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domingo, 7 de agosto de 2011
sábado, 6 de agosto de 2011
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Coincidência e coerências
Veja neste LINK que eu mesmo já me manifestei em relação a censura velada de conteúdos de Internet. O episódio ocorreu em Itabira, mas servirá para ilustrar a realidade que está nos cercando. Ao ler no PITACULO do blogueiro Werton Santos que seu blog está sendo cerceado para acesso público amplo, veio à minha mente uma sensação de que o caminho é esse mesmo: a cada acerto governamental em Monlevade, umas três lambanças devem ser promovidas. E ainda ficamos como bandidos nessa história toda! É de chorar ou gargalhar, cada um escolhe sua vertente.
Vou escolher a gargalhada. A Internet é imune a censura, como todos já deveriam saber. Ela pode ser submetida a controles relativos, o que é desejável em algumas situações. Mas censurá-la é impossível. Nem as mais cruentas ditaduras podem exercer controle absoluto e discriminatório sobre a rede.
A coerência é uma obrigação de valor. Considero coerente que qualquer organização, seja pública ou privada, limite o absenteísmo sobre o local de trabalho. Se não é política de uma empresa ou organização permitir acesso a sítios não organizacionais, muito bem. Que sejam todos proibidos. Caso contrário, que sejam todos permitidos. O nome dessa brincadeirinha de criança é Regime Democrático, para quem precisar se lembrar.
Não falo em nome próprio, porque o Drops de Sanidade já mudou seu perfil de acesso. O pico de acessos do Drops está ocorrendo entre 12h00 e 13h00, com novo pico de acessos ocorrendo a partir das 18h00. Fora, portanto, do horário de expediente da Prefeitura Municipal de João Monlevade. Também não sei se o Drops está bloqueado na rede pública Monlevade Digital Escola Viva, e sinceramente não me interessa saber. Talvez o perfil do Blog não se encaixe no padrão educacional que se pretende dar à referida rede e eu tenho que respeitar esta decisão, se ela acontecer para todos os blogs não educacionais ou não institucionais.
O que me deixa arrepiado de pavor é a ditadura ideológica. Pode ser a que se pratica em rádio, em jornal impresso, em televisão, em revista e em Internet. Será sempre uma demonstração cabal de incompetência do intelecto, prevalecendo sobre a liberdade constitucional dos indivíduos. E esta eu não tolero mesmo, não importa quem seja o mentor ou executante.
Logo, esperarei a depuração deste fato lamentável para emitir uma opinião mais refletida. Como informei em um post de ontem, a tendência natural de minha pessoa é buscar a agregação de valores possíveis, em detrimento de adesão às batalhas infindáveis. Sinto-me mais saudável agindo desta forma.
E lembro que a liberdade de expressão e de opinião conduziu este grupo político à condição de Governo.
Realidade simples. Objetiva. Direta. E a julgar pelos últimos acontecimentos, lamentável.
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quarta-feira, 27 de abril de 2011
Não percam amanhã no Drops
Uma série de postagens em que declararei minha obsolescência como cético. Porque mesmo o mais cético dos céticos não consegue deglutir a apologia do estelionato, em muitos sentidos possíveis.
Ficará para a minha história de vida à lápide o dia em que ultrapassei a barreira da incredulidade.
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sexta-feira, 22 de abril de 2011
Multidões
Esta será a única postagem de hoje, prometo. A data não combina com outros momentos que não sejam o de reflexão cuidadosa e verdadeira.
E a postagem é para lembrar sobre os alertas que venho fazendo: cuidado com o desejo de manobrar as multidões. Elas não tem - repito pela enésima vez - possibilidade alguma de se ver controladas ou bem direcionadas.
Onde há multidões sempre haverá algum grau de violência. Sempre haverá algum grau de intolerância. E pior: sempre haverá uma pretensa coragem coletiva, que não surgiria jamais do indivíduo isoladamente. Bastam meia dúzia de canalhas eentre mil pessoas para que mil pessoas ajam como se canalhas fossem, até sem perceber que estão fazendo isso.
O fenômeno não é novo e está muito bem documentado na História. Para se ter um exemplo, foi uma multidão que, instada a escolher sobre um nome em potencial entre dois possíveis, emitiu seu sábio parecer: "ficamos com Barrabás!"
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terça-feira, 19 de abril de 2011
As regras do jogo
Gente, insultar-me com virulência não fará qualquer diferença positiva para a cidade. Faz bem dar uma boa olhada no perfil de apresentação, nessas horas. Eu sou ninguém. Não faço diferença sensível. E não decido caminhos, eu só sigo as placas indicativas.
O jogo político tem regras. É natural que as pessoas comecem a jogar primeiro e ler as regras depois. Somos brasileiros, afinal, um dos poucos povos que liga o aparelho para só depois ler o manual de instruções. Dentro do jogo, concordar e discordar são fundamentais para que o benefício seja mensurável. Uma ditadura, seja ela azul ou vermelha, é sempre maléfica porque não pressupõe a escolha livre.
João Monlevade possui poucas pessoas que aceitam as regras do jogo político quando estas são adversas. Enquanto as regras são favoráveis, todos querem jogar. O maior prejuízo dessa filosofia de vida é que homens devem passar pela forja da adversidade, para mostrarem o seu real valor. Mar calmo não produz bons marinheiros.
Assim, mesmo que todos tenham a liberdade de continuar me insultando, isso não fará diferença para o destino da cidade. O que faço é respeitar as regras do jogo, onde o crítico do sistema é criticado pelo sistema. Aceito as críticas com naturalidade e humildade. Mas enquanto isso vou cobrar de quem faz diferença, que aceite as críticas com naturalidade e humildade. Mesmo que não concorde com elas, porque isso também faz parte das regras do jogo.
E a regra do anonimato é que me impede de publicar as críticas e insultos atuais. Em primeiro lugar, eu não insulto. Em segundo lugar, eu assino. Por fim, eu assumo as consequências. Eliminar uma dessas variáveis é mais do que querer regras camaradas para jogar. É querer tutela para a covardia e para a canalhice, coisa que não tenho a menor possibilidade de oferecer a ninguém.
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segunda-feira, 18 de abril de 2011
Igrejas intransparentes
Quando os olhos se voltam para os homens, eu me volto para as realidades. Assim enxergo o que as pessoas não querem ver, ou pensam ser insignificante demais para ser visto. E a intransparência da Igreja, no episódio envolvendo o pároco (ou padre, ou mesmo não padre) Felipe em João Monlevade é deprimente.
É deprimente porque a Igreja abandonou todos os seus. No caso específico dos padres Marcos e Jorge, a Igreja os abandonou numa cidade que está desconfiando muito de um eventual "ciúme litúrgico" que os haveria afetado. Será que existe essa aberração na estrutura da Igreja? Não creio, mas...
No caso do próprio padre Felipe, o abandono ganha contornos de bota-fora, sem qualquer transparência de motivação. Apenas relatos de que "teria arrepiado os cabelos até do saci", com erro imperdoável e inesquecível. Caramba, é coisa demais. Nossos párocos, via de regra, possuem suas limitações e erros humanos bem escancarados e ninguém se incomoda muito com isso, contanto que a dimensão religiosa de suas atitudes cuide do rebanho.
A instransparência da Igreja é deprimente porque deixou várias comunidades de fiéis sem entender nada de nada. O padre Felipe foi apresentado formalmente e tomou posse de duas paróquias locais. Realizou e formalizou sacramentos. Vinha atraindo muitos fiéis. E assim, do nada...pufff! Sai o padre? Sem uma preparação cuidadosa para que os fiéis não se sentissem umas bestas quadradas, iludidos em suas aspirações mais justas?
A Igreja, cabe lembrar, é reincidente neste pecadilho. Só para lembrar um exemplo próximo: no ano passado, conhecedora de problemas que afetavam o padre Almir, deixou que sua intransparência culminasse na morte de inocentes, dentre os mesmos o próprio padre Almir (dependência química é doença também, não é só vontade de errar).
Eu sou uma ovelha - confesso - meio desgarrada dos pastores. Até bem pouco tempo atrás, eu ainda acreditava na máxima de que os bons pastores existem para as ovelhas desgarradas também. Agora, acreditar ou não está fazendo pouca diferença. Vejo que a Igreja está desgarrada de seus fiéis.
Ela está se lixando para seus pastores, do mesmo jeito. Prefere resguardar-se de expor suas feridas internas. Deveria, até para buscar o lenitivo adequado à sua própria saúde.
Não sei o motivo da saída do padre Felipe. Não sei se é padre. Não sei se houve ou não ciúme e dinheiros na motivação de sua retirada misteriosa. Só sei que nada sei... E que a minha Igreja não está nem aí para as dúvidas justas que se ergueram neste momento. Não é assim que eu a aprendi no passado.
Eu a aprendi como uma fonte de renovação da graça, com a qual somos todos ungidos ao nascer. E já não sei se é mesmo assim. Talvez eu devesse me lembrar de que a Igreja, afinal, é composta de homens. E estes podem abdicar da graça a qualquer hora que quiserem.
Deveriam é medir as consequências, antes.
Quis custodiet ipsos custodes?
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quinta-feira, 7 de abril de 2011
Acerta mesmo!
"E o outro pólo do conflito? Os idealizadores da manifestação teriam a mesma compostura? Que ela seja cancelada eu duvido muito, pois é um baita palanque para gente desesperada. Mas é uma hora danada de boa para orientar todos os participantes de que a questão central da discordância está encerrada. Se ainda houver uma manifestação, há tempo de sobra para que ela seja planejada como algo positivo."
Pode ler o post inteiro ali embaixo, de novo. Porque a Bola de Cristal acertou mais uma. O palancão armado na Câmara Municipal por pouco não se transformou em palco de vergonha, exatamente como eu havia dito que poderia acontecer.
Todos os analistas sérios da cidade estão corretos em afirmar que a manifestação de ontem, pela volta do símbolo religioso que já havia voltado ao plenário da Câmara Municipal, não teve seu foco mudado pelos idealizadores. Para mim, nenhuma surpresa. O foco nunca foi a pretensa fé, que dispensa violências. O foco foi o palanque: ele pretende dispensar as violências, mas não se incomoda que aconteçam contanto que o palanque em si aconteça a qualquer custo.
E que custo! Ver pessoas brandindo crucifixos e entoando profissões de fé do naipe de "Tem mais é que linchar o pastorzinho!" me fez abrir mão de acordar bem hoje. Acordei com vergonha do mesmo jeito. Ainda bem que com uma tragédia a menos para manchar a história da cidade.
Fica o aviso: nenhuma multidão conhece controle. Nenhum controle conhece o poder de uma multidão. Principalmente no caso da multidão não ter sido orientada sobre o que, exatamente, se esperava dela. Quando as motivações envolvem malícia, engodo, disfarce e segundas intenções, aí não há sequer a presença de humanidade.
Só cheguei à Câmara por volta das 18h00, quando imaginei que o pior já havia passado. Infelizmente ainda havia restos do descontrole para observar. Espero que muitas daquelas pessoas tenham tido o sono dos justos, afinal muitas pensavam estar promovendo justiça, fraternidade, paz, tolerância e perdão, como preconizado no cristianismo.
Quanto aos aproveitadores de ocasião, um recado e uma certeza: cuidado quando forem armar o próximo palanque baseado em guerra. Pode ter dado certo desta vez, já que ninguém se feriu, mas pode dar errado na próxima. E na próxima, eu serei um dos primeiros a lutar até os dentes para que a dignidade de todos seja preservada a qualquer custo.
Que os espertalhões tenham um bom dia, sob as bençãos do Criador. Ele não esquece dos seus próprios princípios.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Toda forma de inteligência
É uma luta sem tréguas contra a intolerância.
A imagem causou nojo em você? Não? Pois deveria. Ela retrata uma reunião da Ku Klux Klan ao ar livre (pesquise na Internet se precisar).
Quantas vezes participamos de reuniões semelhantes, mas bem disfarçadas? Não há capuzes nem vestimentas, não há a cruz em chamas, não há a simbologia. Mas o ódio está lá, como um apêndice podre.
Doravante, abro mão de reuniões à la Ku Klux Klan, bem ou mal disfarçadas. Doravante, procuro os homens e mulheres de espírito livre, mesmo que escravos de corpo. Procuro ser uma única formiga que teme a pata do elefante, mas não deixa de caminhar sobre a terra nua.
Doravante, vou aprender a valorizar cada formiga que eu encontrar no meu caminho, desde que bem intencionada. Porque alguns mamutes desprezíveis que hoje cruzam o nosso caminho um dia foram formigas desprezíveis. Alguém deixou que crescessem demais.
Chega de dar carga ideológica às pequenas coisas. Atos de bondade e de desapego são a única ideologia real. O resto é atuação, boa ou ruim para o ator. sempre ruim para a platéia.
Estou procurando pessoas, não mais atores. Entendo os pequenos vícios de pessoas porque eu os tenho comigo, mas não entendo os vícios de atores porque eu não sei representar com a hipocrisia necessária.
Quero um mundo real. Pode ser feio e rude, mas se for real eu tenho como dar minha parcela de contribuição para mudar sua imagem e seus objetivos. O mundo da representação não pode ser mudado, porque está sempre mudando para ficar igual ao que sempre foi.
Se eu tivesse autoridade moral para dar conselhos, daria este: tomem cuidado com aquilo de que fazem parte. Os objetivos reais nem sempre são revelados com sinceridade.
E vamos renegando as realidades artificiais que encontrarmos. Com cruzes em chamas ou não.
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
ReDropspectiva 2010 - 21 de Janeiro
Lotes no centro comercial... de graça!
Você não leu errado. É possível obter lotes de até 12 m² de área, na Avenida Getúlio Vargas ou na Avenida Wilson Alvarenga. A receita? Abra um comércio nestes locais. Depois é só delimitar sua área com cones - e agora até com cones interligados por correntes! - e garantir seu lote gratuito nestes dois corredores de trânsito.
Bem, a propriedade não é plena. Apenas por algumas horas do dia, mas e daí? Já é um patrimônio e tanto... Pena que seja público!!! Assim o meu, o seu, o nosso suado dinheirinho custeia a comodidade dos comerciantes picaretas.
Picaretas porque confundem muito as coisas. Comerciantes, em geral, sonegam impostos. Ou você obtém facilmente Notas Fiscais de tudo que adquire em João Monlevade? Nós não temos como sonegá-los, seja na fonte, seja embutidos nos preços. Em tese, os nossos honrados comerciantes estão reservando espaços públicos porque "pagam impostos". E eu, e você, não pagamos?
A via pública pertence à coletividade, de forma imaterial. A responsabilidade de cuidar dela é do poder público, que cobra impostos para executar este serviço. Sua utilização, entretanto, tem que ser universal.
Por isso, se eu procuro um espaço para estacionar na via pública e o encontro cercado por cones, simplesmente mando um pontapé nos malditos e exerço meu direito de cidadania. Recomendo que todos façam o mesmo, sem remorso. Ou que se conformem em ver um espertinho se aproveitar, ainda mais, do seu dinheiro suado e taxado.
O trânsito em Monlevade ultrapassou as raias do absurdo. Cabe a nós ajudar a colocar alguma ordem nessa zona, negra e caótica, que nos toma o direito de ir e vir. Temos que fazer a nossa parte porque, historicamente, governos teimam em não fazer as deles.
Agenda Oculta? Sua cidadania não tem preço e não pode ser negociada. Leia nas entrelinhas e os governos passarão a ter que trabalhar para você. Não contra você.
Bem, a propriedade não é plena. Apenas por algumas horas do dia, mas e daí? Já é um patrimônio e tanto... Pena que seja público!!! Assim o meu, o seu, o nosso suado dinheirinho custeia a comodidade dos comerciantes picaretas.
Picaretas porque confundem muito as coisas. Comerciantes, em geral, sonegam impostos. Ou você obtém facilmente Notas Fiscais de tudo que adquire em João Monlevade? Nós não temos como sonegá-los, seja na fonte, seja embutidos nos preços. Em tese, os nossos honrados comerciantes estão reservando espaços públicos porque "pagam impostos". E eu, e você, não pagamos?
A via pública pertence à coletividade, de forma imaterial. A responsabilidade de cuidar dela é do poder público, que cobra impostos para executar este serviço. Sua utilização, entretanto, tem que ser universal.
Por isso, se eu procuro um espaço para estacionar na via pública e o encontro cercado por cones, simplesmente mando um pontapé nos malditos e exerço meu direito de cidadania. Recomendo que todos façam o mesmo, sem remorso. Ou que se conformem em ver um espertinho se aproveitar, ainda mais, do seu dinheiro suado e taxado.
O trânsito em Monlevade ultrapassou as raias do absurdo. Cabe a nós ajudar a colocar alguma ordem nessa zona, negra e caótica, que nos toma o direito de ir e vir. Temos que fazer a nossa parte porque, historicamente, governos teimam em não fazer as deles.
Agenda Oculta? Sua cidadania não tem preço e não pode ser negociada. Leia nas entrelinhas e os governos passarão a ter que trabalhar para você. Não contra você.
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domingo, 5 de setembro de 2010
Eles contam com você
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domingo, 18 de julho de 2010
Números e uma realidade
Agora que não me meto mais a analisar cenário "político", deixo números e um convite para refletir a realidade do atual Prefeito de João Monlevade, Gustavo Prandini:
Votos em Monlevade/2006 (Candidato a Deputado Federal, portanto sozinho com cara e coragem): 15661
Votos em Monlevade/2008 (Candidato a Prefeito, à frente de uma ampla coligação que deveria ter aportado igualmente muito mais votos): 16006
Fonte: TSE - Histórico das eleições - www.tse.gov.br
Os tempos e eventos foram completamente distintos, mas uma realidade salta aos olhos: Prandini é maior que sua aliança e maior que sua assessoria. Simples para quem entende matemática eleitoral com o mínimo de sagacidade.
O que se percebe é que tem muito argentino infiltrado na equação, se vendendo por um preço muito maior do que o realmente justo que deveria ser pago na empreitada. E que o Prefeito está sendo, sim, dilacerado aos poucos. Pagará sozinho este preço final, conforme já informei antes, porque assim funciona no mundo político real. O comandante é responsável.
Quando não sobrar do Gustavo mais que cacos e fragmentos, aparecerão os verdadeiros amigos, com cola nas mãos e muita solidariedade na alma. Mas o mais bonito seria mesmo que ele não precisasse ser quebrado em mil pedaços, como está acontecendo.
Porque, infelizmente, a cidade inteira quebra junto. Esta é outra regra política inescapável e nós, monlevadenses, vamos precisar de cola e solidariedade para nossa terra. Uma pena que não haja perspectivas de virar o rumo dos ventos neste processo. Pelo menos por enquanto.
Como nada é eterno, nem o Mal, resta ter esperança. Ela aplaca a sede da alma e o vazio do coração, nas noites escuras de tormenta.
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quinta-feira, 1 de julho de 2010
Você entendeu?
Devido aos últimos acontecimentos, dos quais não tenho o menor interesse em tomar parte, ficou apenas uma dúvida: seria o melhor momento para o vereador Guilherme Nasser sugerir a criação de Centros de Convivência para idosos? Esta é uma piada pronta, e o edil poderia ter sido melhor orientado quanto à inadequação momentânea da ideia.
Comunicação é algo que sempre transcendeu à simples informação. Ou nos conscientizamos disso, ou o universo público de João Monlevade vai estar coberto por lama e podridão em muito pouco tempo. Ah, e todos nós precisamos respirar. Nem que seja de vez em quando.
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quinta-feira, 15 de abril de 2010
Confusões
Às vezes nos confundimos ao ponto de imaginar demais:
- Que por sermos hábeis no uso da Língua Portuguesa sejamos mais espertos que a maioria
- Que por manipularmos uma verdade ela se torna outra verdade paralela
- Que por fazermos de um jeito não possa haver outro melhor para se fazer alguma coisa
- Que a sabedoria pode ser obtida sem o companheirismo da humildade
- Que um dia se sobrepõe ao anterior, apagando-o do calendário
- Que o uso da razão é muito perigoso a nossos propósitos
- Que outros farão o papel que nos cabe, poupando-nos do debate
- Que existe ator que se funde com o seu papel, indefinidamente
- Que toda mudança é hipócrita
- Que toda mudança é inocente
- Que o futuro é construído no futuro
- Que as palavras possam encobrir as atitudes
- Que os homens de bem são cordeiros
- Que o caráter se esconda atrás de uma atuação brilhante no palco, qualquer que seja o palco
Sim, às vezes nos confundimos. É da natureza humana a confusão, o fascínio pelo caos, o desdém pela ordem e pela sistematização. Nos confundimos achando que algumas pessoas, por serem quem são, só conseguem ter ideias brilhantes e inovadoras e irretrucáveis.
Afirmo com todas as letras. Sem o ceticismo, sem a análise fria e profunda, que desveste as palavras de suas agendas ocultas, somos nada mais que joguetes em mãos inábeis, mas ambiciosas e determinadas.
"Liberdade pra mim é pouco, o que quero ainda não tem nome" - Clarice Lispector
Já tem nome. É falta de vergonha na cara. Porque a verdadeira liberdade nada mais é que reconhecer que somos iguais, em direitos e deveres. E nenhuma liberdade real pode nascer, se uma prisão voluntária não delimitar nossa ganância por mais liberdade autoconsentida. Mais liberdade para mim, menos liberdade para os outros. Simples. Mas tem gente grande que advoga o contrário e recebe aplausos pela façanha.
Sim, às vezes nos confundimos por imaginar demais...
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sexta-feira, 2 de abril de 2010
Jornalismo e cidadania
Este binômio tem funcionado em João Monlevade? Um primeiro alerta deve ser feito: é pauta para o Brasil inteiro e, talvez, para o mundo inteiro. Mas quem somos nós para tentar abarcar o Brasil e o mundo, sem primeiro tentar entender o nosso próprio microuniverso?
O ponto inicial da análise passa por duas constatações de autoria do jornalista Marcelo Melo: a ausência de repórteres qualificados e a mercancia escandalosa de espaços de opinião, em nossas mídias de jornalismo.
Estes dois aspectos fundamentais, como ponto de partida, já delineiam a impossibilidade de que nossa cidadania venha a ser incrementada pela simples ação do jornalismo local. Não há demérito algum nessa característica, porque mundialmente não se exige de ninguém uma ação concreta, quando não há uma responsabilidade concreta na ocorrência do fenômeno noticiado.
Exemplo: se existe uma Darfur, não se exige que os repórteres por lá ajam como heróis da humanidade. Parte-se do pressuposto de que o mundo precisa tomar conhecimento dela, para depois tomar ações afirmativas de correção. Esta é a essência do jornalismo, desde sua consolidação como ferramenta da democracia.
"Visum et repertum" é um mote profissional na Polícia Técnica. Significa ver e repetir, de modo que outras pessoas possam tomar conhecimento do que se viu, objetivamente. Ele se aplica, em parte, ao jornalismo de informação.
Um dos problemas mundiais na concepção do que seja o jornalismo se refere à subjetividade dos olhos e das análises. Todo profissional da área é inteligente o bastante para entender um axioma clássico: não se pune o mensageiro apenas porque o conteúdo da mensagem é ruim.
Mas persiste uma dúvida atroz: o que fazer com o conteúdo da mensagem, se o conteúdo do mensageiro é ruim, ou questionável? Não existe um axioma que diga: "não se aproveita a mensagem se o conteúdo do mensageiro é ruim..."
Esta questão não é pontual para Monlevade, diga-se, a fim de preservar os envolvidos localmente de interpretações errôneas e precipitações opinativas. Mas há perguntas capitulares a ser feitas e respondidas, pelo bem de nossa sociedade.
Uma delas: a falácia pode ser utilizada no tempero das notícias e informações? O exemplo clássico: vende mais porque está sempre fresquinho ou está sempre fresquinho porque vende mais? Isto é relevante para a sociedade ou é relevante para o empreendedorismo dos proprietários de veículos de comunicação? E quem pode deter o discernimento para responder a esta questão fundamental?
Outra pergunta: Informação é poder, mas informação desconectada de uma realidade provável é que tipo de poder?
A terceira, a mais importante de todas: existe obra humana livre de impurezas lógicas, racionais ou sentimentais?
Sem responder a todas estas perguntas, é legítimo falarmos em um binômio em que o jornalismo seja parte inquestionável da democracia?
Tomemos cuidado em não confundir o jornalismo com a atividade jornalística. Para clarear ainda mais, entendo o jornalismo como algo além de noticialismo. Neste aspecto, creio que não há reparos a fazer na atuação dos meios jornalísticos em João Monlevade. Noticiar é pressuposto da atividade. O "como noticiar" é que vem trazendo desafios à minha análise fria dos eventos.
Mais uma vez, citemos o óbvio: minha ignorância sobre a matéria é a resposta mais natural a este questionamento. É que, às vezes, a resposta mais natural pode não ser a mais correta.
Por isso, a busca de uma resposta satisfatória não pode parar, para mim. Entendo que a cidadania não se constrói sem a participação das mídias de conteúdo jornalístico, mas ainda tenho sérias dúvidas sobre a cidadania não poder acontecer ao largo do jornalismo clássico.
O Drops é um espaço muito pequeno para sequer iniciar uma pesquisa deste vulto. Mas, aos poucos, espero atrair interlocutores qualificados para clarear esta visão. Sem ela, o futuro de uma sociedade tende a ser sempre mais sombrio do que o necessário.
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terça-feira, 16 de março de 2010
O povo -ah!- o povo...
Quando um político se escora no "povo", pode-se saber no mínimo uma coisa: é frouxo. Não morde usando os próprios dentes, porque se borra de medo de haver retaliação e desmascaramento. Esta realidade serve para os homens comuns também: poucos mostram sua cara e emitem suas opiniões com o peito aberto. Isto é a humanidade que estamos legando aos nossos filhos e netos.
No político, o fato é muito pior porque conhecemos o mais famoso dos exemplos: Pilates. Ao deixar que o "povo" se manifestasse, lavando suas mãos, o canalha se eximiu para a posteridade. Ao menos na maioria das cabeças. Na minha não. O "povo" se manifestou diante de Roma, a voz do povo é a que contava. A voz do povo é que conta sempre, não é?
Só lembrando: o "povo", esta entidade que sabe tudo, que conhece o melhor para si mesma, que sabe reconhecer muito bem o caráter de todas as gentes, escolheu Barrabás. O outro cara não devia ser lá flor que se cheirasse...
Agenda oculta? Não mudou nada, meu amigo!
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segunda-feira, 8 de março de 2010
Exclusivo!!! Avestruzes invadirão Monlevade!
O avestruz é uma ave esquisita, com a capacidade de esconder a própria cara num buraco quando a situação fica preta pro lado dele. A bola de cristal do Drops está prevendo que muitos avestruzes surgirão em João Monlevade num futuro breve.
Não agora, porque vamos escutar muito esgoelamento sobre a incompetência e a má-fé do Ministério Público Estadual. Já estamos acostumados, mesmo... Entretanto, vamos nos divergindo com a falação fácil agora, e nos divertiremos olhando para as bundas de avestruz depois.
A Terça-Feira, dia de circulação dos dois maiores jornais da cidade, promete!!! E eu sugiro como fotografia de capa esta daí, oó!

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quinta-feira, 4 de março de 2010
Desvendando a PAC - Epílogo
Que dizer a mais da Poderosa Armada da Comunicação? Que serve aos interesses de Mauri Torres e Carlos Moreira, enquanto se coloca como a única alternativa popular na cidade e região inteirinha? Isto seria chover no molhado.
Meu estilo é outro. Defendo o direito da PAC existir, já que provavelmente montada em limites de legalidade. Opinião é sagrada e todos devem ter direito à escolha. Ah, achei o epílogo!
A PAC não aceita que haja escolha. Implode qualquer tentativa de formação de uma segunda visão, de um segundo olhar crítico, de uma outra via de pensamento dissonante dos seus propósitos. Aí é que se mostra menos pura, cândida e limpa como se afirma.
A PAC é tão orgulhosa de si que ontem, Zezinho Despachante defendeu a seguinte tese: "O Prefeito que peça para apresentar suas razões na Rádio e será convidado!" Isso mesmo. A Rádio é mais importante que o gestor da cidade inteira. Ela não convida para garantir o contraditório e a ampla defesa previstos na Constituição. Quem quiser que se subjugue e peça.
Bem, eu faria o mesmo que o Prefeito faz: ignorar, para usar o tempo trabalhando em outras frentes, mais importantes para a cidade. Segue a vida!
E aí, amigo, meu conselho vale ouro: nunca uma fonte só. Tenha várias. Bebendo de muitos poços, provando de muitas águas, você vai encontrar uma que não te envenene aos poucos. É sua única alternativa, porque o grupinho não vai investir em educação de base. Aí começaria a derrocada da exploração da miséria e da ignorância que foram os pilares "insubstituíveis", da eleição de alguns senhores feudais nesta terra.
Agenda Oculta? Salve-se e ajude a salvar outros. Miséria e ignorância só são motores de mais miséria e mais ignorância. Tem sido assim por muito tempo e as tentativas de mudança geram muita resistência, mesmo. É natural.
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Desvendando a PAC - Intermezzo
Bem, é hora de voltarmos à PAC. Antes, você poderá saltar para o passado AQUI. É mais uma prova de que meu caráter não muda a cada dois anos.
E para você que teve preguiça de ler aquilo tudo, um resumo: não existe imprensa escrita de interior que não dependa de verbas da Prefeitura. Nenhuma, no Brasil inteiro.
Discussão que não é para mim, teria que ser da sociedade inteira. Sou ninguém, neste aspecto.
Bom, na hipótese de a modalidade escrita não funcionar em João Monlevade, por motivos variados, a PAC conta com emissoras de rádio. Uma AM, uma FM (ambas em João Monlevade) e agora uma FM em Nova Era. Que fartura de mídias! Fora os jornais. O Prefeito pode ter uma certeza. Tomará uma paulada por dia, na cabeça, até o seu último dia de exercício no cargo.
Por isso não vale a pena tentar confrontar a PAC. Melhor é deixá-la acontecer por si só, ou fazer-se de vítima e mártir no momento apropriado e com os argumentos corretos. Alvo desimportante não é buscado. Se o alvo é vítima diária, tem importância muito mais que diária...
Diálogo, nestes casos, já se mostrou ineficiente. Então o melhor a fazer é... Trabalhar duro, pesado, todo dia, com o povo e para o povo. O resto vem naturalmente. Bom ou ruim, só dependendo da firmeza de propósitos.
Mais tarde virá a terceira e última parte da análise sobre a PAC. Tenho que me preparar para ir à Câmara Municipal e acompanhar a Audiência sobre Gestão de Saúde. É importante que estas discussões aconteçam, e espero que sejam em alto nível na data de hoje.
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Desvendando a PAC - Prólogo
Márcio Passos possui um Blog, como todos sabem. O link está ali do lado (Rapadura) e eu acompanho tudo o que ele escreve. Razões de inteligência: Passos é um interlocutor da cidade e o que diz, para o bem e para o mal, é sempre relevante.
O Rapadura é um Blog 360º. Não permite que se saia dele, através de um link, para outros sites ou blogs. Esta característica vai contra a netiqueta (uma boa educação, uma "etiqueta" da net) que nos leva a retribuir os links que nos são oferecidos, graciosamente, por nossos pares.
Ao contrário da atividade comercial, onde é compreensível que o Jornal A Notícia não recomende a compra do Jornal Bom Dia e a Rádio Cultura AM não recomende a audição da Rádio Alternativa FM, por exemplo (citando os líderes de seus segmentos), a Internet é um espaço realmente livre de amarras.
Porque o fator comercial é irrelevante por aqui. Blogueiro de interior não faz o que faz porque vai ganhar algum dinheiro (embora haja gente que acredite no poder comercial de um blog. Eu acredito, se o nome do blogueiro for Sílvio Santos ou Ivete Sangalo, por exemplo).
Blogueiros divulgam seu conteúdo pelo puro prazer de se mostrar. Úteis ou divertidos, analistas ou comentaristas, astros ou coadjuvantes, formigas ou leões, geradores de entretenimento ou de informação. Ou mesmo uma mistura disso tudo; a Internet não tem amarras...
O que os diferencia é como são vistos, já que a exposição é uma só. Na solitária e estéril tela de um computador. Ali, somos o que o internauta queira que sejamos, e nosso ego pouco ou nada importa.
Voltando ao Rapadura, somente seu editor sabe porque não indica outras visões e opiniões. Marqueteiro que é ( e bom), imagino que seja para capitalizar a si mesmo seus internautas de acesso, não os "direcionando" a mais ninguém. É uma visão limitada. Internautas são naturalmente livres, vão e vem conforme a sua única vontade.
Minha análise fria: Márcio Passos é um dos mentores e operadores da PAC. Nada mais natural que os fundamentos sejam aplicados também ao Rapadura, ou seja, visão única e que faz uma volta para finalizar e completar-se em si mesma.
Os prós: os leitores não são direcionados a nenhum outro espaço na rede e, portanto, não correm o risco de analisar um contraponto imediato ao que Márcio passos pontue.
Os contras: A Internet é ilimitada. Recursos poderosíssimos são disponibilizados de graça. Graças a eles, sei que Márcio passos acessou, no mínimo por uma vez, o Drops de Sanidade. Não vou dizer o número exato de vezes em que isto aconteceu por questão de ética, mas me satisfaz saber que sou notado. Mesmo que não indicado como leitura positiva por Márcio Passos, o que significa que posso melhorar ainda muito a qualidade do Drops/Agenda.
Epa, mas o Rapadura não indica leitura nenhuma além de si mesmo!!! Então, considero justo o tratamento dispensado ao Drops. Só acho estranho não haver links para outros integrantes da PAC, Mas isto não é da minha conta.
Há um bom tempo não faço meu alerta. Hora de renová-lo, então. Os links estão ali do lado para que você não se satisfaça com uma visão só. Complemente sua informação, veja os muitos lados deste cristal valioso (informação) e faça sua escolha consciente de que alternativas foram oferecidas.
Seja cético. Duvide. Até de mim. Democracia é dúvida e escolha, suas únicas liberdades reais neste mundo maluco em que vivemos.
Desde que você não seja manipulado até a medula, para parecer que só uma escolha é que vale o tempo todo. Eu me descarto como escolha única, desde já. Seja livre e me questione, eu preciso disso. Todos nós precisamos.
Menos a PAC. Para ela, a dúvida e a escolha são demônios a ser exorcizados o tempo inteiro.
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