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sexta-feira, 20 de abril de 2012

Fogo no rabo

É isso que devem ter os mentecaptos que incendiaram um coletivo aqui em Monlevade. Não há outra explicação possível, até porque gastar tempo explicando atos dementes é desperdício. Posso estar errado mas aposto um braço que os autores não eram gente do povo.

A explicação é muito simples. Queimar um ônibus para quê, se não havia transtorno de transporte ainda, a tarifa do serviço não foi reajustada e a falta de ônibus só iria complicar ainda mais a vida dos cidadãos? Não preciso ter 16 anos de estrada na Polícia Técnica para entender que foi ato intramuros da própria Enscon ou do Sindicato dos Rodoviários.

Prestem atenção: não estou dizendo que a Enscon ou o Sindicato "encomendaram" o fogo. Isso seria crime de calúnia. O que estou dizendo é que há uma ligação entre autores e vítimas. Mas o mais importante não é isso. O importante é lembrar às pessoas que risco não existe para ser calculado. Existe para ser considerado um impeditivo de vida serena, quando o assunto é arriscar a vida de outros. Pensem nisso.

E pensem mais no seguinte: a seguradora paga o ônibus, e aumenta o valor das apólices dos outros segurados, para se ressarcir. Todos perdem. Há meios mais inteligentes de se obter o que se considera justo.

O que eu não aceito é conviver na minha cidade com este tipo de animais, capazes de desprezar a segurança dos outros seres humanos em nome sabe-se lá do quê. Agradeço se seguirem seu rumo para fora daqui. Xô!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Respeito e divergência

Ontem, na Câmara Municipal, houve um desfecho muito desagradável para um debate que tem tudo para ser democrático. A reunião terminou de forma confusa e agressiva (do ponto de vista verbal, apenas e ainda bem), a meu ver sem a necessidade de que isso acontecesse.

Talvez eu tenha menos direito de falar sobre o assunto que os demais cidadãos. Afinal, enchi o plenário da casa legislativa com pencas de bananas no ano passado. Mas fiz esta manifestação respeitando o Regimento Interno da Casa, com o qual não concordo mas vejo-me obrigado, democraticamente, a conviver.

Referendo e plebiscito, previstos na Lei Orgânica do Município, podem mudar aquele Regimento Interno. É o caminho da Democracia plena.

Sem entrar em maiores detalhes, penso que retirar este dinheiro público para destiná-lo a um Governo Municipal como o que estamos vendo é uma atitude muito ingênua. Não há qualquer garantia que a pouca capacitação gerencial demonstrada até agora, pelo Executivo, se transforme em excelência apenas porque a verba tenha sido retirada de uma Casa Legislativa que tem muitos defeitos, mas a "farra" com dinheiro público nunca foi um deles, desde que acompanho os trabalhos realizados ali.

Apenas para lembrar: esta Câmara já votou uma penca de Projetos que interessavam - e muito - ao próprio Executivo. Inclusive votou a transferência financeira de 700 mil reais do DAE para o Executivo. Um mês depois virou cúmplice da maior maldade social que Monlevade já viu: a conta de água foi reajustada e os pobres pagaram a conta.

Estamos perdendo o foco. espero que não seja apenas pelo motivo do ano ser eleitoral.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Redes sociais e responsabilidade ética

Não sou um "antenado" clássico. Tenho facilidade em ligar com a linguagem, gosto de computadores, manejo razoavelmente estas ferramentas digitais e virtuais com que vivemos ultimamente. Mas não abro mão da vida aqui fora, de carne e osso e problemas e alegrias reais.

Por isso tento manter uma conduta responsável e ética, mesmo no ambiente virtual. Ainda que esta conduta gere desconforto ou alguma dúvida entre as pessoas com as quais me relaciono.

Vou citar dois exemplos recentes: fui convidado para um grupo de pessoas na rede social Facebook: o grupo "Eleições 2012" destinado a construir um debate sobre este momento importante que viveremos em breve. A iniciativa foi do também blogueiro Raoni Ras, atualmente estudando ciência Política no Rio de Janeiro.

Após frequentar as discussões do grupo por uns poucos dias, já me desliguei do mesmo. O motivo? O mais antigo de todos: muitas pessoas tem dificuldades em separar as instâncias de vida. O propósito elevado se perde na primeira oportunidade de tornar a discussão uma coisa rasa, transformando-a em bate-boca e troca de insultos gratuitos. Não é minha praia.

Também entendi o que foi solicitado dos participantes: nada de plataforma eleitoral antecipada e mal disfarçada. Como observei que o grupo já se transformava exatamente nesta praga indesejável, retirei-me eu. Os incomodados e dotados de senso responsável devem ser os primeiros a sair.

Uma rede social não deve ser considerada terra de ninguém. Na minha humilde ignorância, penso que elas são lugares onde devemos pautar nossa conduta exatamente como nos pautamos quando estamos fisicamente junto das pessoas.

Ética não deve ser apenas discurso de ocasião. Moral não deve apenas ser padrão maleável. Somos superiores a este tipo de vivência empobrecida, acredito.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Um bilhãozinho aí?

Olha, não vamos ficar chateados à toa, ok? A postagem é para lembrar apenas. Estamos vivendo uma ditadura muito mais mortal que as outras conhecidas. É a ditadura do "se estamos certos, se nossos argumentos são únicos, quem não argumentar conosco é inimigo da verdade".

Argumentos únicos são apenas argumentos que ninguém mais teve a coragem ou a cara de pau de utilizar. Lembro-me de Fernando Henrique Cardoso afirmando que os aposentados eram "vagabundos", enquanto ele mesmo era aposentado (e com valores gordos) pela União.

Lembro-me de Luís Inácio da Silva sendo homenageado pela escola de samba Gaviões da Fiel, enquanto o clube de futebol que é uma paixão do ex-presidente petista leva de brinde um estádio de um bilhão de reais, pagos com nosso dinheiro.

Como eu já cansei de afirmar, direita e esquerda no Brasil é só uma forma de se chegar ao cofre. Ficarmos atirando pedras a esmo não nos leva a lugar algum, enquanto leva o país inteiro ao precipício numa velocidade cada vez maior.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Além das cores de pele

Que me desculpe quem entende o contrário e vive desse jeito, mas eu sou incapaz de entender o racismo. Nunca passou pela minha cabeça aceitar que exista outra raça de homo sapiens que não a raça humana, porque nós somos obrigados a conhecer mais e a agir mais que as outras raças do planeta (e falo das ditas irracionais, o que duvido também).

Posso aceitar que exista a etnia, mesmo não acreditando nela. Há limites para o que é razoável e não vejo como razoável negar a riqueza étnica como um patrimônio de cada um. E acho que todos devem parar por aí. O exagero não traz saúde intelectual nem emocional a ninguém.

Avançar além deste ponto é para os muito doentes. A raça humana ainda vai entender a abraçar suas grandes responsabilidades, antes que dê um jeito de destruir o planeta em que vive.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Cutucada fundamental


Este é um momento para refletir. A amiga blogueira Eliane Araújo passou por uma experiência muito negativa no fim de semana. Não se trata de defender porque é a Eliane que toca no assunto. Trata-se de voltar os olhos para o passado, para não passarmos vergonha no futuro.

O direito de um filho nascer em João Monlevade, se seus pais são residentes e construtores da sociedade de João Monlevade, não é negociável. Há pessoas que acreditam que as fronteiras são apenas mentais: tanto faz o filho nascer aqui, em Araraquara ou em Capelinha. basta que seja registrado aqui para ser monlevadense de nascimento.

Eu não aceito esta teoria. Até por razões culturais existe uma perda enorme quando os filhos de uma cidade não podem nascer nela. Sem contar que o risco de um deslocamento pela BR 381 não pode jamais ser descartado. Este risco aumenta demais se considerarmos o transporte de uma parturiente.

Para os que acreditam e se engalfinham num bate-boca miúdo - que os muito espertalhões rebatizaram de debate político - sobre o que público e privado e sobre quem investe o que em atendimento hospitalar em João Monlevade, fica o alerta: há limites para o quanto o povo seja bobo.

Uma hora esta correnteza de incapacidade em transpor barreiras pseudo-ideológicas vira tsunami. E aí, pouco importa a cor partidária ou a carinha de anjo de A ou B. Todo mundo vai tragado pela mesma onda de destruição.

Se isso resultar em cabeças novas para gerir a cidade, com razão e com técnica, mesmo assim o preço que teremos pago será alto demais. Monlevadenses devem nascer em João Monlevade, e pronto. Não precisa desenhar para os caras entenderem.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Violência e humanidade

Uma grande verdade sobre a natureza da violência é que ninguém, sozinho, pode ter respostas. O que temos são perguntas e esperanças. Também não acredito que devamos considerá-la - a violência - como algo viral e intrínseco ao que é ser humano. Pelo contrário. A cada vez que agimos de forma violenta nos tornamos mais inumanos, mais bestializados. 

Como tudo o mais que rege a misteriosa arte de viver, talvez seja útil discutir que grau de violência condena por si só, independendo da legislação humana vigente. Porque o certo é que, querendo ou não, algum tipo de violência vamos cometer ou nos tornar vítimas dela, em nossa caminhada de vida. Felizes mesmo são os eleitos que controlam a si mesmos numa cultura de credo absoluto pela paz e pelo respeito aos seus iguais.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Encontro de blogueiros - Visão n.º 1


Esta é uma visão possível, embora eu não esteja afirmando que ela exista, em relação aos Encontros de Blogueiros de João Monlevade. Reparem bem a total compatibilidade de comportamentos (são monstros), o ambiente de conspiração e a liderança maligna. Até a sombra parece fazer parte do ambiente de "arrase-se tudo!"

Horda? Quadrilha? Corja? Quem é o dono do dicionário, afinal, para delimitar em um único vocábulo todo um universo de intelecto e emoção? De razão e de paixão pelas coisas? Que se apresente e jogue suas pedras. Eu sou daqueles que já atirou muitas, já recebeu outras tantas. Pedras não me trarão qualquer sentido de novidade ou de evolução para as coisas. É muito provável que todos os blogueiros, já participantes de alguma edição passada, estejam na mesma condição de vida.

Enxergar os nossos encontros como algo assemelhado a isso aí é direito de todo e qualquer cidadão. Os "monstros" são democráticos, na verdadeira acepção da palavra, e não irão se ofender jamais. Porém, como primeira visão, eu penso que ela não traduz o que são nossas rodadas de interação blogueira.

Na imagem está faltando riso. Falta a capacidade de encarar o ridículo próprio de tentar ser feliz, com o que se tem e com o que se é, sem ingerências de outras instâncias menos nobres. E temos conseguido receber com muita elegância e carinho aos não-blogueiros que se aventuram.

Já passaram pelos nossos encontros gente do calibre de Wilson Bastieri, Railton Franklin, Teotino Damasceno, Zé Conceição, Pedro Paulo e muitos outros. Nossas famílias, de vez em quando, dão o ar da graça também. Não há registro em minha memória de que alguém tenha se sentido maltratado a ponto de se ver diminuído.

Mas é o meu ponto de vista. Posso estar errado. Os seres humanos podem sempre errar em alguma coisa.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Podemos escolher pelo menos a forma?

Como há grandes possibilidades de o Executivo ser autorizado a pegar outro empréstimo financeiro, fica um pedido público aos vereadores da minha cidade. Que alguém, utilizando do mínimo de 10 minutos de tempo de vista que o Presidente da Casa iria oferecer (caso não fosse para alguém da base aliada), apresente a seguinte emenda:

- Considerando a natureza ambientalmente mais correta do pavimento em bloquetes de concreto;
- Considerando a possibilidade de mensuração exata dos quantitativos e qualitativos de material que os bloquetes de concreto apresentam, permitindo igualmente maior transparência na gestão da coisa pública;
- Considerando a economicidade do referido material, por ser mais durável e resistente que a cobertura por camada asfáltica;
- Considerando o valor social agregado dos bloquetes de concreto, uma vez que os mesmos produzirão emprego e renda dentro do próprio município, o que não ocorrerá com a utilização de cobertura por camada asfáltica;
- Considerando a necessidade de se promover desenvolvimento em locais socialmente vulneráveis, em detrimento de locais onde obras de melhoria ou embelezamento possam aguardar um momento econômico mais favorável;
- Considerando finalmente o menor custo de aquisição e de operação do piso em concreto intertravado, em relação ao uso de cobertura por camada asfáltica;

Apresenta-se a seguinte emenda ao PL 674/2011 de autoria do Prefeito Municipal:

"- A operação financeira pleiteada destinar-se-á, exclusivamente, à promoção da dignidade humana entre os munícipes de João Monlevade, através da pavimentação inicial ou da recuperação estrutural através de pavimentação por uso de concreto intertravado."

Acreditamos que a presente emenda, além de cumprir o papel social de não se apresentar como mero entrave político ao Executivo Municipal (uma vez que autoriza a contratação da dívida pleiteada), contribui para que a dívida a se consolidar seja qualificada pela amplitude, alcance social, economicidade, maior transparência e maior compromisso ecológico e ambiental a ser demonstrado pelo Município.

Pronto. Eis a minha contribuição, como crítico do atual Governo, feita de forma serena e não destrutiva. Ainda penso que o momento é do Executivo pagar as contas que deve, enquanto o Executivo acredita que o momento é de endividar ainda mais a mim mesmo e aos demais monlevadenses. Paciência... Política democrática é a arte de chegar-se a meios termos, afinal.

Se vamos nos endividar ainda mais, que seja em nome dos monlevadenses que ainda precisam utilizar ruas de terra batida, tomadas pela erosão e perigosas para a segurança de pedestres e condutores, no âmbito de João Monlevade. 

E que, dessa vez, os fatos não se danem em confronto com a vontade do Executivo, por favor. É uma questão de dignidade humana a ser promovida entre quem mais precisa dela.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Estava demorando... Vivam as fotografias!

Fui procurado por um cidadão monlevadense que está indignado. Ele foi atingido por um veículo da PMJM (ou a serviço da mesma, ainda a apurar) que desrespeitou a legislação de trânsito. É claro que ele espera ser ressarcido de seus prejuízos financeiros, já que se recuperou dos prejuízos à sua saúde física.

Também é claro que a PMJM já o brindou com um balde de água gelada na cabeça, fazendo com que o único caminho possível para se ver ressarcido justamente seja o caminho do Poder Judiciário.

É claro que trabalharei para ele até de graça, não pelo fato de ser contra a Prefeitura, porque não sou mesmo. Mas pelo fato de ser contra o desrespeito às leis e pelo fato de ser contra à ideia de que existam pessoas (físicas ou jurídicas) que possam ser consideradas acima da Lei.

É mais claro ainda que minha competência profissional, como especialista de trânsito, será ridicularizada pela PMJM em sua defesa (se houver uma possível). Vindo de quem não respeita e não cobra nem fiscaliza o respeito às leis, este fato configura apenas mais uma crônica de trapalhada anunciada.

Vivam as fotografias! Contra elas, em sua frieza ética, moral, anti-servil e definitiva, até mesmo a PMJM nada pode fazer para alterar a realidade circundante. 

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Eles são pessoas, e muito dignas

Eu sei que muitos de vocês vão ficar com documentos de carro atrasados. Que vão perder alguns dias a mais para renovar a habilitação. Que vai demorar um pouco mais para obter a Carteira de Identidade e Atestado de Antecedentes, para quem estiver precisando.

Mas antes de insultar e ofender, é bom usar um pouco de lógica. Como exigir dos policiais civis de João Monlevade que retornem a um prédio que está interditado e, provavelmente, condenado? Nenhum de nós recebe seu salário para morrer de forma estúpida. Não é justo nem humano sequer pensar nessa alternativa.

Um pouco de calma e de solidariedade não faz mal para ninguém. Somos vítimas, também, do Poder Público que nós todos deixamos deteriorar no Brasil. Por falta de controle, por falta de energia e por falta de decência, que nós todos acumulamos um pouco ao longo da vida.

Se existe algo positivo no episódio, é só o fato de ser mais um que nos deve levar à reflexão: pagamos os impostos, mas recebemos os investimentos de volta?

Vamos lembrar: os cidadãos que trabalham na Delegacia são pessoas dignas, que tem família como todo mundo, que tem um nome a zelar e que tem o mesmo direito de proteger suas vidas que qualquer outro cidadão também tem.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Vamos aprender com eles?


(CLIQUE NO LINK PARA CONFERIR)

A DIFERENÇA ENTRE OS DOIS POVOS É QUE OS INGLESES FAZEM VALER A LEI. A SEMELHANÇA ENTRE OS HUMANOS É QUE ATÉ MESMO OS INGLESES SE COMPORTAM COMO BESTAS FERAS. É SÓ TEREM A OPORTUNIDADE.

sábado, 12 de novembro de 2011

Vida reciclável

Ontem à tarde uma pessoa estava revirando as sacolas de lixo da minha rua. Era um senhor de idade, que cuidadosamente fechava cada sacola de lixo, depois de retirar de lá o que estivesse procurando. A curiosidade falou mais alto e fui observar de esguelha: ele estava coletando material reciclável. Pets, latinhas, garrafas. 

No meu lixo não havia nada disso. E não é porque eu tenha esse coração maravilhoso. É porque foi uma coincidência infeliz para aquele senhor, que com tanta dignidade estava me mostrando algo sem preço: somos todos responsáveis por todos os homens de bem.

A crônica de hoje do Bom Dia fala sobre esses absurdos monlevadenses. Quando o dinheiro público vira moeda de farra, são pessoas assim que sofrem em dobro. E gente como eu devia sofrer em triplo, mas o exemplo que temos de nossos homens públicos é ruim. Nós somente os seguimos.

Vou selecionar o lixo e vou levá-lo eu mesmo à ATLIMARJOM, de agora em diante. Quero manter o direito de dizer que ainda não vimos, em João Monlevade, um Governo que tivesse compreendido e se adaptado aos novos tempos.

A preservação da dignidade de muitas pessoas depende destes nossos atos. A vida humana não é reciclável.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Estacionamento não tem...

Mas tem foguetório quando as portas abrem! Vivas! Como é que nenhum comerciante de João Monlevade pensou nisso antes, gente? Vai ver que é porque os outros acreditam na cidadania e no respeito ao ambiente público...

Para mim, tudo que começa com viés errado só tem dois caminhos: achar o rumo ou desaparecer sem deixar saudade. Para mim, comprar num lugar que está prejudicando ainda mais o trânsito (espaço público de mobilidade) e ainda quer ensurdecer as pessoas que trabalham e precisam descansar em volta (há pessoas que trabalham na madrugada) é impensável.

Meu dinheiro não compactua com incivilidade. É meu direito discordar dos métodos. Pronto.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Um tumor mais que maligno

Eu não consigo entender alguns brasileiros. À notícia de que Luís Inácio da Silva (o Lula) teve um câncer na laringe diagnosticado, muitos começaram a comentar o fato com um ódio sem razões e quase sem limites. Veio à minha memória o mesmo problema de saúde que vitimou José de Alencar, há não muito tempo.

A doença não escolhe Presidentes e nem Vice-presidentes. A saúde também não. Quem está doente é o ser humano, não o político. E, para ser sincero, doentes estamos todos nós. Nossa cidadania e nosso respeito pelas pessoas estão tão enfermos quanto Lula.

Raiva porquê? Quando foi eleito, Lula foi eleito por todos. Pelos que votaram nele e pelos que não conseguiram provar que havia alternativas melhores para a condução do país. Isso é a Democracia. Aceitar ou não aceitar não faz parte do pacote. Vive-se nela ou se morre debaixo de uma ditadura, é assim que as coisas funcionam para a humanidade.

Torço para que Luís Inácio da Silva se recupere bem, porque vejo o ser humano antes do ser político. E torço mais ainda para que sejamos maduros ao não fomentar o ódio. O que me leva a ficar estupefato é nossa estranha mania de endeusar ou de demonizar através do martírio, e não através da vida que precedeu o mesmo.

É lógico que torço igualmente, porém com mais intensidade, por todos os outros brasileiros que estão sofrendo com um câncer. Não por raiva de Lula, mas por acreditar que o país é feito por milhões de pessoas, em detrimento de uma pessoa só. Qualquer que seja o seu nome.

O importante é separarmos as coisas. Quem cuida de sua própria dignidade o tempo inteiro, passa por poucas oportunidades de perdê-la. Vamos nos lembrar disso, sempre.

sábado, 29 de outubro de 2011

Eis o futuro do Brasil?


Eu peço que vocês prestem atenção à fotografia que ilustra a matéria: "estudantes" com a cara coberta afixam uma faixa onde dizem que a PM é assassina de morros e repressora na USP. Pensem no que aconteceria se a PM comparecesse a seus trabalhos com a cara coberta por camisetas e toucas. Os policiais são menos cidadãos que os "estudantes"?

Os alunos possuem o seu direito de protestar estabelecido na Constituição. Mas este direito esbarra nos limites e nas regras. E defender o consumo de drogas ilícitas, que me perdoem os nobres "estudantes" ainda é crime no Brasil. E no resto do mundo também, diga-se de passagem.

Se aprofundarmos muito, talvez dê até para descobrir que estes "estudantes" sejam a vanguarda do moderno socialismo libertador brasileiro. O ideal seria que eu estivesse errado nessa análise, e torço para que eu esteja. Mas isso não muda o foco: desde que me conheço por gente, o lugar mais apropriado para quem age como bandido ainda é a cadeia.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Contornos político-eleitorais

Eis a nova-velha desculpa. Com os atrasos de repasse financeiro a fornecedores e conveniados beirando ao que se chama "calote" há um bom tempo, agora a Prefeitura se lembrou deste velho chavão para se eximir de suas responsabilidades.

Então, tá. Há contornos político-eleitorais agora, e nunca os houve de 2004 para cá... Em alguns momentos, este surrealismo do reino da fantasia chega a ser ofensivo à inteligência alheia. Oxalá alguém ali dentro saiba o que está fazendo, porque mesmo a máquina administrativa tem limites de eficiência se não for bem azeitada.

P.S - Saber o que está fazendo, aqui, possui conotação de estadismo, porque em matéria de politicagem a molecada não precisa aprender mais nada com mais ninguém. Isso é fato. Oremos.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Utilidade pública - Acidentes de trânsito

Não é um manual, porque pessoas são livres e pensam de forma diferente. Mas ajuda se puder ser seguido. Quando um acidente de trânsito ocorre, é perceptível que nossas emoções afloram na hora. E emoções não ajudam em momentos de perigo ou de crise. Dependendo da gravidade e das possibilidades, vale a pena seguir este roteiro:

- Respirar fundo e acionar o "freio de discurso" ( Tudo o que veio em primeira mão para falar pode ser descartado).

- Verificar como estão as pessoas e suas condições de integridade e saúde. Os bens materiais são importantes, mas podem ser recuperados.

- Comunicar às autoridades de trânsito e resgate (este último somente se for necessário ou se houver dúvidas sobre as reais condições físicas de qualquer dos ocupantes dos veículos).

- Procurar manter a calma para dialogar as causas possíveis do acidente (nessa hora, todo aquele tempo em que a adrenalina começou a baixar vai fazer muita diferença).

- Fazer o maior esforço possível para se lembrar das regras de legislação enquanto se debate o que aconteceu. Os policiais, principalmente, necessitam dessa regra de bom senso para trabalhar sem pressões desnecessárias e que podem afetar sua avaliação do caso.

Quando essas etapas são seguidas, normalmente o trabalho da Polícia Militar, da Polícia Técnica e do Resgate são muito facilitados e o clima tende a ser o mais respeitoso possível. É bom lembrar que ninguém sai de casa com o intuito de machucar ou de matar outras pessoas no trânsito. Este é um fato que, quando ocorre, geralmente ocorre por imprudência e não por maldade pura e simples.

E, sendo eu também motorista, digo que não é fácil seguir o roteiro. Sei disso, mas pode fazer uma diferença ainda maior nas nossas vidas, se estivermos com ele na mente. É claro que torcemos o tempo inteiro para que ninguém precise dele, mas todos os dias acontece algum evento triste no trânsito do mundo.

A preparação pessoal pode representar a diferença entre o acidente se transformar em tragédia, ou não.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Cadê o dever de casa?

Em visita recente à sede dos Três Poderes instalados no Município, para uma verificação de rotina sobre como cada um deles cuida dos símbolos oficiais (bandeiras, no caso), um deles foi reprovado por não fazer o dever de casa.

Façam suas apostas e aguardem a postagem com as fotografias comprobatórias. Eu fiquei extremamente envergonhado com o que vi.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Amanhã no Bom Dia

Acabo de mandar o artigo para a página dois. Falarei sobre a dignidade do envelhecimento sereno, e dos imprescindíveis respeito e carinho que as pessoas idosas merecem.

Nós, seres humanos, não somos um equipamento ou um insumo. Somos algo além, mesmo quando nos comportamos como algo aquém. A idade nos toma o vigor e a força, é verdade. Mas isso não pode jamais significar a perda da identidade humana.

Minhas rugas são minhas, suas rugas são suas. Todas elas, entretanto, são escritas de um caminho percorrido. Quando este caminho foi pautado pela ética e pela decência, as rugas costumam ser muito bonitas em sua pouca plasticidade.

Paradoxo? Não... Dignidade numa digna idade.