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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Insensatez é mato

Realizar uma movimentação política opositora, sem resvalar para o campo da pessoalidade, é impossível. Não há como negar que algum travo, alguma mágoa, algum entrevero de origem eticamente não revelável sempre haverá de existir, para todos os envolvidos. TODOS, é bom lembrar. Não há vítimas e carrascos nesta interação. Somos atores e cabe a cada um compreender o seu papel. Não aguenta? Vá pra casa e deite na rede, sua vida estará resolvida.

Uma analogia do que vivo ultimamente pode ser traduzida de forma simples. Se estou andando pela avenida Getúlio Vargas e piso em um monte enorme de merda de cachorro, não vou culpar o governo municipal pela merda de cachorro. Nem vou culpar ao bichinho em si mesmo. Também exijo o meu direito de não ser culpado por ter incomodado a merda de cachorro com um pisão. Mas alguém tem que responder pelo fato, mesmo sendo pouco relevante. E este alguém é quem abandonou o cachorro à sua própria sorte.

A partir daí entra o jogo de encenação do ambiente político em que vivemos. Quero acusar o governo municipal pela merda, ele tentará acusar o dono do bicho pela merda, se encontrado o dono acusará o animal pela merda, o cachorro não acusará ninguém porque não tem como falar, etc.

O governo dirá que estou procurando pelo em ovo, direi que bosta de cachorro é um risco à saúde pública devido à possibilidade de transmissão de zoonoses, o dono dirá que o cachorro também é gente. O que nenhum de nós faz, de efetivo, é evitar que haja mais cachorros, mais merda e mais bate-boca inútil.

Pedindo licença aos leitores pela grosseria, acabamos todos com merda de cachorro na boca o tempo inteiro, enquanto nada é feito para resolver merda alguma. Sinceramente, não é isso que pretendo fazer por João Monlevade e não aceito que somente isso tenha sido feito por tantos anos, por políticos e cidadãos de toda categoria e ideologia, vinculados a qualquer sigla partidária que seja.

Já emiti aqui três pareceres pessoais sobre o ambiente político que conheço, que é o atual. Vou lembrá-los:

1 - Gustavo Prandini chutou o balde.

2 - Este caixão já desceu.

3 - Falta homem em João Monlevade há muito tempo.

Peço que realizem uma busca pelas palavras de chave, se houver dúvidas sobre o contexto em que foram ditas estas palavras.

Por incrível que possa parecer, a mais grave de todas é a terceira delas. O pior dos nossos pesadelos de cidadania é que nosso ambiente político está carente de Homens com "H" maiúsculo. É isso que vai nos afundar por anos de estagnação de inteligência. É isso que vai nos desesperar porque não se faz o trabalho que deveria ser feito.

E, para fazer morrer de vergonha, 2012 se encaminha ser o ano do "ruim por ruim, fico com o menos ruim" em matéria eleitoral. Nosso inferno é que, numa Democracia, a matéria eleitoral define dois dos três Poderes que a compõem. É nossa benção também, é claro. Mas o post anterior deu uma boa pincelada sobre nossas relações com a Ordem e a Fiscalização.

Não desistir de lutar nunca. Um dia acertamos os ponteiros não com o menos ruim, mas com o melhor que pudermos produzir.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Você vai ter que sonhar

Não importa como, não importa onde, não importa com o que ou com quem. Sua vida não é uma "timeline" rasa e sem maior sentido que o de ser exposta para ser avaliada. Não faça dela algo tão banal. Haverá sempre quem a desaprove, mesmo sem adotar o grau de amor requerido para te ensinar a viver... Como se isso fosse possível.

Nascer é um fenômeno biológico, sobre o qual não se possui controle algum. Morrer, definitivamente, é um fenômeno humano. Sobre o qual já não tínhamos controle algum e ultimamente não estamos tendo sequer o direito de escolha para não morrer de forma estúpida e brutal.

Assim, o que nos resta? Aquele intervalo entre os dois fenômenos que eu abordei. E muita gente se perde porque perde a oportunidade de transformar esse intervalo - a vida - num fenômeno maior. É mais simples optar pela "timeline", mas não é tão edificante nem tão prazeroso.

Você vai ter que sonhar. E além disso, vai ter que edificar a maior parte destes sonhos com seu sacrifício pessoal, com seu suor, com sua dedicação de corpo e alma. Aí, sim, terá vivido de um jeito que vale a pena.

A alternativa é se contentar com uma linha rasa.


sábado, 8 de outubro de 2011

Potencial não é garantia!

Apostamos no potencial, mas a garantia só pode vir do trabalho realizado. Duvida? Pense na maçã, aquela frutinha famosa por ter condenado a humanidade através de Adão e Eva. E também por ter feito Isaac Newton descobrir a Lei da Gravitação Universal. A maçã trabalhou e mostrou serviço.

E a Jaca? Já reparou no monstro de fruta que a jaca demonstra ser? Que potencial! Se Eva tivesse sido tentada por uma jaca, não haveria pecado o mundo. Qual dos dois lá ia ter a ideia de subir uns trinta metros e buscar aquele bebezão verde cá pra baixo? Ia dar tanta cãibra nos braços que eles nem iam ter vontade de comer...

Imaginou Newton sendo atingido na cabeça por uma jaca? Pois é. Se isso tivesse acontecido, não haveria Lei da Gravidade. A gente ia poder voar por aí livremente.

Somos pecadores e não podemos voar porque a jaca, aquela vaca, ficou só no potencial. Fruta ordinária e preguiçosa!

Da próxima vez que uma jaca se apresentar para você como uma alternativa viável, lembre-se disso: ela promete muito, mas só tem potencial. Trabalho que é bom a gente deve confiar mesmo é pra maçã fazer. Se está duvidando de mim, lembre-se da fruta que Steve Jobs escolheu para erguer seu império...


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Deveres, alguém se lembra?

Eu sou de uma geração que ainda foi educada no cumprimento de deveres. Nada de muito absurdo, apenas a cobrança normal de padrões que sempre se encaixaram no bom senso, na dignidade da pessoa humana, na coerência de valores e na exigência de seus direitos somente após o cumprimento dessas etapas obrigatórias.

Essa educação se perdeu. Hoje, o mais comum dos comportamentos é mandar para a casa do carvalho as obrigações mínimas e exigir, feito bebê mimado e chorão, que a mão amiga surja de algum lugar para resolver os próprios problemas.

E ainda há idiotas o bastante para abraçar essa causa. Não eu. Não vou ajudar a humanidade a se afundar na lama do "politicamente correto" que é garantir direitos no papel. Só no papel, porque na vida prática eles custam muito dinheiro e este precisa vir de algum lugar. Normalmente, dos bolsos de quem cumpre suas obrigações e deveres à custa da própria qualidade de vida.

Meu ciclo de vida está acabando. Não sou mais um garotão de 18, o que significa que meu papel social está, também, no fim. Não sei se vou conseguir deixar um mundo melhor para meus filhos ou filhos melhores para meu mundo. 

O que me deixa triste ao extremo é que, dependendo de escolhas que vamos fazer, podemos acabar é deixando um mundo e muitos filhos perdidos, esperando milagres onde deveriam operar milagres atravaés do trabalho e da decência diária.

Bem, sempre haverá gente para nos chamar de burgueses, patrõezinhos, fascistas ou outro rótulo qualquer. geralmente são pessoas que não deixam um terço de sua vida produtiva ser tragado pelos "coitadinhos", aqueles que não movem um único dedo para evoluir por si mesmos.

Alguém mais inteligente do que eu descubra uma saída possível.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Cidadão Legal

Mais uma vez a Câmara está de parabéns pela atuação. O tradicional evento demonstra que as boas práticas devem ter continuidade. E que a Câmara pode ser mais que um puxadinho de Executivo, ainda mais quando o Executivo já se assemelha a um cortiço, tantos são os puxadinhos quase inúteis que o formam.

Falta apenas um pouco mais de ação de afirmação de identidade, para que o Legislativo monlevadense comece, de forma efetiva, a se destacar da grande maioria dos seus congêneres espalhados Brasil afora.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Às claras

As lâmpadas da rua onde moro foram trocadas. Não dá para comparar a qualidade da iluminação atual com a que havia antes, já que o ganho foi enorme. Hora de parabenizar a Prefeitura Municipal pelo acerto do projeto. Este é o tipo de investimento que não dá para classificar como dívida, porque são duas coisas distintas.

Investindo em iluminação pública de qualidade, a Prefeitura está indiretamente contribuindo para incrementar a Segurança Pública, a diminuição do número de acidentes, uma maior economia em gastos com energia elétrica (que são pagos pelo povo) e em diversos outros pontos positivos.

Fica o registro e o desejo sincero de que acertos dessa magnitude sejam a rotina, e não a exceção. Porque oposição política não quer dizer oposição social. Ninguém é psicopata o suficiente para desejar a destruição do município para provar seus pontos de vista.

O que se deseja sempre é que os pontos de vista sejam destruídos pela superação dos erros e pela invalidação das críticas, através do trabalho bem feito. O que sobrar é falácia.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Fuscas e governos


Nossos governos estão assim, e espero que o Fusca do Victor não esteja assim:



Podem ficar assim:



É tudo uma questão de trabalhar com afinco e com garra. Mas sobretudo deve-se trabalhar, porque os Fuscas tem conserto muito mais simples que os diferenciados governos. Vamos subindo os morrinhos, como diz o Zé Henriques.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Caso de amor

Entrar, como se fosse nossa casa. Ajeitar espelhos e bancos, para ficar mais confortável. Verificar se tudo está no lugar certo, para ficar mais aconchegante. Verificar os documentos, a planilha de viagens, a hora correta, acertar relógios. Tudo isso para ficar mais eficiente.

Aí é só virar a chave na ignição. A "Valorosa" viatura da Perícia está pronta para mais um dia e a gente também. Pode parecer estranho, mas não seria um caso de amor? Deve ser. Por causa dele o outro caso de amor, que é o Drops, ficou meio largado hoje. Acima destes dois, só o caso de amor com a família, né?

Agradeço muito aos que insistem em visitar o blog mesmo quando não há nada novo. Cria um clima de responsabilidade mútua entre nós. Obrigado a todos e daqui a pouco seguem mais postagens do dia.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Agenda cheia pela manhã

Os exigentes que me perdoem, mas a terça começou fervendo no trabalho. Desse jeito, o Drops de hoje só vai ganhar conteúdo a partir das 13 horas. Para mim é uma perda a considerar. Gosto de expressar as coisas que sinto e penso. 

Para quem lê, pode ser um alívio e uma benção, já que não existe a menor intenção de agradar a todos. Pelo contrário. Fica o sentimento de um dever a cumprir e a obrigação de cumprí-lo o mais rápido que eu puder. Um grande abraço a todos.

quinta-feira, 31 de março de 2011

O melhor fiasco da minha vida

Aconteceu ontem, na apresentação do Seminário sobre Administração do Terceiro Setor, na FUNCEC. O fiasco da apresentação nem foi tão terrível assim, mas o fiasco de não ter conseguido convencer minhas jovens colegas de equipe que as falhas viriam pesou mais.

Eu não sou otimista. Todos que acompanham o blog sabem que sou é cético. Quando vejo algo, interpreto pelo que vejo, não pelo que me dizem que está acontencendo. A menos que as duas coisas sejam iguais, o que é raro na natureza humana. Pessoas tem vergonha de admitir os erros, o que é enganoso e perigoso. Precisamos enxergá-los com olhar crítico e aprender sempre com eles.

O que não devemos é desistir de caminhar por causa dos erros e das falhas. Eles existem numa existência finita, já que nascem para que os eliminemos com trabalho e perseverança. Haverá outras chances de mostrar que aprendemos.

O que devo fazer, agora porque é o melhor momento, é demonstrar meu carinho e minha gratidão com a equipe. Ela sofreu junto a expectativa e a construção do trabalho. Se não foi a excelência que queríamos, foi o máximo a que pudemos chegar - para ontem!

E eu vi, mais uma vez, como o ser humano é capaz de demonstrar sua fortaleza de caráter. Numa segunda oportunidade, haverá menos erros e mais excelência. Até que um dia haverá só excelência para podermos mostrar.

Através do aprendizado que precisa dos erros para acontecer. Um abraço, EQUIPE.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Homens trabalhando

Por força da atividade profissional, tenho que rodar bastante por João Monlevade. O carinho que eu tenho por este pedaço de chão faz desta obrigação um prazer e um compromisso. O prazer vem da constatação de que, sim, estamos crescendo aos poucos, enquanto comunidade viva. E o compromisso vem da certeza de que há muito por fazer, de preferência buscando caminhos eficientes e mais justos.

Neste começo de ano, observei que há movimentação bem intensa de equipes da Prefeitura Municipal trabalhando nos problemas comuns a esta época: na recuperação de vias públicas e na reparação de danos a barrancos e encostas prejudicados pelas chuvas.

É um sinal positivo, porque para se afirmar que um trabalho está sendo feito, é necessário que o trabalho esteja sendo, realmente, feito. Este é um raciocínio tão simplório que não entendo como alguns homens conseguem abandoná-lo de vez em quando.

As novas máquinas, adquiridas recentemente, já estão nas ruas também. Agora é torcer para o aguaceiro dar um tempo sobre nossas cabeças, e continuar no pique até o final do ano. Trabalho é resposta universal.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Ossos velhos em um corpo velho


Ontem, eu estava pendurando roupas no varal da laje em casa. Como o espaço de varal que sobrou era o mais alto que tínhamos, subi em um banquinho para facilitar o processo. O danado revirou, o coitado aqui ia cair de costas em cheio no piso, e...

Duplo Twist carpado! Depois que Dayane dos Santos ficou famosa, teve gente de todo canto do Brasil tentando imitar a moça. Eu só fui mais um, para não me esborrachar de costas no chão. Infelizmente, meu corpo envelheceu desde que eu nasci. E minha coluna envelheceu junto com ele.

Estou sentindo dores atrozes e me entupindo de anttinflamatório e analgésico. Tomara que consiga me curar antes do próximo plantão de trabalho, ou a equipe de Polícia Técnica vai ficar reduzida a dois servidores para atender a dez cidades.

Vou ver se hoje ainda encontro o gente fina Mauro Bulhões. Pelo andar da minha carruagem, só Tylex vai salvar esta carcaça castigada...

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Você tem experiência?

Tenho. Pode não ser a que se espera para uma atividade específica, mas todos nós sempre temos alguma experiência válida e útil. Eu sempre vejo com tristeza os anúncios de emprego que pedem experiência prévia. A razão é simples: se todo mundo exigir experiência anterior, não haverá mercado de trabalho que cuide dos nossos jovens que chegam ao mercado. os poucos que conseguirem chegar sem sustos, é claro.

Uma das coisas que salvou minha vida foi ter encontrado pessoas que me contrataram pelo que viram em mim, e não pelo que eu podia provar já ter feito. Hoje é tudo rápido demais, superficial demais, pasteurizado demais para que as pessoas tenham algum tempo de ser pessoas, apenas. Viramos instrumentos de precisão, atendendo a demandas de oportunidade.

Se eu pudesse de alguma forma, auxiliar a quem contrata, sugeriria uma coisa só: busque a experiência sim, mas entenda que ela possui muitas variações importantes. Se uma empresa procura um gênio, ela deve querer pagar por um gênio. Vejam onde o "gênio" de Sílvio santos o levou, e podemos entender melhor o que digo.

Cuidar de uma família estando desempregado requer uma paciência, uma força de vontade e uma criatividade enormes. Paciência é fundamental para não extrapolar limites. Força de vontade, para sempre entregar o melhor de si mesmo a seus patrões. criatividade é a mola que faz com que as pessoas aprendam além do que se espera delas. Estas virtudes não seriam suficientes para caracterizar um bom empregado?

Então, todas as vezes que alguém pede experiência a um brasileiro, está sendo redundante. Temos experiências ricas e importantes, todos nós. O mais honesto seria colocar nos anúncios: "a experiência que eu quero é a de saber tudo sobre a atividade, para eu não precisar transformar o candidato no trabalhador eficaz que eu preciso. Para acelerar o processo, porque minha empresa tem pressa. Os outros conhecimentos e habilidades eu não tenho interesse em adquirir."

E qual pessoa vai querer investir em si mesma, melhorando suas habilidades e saberes, conhecendo o mercado de trabalho como ele está, sem se interessar por estas habilidades e saberes? Cria-se um círculo vicioso que só tem por mérito aumentar a massa de desempregados no Brasil, a cada ano.

E eu, que sou ninguém, conheço um bocado de gente que faria bonito em qualquer trabalho que não exigisse conhecimento especializado e técnico. Até poder se formar em nível especializado e técnico, se qualquer empresa precisar desta especialização.

O assunto ultrapassa minha competência, claro. Mas alguém precisa começar mais este diálogo. É um caminho para que os brasileiros adquiram trabalho e dignidade com mais rapidez. Quanto aos candidatos, eu sugiro também um pouco de ousadia: procurem as vagas de qualquer jeito. Na entrevista inicial, quando forem perguntados "Você tem experiência?" basta responder:

Tenho. Tenho uma vida de experiências boas e ruins, vontade de repassar as boas e esquecer as ruins, necessidade de multiplicar as boas e de reduzir as ruins, capacidade de aprender mais experiências boas e de ignorar mais experiências ruins. Eu sou gente, e tenho muita experiência nisso. Se o trabalho que você tem precisa ser executado por gente, então eu sou muito qualificado para fazer o trabalho bem feito.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Deus abençoe seu dia!

E que seus braços e seu coração trabalhem bastante para que as bençãos sejam merecidas. Afinal, é bom lembrar: "Nossos sonhos são os mesmos há muito tempo, mas não há mais muito tempo prá sonhar..."

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Botox de pobre

É simples e singelo como - até mesmo - um banho quente. Foi o que me salvou hoje de manhã, renovando as pelancas do corpo triturado pelo trabalho das últimas horas. Sem o Botox de pobre do banho quente, eu estaria morto em pé, até agora.

Vou abordar o assunto no Jornal Bom Dia assim que for possível. Primeiro preciso reunir as informações sobre o que são os muitos "Botox de pobre" que a gente pode aplicar na vida diária. Aguardo sugestões também!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

"Nossa" viatura voltou!

Rá!!! É o Choque de Gestão particular funcionando... Depois que o gênio genial resolveu economizar dinheiro em luzes de emergência e rádios (que agora não chegam junto com cada viatura policial), nos resta mesmo é canibalizar algum carro acidentado e com perda total para obter estes recursos, "desnecessários" num veículo que só se desloca por urgências ou emergências.

A menos que o gênio genial não considere uma urgência o deslocamento da Polícia Técnica. Espero, de todo coração, que ninguém da família do gênio genial se pendure pelo pescoço na varanda da casa. Provavelmente ele vai amaldiçoar a equipe de Peritos que demora para chegar, porque não consegue se locomover com mais agilidade no trânsito de caos que o Brasil enfrenta atualmente.

Mas isso é divagação inútil. A valente da Perícia de João Monlevade, nossa querida 1979, retornou de BH lavada, encerada e com luz no teto! Semana que vem vou ver se consigo umas calotas pra ela ficar mais charmosa. Durona não precisa ficar mais, a danadinha está mais que acostunada com nosso ritmo insano de trabalho.

E vivas para o choque de gestão e para os políticos locais, preocupados ao extremo com a qualidade da Segurança Pública no Médio Piracicaba.

domingo, 9 de maio de 2010

A ciência política privilegia os partidos


E por este motivo existem democracias sólidas funcionando no mundo inteiro. No Brasil, infelizmente, este amadurecimento não ocorreu. O partido político brasileiro nada mais representa que uma marina de aluguel, onde alguns barcos vem e vão ao sabor de suas necessidades instantâneas, e outros são donos do espaço que se aluga para barcos de interesse.

Nós somos um povo ignorante, e não há dúvidas com relação a isso. Não precisamos nos envergonhar, já que nossa história ainda está nas fraldas. Quinhentos anos de existência não nos ensinaram um caminho de progresso construído ombro a ombro. Mas não há motivos para comemoração. Nações pouco mais velhas já atingiram um estágio de solidez institucional que ainda nos escapa ao raciocínio lógico.

Nossa política se ressente desta condição ingrata. Temos partidos demais, desimportantes demais em sua azáfama mesquinha de trabalho de formigas, à cata de migalhas do banquete que se desenrola em esferas mais afortunadas. Há poucos que se destacam neste cenário desabonador, no país inteiro. Eu destacaria alguns, se não fosse deselegante a possibilidade de me esquecer de outros nomes bem merecedores de aplauso.

No Brasil, o cidadão interessado em participar de discussões sérias e bem intencionadas visando o bem comum se vê perdido. Não encontra uma única agremiação partidária que se ocupe mais da política que da distribuição de cargos e benesses, e portanto não encontra um partido ao qual valha, realmente a pena, se filiar e trabalhar.

Não há a preocupação de se firmar um partido político para dele filtrar bons nomes. O que existe é um bom nome ao qual se atrela um partido qualquer (e olhem que este bom nome pode não ser o nome ideal) à cata de "oportunidades".

Assim, é incomum que haja um projeto político-partidário não contaminado pela ganância individual, não obscurecido pela intransigência de um cacique ou não invalidado pela ausência da assembléia plena entre seus integrantes.

O resultado é que nossa política é de homens, não de projetos. E assimilamos com gosto esta aberração. Porque, ao coletarmos um nome em evidência negativa, tratamos de juntar a ele o seu partido, como se fossem metonímias possíveis. Não é um Serra, um Aécio, uma Dilma, uma Marina, um Kassab, um Lula, um Simon.

É o PT, o PMDB, o PV, o PSDB, o DEM ou, como diz Marcelo Melo de forma brilhante, o demo e o PQP. Tratamos todos de julgar todo um partido por um único nome de evidência, como se aquele nome traduzisse o pensamento de todos os integrantes de um partido político. E as diferenças, saudáveis na democracia, para onde vão?

Esta dicotomia faz que ótimos nomes se esgotem em quadros partidários enfraquecidos, onde as ideias são como o tapete da sala. Ninguém repara, a menos que esteja esburacado ou sujo demais. Os projetos não são discutidos plenamente. Os objetivos não são delimitados ou, quando o são, transformam-se na calada da noite sem que os elaboradores tenham ciência desta mutação perversa.

Resta continuar trabalhando, de forma quase insana, para que hajam partidos sustentando os bons projetos políticos, e não projetos individuais se sustentando de partidos bons. Os nomes vão, os projetos e ideais ficam. Lembremo-nos disso.

Esta semana que passou foi dura para o Partido Verde em João Monlevade. Com a saída de seu vice-presidente Werton Santos, o qual tem a minha admiração e o meu respeito totais, vejo configurar-se mais uma vez a situação de que não haverá um partido sustentando um projeto político para Monlevade. Acende-se uma luz não verde, mas vermelha, no horizonte próximo.

Que haja muita serenidade nesta hora e nas horas que virão. Monlevade precisa de bons nomes e de bons projetos, sempre. Mas precisa de partidos políticos sólidos, também. A ausência deles, nos últimos anos, freou nossa caminhada em muitas décadas.


sexta-feira, 23 de abril de 2010

Tudo no automático


O Drops hoje está funcionando à base de publicação programada. Espero que vocês me perdoem pelo fato, mas está difícil reservar um tempo para ficar na frente do computador preparando as postagens. Este blogueiro não é blogueiro profissional, né? Aliás, a categoria nem existe.

Assim, se houver comentários a moderar, será a partir das 18h30, se o plantão pericial permitir. Espero que sim, porque quanto mais eu trabalho mais violenta a região está, infelizmente.

Um grande abraço a todos.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A Monlevade que avança - Luiz Prisco


Esta é uma Monlevade que avança sem quase ninguém perceber. A Escola Estadual Luiz Prisco de Braga, há muitos anos, vê alunos seus passarem em vestibulares importantes. Dentre eles, o de Medicina. Todos os anos pelo menos um aluno de lá é aprovado.

Ora, estou falando só do Luiz Prisco. Não conheço a realidade das outras escolas de Ensino Médio, públicas ou particulares, instaladas em João Monlevade. E se houver ainda mais aprovados, todos os anos, em Medicina?

Perceberam onde quero chegar, não é? Isso mesmo. Estas escolas tem endereço, telefone, talvez e-mail, Orkut ou seja lá o que for destes alunos (e de suas famílias) guardados em suas secretarias.

No momento em que a cidade precisa, não seria legal consultar todas estas escolas, tentando identificar se alguns destes ex-alunos não teriam interesse em retornar para João Monlevade e aqui construir suas carreiras médicas? Quem sabe, com muita organização, não seria possível obter plantonistas de medicina neste processo?

Não se trata de reinvenção de roda. A situação dos plantonistas de medicina está em nível crítico no Brasil inteiro. Mas... Quando se tem uma chance mínima, ainda assim é uma chance. E, por ser de custo quase zero, a iniciativa pode funcionar. Se não der certo, a cidade não perde nada tentando. Se funcionar, ganhamos muito.

Ideias surgem como as pedras preciosas na mineração. Não é legítimo imaginar que as gemas venham em maior quantidade que o cascalho. O que caracteriza um mineiro, em verdade, é sua persistência em trabalhar o cascalho, sem esmorecer. Porque um dia o cascalho pode revelar tesouros.

Da mesma forma, minerar sobre dezenas de boas ideias pode revelar apenas uma ou duas pedras de valor. Uma sociedade começa a morrer quando acredita que não vale mais a pena trabalhar tanto cascalho. Porque, se isso acontecer, a chance de sucesso vira zero.

Agenda Oculta? Que venha muito cascalho para a gente tentar apurar. E se desta inciativa sairem umas pedras bonitas e de valor?

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

As faturas chegam, cedo ou tarde

São muitos anos de desvario gerencial, o que não chega a ser uma exclusividade monlevadense. Por todo o país, quem administra o dinheiro público costuma gastá-lo sem projeto consistente a embasar a decisão.

Entretanto, como costumo dizer, estou me lixando para o resto. Preciso cuidar da minha casa, e se todos pensassem assim as casas estariam arrumadas e a vizinhança, qualificada.

A administração atual realizou seus desvarios, também. Não é demérito, mas ainda assim não é animador que tenham ocorrido. O fato de que tenham sido mínimos, em relação ao que já foi visto, traz um pouco de esperança a quem, como eu, é nascido para gostar de Monlevade.

O momento é delicado. Algumas faturas estão chegando ao mesmo tempo. O "Hospitalão de milhões", a falta de planejamento da malha viária, a construção do Bairro da Farinha, o abandono completo do Bairro São João, o buraco que potencializa a correnteza das chuvas, a pouca manutenção de sistemas de controle sobre os serviços básicos...

Quem me lê tende a acreditar que eu só vejo desgraças pelo caminho. Grande engano. Vejo que poderíamos inovar realmente, mas repetimos fórmulas consagradas com medo de errar.

Uma pena. O erro ocorre indistintamente, mesmo quando se aplicam fórmulas consagradas na gestão pública. Aliás, talvez seja esta a fonte do erro maior.

Gastar pouco, gastar muito, gastar quando? Ora, a pergunta principal deveria ser "gastar bem ou mal"? Porque quem gasta bem não se arrepende. Recursos, não importa quais sejam, possuem custo-benefício. Em administração mais direta, se o seu investimento gera lucro, faça-o. Se não gera lucro (seja econômico ou social) deixe de lado.

O maior mérito que o Prefeito Gustavo Prandini pode obter é não gerar faturas para o futuro. E gerar a maior quantidade possível de lucro para a cidade. Neste ponto, bato novamente numa tecla gasta pela ponta dos dedos: João Monlevade se ressente não de seus políticos, mas de suas respectivas equipes.

Como as razões de assessorar quase sempre se pautaram pelo "bico" e pela sinecura, tantos prefeitos afundaram a cara como maus gestores. Existe alguma razão neste fato, porque escolheram mal suas equipes.

É hora de repensar este círculo vicioso. Para além da assessoria política, deve haver uma boa equipe técnica. Para haver uma boa equipe técnica, é necessário haver boa remuneração e muita, muita cobrança de resultados práticos e efetivos. Ou alguém imagina que outros motivos haveriam, por exemplo, para justificar o pouco interesse de médicos pela função pública?

A construção de qualquer futuro depende do trabalho que se realiza no presente. Um trabalho medíocre resulta em um futuro igual. Mas a conta fecha do mesmo jeito, para um trabalho pensado, planejado e executado com excelência.

Agenda Oculta? Absolutamente nada sobrevive ao crivo das causas, resultados e consequências. O maior desafio é que as consequências sejam benéficas para os herdeiros de nossa atuação agora. Porque se forem maléficas, nossa tendência em individualizar ações estará sempre lá. Para arrasar a reputação de prefeitos, porque ninguém se lembra das equipes.