O Zé Calixto com suas impertinências:
- Tou morrendo de sede, gente. Primeiro preciso moiá a palavra.
O Apolidoro, que estava com as merendas e também a aguardente, deu a sua opinião:
- Eu achava melhor nós guardarmos tudo quanto é trem de comer e de beber. E só abrir os embrulhos na hora do almoço. Se não, fica essa mexeção nos trens a toda hora, ninguém pesca, nem come, nem bebe direito.
- Muito bem! - aprovei - Guarda isso prá lá. Esconde isso bem escondido, em um lugar que só você saiba. Muito bem!
- Muito mal! - protestou o Zé Calixto.
....................
- A gente pra comê tem sempre de matá algum trem - filosofou o Zé Calixto - A vida é assim mermo, é uma caçada, desde quando começamo a mamá, inté na hora de caí no forge de sete palmo.
Eita, sô Zé Rate!!! É só um pedacinho, hein, gente? "Três amigos e um cachorro" de Gerhart Michalick, não fica devendo nada ao velho Guima. Pode ser com gol de coxa, aos 44 do segundo tempo, mas dá empate. Como deve ser, no encontro entre gigantes.
Agora é com vocês. Na Biblioteca Pública, há exemplares de sobra dos dois livros, e ninguém vai ficar insatisfeito de ler os dois. Eu recomendo porque é tudo de bom.
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