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quinta-feira, 17 de maio de 2012

Vala aberta no República

Ainda não descobri se o Mandado de Segurança é o meio correto de buscar uma solução para a voçoroca que toma conta da Rua Padre José de Anchieta. Mesmo não sendo jurista, acho que a situação encontra os requisitos de plausibilidade e admissibilidade exigidos para o fato. Mas posso estar equivocado.

Ainda assim sei que o Ministério Público, mediante a apresentação dos fatos concretos, é competente para impetrar a devida Ação Civil Pública, visando resguardar o direito dos monlevadenses de trafegar com segurança pelas vias públicas da cidade.

Considero uma tristeza sem fim ter que apelar para outras instâncias, mas não vejo o Executivo Municipal se empenhar em corrigir um fato que está gerando perigo para muitos. Quando um veículo despencou dentro da última cratera aberta pelas chuvas na Rua Padre José de Anchieta, todos nós entendemos que se tratava de uma fatalidade causada pela ação da natureza. Mas e agora?

A vala aberta pelo DAE está ficando mais profunda. Já está difícil fazer a conversão para acessar as ruas transversais, além de estar ficando perigoso porque os veículos que descem o morro o fazem em alta velocidade.

Melhor a tragédia de apelar à Justiça agora que correr o risco de uma tragédia irreparável mais tarde.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Amor é chuchu no muro


Monlevade é assim mesmo. Quando a gente está desanimado ou desapontado, ou mesmo com raiva dela, surge sempre alguma oportunidade de renovar o carinho e o amor que temos.

Olha aí um exemplo bacana: na Rua Progresso, o chuchu e o "ora pro nobis" estão ali, numa culinária que não precisa de jeito nenhum ficar em cima do muro, mas está. Deve ser pela falta da costelinha de porco...

Amor é isso mesmo: uma coisinha de nada, um tantinho de saúde como dizia Guimarães Rosa. Até o chuchu no muro pode traduzir o sentimento, quando há a vontade de amar.

E vamos amando essa terra. Ao contrário de alguns de seus homens, ela merece muito ser amada e admirada.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Educação de Monlevade em destaque

Sempre é bom ver que o trabalho árduo está sendo reconhecido. Saber que Monlevade está bem posicionada em qualquer ranking nacional de Educação tem mais é que nos fazer orgulhosos. E a Revista Veja traz, esta semana, uma notícia muito boa neste sentido.

Parabenizo de antemão aos bons professores de João Monlevade. sem eles, nada disso estaria acontecendo. E vou aguardar para ler a matéria completa, porque já observei movimentos que buscam a "paternidade" exclusiva desse filho bonitão e saudável. Somente depois disso vou elaborar uma postagem sobre o assunto.

Minha experiência de vida está me ensinando a ser cauteloso quando o assunto é dar a César o que é, definitivamente, de César.

Esclarecendo...

A postagem anterior tem uma razão de ser. No ano passado e neste ano, a tarifa de transporte público passou por congelamentos de preço. Somados, os meses de congelamento chegaram a 10, até agora.

Não sou auditor contábil. Admito o fato. Mas tudo que aguenta 10 meses de congelamento, em 15 meses possíveis, tem que estar com uma enorme gordura para queimar no início. Traduzindo, tem que estar caro pra caramba ou o empresário quebraria rapidinho.

Como os funcionários da empresa não estão com essa bola toda na hora de receber reajustes salariais, essa discussão sobre o real custo do transporte público e o real valor da tarifa passou da hora de acontecer. Porque eu posso ter o luxo de não precisar de ônibus, mas milhares de monlevadenses precisam dele com preço justo.

Tarifa de ônibus em JM


Estou especulando, o que quer dizer que posso estar equivocado. Mas tenho algumas dúvidas severas, quanto ao real custo de operação que está estampado na planilha no transporte público de João Monlevade:

1 - Como é calculado o valor de insumos essenciais? Ex. problema = preço do pneu. Vamos pensar num valor médio de R$ 1.250,00 que não é fora da média de preços. Ele não deveria ir para a planilha com este preço, pelo simples motivo de que frotistas compram às centenas, com preços cerca de 30% mais baixos. Se vai para a planilha o valor original (1250) eis uma distorção bancada pelo usuário.

Ex. problema = Quanto duram estes pneus no cotidiano? Se não forem marcados no início de sua vida útil e se não for controlada sua durabilidade, eis outra distorção econômica bancada pelo usuário. Podem durar 80.000 km e ser declarado que rodaram 60.000 km até a hora de reformá-los.

Ex. problema = Qual o real consumo médio da frota? Como não são utilizados tacógrafos digitais selados, a população não tem como fazer este cálculo com exatidão. Mais distorção econômica que pode estar indo para a planilha.

2 - Como é calculado o valor de insumos secundários? Ex. problema = número de gratuitades efetivamente atendidas/dia. Termos 5000 usuários cadastrados e autorizados a usufruir de gratuitade não significa que 5000 pessoas usam deste benefício todo dia. Se o número for menor, distorção econômica a ser bancada pelos usuários pagantes do sistema.

Ex. problema = Oficina mecânica. Se a empresa tem mecânicos em seu quadro de funcionários, o custo já estará embutido em folha salarial. Se a planilha prevê remuneração de oficina, mais distorção econômica a ser bancada pelos usuários.

Ex. problema = durabilidade de peças de alto valor. Cálculo semelhante ao da durabilidade dos pneus.

3 - Por que a planilha de custos não é entregue à sociedade para uma auditoria ampla? Sem ela em mãos, tudo que João Monlevade pode fazer é especular sobre os custos reais x custos declarados. E especular nunca foi o melhor caminho para haver justiça social ao lado da justiça de remuneração do prestador de serviços.

Nãos nos discutimos enquanto um lar para todos. sequer nos discutimos enquanto cidade. Isso torna tudo muito mais difícil - e caro - para todos.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Futuro a gente busca

Tive uma oportunidade boa de conhecer as pessoas que estão tentando reerguer e manter o Conselho Comunitário de Segurança Pública, hoje pela manhã. Ótimo encontro, e eu espero poder participar de todos os que virão com o pouco que tenho para contribuir.

O caminho nunca é fácil, mas não dá para esmorecer. Futuro é algo que a gente tem que buscar, ou ele acontece do jeito que quiser. Espero que, em breve, João Monlevade possa contar com um bom Conselho de Segurança Pública, estruturado e com poder de decisões e investimentos pontuais.

Porque, em matéria de Segurança Pública, nada é supérfluo.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

OK, vai a legislação inicial do SVO também


Bom, não posso ir além disso. Cada gestor público virá afirmar e confirmar suas alegações da possibilidade ou não de implantar um SVO local em seu município. Cabe à sociedade civil organizada aceitar ou refutar as alegações.

Como opinião pessoal, vejo que existe uma boa possibilidade de que todos os municípios interessados consigam se organizar e obter essa verba, garantindo maior qualidade de vida aos cidadãos e melhorando o atendimento à população, num momento em que todo amparo é mais do que necessário e muito bem vindo.

Verbas não aproveitadas


O link citado encaminha para uma matéria que interessa - e muito - a gestores municipais de saúde pública. Ele indica o caminho para que cidades do Brasil inteiro tenham acesso a uma verba anual, de 300 mil a 420 mil reais, para que o município implante o Serviço de Verificação de Óbitos.

O QUE É

O SVO é um vetor de Saúde Pública direcionado para estudar e diagnosticar, com a maior precisão possível, as causas de mortes não externas (externas são as causas de mortes acidentais ou criminosas). O órgão é uma fonte muito rica de informações que podem balizar ações estruturantes em Saúde Pública corretiva.

As causas de morte externas são matéria de interesse da Segurança Pública, portanto não são atendidas pelo SVO. As demais são matéria de interesse da Saúde Pública, e portanto não deveriam ser atendidas por Institutos de Medicina Legal.

A REALIDADE BRASILEIRA

Infelizmente, poucas cidades no país possuem o SVO implantado. Trata-se de falta de informação e falta de senso de oportunidade, já que a ausência do Serviço sobrecarrega o IML local sem necessidade. Em se tratando de um serviço que é custeado plenamente pelo Governo Federal, a ausência do SVO em um município indica apenas que gestores públicos foram omissos ou incapazes.

VANTAGENS DO SVO

É fácil entender as vantagens do sistema. A verificação de óbitos é menos complexa que a necropsia criminal, e mais rápida e ágil. Ela também fornece informações para a incrementação da Saúde Pública local, o que não ocorre com os exames médicos criminais.

Familiares dos falecidos não precisam aguardar horas para a liberação das vítimas (a legislação criminal prevê seis horas mínimas de intervalo entre o óbito e o exame médico). A Perícia Médica Criminal não fica sobrecarregada e passa a atender de forma mais ágil também.

Ou seja, os Municípios estão perdendo oportunidades de qualificar seu Sistema de Saúde Pública, a custo zero, e ainda abrindo mão de recursos que são simples de ser buscados. Um Projeto de Lei aprovado no Município é suficiente para iniciar o processo de implantação do serviço e da habilitação para o recebimento das verbas federais.

COMO FAZER

Já não é com o Blog. Basta estudar um pouco e agir, o que não envolve nenhum grande dispêndio de intelecto. Contribuo com a sugestão, mas a partir daqui é com as Autoridades Competentes.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Olhos cansados

Ao longo dos anos tenho observado que envelhecemos, eu e minha terra natal. Eu tenho que me conformar com os efeitos da passagem do tempo ruindo minha juventude. Assim é nossa trajetória na Terra. O que me deixa revoltado é que minha cidade não precisa passar pelo mesmo processo.

Porque, ao contrário das pessoas, as cidades podem rejuvenescer com o tempo. Elas não são feitas de carne e osso. Podem se modernizar, se oxigenar, ser melhoradas com boa vontade. Aliada a muito trabalho responsável e a pouca vaidade pessoal, a boa vontade de quem gerencia uma cidade é um santo remédio.

E vamos ser sinceros: há quantos anos Monlevade não recebe nem uma gota desse remédio?

Meus olhos estão cansados de ver João Monlevade definhando, como eu mesmo estou. Ela não precisa disso. Para piorar, doente de ideias e de pulso firme como ela está há muito tempo, daqui a pouco não será um lugar saudável e justo para seus filhos (naturais e adotados).

A omissão de muitos de nós é tão danosa para ela quanto a ação de muitos dos mal intencionados.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Minha opinião não conta

Tenho recebido algumas cobranças leves (e educadas, já vou esclarecendo) sobre o porquê de não me manifestar a respeito da construção de um prédio anexo à Câmara Municipal. A resposta? Minha opinião não conta.

Observei o caso a partir da legalidade. Está perfeito. Pelo lado da legitimidade, está perfeito. Tanto para o Presidente da Câmara quanto para as pessoas que estão se posicionando contrárias à construção. Então, o ponto de diálogo é a questão moral. E questões morais são individuais, não podem ser anuladas numa democracia.

Assim, mesmo sabendo que minha opinião não conta, informo que sou contra o momento em que essa obra virá a luz. Assim como sou contra o momento escolhido para as manifestações populares. A obra não surgiu em Abril ou Maio de 2012. Ela surgiu antes, e não ocorreram manifestações. Dessa forma não é simples isolar a indignação do oportunismo. E não estou dizendo que haja oportunismo. Falo do que parece ser, em detrimento do que deve ser.

E falo ainda que o caminho, de manifestações constantes e decididas, é maravilhoso para João Monlevade. defendo há muitos noas que aquela Casa precisa estar sempre cheia, porque a Democracia floresce é sob cuidados mesmo. Assim como qualquer jardim que a gente queira ver bonito e saudável.

Mas minha opinião não conta, e este é o ponto principal que eu espero ter esclarecido bem para vocês. Um abraço a todos.

sábado, 5 de maio de 2012

Visão de futuro

Quero deixar aqui os parabéns especiais ao Hiper Comercial Monlevade pelo sucesso. Porque minha experiência de consumidor com o Hiper é bem positiva, no pesar da balança. Para quem imaginava que o estabelecimento era grande demais e que Monlevade não tinha porte para recebê-lo, ver o estacionamento e a ampliação do estacionamento completamente lotados é uma satisfação. Fora a raiva de não conseguir estacionar, mas daí é outra história. Quem chega primeiro bebe água limpa.

Monlevade está mais do que madura para investimentos de maior porte. Está aí uma coisa que não percebemos antes: a cidade estava vivendo uma renovação de suas gerações (mentes mais modernas e idealizadoras, em detrimento das mentes mais "antigas" e conservadoras) e pouca gente percebeu.

Correr atrás do tempo perdido fará um bem muito grande pela cidade, principalmente pela ótica da geração de emprego e renda. Mas vai gerar problemas novos também, e isso tem que estar no olho dos futuros administradores.

Vamos trabalhar por este futuro, gente. Todos tem muito a ganhar com isso.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

E motivos para ter o SEVOR

Não faltam. Hoje mesmo foram dois atropelamentos. Amanhã serão quais necessidades? Dói muito no peito de quem gosta de Monlevade observar a que ponto de indecência a gente pode chegar.

Eu sou um dos que consideram o trabalho do SEVOR de uma solidariedade fenomenal. Trata-se de pessoas que doam seu tempo à cidade. E tempo, nos dias de hoje, é um bem muito precioso.

Então estamos lidado com pessoas que doam o que tem de muito precioso, para gente como nós. Que não sabe sequer reconhecer este fato.

É, pessoal... Vamos lembrar: às vezes alguém é tão pobre, mas tão pobre, que a única coisa que tem ou que almeja buscar é dinheiro.

Paralisação do SEVOR


Bem, tudo possui um lado que se não for positivo, pelo menos deve ser instrutivo. A paralisação do Sevor somente pode ser encarada como uma chance de refundar o pensamento monlevadense sobre as instituições e sobre suas validades específicas.



Já estou calejado até os ossos para entender que há razões bilaterais: sempre há. O que faltou foi muito diálogo e vontade de dialogar. Eis uma chance única (esperamos que o fato não se repita por aí) de observar a atuação pública e social de muitos responsáveis. E que a cidade não perca ainda mais do pouco que já possui.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Novo Setor de Vistorias

A vistoria de veículos da Polícia Civil está funcionando na Avenida Cândido Dias, 06 - bairro José de Alencar.  Fica ali muito próximo do Velório Municipal e o espaço está muito confortável para os servidores prestarem um serviço com mais qualidade.

Eis uma boa hora para lembrar a parceria existente entre o Poder Executivo e a Polícia Civil. Ela existe e transpõe as situações pontuais, na medida em que somos dotados de dignidade e caráter para reconhecer pontos positivos.

Com o novo espaço, os vistoriadores terão mais conforto para desempenhar sua função e os cidadãos também terão acesso a um atendimento mais confortável. É só aguardar o necessário tempo de ajuste ao novo local.

Parabenizo à Prefeitura e à Chefia da 4.ª DRPC de João Monlevade pela iniciativa. Com tantos emplacamentos e transferências de veículos ocorrendo na cidade, estava mesmo na hora de organizar melhor este serviço.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

De alma suja

Foi assim que me senti, hoje. Após ler o magnífico texto de Tó Vilela no suplemento especial "Os dois manés" eu me vi ali, dentro da história.

Eu me vi marionete do Bené, eu me vi marionete do Zé. Eu me vi preparado para satirizar os dois, quando a verdade veio como uma pancada de tronco de árvore no peito: éramos três Manés. O mais Mané de todos três, claro, era eu.

De alma suja. Porque deixei que uma hora o Zé, outra hora o Bené, os dois me engambelassem como se estivessem tomando doce da boca de criança. O maior Mané do mundo estava naquele texto, e era eu.

De alma suja, porque me orgulho de ser "intelectual", "letrado", "vivido"... E bobo de uma corte de reis zombadores: uma hora o Zé, outra hora o Bené... E o Manezão aqui aplaudindo tudo ou vociferando contra tudo, mas sem pensar muito bem nos porquês.

Três Manés. Com certeza Tó Vilela nos deu o maior presente que poderia. Agradeço ao Jornal A Notícia pela chance de poder entender esse presente. E pela chance de lavar a alma.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Falar para não esquecer


A minha cidade natal nunca me desanima. Consigo ver beleza até em seus pontos mais cinzentos e desolados. E, para ser verdadeiro no amor, tenho que confessar que acho até mesmo os seus pontos cinzentos e desolados muito poucos, para não dizer inexistentes. Porque o amor não é cego, mas se finge ser quando acontece.

Quando aos humanos de minha cidade, não tenho como cuidar do que são, do que pensam, do que agem e como realizam todas essas pequenas tarefas de cotidiano aqui. Cuido do que posso, com as forças pequenas que tenho. E com a esperança de que muitos outros continuem fazendo o mesmo. 

Porque, para cada um que despreza este pedaço de chão - e causa um estrago medonho entre nós - há dez outros que estão tratando as feridas e sonhando com uma Monlevade que é bela, saudável e carinhosa para com todos. É assim que é, sob o meu olhar amoroso para essa terra, do Jacuí de onde vim ao Baú, Carneirinhos ou algum outro onde irei encerrar meu amor terreno por ela. 


Porque mesmo depois de morto, se for possível, vou continuar direcionando para aqui o amor além do terreno.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Duas raridades, uma rotina

Hoje eu tive que aproveitar e ajudar as pessoas, já que entrei para o rol dos não ajudados. Acontece que lendo o Jornal A Notícia, vi um anúncio da Prefeitura Municipal de João Monlevade. Epa! Isso mesmo, ali na página 8, bem debaixo da matéria que diz que a equipe do Jornal foi processada de novo (aí já está mais de acordo com Monlevade).

Bom, essa raridade não poderia vir desacompanhada. Assim, ajudarei a todos colocando em destaque aqui, a cabeça de bacalhau, uma companheira e tanto para o anúncio da PMJM no Jornal do Márcio. Que está agora tendo menos motivos ainda para reclamar, rsrsrs. Pelo menos até o próximo processo.

Pronto, falei. E postei.






Agora muito monlevadense vai poder dizer que já viu anúncio do Prandini no A Notícia, mesmo processando a equipe inteira. E cabeça de bacalhau!!!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Um DAE na mão, duas COPASAS voando

Vou deixar bem claro: se houver qualquer interesse podre, escondido atrás de repassar o serviço de distribuição de água para as mãos da COPASA aqui em João Monlevade, vou até ao inferno para impedir. Não estou citando nome algum, só estou defendendo a autarquia que temos.

Pode haver uma gestão ainda pouco profissional nele, mas o DAE é um patrimônio monlevadense que, no momento, vejo como inegociável. Temos é que entender seu funcionamento, estudar suas alternativas de trabalho e entender sua dinâmica de negócio.

Mesmo que o seu negócio seja puramente social: garantir água potável, em quantidade adequada e a um preço justo para cada usuário. Monlevade não pode se esquivar: se é necessário um estudo profundo sobre o DAE, vamos fazê-lo e buscar caminhos para seu futuro.

A alternativa é enriquecer uma companhia que não tem identificação nenhuma conosco, e que nos mandaria às favas por qualquer meio tostão quando lhe desse na telha. NÃO ABRO MÃO DO DAE!

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Cantinho do Juvenal - Faixas assimétricas

Hoje vamos dar um joinha nas faixas de pedestre, ok? Juvenal, peça um estudo mais técnico para modificar o posicionamento daquelas que ficam muito próximas dos cruzamentos. Cabeças modernas e pensantes criaram as faixas assimétricas, de maneira a que quando um motorista pára para um pedestre, seu veículo não fecha o cruzamento em que ele trafega naquela hora.

Isso evita congestionamentos e oferece mais segurança aos condutores, sem falar que incentiva os mesmos a pararem diante das faixas corretamente localizadas. Fica a dica! Não vamos desperdiçar o talento e o trabalho de engenheiros que calcularam as vantagens do uso de faixas assimétricas no trânsito.

Fogo no rabo

É isso que devem ter os mentecaptos que incendiaram um coletivo aqui em Monlevade. Não há outra explicação possível, até porque gastar tempo explicando atos dementes é desperdício. Posso estar errado mas aposto um braço que os autores não eram gente do povo.

A explicação é muito simples. Queimar um ônibus para quê, se não havia transtorno de transporte ainda, a tarifa do serviço não foi reajustada e a falta de ônibus só iria complicar ainda mais a vida dos cidadãos? Não preciso ter 16 anos de estrada na Polícia Técnica para entender que foi ato intramuros da própria Enscon ou do Sindicato dos Rodoviários.

Prestem atenção: não estou dizendo que a Enscon ou o Sindicato "encomendaram" o fogo. Isso seria crime de calúnia. O que estou dizendo é que há uma ligação entre autores e vítimas. Mas o mais importante não é isso. O importante é lembrar às pessoas que risco não existe para ser calculado. Existe para ser considerado um impeditivo de vida serena, quando o assunto é arriscar a vida de outros. Pensem nisso.

E pensem mais no seguinte: a seguradora paga o ônibus, e aumenta o valor das apólices dos outros segurados, para se ressarcir. Todos perdem. Há meios mais inteligentes de se obter o que se considera justo.

O que eu não aceito é conviver na minha cidade com este tipo de animais, capazes de desprezar a segurança dos outros seres humanos em nome sabe-se lá do quê. Agradeço se seguirem seu rumo para fora daqui. Xô!