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segunda-feira, 23 de abril de 2012

O fim de um paladino

Hoje vou, finalmente, emitir minha opinião sobre o senador Demóstenes Torres. Ele acaba de comprar sua passagem só de ida para o rol dos escroques da nação. De forma merecida, diga-se de passagem.

Normalmente não me ocupo de assuntos nacionais. A grande mídia está aí para isso mesmo. Porém é necessário lembrar que este caso interessa ao Brasil inteiro. Não pela punição que poderá advir daí - a qual eu duvido - mas porque o fato comprova mais uma das afirmações da Bola de Cristal do Drops: todo paladino é errado no nascimento. 

Um povo não precisa de paladinos nascidos da preguiça deste mesmo povo. Eles já nascem contaminados por esta mesma preguiça e falta de caráter. Um povo não deve nem precisar de heróis. A única concessão que faço é que, precisando legitimamente deles (devido à enorme desigualdade social que pode ser o motor dessa necessidade), surja um herói verdadeiro, e não um velhaco de plantão.

O Brasil ainda está longe de ser o lugar que pune exemplarmente os adeptos do Mal absoluto. Mas está caminhando e vai chegar neste ponto de maturidade. Até lá, devo lembrar aos velhacos de plantão que Demóstenes está acompanhado de políticos de todas as legendas.

Culpa dos velhacos? Não, culpa dos partidos políticos que não tem pejo em abrigá-los e não tem pulso para botá-los para fora quando é necessário.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Identificando um bicho estranho


Motoristas e pedestres de João Monlevade, hoje nós vamos identificar um bicho estranho, mas muito útil: a faixa de pedestres. Estão vendo o conjunto de faixas brancas e retangulares, pintadas no asfalto na fotografia ali de cima? Pois é...

Elas representam a faixa de pedestres, que deveria ser uma ilha de segurança para os pedestres de todas as cidades. Basta que os pedestres a utilizem no lugar correto (dããã... passando por cima das faixa e só por cima dela, ok?) e os motoristas permitam aos pedestres utilizarem a faixa (dããã... não parando o carro em cima dela, ok?)

Vamos tentar ser mais responsáveis para não arriscar a vida uns dos outros. São apenas alguns segundos a mais no trajeto. É um preço barato demais para uma vida. Lembrando que em João Monlevade, o atual Chefe do Settran se declarou incapaz de executar o trabalho para o qual continua nomeado e gratificado, o que faz com que muitas faixas de pedestre estejam pintadas de forma incorreta (dããã... se o motorista, ao parar o carro, ficar com ele fechando o cruzamento, isso gera a possibilidade de acidentes, certo?)

Peço as minhas desculpas pessoais aos pedestres que me viram ignorar sua presença perto dessas faixas pintadas incorretamente. É escolha de Sofia, e neste caso o pedestre esperar um pouco mais é um preço a se pagar para que eu não me acidente no trânsito, num cruzamento de vias.

Ainda faltam loooongos oito meses e meio.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Estava maravilhoso!

Eis a minha opinião sobre o trânsito, hoje de manhã, pelas ruas do hipercentro. Observei que era impossível trafegar de carro e isso favoreceu as caminhadas. O meio ambiente agradece. Observei que, às oito da manhã, não havia mais vaga alguma para estacionamento. Não que eu acredite em estacionamento numa hora dessas, onde o carnaval é mais importante que qualquer outra coisa. Mas eu pensava em gastar um pouco do meu dinheiro em Monlevade, já que nem tudo pode ser comprado pela Internet.

Percebi que a Administração é genial e nós todos, meio burros. É isso aí. Estou errado e estive atrapalhando toda a fluída genialidade governamental nos últimos meses. O que me leva a admitir que, graças em parte ao meu péssimo entendimento, aliado à oposição mesquinha, é que meu governo é inoperante. Vou repetir o ato nobre de Márcio Passos e só volto a falar de governo daqui a 40 dias. Vamos ver o quanto melhorará.

Mas já comecei a me redimir, ok? O trânsito hoje de manhã estava maravilhoso! Os motoristas poderiam colaborar ainda mais, deixando os carros nas garagens e trafegando pelas ruas mais afastadas. Como não fizeram isso, não ficou tão maravilhoso quanto a gente gostaria. Mas semana que vem tem mais...

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Hilariante e oportuno

Ao Última Notícia, Fabrício Lopes explicou que o asfaltamento das vias faz parte de plano viário da Prefeitura que inclui a cidade como um todo. O secretário também disse que a Prefeitura possui toda documentação necessária para a obra e aval técnico do BDMG garantindo que o asfaltamento não representará agravante para eventuais inundações.


Eu pago para ver essa documentação que contém "aval técnico do BDMG, garantindo que o asfaltamento não representará agravante para eventuais inundações". Eu pago!!!

Posso até ser surpreendido pelo fato de que, agora, o BDMG possua engenheiros da área de hidrodinâmica em seu corpo técnico, para liberar as verbas de sua competência. Mas com o governo municipal que temos, prefiro é acreditar em mais do mesmo: despreparo e mentiras.

De parabéns o Fernando Garcia. Minimizou um pouco a triste realidade de estar faltando homem em João Monlevade. Da mesma forma estão de parabéns os cidadãos monlevadenses que resolveram cuidar de sua cidadania por mãos próprias. Afinal, este festival de asfaltamento tem tudo para ser apenas e mais uma manobra eleitoreira.

Não que vá fazer diferença. Se caíssem nos cofres do executivo uns 50 milhões livres para investir, o festival de bobagens seria tão grande que iria apenas acelerar a corrida rumo ao jazigo. Deus nos acuda!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Medo e cópia

Tenho um medo mega hiper blaster da cultura e da inteligência do Wir Caetano. Sei que meu recursos de translinguagem seriam pífios para manter, talvez, meia hora de bate-papo com ele. Mas isso não me impede de copiar esta frase: "parece desconstrução e já é ruína".

A frase está aqui no seu contexto original, evitando que pessoas mal intencionadas me acusem de deliberadamente deturpar a fala do Wir. LEIA E ACOMPANHE

Por que resolvi copiar a frase? Porque ela é o resultado de uma epifania que eu vivi. Não foi criada para a situação em que vou aproveitar, mas e daí? O que é sublime tem que se encaixar onde é mais efetivo. É o culto da forma que adapta o seu conteúdo, em relação ao ambiente que está em volta.

Minha epifania resulta na pergunta final: Quem, ou o quê, está governando Monlevade? Pela primeira vez em muitos anos, temos um prefeito que não governa. Pelo contrário, é governado. E mal governado praca...7! 

O último peido ditatorial veio agora. Na calada da noite a Arcelor entrou com os cobres, cerca de 4 milhões para salvar as contas de 2012, e nem um pio. Nada. O governo que vemos é um dois de paus. Quando é que iríamos ter notícias do fato? Seria através do "respostas oficiais", zumbi que teima em não sair do ar mas que também se recusa a viver?

Seria através da insidiosa Câmara Municipal que a tudo assiste, complacente como mãe de criação? Alguém vai se dispor a trabalhar, MESMO, em favor de João Monlevade? Passou da hora há muito tempo. 

Wir bateu mais um prego na tampa. O caixão era outro, mas o fato pode ser aproveitado e bem. Parece desconstrução e já é ruína. Porque para implodir, deve haver algo sólido no lugar do alvo.

Façam-me o favor!

Querer divulgar as boas notícias é só meio passo, gente. Falta o outro lado combinar que ficará pelo menos três dias sem abusar de nossa pouca inteligência. Senão não há diálogo que aguente...

Mandar projeto de Lei para a Câmara nomeando uma iniciativa privada, como o Centro Esportivo Henri Meyers? E mandar faltando três dias para inaugurar a obra? Escuta, óia, não está com cara de que a Prefeitura está muito a fim de embolsar esta obra não?

Mandar junto o projeto de Lei renomeando a rua próxima, tudo bem. O novo nome pode esperar. Difícil vai ser explicar em casa o porque dos projetos de Lei não terem sido nem citados na reunião da Câmara de Quarta-Feira...

Bom, mas é coisa de noviços. Com o governo engrenando estas relações institucionais com a Câmara tendem a ficar mais ajustadas e serenas e... ah é, já estamos em 2012.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Entre o Rio e o Jorge, distância nenhuma

O gosto pela desordem é o maior problema de governos de todas as estirpes. A explicação é humilhante e verdadeira: políticos tendem a não impor a ordem porque ela vai contra os princípios éticos da maioria da população. Como a maioria da população tem pavor e alergia à ordem, desagradá-la tornaria o processo eleitoral muito arriscado para qualquer candidato ou detentor de cargo público.

Mas é necessário refletir que toda sociedade precisa de limites, e alguém tem que impor limites. Quando isso não é feito por quem a obrigação de realizar essa tarefa, acaba sendo feito por quem não possui legitimidade para realizar essa tarefa.

Tenho dois exemplos emblemáticos e recentes para atestar minha teoria. O primeiro deles, o assassinato do Sr. Mário Contarino, ocorrido no início da semana no distrito do Jorge. O segundo deles, o desabamento de três prédios no centro do Rio de Janeiro.

Pode não parecer, mas as causas estruturais destes dois acontecimentos nasceram no mesmo lugar. Nasceram da ignorância política, da preguiça de pensar e do desapego pela ordem. Quando a sociedade não sente qualquer obrigação de cumprir regras de conduta, tende a ser animalesca nos seus anseios e na sua ganância.

O quadro só piora quando a preguiça de pensar age em conjunto. Quem não reflete sobre o que deve ser feito e como deve ser feito, faz do jeito mais favorável à sua vontade individual. E quando a ignorância política faz com que o poder público nada fiscalize, nada oponha e a nada dê combate (mesmo quando legitimamente instituído para fazer tudo isso) o que temos é barbárie em ação.

O episódio do Jorge é reflexivo porque os autores do crime vinham sendo tolerados pelo sistema há muito tempo. A onda brasileira de agora é tolerar os pequenos crimes como se fossem traquinagens, para vê-los se transmutar em crimes mais graves como se fossem desobediência de criança. Finalmente, eles explodem no evento de crimes bárbaros.

Mas geralmente afetam um número pequeno de eleitores em relação à massa total, e a cultura da ordem e da obediência a regras mínimas de civilidade desagradaria e muitos eleitores. Não preciso dizer mais nada. Destroçar uma família parece um preço que a política brasileira adotou com gosto, por considerá-lo barato para pagar. E VAMOS FAZER UMA COPA DO MUNDO!

Deixar de fiscalizar, afrouxar o controle, fingir que está tudo bem para fazer cara de paspalho surpreendido quando ocorre uma tragédia, tudo isso contribuiu para a tragédia que ocorreu no centro do Rio de Janeiro. E O RIO VAI SEDIAR UMA OLÍMPIADA!

Este é o país que estamos construindo. É este futuro que guarda todos os filhos e netos de agora. E a população brasileira, educada para o atraso porque não recebe educação, a tudo assiste e de tudo é cúmplice, no que lhe atende à sua ganância individual. Até que vire vítima do sistema.

Eu não quero que João Monlevade trilhe o mesmo caminho vergonhoso. Só podemos cuidar do nosso quintal, infelizmente (porque o ideal seria uma ação globalizada pelo culto de respeito à vida em sociedade, com controle e ordenamento do que poe e do que não pode ser feito a bel prazer). Então temos a obrigação de cuidar muito bem dele e de cobrar um pouco mais de decência de todos os políticos.

Ou continuaremos sendo vítimas deles. Só alguém muito tolo não enxerga que havia muitos dedos do poder público, atuando na cumplicidade, para que estes dois absurdos acontecessem.

Mais tarde vou publicar dois eventos emblemáticos de desordem civil, fotografados em João Monlevade, que provam a linha de raciocínio exposta agora. Daqui a alguns anos, se nada for feito, colheremos os resultados amargos dessa opção equivocada pela desordem e pela falta de fiscalização.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Vai chover de novo em 2012/13

Sim, como em quase todos os anos. A água que está nos castigando já foi, pouco há que se fazer por agora. Mas muito há para se fazer antes de Dezembro de 2012 chegar e nos "surpreender" com a fúria possível das águas.

É de se lamentar muito que, nos últimos dez, doze anos, cada gestor municipal foi surpreendido pelo menos uma vez pelo período chuvoso e por suas consequências. Mal comparando, é como um patrão ser pego de surpresa por um parto de uma funcionária importante em sua equipe.

Em 2012, que tal pensar em contratações temporárias, reforçando as equipes de atuação corretiva para dar pronta resposta à sociedade monlevadense? Isso seria realmente inovador. Claro que o melhor é começar desde agora o trabalho preventivo a nosso alcance.

Cobrar pelas sacolas plásticas dos supermercados, implantar de vez a coleta seletiva e a educação ambiental nas escolas, multar severamente os entulhos a céu aberto promovidos pelos "cidadãos", desobstruir bueiros, apresentar projetos viáveis ao Governo Federal para canalização e urbanização de córregos, repensar o recapeamento das vias públicas para diminuir a vazão hidráulica de superfície, etc. etc. etc.

Porque, se nada disso for feito, na virada deste ano estaremos de novo com cara de idiotas e procurando culpados, inutilmente. Os culpados somos nós, em maior ou menor grau de ações e omissões.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Algumas coisas demoram a mudar

Não é uma questão de asfalto novo, mas de mentalidades velhas. Não é questão de duplicar, mas de duplicar com modernidade e respeito às vidas. É necessário trazer esta estrada para o Século 21, porque desde o primeiro ano do Século 21 os impostos continuaram sendo cobrados.

Não se trata de desvincular a irresponsabilidade dos motoristas, mas de garantir que os motoristas responsáveis não morrerão de forma estúpida nesta rodovia. Aos demais, estou me lixando para que morram como lesmas debaixo de sal. Contanto que não destruam nenhuma família inocente neste processo.

Não se trata de uma questão puramente econômica. Trata-se de evitar que irmãos, pais, filhos e bons amigos fiquem até três meses sem se ver, por medo de que fiquem sem se ver para sempre.

Não é um helicóptero a mais que fará diferença. Os que falam pomposamente em cuidar da BR 381 como prioridade são os mesmos espíritos de porco que, nos últimos 16 anos, deixaram esta prioridade engavetada num quartinho dos fundos.

Como nunca foi uma questão de amor ao próximo, de respeito à nossa cidadania e à nossa humanidade, de consideração pelo que somos e pelo que contribuímos para o crescimento do país, que seja uma questão financeira. Que seja, então, algo que realmente toque o "espírito público" de nossos políticos: a pressão dos grandes grupos que perdem dinheiro com os bloqueios constantes da pista.

Vou ficar na contramão da cidadania: torcerei fervorosamente para que toda semana, se possível sem nenhuma morte estúpida, esta estrada fique bloqueada por dois dias. Assim teremos chance de vê-la humanizada e modernizada rapidinho, com centenas de trastes humanos indo à mídia para dizer que: "esta obra é um marco de nossa articulação política e de nossa luta em benefício dos cidadãos brasileiros que precisam dela"...

Não se trata de um texto. É só mais um. Trata-se de constatar que somos considerados lixo, trafegando de um lado para outro numa estrada que é destinada ao lixo.

OBS: Texto de Agosto de 2010, que infelizmente não envelheceu. Principalmente a parte que trata de mentes velhas pensando em asfaltos novos, na rodovia BR 381 e entre nós.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Meia dúzia!!!

Ontem eu deveria estar on line, para receber a justa recompensa por ser atleticano. Peço desculpas ao pessoal que me procurou para descontar o recalque, mas o dia de trabalho começou no Domingo às 23h30 e só acabou às 17h30 da Segunda. 

Acontece, e o motivo todo mundo em Monlevade já sabe. A sede da Polícia Civil no Bairro Baú não está em condições de oferecer o mínimo de segurança. Logo, o movimento de serviços foi transferido precariamente (e esperamos que provisoriamente) para a Rua Louis Ensch, onde normalmente a Perícia funciona.

Não foi uma Segunda-feira fácil. Todos nós temos muita garra e tentamos atender com o máximo de vontade e de eficiência possível, apesar das limitações de momento. O que resta agora é aguardar e esperar que as soluções possam ser encontradas, para o bem de todos.

Então, hoje é o dia. Aproveitem para devolver as gozações (ainda bem que não exagerei nas minhas) e saibam que ainda sou contra qualquer manifestação de violência. Nada justifica... Enquanto torcedores se engalfinharam pelo Estado afora, tenho quase certeza de que uma churrascaria ali pelos lados da Raja Gabaglia estava bem lotada de jogadores e dirigentes de Atlético e Cruzeiro, numa demonstração de paz e carinho que eu já vi uma vez. Chega a ser impressionante ver, com os próprios olhos, como o sentimento do pobre é alimento para o alimento do rico.

Como eu afirmei aqui, torcedores do Cruzeiro tem mais é que devolver a dose que receberam. Ainda acho que só escaparam, mas valeu como título. E mais importante: valeu cada centavo pago. Mais um orgulho para nós, alvinegros: o Galo nunca deixa de oferecer o melhor pelo dinheiro que se investe nele!!!

domingo, 4 de dezembro de 2011

Ontem, também já tinha tido...



"Rubens it's last lap let Michael pass for the championship" (Rubens, é a última volta. Deixe o Michael passar, pelo Campeonato.")


Estes dois vídeos de Fórmula 1 foram postados porque a gente tem a mania de esquecer algumas coisas. Uma delas: dinheiro é mais importante que a dignidade, em alguns meios. Principalmente o esportivo. Estou à vontade para receber a brincadeira dos torcedores cruzeirenses. Eles estão mais é no direito de comemorar e não tem nada a ver com o peixe.

Mas esta equipe de futebol do Cruzeiro vencer por 6 x 1 da forma que venceu a partida, nada mais é que um insulto às duas torcidas que são verdadeiramente apaixonadas por seus clubes. A vitória em si é normal e até a goleada não seria um resultado absurdo, em condições normais.

Mas, amigos Cruzeirenses, o que houve de normal hoje? Eu estou com uma vergonha danada pelos dois "times" que entraram em campo. Ambos participaram de uma farsa como eu só tinha visto antes na Ferrari de Schumacher. O fim de noite dos atletas, com churrasco e bebida liberada, juntos e misturados, está garantido. Já o dos torcedores...

A decência está morrendo, e nós com ela.

Hoje, sim!



E, antes que eu me esqueça, Alexandre kalil. Você É um tipo especial de vagabundo. O que chefia a matilha.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Eu quero o Santo Corcel Amarelo!!!

CAMPANHA DE BEATIFICAÇÃO
Assine a lista por favor, pois será mais um santo brasileiro.

O MILAGRE FILMADO!
 Corcel Amarelo cura aleijado que pedia dinheiro em semáforo.
 
Colabore com a Campanha Pró-Canonização do
Corcel Amarelo

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Monlevade em História - Parte II

Para os que se lascaram no Concurso Público promovido pela Prefeitura, por não saber patavina da História de Monlevade, uma matéria esclarecedora. Nem o Marcelo Melo conhece tanto desta área, por isso ele não teve como auxiliar a quem ouviu sua palestra.


Monlevade produz também queijos finíssimos, de muitas variedades. Claro que sendo uma cidade mineira, nossa tradição para o queijo vem de berço. Vamos dar uma pincelada no assunto:



Na variedade provolone defumado, o bairro José de Alencar se destaca. Dizem as más línguas que o formato da fationa de queijo é para usar como rolha de chifre dourado, mas o Drops é sério e não embarca nessa onda. A marca mais conhecida que produzimos é a Fudió Tutti, grande vencedora do festival de provolone de Proença, em 1999.


Como não poderia deixar de ser, dada a nossa colonização francesa inicial, também é produzida aqui uma marca célebre de Camembert, Le Grand Fedegoseè, ali pelas bandas do Cidade Nova. Também é dito pelas línguas vilipendiadoras que o bairro é adequadíssimo para essa variedade, porque tem muita poeira e fungo voando pelo ar nos tempos de seca. Nos tempos molhados falta poeira, mas sobra fungo para fermentar o leite. O sabor requintado deste queijo combina muito bem com o vinho feito de uva Chardonnay do Pedregal. O Le Grand Fedegoseè ainda não foi premiado internacionalmente, mas todo conhecedor sabe que isso é uma mera questão de tempo.


A variação gorgonzola nos enche de orgulho! Produzida ali na Loanda, pela grande comunidade cruzeirense local este queijo azul e branco, da marca Estami Tutti Putti, é tricampeão do Salão Gorgonzola de Trieste. É Monlevade vencendo os italianos na terra deles! Este queijo de sabor fortíssimo e marcante vai muito bem com vinhos de caráter encorpado.


Nossa tradição queijífera é tão ancestral que, na Inglaterra e no Canadá, estão copiando nossa famosíssima Corrida do Queijo. Na foto, o certame de 2008, que aconteceu na tradicional Rampa do Queijo do Vale do Sol. A rampa tem uma extensão de aproximadamente 228 metros do Vale do Sol até a cabeceira da Rua do Andrade, Inclusive os monlevadenses da gema sabem porque o trânsito é fechado quando acontece a Corrida do Queijo Monlevadense: é para evitar que algum competidor seja atingido por um veículo, quando se esborratar na Rua do Andrade no "sprint" final da prova. Em 2008, como se pode observar pela foto, um provolone defumado foi o protagonista da Corrida.

Pronto! Esclarecida a parte dos queijos, pra essa cambada de preguiçoso que nem quis pesquisar nossa rica história queijística, mais tarde iremos mostrar nossa história festivalesca, que é tão rica e sublime quanto.

Toma, Marcelo Melo!!! Essa você não sabia também, pode confessar de novo...





Monlevade em História - Parte I

Para os que se lascaram no Concurso Público promovido pela Prefeitura, por não saber patavina da História de Monlevade, uma matéria esclarecedora. Nem o Marcelo Melo conhece tanto desta área, por isso ele não teve como auxiliar a quem ouviu sua palestra.

Monlevade produz alguns dos vinhos mais famosos do mundo, como todos nós sabemos. Vejamos em detalhes:


A variedade de uva Pinot Noir é cultivada exclusivamente nas Pacas. Para quem precisar de mais precisão, na comunidade de Santa Rita de Pacas. O município de São Gonçalo sabe disso e tenta, há muitos anos, anexar as Pacas para virar produtor de vinho fino. Mas não vai conseguir nunca! A marca de vinho mais famosa que produzimos, o Chateâu Prandennè, vence quase todos os concursos de que participa há muitos anos.


A variedade Syrah - ou Shiraz, como alguns conhecem - é cultivada na Serra do Seara há mais de quarenta anos. Inclusive Serra do Seara é o aportuguesamento do nome original Sèrre du Syrah. Lembrem-se que nossa ocupação inicial foi feita por um francês, hein? Gera um vinho complexo e nobre, amado em todo o mundo, com forte buquê de minério e com taninos finamente equilibrados. O vinho que é o carro chefe desta variedade é o Gustavèe Maldosay.


O enólogo Werton Santos, do Blog Pitáculo (link ali do lado) já me alertou que os brancos estão em baixa. Entretanto, Monlevade produz uma das mais delicadas variações de Chardonnay no planeta inteiro, ali pelos lados do antigo Pedregal. Conheço bem a região, porque moro no República, nome atual do bairro. Não esqueçam disso pro próximo concurso! O vinho mais competitivo que produzimos é o Infantèe Terrible Grand Cru, que possui um aroma frutado inconfundível e tem um frescor que se fixa às papilas gustativas ao longo do consumo.


No Jacuí, minha terra natal, é cultivada ainda a variedade  Gerwürztraminer, que os Jacuíenses rebatizaram de Gertrude para facilitar. Ali, entre bananeiras e assa-peixes, esta uva encontra as águas puras e cristalinas do Rio Piracicaba para se desenvolver em todo o seu esplendor. O vinho mais afamado que Monlevade produz com esta uva é o Schlechtes Rathaus, que vem evoluindo muito em buquê e aroma desde 1974. A família do Sô Zé Rate está indiretamente envolvida na produção, através de consultoria técnica.

Para quem não se lembra, Sô Zé Rate é Gerhart Michalick. Lavrense, mas o nosso "alemão" prá chamar de nosso aqui em Monlevade, ok? Não se esqueçam pro próximo concurso...

Pronto! Esclarecida a parte dos vinhos, pra essa cambada de preguiçoso que nem quis pesquisar nossa rica história vinícola, mais tarde iremos mostrar nossa história queijífera, que é tão rica e sublime quanto.

Toma, Marcelo Melo!!! Essa nem você sabia, pode confessar...


terça-feira, 11 de outubro de 2011

Porco de casa não faz bife

Certo, estou apelando. Confesso isso, até com uma certa vergonha. Devemos evitar o fosso para evitar o nivelamento por baixo. Mas o título tem a ver com revolta mesmo. Daquelas que embrulham o estômago e amargam a boca.

Estou pasmado com o Concurso Público tão badalado pela Prefeitura. Parece que a elaboração de questões locais, que poderia ser utilizada de forma inteligente para reforçar as chances de sucesso de monlevadenses, virou moeda de escárnio (mais uma...) contra os demais participantes do certame.

A impressão que ficou é simples: para os cargos humildes, força para os monlevadenses amigos do regime. Afinal de contas é pela tutaméia de 700 contos mesmo. Para os cargos elevados e comissionados, toda a força para o Vale do Aço, que é uma região sabidamente vulnerável no aspecto social e econômico...

O governo monlevadense virou pudim. Em contrapartida, a cidade pode ter o mesmo destino em breve. Se a chacota não se generalizar entre as cidades vizinhas, podemos levantar as mãos para o Céu e agradecer a Deus. Arregaçando as mangas com força, porque ainda falta um ano de tortura.

Aos candidatos de boa fé que acreditaram, ficam os meus desejos sinceros de sucesso nas provas. Vocês são isentos de responsabilidade nesta situação amalucada.

E vamos descendo montanha abaixo, em alta velocidade. Se Deus interferir e se formos espertos o suficiente, talvez não esborrachemos o nariz no fundo do despenhadeiro.