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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Agradecendo

Meu agradecimento de coração ao Márcio Passos e ao Thiago Moreira pela inclusão do Drops de Sanidade nos links de leitura. Penso que é assim mesmo que devemos funcionar, como uma rede local de troca de sinergias e pensamentos. Independente de haver diferenças pontuais ou não, porque há. Sempre.

Minha última experiência de embate partidário em João Monlevade me deixou vacinado para algumas coisas. Uma delas é não deixar que a paixão obscureça o que é objetivo e direto, na linha de nosso futuro enquanto cidade.

Para mim, ou o próximo Prefeito será um gestor e empreendedor de sucesso e experiência comprovada em vida pública, ou Monlevade vai demorar mais alguns anos para encontrar o caminho do desenvolvimento integral.

E, obviamente, todos tem o sagrado direito de discordar do que eu digo.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Aprendam com a serenidade

O Drops hoje é uma mula oposicionista e ponto final. Acaba no ano que vem, então se existem outras coisas que ainda agradem no Blog é só esperar que em 2013 ele volta a ter um sabor bacana. Ou simplesmente ignorar minha opinião a respeito do nada que nos governa. Eu respeito opiniões o tempo inteiro, portanto acho muito natural que haja opiniões radicalmente contrárias às minhas.

Porém, nada me impede de USAR LINKS (CLICA AÍ), para recomendar aos debatedores sobre a questão da urgência e emergência no âmbito do município. O que um profissional como o Zé Henriques está fazendo fora do serviço público diz respeito somente à ele. Mas se eu fosse homem público em João Monlevade diria respeito à mim e à cidade inteira, também.

Leiam e reflitam. Provavelmente irá continuar tudo como está por um bom tempo. Mas se tiver que mudar, que seja na direção correta.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Administrando a escassez

Há muitas definições para o que seja a Gestão, no universo humano. Eu particularmente recomendo a quem se interessa pelo assunto a leitura de bons livros para encontrar a sua definição pessoal. Mas para exemplificar como eu - e milhões de pessoas a entendem no mundo - vou repetir uma frase que meu amigo Vaender de Castro me apresentou.

"A capacidade de atender a demandas elásticas, com recursos inelásticos".

Demandas inelásticas são os desejos e necessidades de uma comunidade, com investimentos que vão se tornando crescentes. Numa cidade como João Monlevade, com quase 70 mil habitantes, isso significa corresponder a muitas expectativas diferentes. Mesmo algumas que sejam injustas para a sociedade local, porque são sonhos e desejos individualizados.

Os recursos inelásticos são representados pelo dinheiro público, que tende a ser estático em volume. É claro que, em alguns momentos, alguém descobre novas formas de obter o dinheiro público para atender à comunidade. Este alguém precisa de outro alguém para estudar a melhor maneira de fazer com que o pouco dinheiro público disponível atenda ao máximo de monlevadenses que for possível.

E estes dois aí de cima, considerando que sejam apenas duas das pessoas envolvidas no processo de captação e distribuição de bens e serviços, são apenas dois dentre os muitos que devem compor uma equipe antenada e eficaz.

Finalmente, esta equipe ampliada tem um objetivo. Ser cada vez mais afinada com o tempo e com o espaço que João Monlevade estiver ocupando, da maneira mais eficaz possível que exista para distribuir qualidade de vida a seus cidadãos.

Se o resultado for muito aquém do que a cidade inteira aguarda, é porque esta equipe tem à sua frente um vaidoso de plantão. Porém, se o resultado corresponder aos sonhos e aos direitos que a sociedade possui, é porque esta equipe tem à sua frente um gestor.

O maior desafio de João Monlevade é idêntico ao maior desafio de muitas cidades brasileiras. Encontrar um gestor capacitado para assumir o comando das ações e projetos de interesse coletivo. E entender de uma vez por todas que administrar é gerenciar a escassez, porque a fartura não se administra: aproveita-se. Toda crise é sinônimo de ruína para o vaidoso, mas é também sinônimo de oportunidade para o gestor competente.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Mudou para melhor

Ontem à noite eu estava observando a iluminação da minha rua e também a iluminação de todas as ruas que eu podia enxergar a partir da minha varanda. É absurda a diferença de qualidade entre a nova iluminação pública e a antiga, é como se tivéssemos trocado lampiões a querosene por holofotes nos postes.

Mudou para melhor. Para muito melhor, sem dúvidas. E faço este registro baseado na decência, mas não na eficiência. E vou explicar porquê.

Compreensivelmente, há pessoas na Prefeitura que se queixam da falta de divulgação dos bons feitos. Há setores do Executivo que reclamam das regras do jogo político, mesmo sabendo destas regras antes de iniciarmos esta partida de agora. Portanto, há pessoas lá que são ou ingênuas ou muito mais mal intencionadas que os setores sociais adversos, aqui fora.

Vamos aos fatos: esta nova iluminação é um trabalho muito bom. Promove segurança pública indireta, economia de gastos com faturas de energia elétrica para o poder público, amplia a visão de trânsito à noite e torna a cidade um pouco mais bonita, entre outros benefícios.

Mas ninguém sabe, com certeza, a quem agradecer este trabalho. Nunca se informou com transparência se o Projeto original saiu de uma cabeça pensante da Prefeitura ou se foi, pelo menos, bem aproveitado por um valor de nosso Executivo local. Ao que me consta, pode ter sido oferecido e ainda ter havido alguma má vontade em sua adoção.

Como é um sucesso, fica o sucesso como mérito puro de nosso Executivo. E aí enveredamos pelo outro lado deste sucesso: seu custo e sua fonte de financiamento. Vejo a nova iluminação como um bom investimento de João Monlevade, mas numa hora em que o Caixa e a situação financeira estão abalados e impotentes. Numa hora em que fazer dívidas de longo prazo significa comprometer uma Administração que poderá não ser mais essa. Porém o comprometimento da cidade fica garantido com a dívida a se pagar no futuro.

O outro lado da equação envolve um raciocínio que já fez parte aqui do Drops. Este custo seria plenamente absorvido, por exemplo, pela coleta pública de lixo em João Monlevade. Mas o dinheiro vai para uma empresa privada. Ninguém se manifesta oficialmente sobre estas duas questões, há tempos.

Falta transparência. Falta luz nos métodos, ainda que agora esteja sobrando luz nas ruas. Um bom projeto, que nenhum ator social relevante da cidade sabe a quem elogiar, aí está aguardando a transparência para que seu real autor seja reconhecido a admirado pela visão.

Mais tarde, posarei um alerta importante e vital para as finanças públicas da cidade, pertencente à seara da energia elétrica. Já adianto que a Prefeitura consta nele como vítima, junto com toda a população monlevadense. Vejamos se é possível adotar ações proativas neste aspecto, porque muitas outras ações proativas jamais foram tomadas por aqui.

Por decência, aviso que continuo incrédulo. Este elogio saiu de esforço individual, não da técnica adequada e ética para obtê-lo, partindo do Executivo Municipal. Ainda assim haverá quem reclame afirmando que não se trata de elogio. É sim, mas não foi buscado nem merecido por trabalho competente. Por isso, tão poucos elogios acontecem na esfera do ambiente social de João Monlevade. Falta empenho em buscá-los com a transparência necessária.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Valores absolutos e valores relativos

Ontem, João Monlevade recebeu 5 milhões em financiamento para promover os serviços corretivos de pavimentação do município. Essa é uma daquelas notícias ótimas, que deve ser comemorada com todos os fogos de artifício possíveis. Todos se beneficiam de uma iniciativa deste porte. E o que beneficia a cidade como um todo deve ser comemorado por todos, não é mesmo?

Sim. Considerando os valores absolutos, o fato deve ser comemorado por nós todos com muita efusividade.

Em valores relativos, fica uma dívida para ser paga até o longínquo ano de 2025. Sim, é isso mesmo que você leu: 2025. Em valores relativos, significa que os próximos quatro Prefeitos que o município eleger deverão ter em seus programas de governo a seguinte diretriz:

"- Realizar uma gestão austera e responsável, otimizando a utilização de recursos para pagar numerosos compromissos financeiros assumidos anteriormente em nome do município."

Espera-se que os próximos quatro Prefeitos que o município eleger levem a sério seus programas de governo, claro. Senão a dívida vai ficando para a posteridade.

Em valores absolutos o Bairro Jacuí, o Tietê, o Centro Industrial, o Cidade Nova, o Baú, o Santo Hipólito, Tanquinhos I e II, e muitos outros serão recuperados em suas pavimentações. Ou terão algumas vias públicas pavimentadas, gerando bem estar social em grande volume.

Em valores relativos o Secretário de Obras Djalma Bastos vai pavimentar uma sólida alavanca eleitoral própria. E defendo que alavancas eleitorais são parte do jogo, contanto que a população seja beneficiada, também, por elas.

Em valores absolutos João Monlevade terá 5 milhões de reais a mais, para trabalhar em benefício de toda a cidade. Isso é inegavelmente bom.

Em valores relativos João Monlevade adquiriu uma dívida de 500 mil reais em contrapartida, que ninguém sabe se a Prefeitura terá como honrar sem o sacrifício de outros programas e ações importantes.

Em valores absolutos, é uma bola dentro do Governo Municipal. Aplaudo e torço para que a austeridade, a celeridade, a generosidade com os mais vulneráveis, a transparência no gasto da verba e a gratidão governamental sejam privilegiadas.

Em valores relativos, João Monlevade deveria saber a quem agradecer nesta hora. Alexandre Silveira, José Santana/Bernardo Santana, Dorinha Machado e seu grupo político superior, Mauri Torres e seu grupo político superior, o Partido dos Trabalhadores em escala regional, o Partido Verde? 

Dinheiro público não flui sem a necessária movimentação intensa e coordenada localmente. Em valores relativos, temo que jamais saibamos na plenitude a quem agradecer por esta iniciativa de grande repercussão política.

Absoluto é o dinheiro que virá. Relativos serão os sacrifícios e os sacrificados para pagá-lo, em longos quinze anos. Comprometo-me com as duas instâncias, a absoluta e a relativa, porque sou cidadão de uma João Monlevade que é absoluta e relativa.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Internet Gratuita - Vai dar certo , mas...


Fernando Garcia fez o questionamento (clique no link acima) e o nome da rede é Monlevade Digital Escola Viva, como apontado em site da Prefeitura. (Veja AQUI, NA ABA "CONFIGURAR")

A seriedade da análise não deve ser permeada pelos sentimentos pessoais do analista. Então, faço apenas uma pergunta: o nome da rede de Internet incluiu o termo "Escola Viva" por que? A falta de informação sempre permite a liberdade total da interpretação. Por enquanto, fico com a hipótese levantada pelo Fernando.

Porque esta cúpula de governo tem vazios de transparência que começam a apavorar.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Mais fé

Fonte: Revista DeFato - Edição 220 - Abril de 2011 - Págs. 66/67 - Entrevista concedida pelo Prefeito Gustavo Prandini

Continuando com extrações de trechos relevantes da entrevista, vamos ao que diz o Prefeito sobre a avaliação negativa que a população faz do governo:

"Isso não me surpreende porque tivemos muitas dificuldades de nos comunicar durante os dois primeiros anos."

a - Deveria surpreender. Eu mesmo tive dificuldades de me comunicar com meus filhos durante os dois primeiros anos de vida de cada um deles. Mas administrações municipais não são crianças que fazem merda na fralda, há uma diferença estrutural a se analisar nesta questão. Nem que seja o fato de que algumas administrações municipais fazem sua merda fora das fraldas.

b - Será que a frase correta não seria durante os dois primeiros meses? Será que agora aprenderam a se comunicar com alguém? Será que uma cidade inteira está zangada com a Administração Municipal por que ela não se comunica? Ou por que não tem mesmo aptidão técnica e competência gerencial para existir? Vamos precisar de mais fé, irmãos.

c - Ainda bem que a Santa chegou. Nossa Senhora Aparecida, salvai-nos do despreparo e do atraso!

Mais tarde ou amanhã eu continuo. Vou ler mais uma meia dúzia de vezes para diminuir o impacto da minha incredulidade no que estou lendo...

terça-feira, 26 de abril de 2011

Plante e colherás

Observo que os analistas mais lúcidos estão aguardando o funcionamento do acesso público à internet, providenciado pela PMJM, para emitir seus elogios. Eu me adiantei e já fiz o meu, por um motivo muito simples: se funcionar, elogio de novo. Se não funcionar, terei mais legitimidade para criticar a iniciativa.

Que os colegas analistas me perdoem, mas a oportunidade é única. Deve-se ignorar todo o bom senso nessa hora, porque é impossível saber quando virá algum outro acerto desta envergadura. Que governos comemorem compra de carros, compra de tratores e caminhões, compra de ambulâncias, etc. já é ridículo o bastante para eu não comentar coisa alguma. Vejam bem: eu disse governos (no geral).

É como eu querer ser parabenizado por conseguir pagar as contas do mês, que eu mesmo faço existirem para ser pagas. Eu, hein? Com uma diferença: sou eu mesmo quem irá pagar minhas contas. Quanto à Administração atual, a instransparência me leva a acreditar que essas faturas ficam para o Abreu. Se ele não pagar, nem eu...

É a colheita de tudo que se vem plantando com gosto, há muito tempo. Se os frutos estão azedos e mirrados, a culpa não há de ser da terra. Vem da qualidade das sementes e da qualidade de cuidados que a plantação recebeu. O que plantamos é o que colhemos.

Então, meu povo, a hora de elogiar é agora. E esquecer todo o resto. Confiança é pressuposto de cegueira e falta de questionamentos. Licitações? Origem de equipamentos? Rubricas orçamentárias? Saldo financeiro? Empresas envolvidas? Valores a pagar?  DEIXA CAIR!

Depois a gente faz uma parada reflexiva e tenta obter essas respostas. A hora é de elogiar, porque as chances são tão raras que não sabemos se haverá outra ainda neste ano.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Internet de graça em JM


Eis uma proposta que é efetivamente retirada do papel e acontece na vida real da cidade. De parabéns a Administração Municipal por esta iniciativa. Incluir digitalmente significa ampliar os horizontes de uma população. 

É isto que esperamos de qualquer governo e elogiamos quando acontece. Falta agora começar a incluir socialmente e politicamente os cidadãos de Monlevade, para que a confiança depositada nas urnas em 2008 venha a registrar uma diferença sensível em nossa vidas.

E que este acerto venha a causar um impacto tão grande, positivamente, quanto o impacto causado pelos numerosos desacertos da Administração. É uma questão de justiça reivindicar isso.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Sem água e sem dignidade?

Todos sabem que eu não morro de amores pelas atitudes da Arcelor Mittal João Monlevade. Pudera, não tenho nenhum parente precisando de emprego lá... Mas cobrar da empresa o que não é responsabilidade dela é de uma ingenuidade política descomunal.

A falta de água em uma cidade ocorre por catástrofe ou por descaso. João Monlevade está começando a colher os frutos de ambos: catástrofe porque alguns moradores estão passando a falta crônica de um bem que garante outro bem ainda maior, que é saúde. Descaso porque no passado recente o DAE foi sucateado, quando deveria estar se preparando para cumprir sua função. Garantir o abastecimento de água potável a todos os pagadores de impostos.

Basta procurar no link de pesquisa aqui do Drops, ali à direita, que a Bola de Cristal vai funcionar de novo. Mas até eu estou com a paciência esgotada com a Bola de Cristal. Ela devia errar algumas vezes, para felicidade geral do município e de seus moradores.

Agora, quando uma batalha inútil vai acontecer entre o Poder Executivo e a Arcelor Mittal, pergunto: e as vítimas, vão ter que esperar o fim da briga para ter um direito essencial garantido? Gente, o Judiciário está aí para evitar que este tipo de estrupício prejudique os inocentes.

Eu não tenho a competência para julgar quem é responsável pela calamidade da água. Mas alguém sempre tem. Junto com o poder de corrigir a aberração.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Derrota acachapante


Ligo para uma repartição pública de minha cidade, meia hora após o horário oficial de início do expediente, e peço para falar com um servidor público que me foi recomendado como o responsável por tirar a minha dúvida.

- Bom dia, eu gostaria de falar com fulano, por favor?

- Bom dia. Fulano não está. Só chega depois das nove, quando vem de manhã.

- Ah... E hoje Fulano irá na parte da manhã?

- Não sei. Não tem dia certo...

-À tarde é mais fácil falar com Fulano?

- É. É sim. Qual o seu nome, por favor?

- É Célio.

- Ok, Célio, vou anotar e você tenta de novo mais tarde, tudo bem?

- Tudo. Bom dia e bom trabalho para vocês. Tchau!

- Obrigada. Tchau!

Em pequenas coisas, é possível vislumbrar o processo de derrota acachapante sendo construído. Eu tive uma hoje, e não perco a dignidade. Não vou citar nomes porque não se prova uma conversa telefônica, a menos que já se esteja usando de má-fé. Portanto, não posso provar o que disse aqui e agora.

O servidor público não é pior do que ninguém. Mas não é melhor. É só mais um cidadão, com direitos - e deveres - bem definidos. Na iniciativa privada e no serviço público, os males do trabalhador reverberam no nome do patrão. Farejo mais uma derrota acachapante sendo construída.

Para o patrão.

Vou telefonar mais tarde e arriscar a sorte de novo. Vai que Fulano resolve trabalhar hoje...

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Homens trabalhando

Por força da atividade profissional, tenho que rodar bastante por João Monlevade. O carinho que eu tenho por este pedaço de chão faz desta obrigação um prazer e um compromisso. O prazer vem da constatação de que, sim, estamos crescendo aos poucos, enquanto comunidade viva. E o compromisso vem da certeza de que há muito por fazer, de preferência buscando caminhos eficientes e mais justos.

Neste começo de ano, observei que há movimentação bem intensa de equipes da Prefeitura Municipal trabalhando nos problemas comuns a esta época: na recuperação de vias públicas e na reparação de danos a barrancos e encostas prejudicados pelas chuvas.

É um sinal positivo, porque para se afirmar que um trabalho está sendo feito, é necessário que o trabalho esteja sendo, realmente, feito. Este é um raciocínio tão simplório que não entendo como alguns homens conseguem abandoná-lo de vez em quando.

As novas máquinas, adquiridas recentemente, já estão nas ruas também. Agora é torcer para o aguaceiro dar um tempo sobre nossas cabeças, e continuar no pique até o final do ano. Trabalho é resposta universal.

domingo, 26 de dezembro de 2010

ReDropspectiva 2010 - 17 de Junho

Ok, mais uma ideia


Existem dois caminhos principais para não se obter resultados em qualquer coisa que se faça nesta vida. Um deles é se acomodar e deixar que a correnteza dite o rumo. O outro é sair do barco, e passar a observador crítico do rio, da correnteza, do barco, do leme, do capitão, dos peixes e do que mais estiver em volta.

Mas existem muitos caminhos possíveis para que resultados aconteçam. Um deles é apresentar ideias, o tempo todo. Uma ideia nunca é mal aproveitada, porque indica pelo menos o que não se deve buscar ou fazer.

Eu apresento ideias. O julgamento deve ser de outros interlocutores, porque eu sempre vou considerar que sejam boas, mesmo imaginando as dificuldades de implementação. E vou apresentar ideias a todo tempo, não importa se quem as receba seja do grupo A, B, ou C. Imagino que as pessoas que estão apresentando outras ideias pensem da mesma forma.

Esta vai para os bairros mais carentes, onde não será construída uma ETE (fonte de energia barata e, como já infomei antes, capaz de gerar inclusão econômica e social). Trata-se dos chuveiros comunitários.

O custo de instalação de uma pequena obra como essa é muito baixo, considerando a massa de investimentos possíveis ao município em um ano fiscal. Estamos falando em cerca de 5 mil reais, suficientes para instalar um trio de duchas, em um cômodorelativamente pequeno, dotado de aquecedor solar e com água fornecida pelo DAE, portanto com investimento público.

O fundamento econômico, claro, está no benefício indireto. Para famílias com renda pequena, a economia obtida com a redução de suas contas de energia elétrica é substancial. Esta economia é reaplicada em outras fontes de manutenção de qualidade de vida, gerando circulação monetária, que pode aquecer pequenos comércios, gerar dignidade, produzir avanço financeiro onde haveria apenas poucas perspectivas concretas para que este avanço acontecesse.

Uma cavalgada daria para construir 100 desses chuveiros. Graças a Deus a situaçãoeconômica das nossas famílias não está tão calamitosa assim, para que sejam todos eles necessários. O que significa que metade deste número já produziria um bom patamar qualitativo na vida de muitas pessoas.

Não sou contra a cavalgada, sou contra ela ser gratuita e bancada também com meu dinheiro, sem gerar qualquer benefício duradouro. Não há identificação cultural possível que justifique este tipo de investimento, quando há muitos outros investimentos estruturantes, baratos e eficazes, que podem ser realizados com o mesmo volume de dinheiro público envolvido.

Investir em estrutura é investir para o futuro, e nem sempre nos damos conta do porquê de alguns investimentos estruturantes ficarem de fora da mente de nossos administradores. Enquanto isso, outros investimentos inócuos são feitos às dezenas, todos os anos. Isto quando são apenas inócuos...

Fica a ideia, assim como ficaram outras muitas ideias espalhadas pela rede de blogsmonlevadenses. Os governos deverão se preparar para aproveitar esta circunstância, relativamente nova em Administração Pública. Não posso afirmar que todas sejam boas ou executáveis, mas se obtivermos um aproveitamento de, digamos, 10 % delas, é inevitável que a cidade ganhará com as mesmas. E a sociedade monlevadensetambém.

Acho que passou da hora de a Prefeitura Municipal, independente de quem esteja em seu comando, criar uma forma de estudar, incrementar, depurar e verificar a aplicabilidade das ideias em movimento. Seria um gesto maduro e de carátermodernizante, em qualquer momento de gestão pública.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

ReDropspectiva 2010 - 05 de Abril

Dinheiro jogado no lixo


Como sempre acontece em momentos de turbulência, o Drops vai buscar elementos que clareiem de forma indireta o que acontece em João Monlevade. Nossa meta atual é lançar luz sobre o assunto que mais interessou à cidade, até que o Tribunal Regional Eleitoral decidiu que ele, a corte, era mais importante que nossa cidade inteira.

Vamos falar sobre o preço, puro e simples, de se pagar pela coleta de lixo domiciliar urbano e lixo infectante de qualquer natureza, em duas vertentes: serviço próprio - e público - ou serviço terceirizado.

O primeiro alerta: os preços são todos de 2010, mas a variação puramente inflacionária justificaria o resultado obtido desde o início do mapeamento: 2001. Explicando, em 2001 os preços citados aqui eram menores, mas bastaria investir as diferenças no mercado financeiro para atingir os mesmos rendimentos.

O segundo alerta: somente uma boa equipe de contadores poderia realizar os cálculos com exatidão econômica e financeira. Lidarei com médias ponderadas, que indicam o caminho. Mas o resultado exato não vamos conhecer até nos decidirmos por buscá-lo. Questões legais não foram consideradas, e podem ter influído nas decisões que foram tomadas politicamente, nos últimos dez anos.

A primeira série de cálculos diz respeito aos valores terceirizados, de 2001 a 2010, sendo relativa a dez anos de prestação do serviço:

Valor médio mensal considerado: R$ 100.000,00 (Cem mil reais)
Tempo de prestação do serviço: 120 meses (Jan/2001 a Dez/2010)
Custo médio total dos serviços para o município: R$ 12.000.000,00 (Doze milhões de reais)

Agora vamos considerar estes custos para que João Monlevade coletasse, por conta própria, seu próprio lixo domiciliar urbano e seu lixo infectante de qualquer natureza:

Vamos imaginar que o primeiro ano é o ano de iniciar efetivamente o sistema público de coleta. O Drops de Sanidade não faz picaretagens de falácia. Isto significa colocar no preço aquele tempo de seis meses necessário para adquirir a logística de trabalho. Portanto, só para implementar o serviço seriam gastos R$ 600.000,00 (Seiscentos mil reais) em média - Custo da coleta de lixo enquanto a cidade adquiriria a capacidade de assumir o serviço por conta própria.

2001 - Coleta terceirizada durante os trâmites burocráticos - R$ 600.000,00

2001 - Aquisição de 5 caminhões e 5 compactadores de lixo - R$ 850.000,00 (Pesquisa de preços na Internet, para me questionar, se for o caso)

2001 - Aquisição de dois veículos leves adaptados para coleta de lixo infectante - R$ 80.000,00

2001 - Pagamento de salários e encargos sociais para empregados: R$ 120.000,00*

*Foram considerados gastos de R$ 1000 reais/mês (salário + encargos) por empregado de limpeza urbana, durante os seis meses finais do ano. Seriam 16 trabalhando nos caminhões e 4 trabalhando nos veículos leves.

2001 - Gastos com combustível - R$ 300,00 por dia x 22 dias/mês x 6 meses: R$ 39.600,00

Total de gastos para implantar o sistema em 2001: R$ 1.689.600,00

Diferenças: serviço terceirizado em 2001 = R$ 1.200.000,00
Serviço próprio em 2001 = R$ 1.689.000,00

Ou seja, R$ 489.600,00 de prejuízo aos cofres públicos em 2001. Se fosse para coletar lixo por apenas seis meses, nenhum administrador consciente faria este investimento. Ainda bem que administrar é pensar numa série histórica de eventos, em vez de enxergar só o aqui e o agora...

Vamos ver em 2002, como ficaria:

Pagamento de salários e encargos sociais para os empregados do serviço: R$ 280.000,00 (Aumenta sim, por causa de férias, 13.º, reajuste salarial se houver, etc...)

Gastos com combustível: R$ 100.000,00 (Aumento de preço dos combustíveis)

Diferenças:

Serviço terceirizado em 2002: R$ 1.200.000,00
Serviço próprio em 2002: R$ 380.000,00

Opa! Lucro operacional de R$ 820.000,00 (oitocentos e vinte mil reais)! Descontado aquele prejuízo de R$ 489.600,00 do ano de 2001, teríamos R$ 330.400,00 sobrando no caixa do serviço em Dezembro/2002. Nada mal, hein?

Vamos para 2003, repetindo os valores médios (lembrem-se que os cálculos exatos não são a tônica da postagem, ela mostra os indicadores para estes cálculos)

Serviço terceirizado em 2003: R$ 1.200.000,00
Serviço próprio em 2003: R$ 456.000 (20% a mais em combustível e encargos salariais)

Lucro operacional do sistema em 2003: R$ 744.000,00

Caixa do sistema em Dez/2003 = Lucro de 2002 + lucro de 2003 = R$ 330.400,00 + R$ 744.000,00 = R$ 1.074.400,00

Em Dez/2003 os veículos ainda estariam na garantia dos fabricantes, por isso não há previsão de gastos com eles. A partir de Julho/2004 haverá gastos computados para este fim.

Vamos lá:

Serviço terceirizado em 2004: R$ 1.200.000,00
Serviço próprio em 2004 - R$ 547.200,00 (20% a mais em salários e combustíveis) + R$ 200.000,00 (Previsão de manutenção em veículos) = R$ 747.200,00

Lucro operacional em 2004 = R$ 452.800,00 - Percebam que duzentos mil reais é um valor muito alto para a manutenção deste veículos ainda novos, mas o Drops é realista em visão econômica...

Caixa do sistema em Dez/2004 = Lucros de 2002/2003/2004 = R$ 1.527.200,00

Não se preocupem com o fato de eu chamar de lucro o que é só superávit do sistema. sei a diferença entre ambos. É que, didaticamente, fica mais simples entender o raciocínio.

Encerramos 2004 com uma situação interessante: Já há caixa para renovar a frota, comprando TODOS os veículos novos, e ainda vai sobrar dinheiro, porque não haverá gastos com terceirização do serviço enquanto correm as licitações apropriadas.

Mas, por experiência própria, estes veículos só ficariam mesmo caros de manter a partir do quinto ano de operação, então vamos pensar em renovar TODA a frota só em dez/2005. Assim, mais um ano de superávit operacional é possível. Vamos a ele:

Serviço terceirizado em 2005: R$ 1.200.000,00
Serviço próprio em 2005: R$ 896.640,00 (20% a mais em salários, combustíveis e manutenção dos veículos) . POR FAVOR PERCEBAM QUE A CURVA DE OPERAÇÃO DO SISTEMA, OBVIAMENTE, SE APROXIMA DO SUPERÁVIT ZERO, COMO ACONTECE NA VIDA CONTÁBIL REAL, PELO ENVELHECIMENTO DO PRÓPRIO SISTEMA.

Mesmo assim, 2005 ainda fecha com lucro de R$ 303.360,00 para o ano.

Caixa do sistema em Dez/2005: Lucros de 2002 a 2005 = R$ 1.830.560,00!!!

Como eu imagino que o Administrador Público seja mais inteligente que eu, ele vai aproveitar o ano de 2006 para extrair o último superávit deste serviço, e somente aí vai renovar a frota de veículos: Vamos conferir?

Serviço terceirizado em 2006: R$ 1.200.000,00
Serviço próprio em 2006: R$ 1.075.968,00 (20% a mais em salários, gasto com combustíveis e manutenção dos veículos). Este cenário é irreal, de tão pessimista, mas a proposta é de mostrar que em condições normais o sistema funciona muito bem, sendo próprio e público.

E 2006 fecha com lucro de R$ 124.032,00.

O caixa do sistema fecha em Dez/2006 com R$ 1.954.592,00. Não fecha com muito mais dinheiro porque, a menos que fosse criada uma autarquia para aplicar este dinheiro, a Prefeitura teria utilizado o danado em outros investimentos.

Uma autarquia bem administrada teria fechado o caixa em Dez/2006 com uns R$ 2.500.000,00, e poderia repassar o dinheiro excedente para o caixa único do Tesouro Municipal.

2006 seria o ano de renovar a frota. Os veículos poderiam ser vendidos por algo muito próximo de 60 % do seu valor de compra, porque ainda estariam relativamente novos. Então, vamos iniciar 2007 com o seguinte caixa consolidado no sistema (Com autarquia gerenciadora, porque eu sou burro mas nem tanto)

R$ 2.500.000, 00 - R$ 930.000,00 (renovação da frota comprando à vista) + R$ 465.000,00 (50% do valor venal da frota "antiga", obtido com a venda dela) - R$ 288.000,00 (Salários e encargos sociais) - R$ 192.000,00 em combustíveis. Lembrem-se que de agora até Jan/2010 são mais três anos de equipamentos com garantia dos fabricantes, e que os valores de salários e de combustível já estão muito acima da realidade econômica que pudemos observar ao longo destes anos.

O caixa inicial de 2007 teria saldo de R$ 1.555.000,00

Serviço terceirizado em 2007: R$ 1.200.000,00
Serviço próprio em 2007: R$ 945.000,00

2007 fecharia com lucro de R$ 255.000,00 e o sistema (Autarquia) fecharia o ano com lucro consolidado (2001 a 2007) de R$ 1.810.000,00. Será que daria para usar em outros setores da Administração Pública?

Pensemos em 2008:

Serviço terceirizado em 2008: R$ 1.200.000,00
Serviço próprio em 2008: R$ 480.000,00 (Repeti os valores de 2007 porque senão, meus cálculos ficariam muito abaixo da realidade econômica brasileira. Nada se reajustou em 20% fixos de 2001 a 2007, no Brasil)

Lucro de R$ 720.000,00 em 2008, fazendo o caixa da nossa Autarquia chegar a R$ 2.530.000,00 em Dez/2008.

2008/2009 foi biênio afetado pela crise financeira mundial. Vamos repetir os valores observados em 2007, e não nos afastaremos tanto assim da realidade que vivemos.

Lucros ao final do biênio 2009/2010: R$ 1.440.000,00
Caixa da Autarquia/Sistema em Dez/2010: R$ 3.970.000,00, sendo que com as aplicações financeiras corretas poderia chegar a, digamos, R$ 4.300.000,00

Vamos parar por aqui. Quem quiser brincar mais com os números sinta-se à vontade. O raciocínio raiz está bem explicado.

O que não está nem um pouco explicado é porque minha cidade, que precisa de dinheiro como qualquer outra, teve quase 4 milhões e meio do nosso dinheiro recolhido na forma de impostos e jogado fora no lixo. Mesmo sabendo que passou pelas mãos de dois administradores públicos no período.

Por isso, é bom ler o Drops inteiro, de vez em quando. Perdida em algum lugar aí no Blog, está uma das explicações. Nossos políticos escolhem muito mal seus assessores, trabalham muito mal as análises estruturantes e investem muito mal nosso dinheiro.

Não importa se a mídia dominante queira endeusar Carlos Moreira, para mim foi um péssimo administrador. Nada tenho contra a pessoa, é bom lembrar sempre. E não sou partidário de suas ideias e projetos efetivamente executados na cidade. Tenho medo, por exemplo, de imaginar estes mesmos cálculos aplicados ao investimento no Hospital que não pode funcionar sem quebrar João Monlevade.

Não importa se o grupo político de Gustavo Prandini quiser me massacrar, afirmando que estou remando contra. Mas igualmente administrou mal no ano de 2009. Com a atenuante de que estava aprendendo a engrenar a máquina. Sou partidário de suas ideias e projetos para o futuro de João Monlevade, mas Gustavo precisa refundar sua história política. Com ou sem cassação.

Porque nenhum dos dois poderia, sem sentir muita vergonha disso, desperdiçar meio milhão de reais por ano do dinheiro público, jogando este dinheiro no lixo. E não vou pesquisar nenhuma outra área de atuação pública.

Minha cidade tem que acordar para fazer este trabalho por conta própria. Eu não sou salvador de pátria nenhuma. Ninguém é, quando realiza sozinho. Uma sociedade só pode crescer quando está de mãos dadas.

Agenda oculta? Precisamos aprender, urgentemente, a vigiar os vigilantes. E peço ao Zé Henriques que, se possível, faça algo semelhante no sistema de Saúde. Este buraco da má gestão é uma das batalhas dele também. Claro que, neste momento, Zé Henriques deve estar assustado com o grande barulho que se faz em política. Mas vai se recuperar, Monlevade precisa muito dele com a cabeça fria e desanuviada. Um abraço, Zé!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Liberdade de imprensa x Retaliação Política


Como sempre acontece, sou um dos últimos a ensaiar algum pensamento sobre o que ocorre em grandes proporções na nossa terra. Faço-o assim porque é meu estilo. Quase todas as vezes em que formei uma opinião apressada formei uma opinião errada sobre o que eu via. Esse fato me fez ficar mais cauteloso ao longo dos anos, para que cometesse menos injustiças em meu julgamento pessoal.

Não vi, depois de analisar com todo o cuidado possível, nenhum atentado contra a liberdade de imprensa em João Monlevade. Por uma razão simples: o Jornal A Notícia emitirá seu conteúdo editorial de onde quer que esteja instalado seu parque gráfico. Até porque seu parque gráfico é o menor de seus ativos democráticos. Pode até ser alugado de outro empreendedor, em caso extremo.

O que não poderá ser alugado é seu parque de ideais, sua opinião formada e construída, sua "zona de conforto" em matéria de posicionamento político-partidário.

Por outro lado, é inegável o caráter de retaliação que reveste a requisição do espaço onde se encontra hoje a sede da empresa. Entendo de Direito tanto quanto entendo de enriquecimento de urânio, mas para mim reintegração de posse tem a ver com esbulho possessório, e a empresa não esbulhou área pública pertencente ao município.

A Língua Portuguesa permite uma série quase infindável de construções frasais, mas a realidade crua dos fatos não permite esta gama. Se nenhuma das mais de duzentas empresas ou pessoas beneficiadas por permissões de uso cometeu crime de esbulho possessório, o Município não tem como requerer reintegração de posse destes bens públicos.

E a retaliação em pauta, no ápice, representa apenas um aspecto comum e indesejável de personalização da Res Publica. O Brasil ainda tem o que aprender com nações democraticamente maduras, neste aspecto.

Sugiro uma busca pelo Blog para que detalhes de minha interpretação não passem despercebidos. Mas vou lembrar algumas coisas importantes:

- Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade, Eficiciência

No campo da legalidade, faltou ou não licitar os espaços è época própria, de acordo com a Lei 8.666/93?

No campo da Impessoalidade, O Jornal A Notícia está tendo tratamento isonômico com os demais permissionários?

No campo da moralidade, onde estava o corpo social monlevadense - o povo - para se manifestar através de seus representantes sobre as permissões de uso?

No campo da publicidade, estamos todos sendo informados corretamente sobre os aspectos técnicos, legais e éticos do que está acontecendo? As Instituições estão cuidando para que não formemos juízo de valor equivocado?

No campo da Eficiência, restará provado que o Poder Público tem razão em requerer a devolução do direito de uso destes bens públicos, de uma minoria da totalidade dos permissionários?

São só perguntas, que ninguém se sinta ofendido, por favor. Não seria o momento adequado para legalizar e sanear juridicamente cada situação específica? penso que todos sairiam ganhando se o caminho da razão prevalecesse sobre o caminho da emoção, nessa hora.

Assiste razão ao Poder Público se o objetivo é o completo saneamento de TODAS as permissões de uso que foram concedidas. Caso contrário, configura-se um caso clássico da mensagem ruim que chega por mensageiro eficaz: puna-se o mensageiro!

Há inteligência e capacidade em ambos os lados. Sei que haverá uma solução, de qualquer forma. Mas João Monlevade ganharia muito se a solução viesse através de um armistício, que em muitas ocasiões é indicativo de nobreza. Mesmo quando não há interesse no diálogo, porque dialogar é uma faculdade e não uma obrigação.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Áreas Públicas sob permissão de uso

Republico o que havia afirmado em 13/11/2009, sempre lembrando que não sou interlocutor de ninguém, exceto de mim mesmo. Não tenho procuração da Prefeitura Municipal e de nenhum permissionário para falar em nome de algum deles, ok?


A dúvida que possuo neste momento está baseada na definição do que seria o interesse público, para a reassunção das áreas do município que se encontram cedidas a terceiros, neste momento.

Parece-me, a princípio, algo simples que pode ser complicado apenas pela má vontade que nos caracteriza enquanto humanos. Imaginem quantos empregos reais estão sendo mantidos graças a estas concessões. Para mim, já seria interesse público legítimo e eficiente evitar que estes empregos sejam, simplesmente, ceifados.

Em paralelo, seria justo e interessante adequar à legalidade o que é necessário ser feito. Afinal, O Ministério Público está realizando seu trabalho, constitucionalmente estabelecido.

Sob a ótica da boa gestão pública, o município deveria arrecadar com estas concessões. Nada que se compare ao mercado, porque a Prefeitura não é imobiliária. Mas o mínimo necessário para descaracterizar o enriquecimento ilícito, eventualmente oferecido aos concessionários, sob a ótica da legalização de situações específicas.

As licitações que podem advir não deverão causar qualquer embaraço maior aos atuais concessionários que investiram nas áreas cedidas. Explico: licitação é caminho de legalidade. Partamos deste pressuposto.

Se um empresário investiu, digamos, 50 mil reais em uma área, é natural que ele seja o principal interessado em participar de uma licitação concessora. Outros poderão se interessar, mas legalmente aqueles 50 mil deverão retornar ao investidor inicial, porque a Prefeitura não pode obter enriquecimento ilícito. A lei vale para todos.

Ora, se qualquer empreendimento pode acarretar um gasto de 50 mil adicionais para qualquer empreendedor, só um louco rematado iria fazer questão de realizá-lo. Assim, na esmagadora maioria dos casos, as eventuais licitações terão participante único. O atual concessionário, que não precisaria de autoindenização. 

A Lei 8666/93 obriga o Poder Público a estender os convites, não a subjugar licitantes a laço e obrigá-los a participar do certame. Se há apenas um licitante, legalmente ainda há licitação. Simples.

Haverá poucos casos controversos a resolver. Claro que o Departamento Jurídico da Prefeitura e de cada concessionário possui maior capacidade técnica de elucidar as dúvidas, mas sinceramente não vejo como esta notícia pode gerar alguma apreensão na cidade. Chega a ser desimportante, com a honrosa exceção de que João Monlevade irá legalizar uma situação que hoje, por força da lógica, tem que ser considerada ilegal.

Agenda Oculta? Às vezes, a paisagem é menos cinza que nossos olhos teimam em nos dizer que é.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Polêmica com a folha de pagamento da Prefeitura


Paira no ar uma dúvida sobre a natureza da receita advinda com a "venda" (na falta de um termo melhor, por enquanto) da folha de pagamento do funcionalismo municipal.

Não sendo expert na área, vou lançar apenas um palpite após exaustivas buscas e pesquisas: a natureza da operação efetuada assemelha-se, para mim, como o aluguel de um bem do Município. Há aqueles, como o advogado Fernando Garcia, que defendem posicionamento diferente: seria a alienação de um bem ou direito público.

O desenlace é diferente por um motivo principal: no primeiro caso, o aluguel deste direito de gerir materialmente o pagamento efetivo dos funcionários ( e não gerar a folha de pagamento, que é atribuição exclusiva do ente público municipal) seria uma receita corrente. neste caso, entraria para o caixa único do município podendo ser aplicado em despesas correntes. Tais como pagamento de servidores, quitação de eventuais dívidas, aquisições rotineiras de bens e/ou serviços, etc.

No segundo caso, seria considerada como receita de capital, o que obrigaria a Prefeitura a aplicar a totalidade dos recursos em investimentos públicos.

Repito: os experts darão a palavra final. Mas eu acredito, após dialogar com quem entende e após pesquisar muito, que a corrente de pensamento majoritária seja a de que houve aluguel por cinco anos, de um bem/direito da Prefeitura. Portanto a receita poderia, em tese, ser aplicada em saldar despesas correntes, sem ferir a legalidade.

Claro que o Fernando Garcia também tem suas razões a expor, e bons fundamentos para tê-las. Não há unanimidade de entendimento na causa, mas fico com a tendência nacional: numerosas Prefeituras por todo o país já realizaram ações semelhantes e, até o momento, não houve contestação judicial em contrário.

A boa torcida, agora, é que o Executivo faça uma utilização muito segura, cautelosa e ortodoxa para este dinheiro. A cidade precisa desta injeção de ânimo, mas precisa também reforçar os laços de confiança no governo municipal como um todo.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Transporte coletivo por empresa pública


Já demonstrei aqui mesmo no Drops de Sanidade que o município joga dinheiro fora - literalmente - terceirizando a coleta de lixo domiciliar e comercial (coleta de resíduos sólidos). Talvez seja o caso de um hábil consultor da área verificar se o mesmo não ocorreria com o transporte público de passageiros.

Não se trata de questionar as empresas que já prestaram o serviço aqui na cidade. Não possuo qualquer dado concreto para formar uma opinião lúcida, neste momento. Mas a gestão de dinheiros públicos não é tarefa para empirismos, o que significa que todo centavo público deveria - em tese - ser aplicado onde houvesse sempre o menor investimento para o máximo benefício.

Porque, se nosso dinheiro privado pode ser aplicado em luxo e conforto, com o dinheiro público esta máxima não prevalece. Ele só pode ser investido se o olhar do gestor estiver firmemente focado nos ganhos de eficiência. O que significa que ele deve buscar a máxima qualidade possível, com o mínimo preço possível, e ignorar luxo e conforto em detrimento da funcionalidade correta e digna dos serviços que se propõe oferecer.

Porque o dinheiro privado pode ser gasto com um alvo dirigido. O dinheiro público, não. Entre as opções de atender a muitos com qualidade ou a poucos com conforto e luxo, políticos sensatos não precisam de qualquer assessoria para tomar suas decisões.

Fico imaginando se existe a possibilidade - aterradora - de que João Monlevade tenha jogado milhões de reais janela afora, ao longo dos últimos vinte anos. Talvez esse fator explique como, ao visitar algumas outras cidades de mesmo porte e de estrutura bem melhor, mas com arrecadação semelhante, tenhamos a sensação de que mudamos até de país.


sexta-feira, 18 de junho de 2010

Xeque na Gestão


"Tudo que se mede, melhora." Vicente Falconi, Administrador e proprietário do INDG


Esta máxima é tão verdadeira quanto essencial. Vicente Falconi é, na minha opinião, um dos mais brilhantes professores de gestão do Brasil, talvez do mundo. Seu modelo de Choque de Gestão não é perfeito, como quase nada neste mundo é. Mas é eficiente e sério. E gera resultados, o que o torna ainda mais espetacular.

Apropriar-de do termo não me parece adequado, por parte de qualquer monlevadense neste momento. Certo, não estamos falando de nenhuma patente sobre ele, porque não existe uma patente ou reserva de direitos em relação ao nome. Mas sempre fica uma identificação rápida com o INDG, que no momento não atende à Administração Municipal. E não creio que irá atender num futuro de curto alcance.

Humildemente eu sugeriria um genérico, um programa do tipo "Xeque na Gestão", onde alguns valores deveriam ser claramente postos, para que a missão tenha chances reais de acontecer, e para que os objetivos sejam alcançados com o maior aproveitamento e com o menor custo possível. É sempre bom lembrar que a Administração Pública trabalha para a população, todo o tempo. Ou pelo menos, deveria.

João Monlevade é uma cidade de paradoxos, alguns compreensíveis e outros não. Entre os paradoxos compreensíveis, existe o que eu chamo de chamamento à bizarrice: espera-se, por exemplo, que os simpatizantes da figura pessoal de Gustavo Prandini o execrem em público.

Difícil acontecer, por um direito legítimo. Eu não espero que os antipatizantes da figura pessoal de Gustavo Prandini o eudeusem em público, porque não vai acontecer. Nem que ele faça chover leite e mel sobre a cidade. Detalhe: ele não é capaz de fazer chover leite e mel sobre a cidade, que isso fique bem claro.

Espera-se que os simpatizantes da figura pessoal do Prefeito o comparem com os Prefeitos anteriores, mas com julgamentos históricos diferentes. Não é saudável, em termos de justiça social, porque suas qualidades e seus defeitos são idênticos em estrutura e dimensão. Mudou o olhar sobre a cidade, por parte do Prefeito. Mas as ações são equivalentes, se comparadas com o mesmo instante histórico de mandato daqueles tantos que o precederam.

Espera-se que o Prefeito não erre em suas decisões. Um paradoxo incompreensível, porque ele aprenderá como todo mundo: através da análise cuidadosa dos erros cometidos, para depurá-los e não repetí-los mais. O paradoxo reside no fato de que os acertos (e os há) são minimizados à tamanho molecular, mesmo quando são extremamente benéficos para a cidade inteira.

Espera-se que sua equipe produza um trabalho de excelência, e aqui abro um parêntese para o primeiro momento não-paradoxal na vida de Monlevade. Eu mesmo espero um trabalho de excelência de qualquer um que seja administrador do Município. Mas quem trabalha em serviços públicos sabe o quanto estamos ainda longe de obter essa façanha.

Sem comparar, vieram-me à mente cerca de uma dúzia de realizações pífias e incorretas dos últimos quatro Prefeitos Municipais. O que os une à Gustavo Prandini é o fato de não terem pensado de forma abrangente na gestão de problemas estruturais da cidade.

E aí surge o "gancho" para que eu afirme que o xeque (movimento que finaliza uma partida de xadrez bem jogada) é a ferramenta que se busca para a gestão pública moderna, não só em Monlevade mas no Brasil inteiro.

E aproveito para lembrar que eu não tenho a receita. Se estivesse a meu alcance e eu tivesse a competência, doaria de coração aberto para a sociedade monlevadense. E este é mais de nossos paradoxos incompreensíveis: muitos servidores públicos (na esfera do Executivo e do Legislativo) possuem competências complementares que os habilitaria a produzir um ótimo trabalho nesta área. Por que não acontece?

O xeque na gestão talvez seja a maior dívida que o governo atual tenha, para com os cidadãos de Monlevade. Digo talvez porque as opiniões externas devem ser avaliadas com muito cuidado, para se evitar a execração pública de pessoas comprometidas e sérias, como a maioria dos que integram a administração atual. E como a maioria dos que integraram as administrações que já passaram por João Monlevade.

Para o Prefeito Gustavo, fica um ônus maior devido à seu lema de campanha. Não que os lemas de campanha de seus antecessores tenham sido levados muito a sério, nem que seus programas de governo tenham sido cumpridos à risca. É que o peso da impetuosidade, motivada pela juventude e pela ânsia de executar, serão sempre maiores para Gustavo Prandini. Até que lhe venha a maturidade política e com ela, todas as ferramentas essenciais para executar o máximo de trabalho público, com o mínimo de desgaste pessoal.

O maior dos paradoxos é ter pessoas - e a maioria alfabetizadas - ganindo de puro ódio porque alguém como eu, insignificante e desprezível neste turbilhão de interesses, queira defender o direito de João Monlevade continuar avançando, aqui e agora.

Não através dos erros, que são comuns a todos que já administraram a cidade. Mas através dos acertos, que podem e devem ser produzidos em maior quantidade e muito melhor qualidade. Porque o passado passou e o futuro ainda é só expectativa e esperança.

Ah, e não haverá paradoxo a produzir no Drops. Ele volta a hibernar em questões puramente pessoais travestidas de grandes questões políticas ou partidárias, como vem acontecendo no município. O silêncio do Drops não fez mal algum nos últimos dias; muito pelo contrário...

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Ok, mais uma ideia


Existem dois caminhos principais para não se obter resultados em qualquer coisa que se faça nesta vida. Um deles é se acomodar e deixar que a correnteza dite o rumo. O outro é sair do barco, e passar a observador crítico do rio, da correnteza, do barco, do leme, do capitão, dos peixes e do que mais estiver em volta.

Mas existem muitos caminhos possíveis para que resultados aconteçam. Um deles é apresentar ideias, o tempo todo. Uma ideia nunca é mal aproveitada, porque indica pelo menos o que não se deve buscar ou fazer.

Eu apresento ideias. O julgamento deve ser de outros interlocutores, porque eu sempre vou considerar que sejam boas, mesmo imaginando as dificuldades de implementação. E vou apresentar ideias a todo tempo, não importa se quem as receba seja do grupo A, B, ou C. Imagino que as pessoas que estão apresentando outras ideias pensem da mesma forma.

Esta vai para os bairros mais carentes, onde não será construída uma ETE (fonte de energia barata e, como já infomei antes, capaz de gerar inclusão econômica e social). Trata-se dos chuveiros comunitários.

O custo de instalação de uma pequena obra como essa é muito baixo, considerando a massa de investimentos possíveis ao município em um ano fiscal. Estamos falando em cerca de 5 mil reais, suficientes para instalar um trio de duchas, em um cômodo relativamente pequeno, dotado de aquecedor solar e com água fornecida pelo DAE, portanto com investimento público.

O fundamento econômico, claro, está no benefício indireto. Para famílias com renda pequena, a economia obtida com a redução de suas contas de energia elétrica é substancial. Esta economia é reaplicada em outras fontes de manutenção de qualidade de vida, gerando circulação monetária, que pode aquecer pequenos comércios, gerar dignidade, produzir avanço financeiro onde haveria apenas poucas perspectivas concretas para que este avanço acontecesse.

Uma cavalgada daria para construir 100 desses chuveiros. Graças a Deus a situação econômica das nossas famílias não está tão calamitosa assim, para que sejam todos eles necessários. O que significa que metade deste número já produziria um bom patamar qualitativo na vida de muitas pessoas.

Não sou contra a cavalgada, sou contra ela ser gratuita e bancada também com meu dinheiro, sem gerar qualquer benefício duradouro. Não há identificação cultural possível que justifique este tipo de investimento, quando há muitos outros investimentos estruturantes, baratos e eficazes, que podem ser realizados com o mesmo volume de dinheiro público envolvido.

Investir em estrutura é investir para o futuro, e nem sempre nos damos conta do porquê de alguns investimentos estruturantes ficarem de fora da mente de nossos administradores. Enquanto isso, outros investimentos inócuos são feitos às dezenas, todos os anos. Isto quando são apenas inócuos...

Fica a ideia, assim como ficaram outras muitas ideias espalhadas pela rede de blogs monlevadenses. Os governos deverão se preparar para aproveitar esta circunstância, relativamente nova em Administração Pública. Não posso afirmar que todas sejam boas ou executáveis, mas se obtivermos um aproveitamento de, digamos, 10 % delas, é inevitável que a cidade ganhará com as mesmas. E a sociedade monlevadense também.

Acho que passou da hora de a Prefeitura Municipal, independente de quem esteja em seu comando, criar uma forma de estudar, incrementar, depurar e verificar a aplicabilidade das ideias em movimento. Seria um gesto maduro e de caráter modernizante, em qualquer momento de gestão pública.