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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Ignorância não ajuda

Quando eu estava "subindo" a 381 para Belo Horizonte no Sábado, debaixo de uma chuvinha miúda após aquele temporal que desabou sobre Monlevade, aconteceu um fato corriqueiro e assustador.

O motorista (tenho que chamá-lo assim, né?) de um Vectra prateado resolveu que a velocidade desenvolvida por todo mundo era lerda demais e chata demais. Resolveu que se seu carro tinha motor era um desperdício não usar toda a potência desse motor.

E resolveu mais: se não havia pista útil, o acostamento serviria para passar. É assim que os asnos costumam agir quando ao volante de um veículo. E toca a aterrorizar quem estivesse em seu caminho. passou por mim e pelo meu filho como uma flecha.

E vinte minutos depois nós passamos por ele. No acostamento, sobre a calha de chuva, com um pneu estourado e uma bandeja de suspensão destruída. Calculei uns mil reais de prejuízo total, algo muito barato se comparado ao que o idiota poderia perder ali.

E fiquei pensando como a ignorância não ajuda em nada. Como aquele asno poderia ser orientado a não repetir este comportamento, porque um dia ou outro ele não vai parar na canaleta de chuva. Vai atravessar a pista e acertar em cheio e de frente um veículo, onde pode estar uma família inocente e de um condutor responsável.

Mais tarde vou postar algumas fotos. Estou ficando esperançoso com duas coisas:

a - Monlevade não tem os idiotas mais idiotas do mundo. estamos bem na média.

b - Só posso ficar preocupado e lutar contra a nossa imbecilidade. A alheia está além dos nossos esforços e responsabilidades.

c - Não quero que fiquemos na média da idiotice. Gostaria que fôssemos exemplo na qualidade de cidadania. mesmo que ficássemos na rabeira do ranking...

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Mais uma pequena vitória sobre a 381

Já que eu sou o maior trouxa do mundo, fui o útlimo dos inteligentes. Finalmente só acreditarei na modernização dessa estrada quando ela começar. Chega, porque tem que haver limite até para a boa vontade da gente.

Sobrevivi a mais uma ida e volta a Belo Horizonte, e não tinha como evitar a viagem, senão nem teria saído de casa. Pelo menos a ida foi tranquila. No retorno, um acidente entre duas carretas e com carro de funerária na pista, ali em São Gonçalo, já prenunciou que teremos notícias.

Um dia todos esses moradores do entorno da estrada vão ser considerados como gente, pelas Autoridades probas e ilibadas que temos no DNIT e adjacências. Oremos.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Vivo de perder

É isso mesmo. Minha vida é um fracasso total (um anônimo já riu bastante de mim por causa disso). Vivo de perder as apostas que faço. A minha aposta num modelo novo, fracassou. A minha aposta na Democracia plena, também. Nunca tivemos tão pouca no mundo.

Aí no link está mais uma aposta minha, que fracassou:


Marcos Martino e eu participamos, em Junho, de uma Audiência Pública em São Gonçalo. O assunto era explicar a muitos idiotas que a duplicação estava certeira para começar em Setembro. Eu fui ainda mais idiota que o restante do público, porque acreditei.

Eu acredito demais. Por isso me reservo o direito de me revoltar demais. Tenho medo de chegar o dia em que eu não acredite em mais nada. Vou continuar fracassando, mas sem correr das lutas. É tipo o Capitão América, sabe, antes de ficar forçudo e super-herói. A fortaleza dele estava em enfrentar de novo, e de novo, e de novo...

A 381 está como está porque o país quer assim. O Brasil aceita que ela seja assim e a matemática não ajuda: há milhares de pessoas que já sofreram demais com essa estrada. Mas há milhões de pessoas que nunca precisaram dela para trafegar, e aí... Nós que nos lasquemos.

Bom, o que podemos fazer localmente? Agora, valorizar como nunca o Hospital Margarida. Para os que não morrerem nas ferragens da estrada, o Margarida pode ser a única esperança de sobrevivência. Eu eliminei de meu espírito qualquer ingerência política nele. O raciocínio chega a ser cruel, se for levado à frente.

O Margarida está acima de qualquer lado, ideologia, bando ou seja lá o que for. Vamos pensar nele como a última esperança, se a 381 nos pegar de jeito. É isso ou deixar agonizar o Hospital e cada vítima da 381 que for encaminhada para atendimento nele.

Esta aposta, se for possível, eu gostaria de não perder. Não seria justo nem humano.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Em memória de Hilário Moutinho

Pouco antes de evoluir para um estágio maior que o nosso, Hilário postou uma mensagem de ânimo de de valorização da solidariedade em sua página do Facebook.

"Democracia é oferecer a todos o mesmo ponto de partida. Quanto ao ponto de chegada isso depende de cada um".

Ele não conseguiu alcançar o seu ponto de chegada, mesmo com toda a movimentação de formiguinha que muitas pessoas estão tentando há anos. Quando eu fui criticado aqui mesmo no Blog, por dizer que meu trabalho me causava muito sofrimento, estava falando desta realidade.

Somente quem perde uma pessoa amada na 381 consegue medir a dor que vem daí. Todos os dias alguém fica indignado e sofre. Nosso maior medo é o de que, um dia, as pessoas já não se preocupem mais em ficar indignadas. Este sofrimento é desumano, injusto e cruel. Não merecemos e não queremos, mas também já não sabemos mais o que fazer para mudar essa história.

Não é o país que sonhamos para nossos filhos, com certeza. E nem é necessário dizer que lembrar da rodovia e do descaso quando perdemos alguém é manter viva alguma chama de revolta. Quando não fizermos isso mais, o sistema terá ficado mais importante que as pessoas. É isso que ele quer. É isso que não podemos deixar acontecer.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A irmã dor

A coluna está me lembrando que eu sou feito de carne e osso. Quase não dá para me movimentar direito desde Segunda, a não ser com toneladas de analgésicos e anti-inflamatórios. Peço desculpas a todos a quem eu estou devendo uma visita, e mando um abraço bem grande para compensar.

A dor do corpo é nossa irmã. Uma irmã mais velha, que lembra o quanto a gente é frágil e passageiro nesse mundo.Que nos aconselha a diminuir o ritmo, a pensar em coisas ainda mais importantes, a valorizar cada minuto vivido com qualidade.

E mesmo assim, ninguém quer ver a dor se apossar da vida de outras pessoas. Nem a dor física que é suportável, nem a dor da alma que não é. Até quando o descaso vai fazer gente como nós sofrer a dor da alma, da perda de quem se vai para não mais voltar?

terça-feira, 16 de agosto de 2011

E Monlevade dá show

O pessoal entendeu a agenda superior do evento "Show pela vida na 381" e compareceu. Um público excelente lotou a Praça do Povo e imediações, mostrando uma cara que eu duvidava que ainda existisse. 

Parabéns a todos: Aggeu Marques (baita showman), artistas convidados, mídia televisiva (as quatro grandes estiveram lá), pessoal de produção e apoio, Marcos Martino pela ignição (ideias valem muito, sim senhor!) e aos monlevadenses que não deixaram a peteca cair na hora "h".

Mais um passo de formiga foi dado, Graças a Deus. Sem eles, aqueles milímetros de avanço de que eu falei seriam ainda mais raros.

Quase...

Daqui a pouco mais de uma hora e meia começará o show pela vida na BR 381. Eu, particularmente, estarei lá. Aplaudindo, pois o aplauso é o alimento do artista. E os que vierem, em potencial, irão fazer o show pelo amor ao trabalho de formiga.

Pode não reverberar como a gente queria, mas e daí? O simples fato de não haver entrega significa que a luta não acabou. Mesmo que um dos lutadores (nós, os contribuintes) esteja tomando uma lavada do outro (governos, incompetentes e coniventes com o genocídio).

Não está morto quem peleja.

BR 381 - Show de Horrores

Chegou a data marcada para o show da vida, em mais uma tentativa de encerrar o show de horrores que a rodovia se tornou, há mais ou menos 15 anos na minha pouca experiência. É provável que mesmo antes deste período ela já matasse com fúria e com método, mas não tenho como informar com certeza.

Nos últimos quatro anos, pelo menos, tenho participado de muitos eventos voltados para acabar com o massacre. Todos eles, na minha modesta opinião, tiveram o seu valor. Não haverá na história da rodovia um "Salvador da Pátria", aquele que com um toque de varinha mágica encerrará o pesadelo.

Nem podemos permitir que alguém queira vestir esssa fantasia. Seria como dar um tapa na cara de todos aqueles queridos que se foram, numa reta ou numa curva qualquer. Quando este monstro estiver estrebuchando, terá sido por um trabalho duríssimo e coletivo, de avanços milimétricos e recuos quilométricos às vezes, mas todos eles protagonizados por muitas pessoas de muitos locais.

Todos que perderam alguém querido ajudaram, nem que seja pela revolta silenciosa, pelo grito da alma, pela ação mínima. Eu não sou louco, é claro que alguns protagonistas recebem mais atenção que outros. Mas o meu íntimo não elegerá um herói único. Eu elegerei os milhares de heróis pequeninos, as formiguinhas da 381 como eu já denominei aqui.

Hoje temos a oportunidade de marcar presença, mais uma vez. Peço a todos que puderem, que compareçam à Praça do Povo. Compareçam mesmo de corpo e alma, para aplaudir e para lembrar que artistas vivem da comida que é o carinho do público. Vamos ser carinhosos e entusiastas deste evento. É uma chance única e temos que aproveitar mais esta chance para um avanço. Mesmo que seja milimétrico, nós estaremos um milímetro mais distantes da barbárie.

sábado, 23 de julho de 2011

Guia da BR 381

Recebei ontem um exemplar, na sede da Perícia, gentilmente encaminhado por Clésio Gonçalves. Ele me solicitou uma breve análise do conteúdo, e resolvi executá-la com o olhar de motorista, na medida do possível. Porque o olhar de técnico teima em sobressair nessas horas.

Uma primeira olhada revelou o que eu já esperava: um material de muito boa qualidade, com ferramentas poderosas de auxílio a quem precisa utilizar a 381. Cito como destaques os roteiros alternativos (essenciais para quem ficar preso e estiver com o tempo curto para cumprir algum compromisso inadiável) e os mapas de posicionamento ao longo do trajeto. Valem muito quando utilizados corretamente.

Outro ponto forte é representado pelas "dicas" de condução defensiva, que a grande maioria dos motoristas esquece na hora de usar um veículo no cotidiano.

Todo o trabalho representa um ganho real de eficiência no uso da estrada, ineficiente por ela mesma e pelos comportamentos abusivos que muitos condutores adotam ao trafegar por suas pistas. Semelhante ao manual técnico que elaborei há tempos para os Prefeitos da região, este Guia da da 381 é um bom trabalho de formiguinha para que a gente possa se proteger da estrada e dos diversos Governos que passam por ela, sem que nenhum de seus integrantes tenha mesmo que passar por ela.

Vale cada centavo investido para aquisição e , sem dúvida, é um componente muito bom para fazer parte de toda viagem que envolva a 381.

Agradeço ao Clésio pelo exemplar e pelo convite para análise primária, comprometendo-me a depurar minhas impressões mais tarde e com calma.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Pagando uma aposta - MM

Vou pagar uma aposta que fiz com o Marcos Martino, porque eu perdi feio. Na Audiência Pública Licitatória sobre a 381, que nós presenciamos há pouco tempo, falou-se em prazo de início das obras o mais rápido que fosse possível.

Eu acreditei, o Martino não. Eu até disse que ele estava mais pessimista que eu, na época. Que a "conjuntura" estava se formatando como a ideal para o início das obras: já está atrasada para a Copa e já virá tarde demais para os amigos que perdemos. Que a economia brasileira se beneficiará demais da duplicação para que a obra ainda demore. Que os arranjos e conluios já estavam fechados na época, por isso a garantia de início das malditas obras.

Fazer o quê? Peço desculpas ao Martino por ter duvidado da capacidade dele de analisar um cenário. E por não ter duvidado que no Brasil, boi voa o tempo inteiro, se isso for conveniente.

A obra vais sair um dia, porque essa camarilha que tomou conta do país precisa do dinheiro roubado do povo, como o gafanhoto precisa da plantação bem cuidada para devastar e se manter vivo. Só não me perguntem quando a duplicação da 381 vai sair, porque agora não tenho certeza de mais nada.

Deus nos livre de nós mesmos. Nós votamos.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Vá pra ponte que caiu



E nós ficamos por cá, com a cara de tacho porque o nosso bolso de contribuinte vem sendo convocado, há muitos anos, para que obras de infraestrutura e manutenção aconteçam com regularidade. Essa 381 já virou chacota e escárnio na nossa cara, por parte dos governos que se sucederam ao aumento do fluxo de veículos. PSDB e PT tem sua parte na construção desse escárnio, em porções iguais.

Mas quem tem mais responsabilidade somos nós, mesmo. Esta anemia cívica que nos assola o sangue não pode resultar em boa coisa. Mais cedo ou mais tarde, seremos engolidos por ela. Vamos acordar, gente. Antes de baixar a marreta - que é legítimo mas pouco produtivo, reconheço - vamos nos mobilizar para dentro de nós mesmos. A evolução começa no coração de cada um, para só depois poder se disseminar no coração de muitos.

domingo, 17 de abril de 2011

Uma ida, uma volta

E nenhum veículo em posição estranha na 381. Ninguém esmagado, dilacerado ou ensanguentado. Nenhuma carga espalhada na pista. Uma ida, uma volta. Todas as viagens pela BR 381 tinham que ser assim, todos os dias.

Ainda é cedo para dizer se os radares são o remédio mais adequado. Vi dois pontos em que a colocação deles iria ser muito produtiva em reduzir acidentes e mortes. Vi dois pontos em que a função dos radares é meramente arrecadadora mesmo. Bom, alguém tem que pagar pelo incremento da segurança e o Governo Federal decidiu que não será ele.

Radares tem prazo de validade. Daqui a pouco estará anulado o efeito medicinal da instalação deles. Os matoristas se adaptam. Até lá, obrigado a Deus e ao efeito placebo que nos produziu uma viagem sem sustos no dia de ontem. Aliada, claro, à cautela com que o motorista (o amigo Werton, do Pitáculo) nos brindou. 

O homem e sua conduta enquanto homem, ainda fazem muita diferença.

terça-feira, 12 de abril de 2011

381 - Jornal A Notícia perde um companheiro

Bem, falar o que numa hora dessas? Eu já perdi muitos, e respeito a dor da família o bastante para não cair na tentação da revolta porque morreu mais um. Revoltar-se contra as perdas desta estrada já entrou no rol das coisas de perder saúde e tempo à toa. 

A revolta tem que ser pela existência não evolutiva deste estrupício. Sem falar dos outros estrupícios não evolutivos, os matoristas que trafegam para cima e para baixo no ringue. bem faço eu que há 105 dias não trafego pelo monstro, para não ser tragado por ele.

Mas muitas pessoas não podem se oferecer esta possibilidade, e por elas a gente tem que continuar pelejando e lutando e batendo de fgrente até quebrar as mãos ou quebrar a cara dos sem vergonhas que nada produzem fora da época de pedir votos. Vade retro...

terça-feira, 22 de março de 2011

Nós não temos esta alternativa



Nós sabemos disso. Afinal, quantos políticos graúdos gostam da BR 381 como base de sua locomoção? Moderniza a carroça, cambada de vagabundos!

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Reunião da AMEPI

Ontem, pude ter a felicidade de observar que os Prefeitos agradeceram de coração o material compilado sobre a BR 381. Inclusive penso que o trabalho está sendo superdimensionado, o que me assusta um pouco porque ele não é científico. É, como afirmei desde sempre, um "livreto inicial", um conhecimento de entrada para que eles se aprofundem mais tarde na aquisição de novos conceitos e conhecimentos.

É claro que meu sentimento de compromisso cumprido está aqui, muito bem guardado comigo. E representado pela gratidão desta postagem, visto que todos se mostraram muito satisfeitos em levar consigo uma cópia do Manual Didático sobre a 381.

Se o entusiasmo do Zé Maria em relação ao manual puder ser contido, mais um passo de formiga foi consolidado ontem. Agora os Prefeitos da região levam consigo a possibilidade de falar uma língua comum, fortalecendo-se e fortalecendo o poder de barganha que eles sabem possuir.

Um adendo à parte: eu não tinha ideia de como a AMEPI lida com situações complexas e fundamentais para seus municípios associados. Se é que posso emitir alguma opinião, todos os municípios deveriam se preparar e fundamentar a AMEPI para a defesa de seus interesses. O que vi sendo discutido por lá, ontem, é material explosivo e conflitante com o melhor interesse das cidades da região.

Toda capacitação é pouca nessas circunstâncias.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

381 na reunião da AMEPI

Amanhã, a partir das nove horas, a reunião ordinária da AMEPI abordará novamente a BR 381.Já morreram mais umas dez pessoas na estrada desde a última reunião. Cidadãos podem sempre utilizar esta triste verdade para reafirmar que os passos de formiga são inócuos. Pode ser, eu concordo.

Mas quero estar sempre do lado de quem se movimenta, mesmo que a passos de formiga. A outra opção é ser cúmplice do genocídio pelo conforto do silêncio, na imagem dos braços cruzados. Não me identifico com este papel.

Algumas lutas valem não pela certeza de vitória, mas pela beleza do engajamento por ela.

Governos são "O problema"

Eis uma máxima consolidada. Governos costumam não fazer parte das soluções com frequência, mas são frequentemente parte dos problemas que enfrentamos. Não precisa ser assim, mas é.

O DNIT vai, parece, se tudo der certo e se Deus entrar no meio, instalar os radares na BR 381. Não é solução, mas pelo menos não será um problema a mais. Não para os motoristas que vêem a estrada como o que ela é: uma ferramenta de infraestrutura.

Para os motoristas que encaram a estrada como mais um quintalzão ("meu, paguei também e uso como eu quiser") poderá vir a ser um problemaço. Principalmente porque o aprendizado virá na forma que o deseducado e deselegante povo brasileiro consegue entender: via punição financeira. 

Para nosso desamparo, uma verdade sobressai. O bolso do brasileiro é mais sensato que o cérebro do brasileiro: quando apanha, aprende a respeitar o que é espaço público, patrimônio público, direito público.

No mais, resta torcer para que o Carnaval mate pouco. Ter esperança ainda não é pecado no Brasil.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Eppur si muove!

A esfera pública, este globo estranho, começa a se movimentar. Parece que a desgraça, a dor, a morte, o desespero e o desamparo de nós, cidadãos, finalmente começa a esbarrar nos corações e nas mentes de quem governa. Que seja só mais um movimento firme, na eterna busca por dignidade em nosso trânsito indigno.


sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Dossiê 381 entregue na AMEPI

Finalizei no limite do prazo que havia pedido, de vinte dias. Entreguei com dezoito, que se não chega a ser uma boa marca é uma marca de confiabilidade. Cumprir o que se promete e da forma como se compromete é que faz o ser humano adquirir credibilidade no corpo social.

Agora, é continuar acreditando que cada pequeno passo adianta a jornada. Pouco importa se, depois de um milhão de toneladas de pequenos passos, a 381 tenha sua modernização/duplicação adiantada em um único dia.

Pode ser o suficiente para uma família inteira deixar de ser dilacerada, e isso não tem preço.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Planejar não é fazer

E o manual de informações sobre a 381 fica adiado de hoje, porque a empresa Bio Extratus foi vítima de um crime de grandes proporções e estou me direcionando para lá. É o maior problema que enfrento na vida: minha base de trabalho não tem hora para acontecer. Eu me adapto, mas todos os outros que convivem comigo são forçados a se adaptar também, o que não é muito legal.

E o Blog não é uma extensão da Polícia. Por isso nenhuma linha sobre o estupro de uma garotinha de 11 anos, ocorrido aqui em João Monlevade. Eu não teria coragem de postar a minha opinião individual nessa questão, porque aí a cidade teria que lutar contra dois monstros de uma vez só: um estuprador real e um homicida potencial.