, mas não deixam nenhuma possibilidade de conhecer o que, um dia, foi um lar.

sábado, 27 de agosto de 2011

Beijo, Dorinha!

Encontrei-me hoje à tarde com Dorinha Machado no encontro do PSDB, destinado a apresentar o novo Diretório Municipal e a traçar as metas do partido para os próximos anos. Como sempre, foi só o tempo de perguntar se ela já estava mais calminha e a elegância política prevaleceu na pessoa que ela é.

Agradeci a oportunidade que ela me deu, de reestabelecer um contato que sempre foi cordial. Tenho muito a aprender com os mais habilidosos e não perdi a chance. Para os que ainda me perguntam se ficou alguma aresta a aparar, respondo com absoluta transparência: claro que não!

O jogo político tem suas nuances e muitas manobras arriscadas. Por isso pessoas como Dorinha tem uma história consolidada para contar com orgulho, e exatamente por isso eu sempre acredito na firmeza de caráter e na clareza de propósitos para manter o diálogo, sempre que possível.

E o manifesto, ao fim e ao cabo, foi uma tentativa de puxar do Poder Legislativo um tranco de arrumação. Do Poder legislativo como um todo, e não só de vereadores nominalmente. Porque a base da minha crítica permanece firme e forte: ainda cabe aos legisladores valorizarem-se um pouco mais, exercendo por nós o controle de ações do Poder Executivo.

Continuarei sempre a não aceitar a Câmara Municipal como um mero Setor de Protocolo, carimbando tudo o que chega. Para isso a Prefeitura já conta com um, lá na Geraldo Miranda.