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terça-feira, 15 de maio de 2012

Educação de Monlevade em destaque

Sempre é bom ver que o trabalho árduo está sendo reconhecido. Saber que Monlevade está bem posicionada em qualquer ranking nacional de Educação tem mais é que nos fazer orgulhosos. E a Revista Veja traz, esta semana, uma notícia muito boa neste sentido.

Parabenizo de antemão aos bons professores de João Monlevade. sem eles, nada disso estaria acontecendo. E vou aguardar para ler a matéria completa, porque já observei movimentos que buscam a "paternidade" exclusiva desse filho bonitão e saudável. Somente depois disso vou elaborar uma postagem sobre o assunto.

Minha experiência de vida está me ensinando a ser cauteloso quando o assunto é dar a César o que é, definitivamente, de César.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

OK, vai a legislação inicial do SVO também


Bom, não posso ir além disso. Cada gestor público virá afirmar e confirmar suas alegações da possibilidade ou não de implantar um SVO local em seu município. Cabe à sociedade civil organizada aceitar ou refutar as alegações.

Como opinião pessoal, vejo que existe uma boa possibilidade de que todos os municípios interessados consigam se organizar e obter essa verba, garantindo maior qualidade de vida aos cidadãos e melhorando o atendimento à população, num momento em que todo amparo é mais do que necessário e muito bem vindo.

Verbas não aproveitadas


O link citado encaminha para uma matéria que interessa - e muito - a gestores municipais de saúde pública. Ele indica o caminho para que cidades do Brasil inteiro tenham acesso a uma verba anual, de 300 mil a 420 mil reais, para que o município implante o Serviço de Verificação de Óbitos.

O QUE É

O SVO é um vetor de Saúde Pública direcionado para estudar e diagnosticar, com a maior precisão possível, as causas de mortes não externas (externas são as causas de mortes acidentais ou criminosas). O órgão é uma fonte muito rica de informações que podem balizar ações estruturantes em Saúde Pública corretiva.

As causas de morte externas são matéria de interesse da Segurança Pública, portanto não são atendidas pelo SVO. As demais são matéria de interesse da Saúde Pública, e portanto não deveriam ser atendidas por Institutos de Medicina Legal.

A REALIDADE BRASILEIRA

Infelizmente, poucas cidades no país possuem o SVO implantado. Trata-se de falta de informação e falta de senso de oportunidade, já que a ausência do Serviço sobrecarrega o IML local sem necessidade. Em se tratando de um serviço que é custeado plenamente pelo Governo Federal, a ausência do SVO em um município indica apenas que gestores públicos foram omissos ou incapazes.

VANTAGENS DO SVO

É fácil entender as vantagens do sistema. A verificação de óbitos é menos complexa que a necropsia criminal, e mais rápida e ágil. Ela também fornece informações para a incrementação da Saúde Pública local, o que não ocorre com os exames médicos criminais.

Familiares dos falecidos não precisam aguardar horas para a liberação das vítimas (a legislação criminal prevê seis horas mínimas de intervalo entre o óbito e o exame médico). A Perícia Médica Criminal não fica sobrecarregada e passa a atender de forma mais ágil também.

Ou seja, os Municípios estão perdendo oportunidades de qualificar seu Sistema de Saúde Pública, a custo zero, e ainda abrindo mão de recursos que são simples de ser buscados. Um Projeto de Lei aprovado no Município é suficiente para iniciar o processo de implantação do serviço e da habilitação para o recebimento das verbas federais.

COMO FAZER

Já não é com o Blog. Basta estudar um pouco e agir, o que não envolve nenhum grande dispêndio de intelecto. Contribuo com a sugestão, mas a partir daqui é com as Autoridades Competentes.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Novo Setor de Vistorias

A vistoria de veículos da Polícia Civil está funcionando na Avenida Cândido Dias, 06 - bairro José de Alencar.  Fica ali muito próximo do Velório Municipal e o espaço está muito confortável para os servidores prestarem um serviço com mais qualidade.

Eis uma boa hora para lembrar a parceria existente entre o Poder Executivo e a Polícia Civil. Ela existe e transpõe as situações pontuais, na medida em que somos dotados de dignidade e caráter para reconhecer pontos positivos.

Com o novo espaço, os vistoriadores terão mais conforto para desempenhar sua função e os cidadãos também terão acesso a um atendimento mais confortável. É só aguardar o necessário tempo de ajuste ao novo local.

Parabenizo à Prefeitura e à Chefia da 4.ª DRPC de João Monlevade pela iniciativa. Com tantos emplacamentos e transferências de veículos ocorrendo na cidade, estava mesmo na hora de organizar melhor este serviço.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Cantinho do Juvenal

Vou abrir esta seção como forma de ser solidário, ao desqualificado (segundo suas próprias palavras) e gratificado além do salário Chefe do Settran em João Monlevade.

Vamos começar pelos sinais de trânsito: são caros de manter e pouco eficazes para volume de tráfego sem muita expressão. Colocá-los ou não em alguma via pública é discricionário (depende só da vontade) mas colocá-los corretamente depende de técnica.

E devem ser - TODOS - temporizados de forma a haver um "lag" entre os focos luminosos. Isso significa que o foco verde de um cruzamento só pode se acender cerca de três segundos após o foco vermelho da via transversal ter acendido. Não vou ensinar o porquê, já que não sou gratificado e quem trabalha de graça é voluntário de ONG, o que a Prefeitura Municipal definitivamente não é.

Focos temporizados nos sinais de trânsito: ajeita isso, Juvenal, por favor!

segunda-feira, 12 de março de 2012

Trinta dias de sobriedade

Guardando as proporções adequadas, repeti a experiência que Márcio Passos se propôs a fazer algum tempo atrás: mantive uma distância segura e neutra do ambiente de atuação política e administrativa em João Monlevade.

A conclusão foi idêntica: nada mudou, o que me alivia muito. Se tudo tivesse mudado da água para o vinho, isso teria significado que eu prejudico João Monlevade através da má vontade e da maledicência. Saber que sou inocente em relação à lambança que nos cerca dá um alívio pequeno, junto com a angústia de saber que o tratamento da cidade ainda vai levar muitos anos.

Estamos precisando muito de luz nesta hora.  Mas até quem contribuiu com bastante escuridão está aparecendo com lanterna no fim do túnel. Desse tipo de luz aí acho que Monlevade tem que aprender a se desapegar, porque é insuficiente.

Trinta dias de sobriedade me valeram muita coisa. Recomendo a todos, porque este tempo pode ser gasto em bom trabalho. O resto vem naturalmente.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Além do básico

Estou pensando em perguntar se não vale a pena manter uma subordinação operacional do DAE à Secretaria de Serviços Urbanos, no tocante à abertura e fechamento de valas nas vias públicas. Acho que não seria complicado manter uma planilha de serviços agendados entre os dois órgãos, de forma a que o trabalho de um não gerasse desperdício de dinheiro quando confrontado com o trabalho do outro.

Não sei se é viável, mas se fosse iria economizar um bom volume de recursos para ser empregado em outras frentes de atuação pública.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Exemplo carrasco

Só para lembrar que a Prefeitura de João Monlevade obteve uma "ajudazinha" do DAE para não pagar um débito de consumo de água, lembro que os exemplos são poderosos. Que sociedade vai emergir num município onde a legalidade e o cumprimento dos deveres são solenemente ignorados pelo Poder Executivo?

Exemplo carrasco, esse. Quando aquele que deve zelar pela lei e pela ordem é o primeiro a mandar às favas a lei e a ordem, o caos é tudo que pode sobrar. Terra de ninguém, como diz o Marcelo Melo.

Depois a gente conversa sobre aqueles quatro milhões na miúda da noite, que depois de informados pela imprensa foram diligentemente lembrados no informativo oficial da PMJM. A pergunta que não quer calar: por que não foi informado antes, do mesmo jeito que foi informado agora? Ou a informação não era ilegal (como alegou a Prefeitura) ou a receita de divulgar sem ferir a Lei só foi descoberta graças ao poder da imprensa fiscalizadora.

Ê, governo...

Onde o Settran erra feio

Imaginem o caso: uma monlevadense idosa sofre uma compressão em sua medula. Deste fato surge uma paraplegia que pode ser revertida, através do tratamento fisioterápico. Portanto ela será tratada aqui em João Monlevade.

Por ser idosa e por não haver um veículo na família, um de seus vizinhos se oferece para realizar o transporte para as sessões de fisioterapia. Ele é saudável e não é portador de nenhuma necessidade especial, está somente prestando solidariedade.

E aí, infelizmente, entra o Settran com a sutileza dos muito ignorantes. Ou arrogantes, o que acontecer primeiro. Porque o Settran sinaliza áreas destinadas a parada e estacionamento diferenciados diante das clínicas de fisioterapia, sem esclarecer e sem entender que estas vagas são destinadas à portadores de necessidades especiais. Não a seus veículos adaptados.

Até porque nem todos possuem a felicidade de ter veículo próprio. E assim, um veículo comum que está atendendo a uma portadora de necessidade especial (está paraplégica temporariamente) é notificado porque foi "surpreendido" em uma vaga diante da clínica fisioterápica sem o adesivo que identifica os veículos que são propriedade dos portadores de necessidades especiais.

O Settran vai além. Arvora-se de autoridade em medicina e decide que deficiência boa é deficiência definitiva e irreversível. O senso comum diz que toda deficiência é ruim...

O Settran decide que a argumentação apresentada pelo dono e condutor do veículo, acompanhada por relatórios da fisioterapeuta e do ortopedista que tratam a paciente, são irrelevantes. E não acolhe o primeiro recurso contra a notificação, que foi impetrado.

E aí o Settran assume o seu papel energúmeno, porque já vai onerar o Setor Jurídico da Prefeitura com uma Ação que ela vai perder. Sendo que bastaria o mínimo de alfabetização para entender a dinâmica que levou aquele veículo a ser notificado, desnecessariamente. Porque aquele veículo não estava infringindo legislação alguma.

E finalmente o Settran assume um papel ainda mais vergonhoso: o de colocar-se diante do cidadão para ficar contra o cidadão. Não para somar, não para valorizar a solidariedade dos monlevadenses, não para compor um quadro de cidadania mais bonito do que o que vemos no cotidiano.

Pergunto ao Settran: quantos vizinhos, tomando conhecimento deste absurdo completo, vão querer dar carona para as pessoas paralisadas e em tratamento para recuperar os movimentos corporais? Quantos vão querer a dor de cabeça de recorrer à Justiça para anular um ato que, ao fim e ao cabo, é somente arrogante e arbitrário?

Que o Jurídico da Prefeitura se prepare. Quando um órgão público é negligente e burro, outros tem que assumir a responsabilidade de consertar a lambança. E a imagem do governo, claro, só tende a ficar ainda melhor com isso.

Ainda faltam 10 loooongos meses.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Settran acertando?

Tive a impressão, ao rodar hoje por algumas ruas, que o Settran está fazendo experimentos de fluidez no tráfego. Se estiver realizando este estudo, está de parabéns ao máximo grau. Desconsiderando toda a baboseira partidária que envolve a matéria, é o que afirmo desde o início do blog. O maior problema de trânsito de João Monlevade está na fluidez, e tende a piorar se não forem adotadas medidas de contenção dos abusos que nós, motoristas, nos acostumamos a cometer.

E já que a postagem é para elogiar, deixarei uma crítica severa para outra oportunidade. Os dois, este elogio e a crítica, são embasados. Cada um no seu lugar, então.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Encontro de blogueiros e Câmara (Sempre ela...)

Para variar, mais um Encontro de Blogueiros que foi muito positivo ocorreu no Floresta Clube. Duas pautas movimentaram a objetividade do Encontro: a primeira delas o pré-lançamento de uma campanha em prol da Segurança Pública para o Médio Piracicaba. Partimos da ideia de que o complexo estrutural do assunto seria muito maior que nossa capacidade de atuação. A alternativa de agora foi de buscar o conceito "glocal", ou seja, pensar globalmente sempre que possível; agir localmente sempre. 

A segunda pauta, a busca pela consolidação de um Conselho Municipal de Segurança Pública que se estenda para além de um nome. Nessa caminhada as prioridades são dotar a cidade de um Conselho que tenha efetiva personalidade jurídica, reconhecida utilidade pública e a devida identidade social que o capacite a - inclusive - captar e investir recursos na área.

É possível, embora eu não possua a autoridade para falar em seu nome, que a Dra. Joyce Motta (Delegada Regional da Polícia Civil em João Monlevade), dirija um pouco de sua atenção para esta pauta. Porque dessa pauta em questão pode surgir um outro paradigma de atuação no combate às causas da insegurança na região do Médio Piracicaba.

Na tarde de hoje a Delegada Regional fará um encontro coletivo com a imprensa, onde as primeiras informações deverão ser disponibilizadas à comunidade.

Para fechar a postagem, a Câmara Municipal. Meu amigo blogueiro José Henriques esteve na primeira reunião do ano e se assustou muito com o que viu e ouviu. Expliquei para ele que é daquele jeito mesmo que o Poder Legislativo vai caminhando em João Monlevade, meio que aos trancos e barrancos.

Só para começar a entender, esta Câmara está tratando a capacidade de endividamento de João Monlevade como se fosse o ponto de partida de nossos investimentos. A Câmara autoriza empréstimos baseada não no que o município terá de pagar no curto e no longo prazos. Ela autoriza baseada no quanto o município pode pegar de financiamentos diversos. Quanto ao pagamento, um mistério sobre o qual os vereadores não se manifestam.

São muitas as montanhas para escalar, sem dúvidas.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Pausa para secar

Finalmente a lavadora da natureza resolveu centrifugar e dar uma "secada" em nós todos. Graças a Deus que isso aconteceu, porque o que eu vi no meu plantão de trabalho ontem foi de cortar o coração. E de deixar a gente com um bocado de receio pelo que poderá vir.

A natureza não é cruel. Imaginar isso é ter uma atitude covarde perante as coisas. Ela só se defende das agressões que sofre (e não são poucas) com as armas que possui. O que nos resta é entender que vivemos a Lei do Retorno. O lixo que mandamos para o rio hoje, volta amanhã. O conforto que compramos hoje, é cobrado amanhã. A preguiça de planejar o presente retorna em forma de trabalho pesado no futuro, e assim é.

Há muito tempo não nos preparamos para o período de chuvas. Não cabe responsabilizar ninguém pelas águas, isso seria de uma pequeneza moral indiscutível. Mas é bom refletirmos com cuidado se é assim tão difícil montar um plano de ação e de contingências ali por volta de Abril e Maio, deixando muito claros os pontos de atuação quando Novembro e Dezembro chegarem muito carregados de chuvas.

Não serve para agora, que já se consolidou. Mas quem sabe a partir do ano que vem, por exemplo?

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Derrota no futuro

Um filme de estréia recente, chamado "Margin Call", traz um pensamento que ilustra bem o mundo em que estamos vivendo. Nele, um banqueiro tão brilhante quanto inescrupuloso recita mais ou menos o seguinte epitáfio para a humanidade:

"Gente como eu existe para que as pessoas possam viver uma vida acima de suas possibilidades financeiras".

É aí que devemos focar o resultado das ações no presente, para evitar o abismo do futuro. Não me venham com as cantilenas de sempre, de que no passado outros fizeram a mesma coisa. A merda do passado estamos pagando agora. Deveríamos ter a vergonha e a decência de não somar mais merda à herança.

Pessoas entendem as situações de forma diferenciada. Há pessoas, e neste grupo eu me incluo, que se preocupam em pagar suas contas. Outras, e tenho provas documentais do que afirmo (que serão apresentadas em tempo oportuno) não se incomodam muito em pensar como irão pagar suas contas. É aqui que reside um ponto chave do que aconteceu ontem na Câmara Municipal, partindo de um Executivo que não prima em pagar suas contas.

Dessa forma, sabendo-se que o dinheiro sai do nosso bolso, é nossa obrigação e nosso direito determinar alguns limites. Porque as contas chegam um dia, para ser pagas. Em Administração Pública consciente e digna, alguém se lembra de que as contas caem com um peso muito mais terrível nas costas de quem é mais pobre.

E essa conta, quando chegar, não vai encontrar ninguém que a gerou para assumir suas responsabilidades.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Falta de foco

Ontem eu tive que passar pelo cruzamento das ruas Louis Ensch e Gomes Batista, onde o semáforo já causou "n" discussões e acidentes diversos. Graças a Deus nenhum evento de maior gravidade, mas já houve ali vários prejuízos materiais severos.

E ontem mais uma vez, o foco luminoso para a Rua Louis Ensch estava estragado. O amarelo piscava no intermitente para quem seguia sentido à Rua Luís Prandini. Aproximei o carro bem devagar da esquina, passei o cruzamento e vi que o motorista de um carro que vinha pela Gomes Batista olhou feio para mim. Não tive dúvidas; eu devia estar fazendo alguma lambança de trânsito.

Foi só passar o cruzamento e vi que os outros semáforos estavam funcionando corretamente. Só o que eu tinha acabado de atravessar estava estragado. Settran, vai um pedido humilde e desesperado: corrijam isso, é simples e aumenta a segurança.

Se um dos três semáforos estragar, os outros dois precisam se desligar automaticamente. Essa é uma questão primária de segurança no trânsito. Eu não deveria, já que todos vocês sabem gerenciar e tem competência técnica, mas vou dizer o porquê.

Na ausência total de semáforos, valem as outras regras de trânsito em geral. Mas na presença de um único semáforo funcionando, ele se sobrepõe às demais regras. Isso pode induzir um motorista a causar um acidente, e um dia pode ser que o acidente em questão seja muito grave.

Sem a sinalização luminosa, os motoristas respondem por si sós e pelas placas de regulamentação que os comandem. Com defeitos observados em semáforos, o Poder Público responde totalmente pelas consequências do que vier a acontecer.

E como o Poder Público responde é com meu dinheiro, através dos impostos que eu pago, estou pensando em ajuizar uma ação judicial compatível com este grau de despreparo e de ignorância. Afinal meu dinheiro não é capim e eu não gostaria de ver alguém ferido gravemente ou mesmo morto, naquele cruzamento.

Não há indenização que resgate certas coisas, é sempre bom lembrar. E a falta de foco dos semáforos não pode ser apenas um retrato da falta de foco geral que o governo está apresentando.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A Cultura está convalescendo

Podemos ter os gostos pessoais diferentes, uma visão diferente do que seja a Cultura e a Arte, podemos até - como eu mesmo- não ser muito habilitados para falar sobre o assunto. Mas é bom ver o ambiente cultural saindo do coma. Monlevade estava precisando muito.

Agora devemos é ajudar na "recuperação" do paciente, prestigiando as iniciativas que estão acontecendo nesta seara. Mérito de todos os envolvidos, em todas as esferas, com destaque para a  Fundação Casa de Cultura. É ter paciência que as colheitas virão.

Uma boa pedida é a Semana Cultural do Legislativo que começa na semana que vem. A programação está bacana e bem dosada para agradar a vários tipos de público. Vamos conferir de perto.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Missão dada é missão cumprida

Os momentos de uma campanha eleitoral são sempre históricos. Para as boas coisas e para as nem tanto. Em 2008, Gustavo Prandini prometeu regularizar o fornecimento de cestas básicas por parte da Prefeitura, sob o correto argumento de que a fome é regular como o Big Ben.

E parávamos para pensar o quão cruel é alguém aguardar um ajuntamento de gêneres alimentícios por até dois meses. Como era possível? Particularmente sou contra o assistencialismo como moeda eleitoral, mas algum assistencialismo é indispensável num país desigual como o nosso.

Logo, é de se imaginar que estivéssemos muito gratificados com essa promessa de campanha em potencial: incluir as frutas, legumes e verduras na cesta básica seria uma atitude política muito avançada. Incluir o leite e a carne já parecia irreal demais, por isso não levei a sério. Mas muita gente levou a sério, como sabemos hoje. Pessoas sonham a sério, como os políticos ainda vão aprender um dia.

Bom, o tempo passou. Aquele rumo não era o meu, entrei para o seleto grupo dos descartáveis por inutilidade (e sou um dos poucos a reconhecer o direito de quem me julgou descartável, por ser inútil) e hoje não posso deixar de lembrar uma coisa.

A cesta básica pode não ter entrado no ciclo regular, mês a mês. Pode não conter frutas nem verduras. nem leite, nem carne. Nem pão. Mas um legume a cidade de João Monlevade tem que admitir que está recebendo todo mês, em doses bem generosas, por parte do Governo Municipal. Ei-lo em seu esplendor!


domingo, 13 de novembro de 2011

Ocupação da Rocinha no RJ

Eu sempre considero muito cedo comentar algo no Brasil. E é quase sempre muito cedo porque aqui, as coisas quase nunca são o que deveriam ser, nem o que parecem ser, no primeiro momento.

Este espaço diz, há quase quatro anos, a mesma lenga-lenga: o Poder Público deve se impor. Se ele não realiza esta função básica de sua existência natural, um poder paralelo se impões em seu lugar. E os poderes paralelos são nocivos como ervas venenosas, podemos ter certeza disso.

Espero que o Rio de Janeiro continue sua cruzada moralizante, civilizatória e cidadã. Porque se acontecer o sucesso, outros poderes públicos terão que acordar para as suas obrigações básicas, pelo Brasil afora.

O Brasil para os brasileiros de bem. Taí um ótimo slogan para o Governo Federal...

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Cenário Político local

Estou fora deste debate, por enquanto, por razões lógicas. Estamos a um ano, aproximadamente, das eleições municipais. Poucos analistas possuem a capacidade de acertar o prognóstico completo dentro deste prazo e eu não sou um deles. As variáveis estão complexas demais e esta incerteza pode se agravar em poucos meses.

Uma tendência que já se apresenta e que não quero repetir, nem agora e nem no futuro, é a de desqualificar já os pretendentes aos postos públicos. Ora, desqualificar pessoas é simples. Difícil é afirmar, categoricamente, seus valores pessoais comprovados sem conhecê-las no cotidiano.

Quanto aos valores públicos, cada um dos postulantes a uma vaga no ano que vem, seja no Executivo ou no Legislativo, terá tempo para demonstrá-los. O que eu afirmo com serenidade e certeza é que todos os postulantes acreditam em suas qualidades, e estão corretos em acreditar. Caso contrário, bastaria a todos permanecer no conforto de suas casas e no convívio salutar de suas famílias.

Minhas convicções pessoais não contam, embora deva declará-las por me considerar ator social do meio em que convivo. Acredito que João Monlevade precisa de gestores e administradores muito capazes, neste momento. A realidade que nos cerca está exigindo essa característica.

Caberá aos Partidos e coligações eventuais suprir esta lacuna, caso possuam a mesma convicção que eu tenho no momento. Neste rumo, as chapas deverão conter uma mescla muito bem elaborada de nomes que privilegiem o aspecto gerencial e o aspecto político. Porque nem todo administrador é bom político e nem todo político é bom administrador, cabe aos engenheiros do cenário público fomentar a união de nomes que atendam a estes dois requisitos.

Até porque, em minha opinião, possuímos bons políticos que ainda não demonstraram boa liderança gerencial. E possuímos bons gestores que ainda não foram testados no ambiente puramente político. E a cidade não irá suportar, no meu modesto entendimento, uma espera de mais quatro anos para deslanchar em rumos que se provaram eficazes no Brasil inteiro, ainda que em um número reduzido de municípios.

João Monlevade precisa, urgentemente, crescer. À parte a decisão soberana das urnas, muitos são os responsáveis por colocá-la, desde já, num rumo favorável e propício para que a cidade possa alcançar este objetivo.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Pé no freio

Até que a Arcelor Mittal se pronuncie (e a empresa só o fará quando considerar que o momento certo chegou), fica para a cidade a obrigação de refletir sobre o futuro imediato. Para a classe política, estamos vivendo um divisor de águas: ao contrário dos empreendedores que apostaram alto e correm o risco de ver a aposta evaporar, a cidade não pode correr riscos.

Hotéis, loteamentos, agências de turismo, comércio varejista... Muitos são os empresários que devem estar apreensivos agora. E com razão, mas a atividade de todos eles está baseada na aposta e no risco. Uma comunidade não tem essa característica e, pelo contrário, deve se pautar na prudência como meio de contornar as atribulações comuns de uma economia que se move bastante rápido. E nem sempre na direção desejada.

Em breve será votado no Legislativo o orçamento previsto da cidade, para o ano que vem. Espero que os vereadores tenham em mãos e na mente a responsabilidade de não aprovar uma proposta surrealista. A conta ficará impagável se o valor estiver em desacordo com a caminhada econômica da principal geradora de  dinheiro em João Monlevade.

Espero mais ainda: que o governo municipal já se adiante e encaminhe uma proposta mais calcada na realidade de agora, e não na expectativa de um futuro que pode virar areia em poucos meses. Orçamentos podem ser suplementados sem problemas maiores, mas não podem ser utilizados sem o devido lastro financeiro sem que a conta fique para as gerações futuras.

O momento é de maturidade e de tomada de decisões serenas. Um pé no freio, quando o carro está ladeira abaixo, não é covardia. É questão de senso e responsabilidade.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Aprendam com a serenidade

O Drops hoje é uma mula oposicionista e ponto final. Acaba no ano que vem, então se existem outras coisas que ainda agradem no Blog é só esperar que em 2013 ele volta a ter um sabor bacana. Ou simplesmente ignorar minha opinião a respeito do nada que nos governa. Eu respeito opiniões o tempo inteiro, portanto acho muito natural que haja opiniões radicalmente contrárias às minhas.

Porém, nada me impede de USAR LINKS (CLICA AÍ), para recomendar aos debatedores sobre a questão da urgência e emergência no âmbito do município. O que um profissional como o Zé Henriques está fazendo fora do serviço público diz respeito somente à ele. Mas se eu fosse homem público em João Monlevade diria respeito à mim e à cidade inteira, também.

Leiam e reflitam. Provavelmente irá continuar tudo como está por um bom tempo. Mas se tiver que mudar, que seja na direção correta.