Mostrando postagens com marcador dedicação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador dedicação. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Eles são pessoas, e muito dignas

Eu sei que muitos de vocês vão ficar com documentos de carro atrasados. Que vão perder alguns dias a mais para renovar a habilitação. Que vai demorar um pouco mais para obter a Carteira de Identidade e Atestado de Antecedentes, para quem estiver precisando.

Mas antes de insultar e ofender, é bom usar um pouco de lógica. Como exigir dos policiais civis de João Monlevade que retornem a um prédio que está interditado e, provavelmente, condenado? Nenhum de nós recebe seu salário para morrer de forma estúpida. Não é justo nem humano sequer pensar nessa alternativa.

Um pouco de calma e de solidariedade não faz mal para ninguém. Somos vítimas, também, do Poder Público que nós todos deixamos deteriorar no Brasil. Por falta de controle, por falta de energia e por falta de decência, que nós todos acumulamos um pouco ao longo da vida.

Se existe algo positivo no episódio, é só o fato de ser mais um que nos deve levar à reflexão: pagamos os impostos, mas recebemos os investimentos de volta?

Vamos lembrar: os cidadãos que trabalham na Delegacia são pessoas dignas, que tem família como todo mundo, que tem um nome a zelar e que tem o mesmo direito de proteger suas vidas que qualquer outro cidadão também tem.

sábado, 7 de maio de 2011

Sentimentos e dúvidas

Entender o que é perder um pedaço do próprio corpo?

Aceitar as dores do insucesso quando tudo que se fez foi buscar algo maior para alguém?

Rebelar-se contra estas dores o tempo inteiro, mesmo quando já se ouviu do próprio ser a quem se ama que este fracasso é imutável?

Perder noites de calmaria, com o coração disparado de terror, porque não dá para adivinhar o futuro?

Aceitar a doença que se avizinha do próprio corpo, para preservar a saúde do outro?

Não acreditar no impossível, nunca, não importando o quanto ele parece estar na frente do próprio rosto?

Sentir que a vida está se dissipando, e ainda assim soprar o pouco dela que resta no coração de outro?

Bem, se você não conhece cada uma destas situações em carne viva - e sua - meus sentimentos de pesar. Você ainda não foi mãe neste mundo...

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Antes de cobrar sem razão, leia e divulgue


Então, muito cuidado na hora de sair xingando por aí. Nem sempre o Poder Público é responsável por todos os males que temos de passar. Já deixo a cargo do Zé Henriques tecer os comentários mais acertados sobre o assunto, porque ele conhece a realidade do sistema. Se algum pediatra tiver tempo para ser leitor do Drops, sinta-se à vontade para comentar também, rsrs.

Mas uma certeza eu tenho: qualquer cidade que queira oferecer um serviço diferenciado na área da Saúde Pública, terá que oferecer também uma qualidade de vida diferenciada para o profissional médico desta área, ou em breve vamos ter problemas sérios.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Não posso me esquecer!



Por favor, peço que compreendam: vou me utilizar de uma pessoa, muito especial, para personificar a gratidão por todos vocês que me construíram para a vida. E que continuaram construindo a vida de tantos monlevadenses. D. Lalá, mestra absoluta no ensino da Língua Portuguesa e figura humana lindíssima que temos aqui em João Monlevade. 

Se hoje domino os mínimos fundamentos de emprego do vernáculo e de emprego da dignidade para a vida, a dívida de gratidão passa por tantos dos meus mestres que nem consigo enumerá-los. Mas personificá-los na figura de D. Lalá é uma forma sutil de começar os agradecimentos. Obrigado a todos vocês que foram mestres em minha vida. 

domingo, 10 de outubro de 2010

Pensando pequeno


É assim que me vejo. É assim que quero ser visto. Não me interesso pela principal discussão "presidencial" do momento, que é a posição de cada candidato em relação ao aborto. Quero que eles discutam como as pessoas tenham condições de seguir sua própria vida, sem a interferência do Estado ou da Igreja nos assuntos de cada um.

O governo governa, a Igreja orienta e ilumina. Misturar os dois não dá certo. Nunca deu e nunca dará. Ponto final aqui porque eu quero é pensar pequeno.

Mudar o país? Primeiro temos que cuidar do nosso quintal, da nossa cidade. É aqui que nosso futuro vai acontecer. Nossos filhos poderão ter que buscar outro horizonte, mas deverão sair daqui para dar o primeiro passo. E não estamos sabendo cuidar daqui para que este primeiro passo seja de qualidade.

Raras são as exceções, muitas as baboseiras discursivas. Uma das ações foi a implantação de cursos superiores na cidade, via UEMG e extensão da UFOP. Daqui a dez ou doze anos, mantidas as curvas de desenvolvimento, Monlevade terá adquirido um tesouro incalculável em seus resultados.

Neste aspecto, palmas totais para Mauri Torres. Compensa tudo o que ele ainda não buscou em outra área vital, que é a Segurança Pública e minha maior preocupação.

O ensino básico deve também ser reforçado, com vigor e com afinco. Dedicação ao ensino de qualidade resulta em enriquecimento de uma população, a médio e longo prazos. Está mais que comprovado, no mundo inteiro.

Pensando pequeno, mas trabalhando como gente grande, nosso quintal pode virar um exemplo de sucesso e de boas perspectivas. É o meu motto e uma das minhas profissões de fé nesta terra que tem tudo para dar certo: João Monlevade.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Orgulho e memória


De vez em quando a gente tem que repassar os caminhos, verificar por onde andou e como se relacionou com os companheiros de caminhada. Esta profissão de fé, a de revisitar a trilha, nos mostra o quanto avançamos. E o quanto ainda temos de avançar, sempre.

Vou roubar uma frase do José Henriques Jr (Blog UglyDarkSide, no link ali do lado), e adaptá-la para uma reflexão coletiva: Não me sinto situação nem oposição, já que são papéis ditados pelo momento. Sou cidadão, porque é um papel para a vida. Até o dia da minha morte.

O Drops tem sistema de busca interno. Cada leitor que quiser pode listar ali termos como "corja" ou "meninada". Verá que o resultado em postagens é igual a zero. Talvez surjam em comentários, onde nenhum crime tenha sido cometido. Basta listar a palavra "censura" e estará perfeitamente claro o porquê desta linha de existência para o Blog.

Estar acima dos valores também não é a resposta. Estou, sempre, abaixo deles. Sejam éticos, morais, sociais, políticos ou institucionais, sigo as regras mínimas da civilidade e do respeito às divergências de opinião e de postura crítica. Tenho as minhas, e delas não abro mão. Portanto, respeito a todos que não abrem mão das suas.

Listadas as palavras "diálogo", "convergência" e "evolução", espero que haja resultados em bom número. Seria um retrato bem próximo ao que é minha realidade, enquanto cidadão que adora esta terra.

Em algum momento, vou encontrar os meus iguais. Porque sou uma pessoa comum, sei que eles existem em bom número em João Monlevade. Sei também que não serão melhores nem piores que "o outro lado", seja qual lado for, porque este tipo de entendimento não me atende mais. Não me alcança mais.

E minha terra, minha querida e muito amada João Monlevade, que eu já percorri da linha do trem até o alto Sion, do Rosário ao Satélite, da Vila às Pacas, passando por todos os outros micro-lares monlevadenses, parece também ter se cansado do outro lado. Não importa qual nome ele assuma, de acordo com o momento.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

"Nossa" viatura voltou!

Rá!!! É o Choque de Gestão particular funcionando... Depois que o gênio genial resolveu economizar dinheiro em luzes de emergência e rádios (que agora não chegam junto com cada viatura policial), nos resta mesmo é canibalizar algum carro acidentado e com perda total para obter estes recursos, "desnecessários" num veículo que só se desloca por urgências ou emergências.

A menos que o gênio genial não considere uma urgência o deslocamento da Polícia Técnica. Espero, de todo coração, que ninguém da família do gênio genial se pendure pelo pescoço na varanda da casa. Provavelmente ele vai amaldiçoar a equipe de Peritos que demora para chegar, porque não consegue se locomover com mais agilidade no trânsito de caos que o Brasil enfrenta atualmente.

Mas isso é divagação inútil. A valente da Perícia de João Monlevade, nossa querida 1979, retornou de BH lavada, encerada e com luz no teto! Semana que vem vou ver se consigo umas calotas pra ela ficar mais charmosa. Durona não precisa ficar mais, a danadinha está mais que acostunada com nosso ritmo insano de trabalho.

E vivas para o choque de gestão e para os políticos locais, preocupados ao extremo com a qualidade da Segurança Pública no Médio Piracicaba.