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sábado, 20 de agosto de 2011

Esclarecimento de cidadão

Esta postagem aqui já rendeu seus dividendos e resultados. Vou apresentá-los, por dever ético:

1 - Uma infração foi cometida sim: a obra não foi informada para a Prefeitura, o que torna o trabalho de fiscalização muito mais difícil e ineficaz. Entretanto, a divulgação do problema pode ter contribuído para que houvesse uma fiscalização, que aconteceu por volta das 11 e meia de ontem.

2 - A calçada mínima foi para o brejo, sim. Pelo Código de Posturas Urbanas ela deveria ter, no mínimo, um metro e meio. Entretanto, um muro de arrimo já existente no local e construído sem que a Prefeitura fosse informada comprometeu esta medida. Perdemos nós, o público contribuinte, mais um espaço.

3 - O novo muro está seguindo o alinhamento do anterior, porque não faria sentido tratar desigualmente dois cidadãos de Monlevade. O Direito prevê tratamentos iguais para situações iguais. Vai prevalecer a máxima "se não pode vencê-los, una-se a eles." Eu não concordo - acho que o muro existente e irregular deveria ser questionado na Justiça também, para ser corrigido - mas meu pensamento não é o padrão para uma cidade inteira. O errado ficará certo e ponto, até um administrador de fibra implantar efetivamente a fiscalização corretiva.

4 - O barranco estava cedendo e ameaçava desabar, sendo que o novo muro vai impedir este fato. O motivo é nobre e temos que concordar.

5 - O cidadão pode executar obras de natureza pública e doá-las para incorporação ao Patrimônio Público Municipal. Lembram-se da ponte do bairro Metalúrgico? Pois é. Estamos juntando o dinheiro bem devagarinho e ela vai receber acabamento final ainda este ano. Então, o cidadão que está construindo o novo muro merece mesmo é os parabéns do Drops. 

6 - A postagem original, graças ao bom senso, não acusou nem apontou dedos para feridas. Apenas levantou uma dúvida razoável que foi sanada. penso que isso representa bem a cidadania em sua plenitude.

7 - Este espaço reafirma seu compromisso com a decência e com a reciprocidade. 

quarta-feira, 14 de abril de 2010

A gente tem que mostrar



A esperança é que ainda haja no mundo gente mais jovem e disposta a ouvir algo diferente do axé, do brega, do funk. Não para substituir, mas para somar algo tão...tão... Secos e Molhados!!!

P.S - Eu não posto vídeos por solidariedade aos que precisam utilizar uma conexão menos rápida, ok? (Menos quando eu não acho só o áudio)

sexta-feira, 5 de março de 2010

Velho Guima 1 x 1 Sô Zé Rate


O Zé Calixto com suas impertinências:
- Tou morrendo de sede, gente. Primeiro preciso moiá a palavra.
O Apolidoro, que estava com as merendas e também a aguardente, deu a sua opinião:
- Eu achava melhor nós guardarmos tudo quanto é trem de comer e de beber. E só abrir os embrulhos na hora do almoço. Se não, fica essa mexeção nos trens a toda hora, ninguém pesca, nem come, nem bebe direito.
- Muito bem! - aprovei - Guarda isso prá lá. Esconde isso bem escondido, em um lugar que só você saiba. Muito bem!
- Muito mal! - protestou o Zé Calixto.
....................

- A gente pra comê tem sempre de matá algum trem - filosofou o Zé Calixto - A vida é assim mermo, é uma caçada, desde quando começamo a mamá, inté na hora de caí no forge de sete palmo.


Eita, sô Zé Rate!!! É só um pedacinho, hein, gente? "Três amigos e um cachorro" de Gerhart Michalick, não fica devendo nada ao velho Guima. Pode ser com gol de coxa, aos 44 do segundo tempo, mas dá empate. Como deve ser, no encontro entre gigantes.

Agora é com vocês. Na Biblioteca Pública, há exemplares de sobra dos dois livros, e ninguém vai ficar insatisfeito de ler os dois. Eu recomendo porque é tudo de bom.


Velho Guima 1 x 0 Sô Zé Rate


Ele falou. E era um modo apenas de acariciá-la com as palavras. Ela sorriu, sorriuzinho. Estava com o penhoar, por cima da camisinha de rendas, vaporosa, de leite alva. Sabia-se bela. Gostaria de estar entre transparências de uma gaze. "pobre iô Liodoro" pensou "ele precisa de um pouco de beleza..."

Numa criatura humana, quase sempre há tão pouca coisa. Tanto se desperdiçam, incompletos, bulhentos, na vãidade de viver.

Falou o velho Guimarães Rosa. Só um pedacinho, retirado do livro "Noites do sertão". Não tenho autoridade moral e cultural para dizer que é um velho Guima menor, mas é. Comparado com ele mesmo, é claro. E mesmo um velho Guima menor tem mais tutano do que eu teria em quatro vidas, se pudesse viver quatro vezes. Sô Zé Rate vai ter que suar muito a camisa...


segunda-feira, 1 de março de 2010

Sô Zé Rate disparado!!!


Tá, reconheço que Guimarães Rosa não deveria estar participando de nenhuma disputa. Mas só porque ele pertence ao mundo, no quesito literatura de grande volume. Entretanto Zé Rate (o monlevadense de alma Gerhart Michalick) vai ganhando de lavada no meu coração monlevadense.

Porque ele escreveu um livro universal (Três Amigos e um Cachorro) que não fica nada a dever a grandes medalhões da literatura nacional e internacional. Confira! A Biblioteca Pública tem alguns exemplares para empréstimo.

Se você gosta de ler, ótimo. Recomendo. Se não gosta, está aí uma oportunidade de ouro para começar a gostar.

Uma coisa eu garanto: sua alma vai sair da leitura muito mais leve e satisfeita. E você ainda pode aproveitar para descobrir outros monlevadenses, naturais ou adotivos, que adentraram no mundo literário. (Eu nem sabia que Delci Couto tinha publicado poemas, você sabia?)

Tudo isso na Biblioteca Pública, que não podemos deixar morrer e que ainda temos que recuperar para o futuro de nossa cidade.


sábado, 22 de agosto de 2009

Marcos Martino

Recomendo a leitura dos textos de autoria do Marcos. Ele redige com uma elegância e uma sobriedade que só chegam quando o escritor já sabe que tem algo a dizer, e como vai fazê-lo.

Acompanho o "Alvinópolis que Pensa" e agora o "Cenários", como degustação para escapar à sopa de porcarias que a internet oferece.

Se somos o que comemos, nossa razão é o que refletimos, o que lemos, o que buscamos como ponto de partida para outros saberes. Nada melhor, portanto, que escolher em um cardápio rico.

Um grande abraço ao Marcos e meu desejo de que faça o sucesso possível, neste universo dos que lutam pela evolução do pensamento comum.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Parabéns ao Melo

As postagens sobre a Monlevade lírica são excepcionais. Eu não me lembro tão bem assim da Praça do Mercado, porque frequentei muito pouco, mas guardo na memória alguns momentos maravilhosos, gravados a ferro e fogo no coração também.

Marcelo deve receber o mérito (justificado) por recuperar estes momentos e esta Monlevade que não tem como voltar, mas também não tem como ir embora. Não enquanto houver gente que a ame, intransitivamente.