Mostrando postagens com marcador união e convergência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador união e convergência. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 25 de outubro de 2011

A confiança

Uma relação de confiança é via de mão dupla. Ela não representa uma delegação, que transfere toda a responsabilidade ao confiado. Ela também obriga o confiante a se comprometer em tempo integral. Então, senhoras e senhores, vamos refletir com muito cuidado ao estabelecer estes pactos.

Não adianta muito confiar, se a pessoa em quem confiamos não tem o mesmo sentimento em relação a nossos atos. E confiança não envolve silêncio absoluto. Pelo contrário, envolve informar bastante, para que o relacionamento confiável se fortaleça em pequenas coisas. Daí, para que ele enfrente com fortaleza as grandes questões, é somente uma questão de tempo.

Estou me esforçando muito para lembrar dessa verdade em minha própria vida. Reconheço que estou meio longe do ideal ainda, mas o tempo está a meu favor. O resto é trabalho pesado e humilde.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Espaço político

Nada é tão confuso quanto entender, nem tão simples de avaliar. Há tempos o advogado Fernando Garcia alerta para um problema crônico e estrutural no modelo de governo adotado por Gustavo Prandini: a ausência de espaço político por onde aliados possam colocar seu nome em evidência.


Hipócritas dirão que espaço político é manobra antiga e um vício de nosso sistema. Afirmo que não é: caso contrário, o modelo representativo e geral adotado em quase todas as democracias do mundo simplesmente não existiria.


O agente político sabe compreender perfeitamente o quanto do espaço deve ser reservado aos protagonistas do momento. Mas ele compreende, muito mais agudamente, o quanto deste espaço deve ser dividido para que - no futuro - haja alguma chance de ocupá-lo. Todo ser político espera participar ativamente da tomada de decisões e da construção de projetos viáveis que busquem um bem coletivo.


Neste momento, o único agente político que está obtendo algum tipo de espaço é Djalma Bastos. Nem é por mérito próprio, mas por imposição de Alexandre Silveira, que foi quem avalizou a permanência de Gustavo Prandini no poder. Não estou afirmando que Djalma seja incapaz de criar o seu espaço político próprio. O que ele está fazendo é colher os frutos de uma aliança antiga, no que age corretamente. Trabalhou bem para seu mentor e está recebendo o justo pagamento.


Antes de criticar, peço a todos que reflitam sobre o que seja o pagamento em ambientação político-partidária. Ele não é canalha por si só, assim como não é canalha por si só o salário nominal que a grande maioria dos meus leitores busca ao final de mais um mês dedicado ao patrão. Nunca é o dinheiro em si, mas a mão que o empunha, que deve ser avaliada por seus méritos e deficiências.


O espaço político do Prefeito está mal preenchido. Sua assessoria de primeiro escalão, que deveria estar assumindo todos os ônus de gestão que agora conhecemos, tem relegado a ele o papel de inspetor de alunos: se houver bônus ninguém os apura, porque a população entrega todos os bônus e todas as responsabilidades a um nome só. Quando o nome a receber bônus está ocupando seu tempo defendendo-se dos ataques externos e lutando para minimizar as lambanças internas, só ficam para ele os ônus.


Não há espaço dialogado e negociado com o Poder Legislativo, igualmente. Prova maior é que já houve necessidade de uma manobra casuísta na legislatura passada, tentando obter uma maioria decisória apertada. Esta maioria já virou fumaça, e por uma razão simples: sem ter os nomes evidenciados por um bom trabalho em equipe, quais vereadores ficariam a mercê de ter o rosto vinculado a uma cúpula de governo hermética e despreparada para o jogo democrático real?


Dentro do Executivo o mesmo espaço é também negado a nomes de muita qualidade. E que seriam os aglutinadores de possíveis votos numa eleição que se avizinha e será duríssima para os pleiteantes ao cargo maior do Executivo. Como o Prefeito esperaria obter sucesso deixando de aglutinar possíveis votos é uma incógnita.


Em breve, o Legislativo inteiro irá acordar para uma realidade cruel: sem poder manifestar sua qualidade de trabalho de forma apropriada, por absoluta falta de espaço político para exercer seus papéis, vários vereadores serão varridos do ambiente político sem sequer entender direito como isso pôde acontecer.


Os meus interlocutores conhecem minha análise e previsão: Gustavo Prandini chutou o balde de suas chances eleitorais e deve estar costurando um acordo que lhe garanta espaço futuro neste ambiente. Por ironia, o mesmo espaço que sua pouca experiência em gestão de pessoas tem feito rarear e faltar para os seus agora poucos aliados de qualidade.


Ali por volta de Setembro, as costelas do Prefeito estarão sendo chutadas por praticamente todo mundo. Bater na figura dele angariará espaço político e votos de protesto entre a população monlevadense. E nenhum político experiente deixará passar esta oportunidade, porque seria aceitar a ruína de seus sonhos eleitorais futuros.


Oremos. João Monlevade vai precisar de muitas orações em breve...

sexta-feira, 11 de março de 2011

A Era do Compromisso

Quando nos omitimos de assumir compromissos que pretendemos cumprir, as relações sociais apodrecem. O compromisso não é uma ordem natural das coisas, e como tal não deve ser entendido como algo que acontece por força do acaso. Compromisso é realização humana no mais alto grau do que temos de positivo.

Então, porque estamos deixando os compromissos de lado? A palavra dada, o acordo firmado, o pacto estabelecido estão durando tanto quanto cada interesse individual dure. A partir daí é o Deus-nos-acuda geral.

Pior que os compromissos individuais, estão os compromissos coletivos. Porque neste caso não se trata mais de desapontar às necessidades de uma pessoa, mas de desapontar às necessidades de muitos. A quebra de confiança coletiva destrói um futuro. Menos danosa é a quebra de um pacto entre duas pessoas, porque destrói apenas a confiança depositada nele.

Sonho com o início de uma Era do Compromisso. Não uma nova versão do mentir e fingir que se acredita na própria mentira (radares na 381, o fim da miséria, casa para todos, CPMF para a Saúde com destino certo desta vez, Segurança Pública eficiente sem investimentos pesados, etc.)

Sonho com o compromisso de ouvirmos, em alto e bom som, o "NÃO!". Desde que o sentimento do nosso interlocutor seja o de dizer não, porque ouvimos "Pode ficar tranquilo, está tudo sob controle e vamos resolver juntos e rápido!"?

A Era do Compromisso poderia se transformar numa nova Era Humana. Seria a Idade Decente, após a Idade Contemporânea em que vivemos. Se bem que em muitos casos, temos a sensação terrível de nunca termos realmente saído da Idade Medieval.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Como entendo a duplicação da 381

Não posso falar em nome de todos. Vou esclarecer, assim, o que eu defino como "duplicação", já que postei um comentário no Blog Monlewood a respeito, agora há pouco.

Há um bom tempo atrás, esclareci que a mera duplicação da rodovia federal 381 seria uma insensatez. Simplesmente alojar uma pista ao lado da existente hoje iria dobrar a capacidade assassina da estrada. Todos entendemos isso.

O que se firmou como consenso, entretanto, é que o termo "duplicação" abrange mais: o próprio DNIT considera a modernização de traçado em seu projeto para a rodovia, em paralelo com a expansão de suas pistas. Modernizar o traçado significa corrigir os erros estruturais e eliminar os pontos críticos. Tanto que a extensão do trecho Belo Horizonte a João Monlevade seria encurtada em cerca de 25 quilômetros.

Em pista dupla e com traçado modernizado. Penso que é o jeito mais inteligente de falarmos a mesma língua para entendermos a "duplicação".

Assim poderemos evitar até mesmo a polêmica sobre o posicionamento de cada um. Ou vamos perder mais tempo aparando estas arestas?

Dossiê 381 adiantado

Passados dez dias da reunião na AMEPI sobre a BR 381, o manual técnico indicativo que me comprometi a fornecer para os Prefeitos está em fase de finalização. Lembro-me que pedi cerca de vinte dias de prazo, justamente para que minha agenda pessoal não interferisse com o compromisso assumido.

Não poderá se tratar de um documento único, não será completo nem definitivo. Para isso seria necessária uma estrutura de pesquisa de campo que poucas organizações no Brasil teriam condições de oferecer. Uma prova irrefutável dessa afirmativa é o pagamento de R$ 120.000,00 realizados a uma organização que elaborou um documento de 04 (ISSO MESMO, QUATRO) páginas para um projeto de execução de obras na malfadada rodovia.

A trinta mil reais por página, a AMEPI estará me devendo cerca de 1 milhão de reais daqui a um tempinho. Mas ao contrário de certos brasileiros, o meu pagamento poderá ser constituído pela leitura, pela análise e pelo engajamento de nossos Prefeitos em uma causa muito maior. E isso não tem preço nem Mastercard que pague.

É provável e muito possível que na Sexta-Feira, dia 10, eu o entregue na sede da AMEPI para distribuição aos Senhores Prefeitos. A partir daí, peço que todos que tenham a possibilidade o repassem a uma assessoria minimamente qualificada para análise e depuração. 

O resultado esperado é que nossos Prefeitos, caso obtenham sucesso em se encontrar com os altos dirigentes em Brasília, estejam falando uma só linguagem. Pode até ser simplificada, mas será pelo menos embasada e uníssona. Falando uma só linguagem, demonstrarão união e convergência de objetivos. É pouco? É, mas já é mais do que fizemos até agora. No caso da 381, cada pequeno passo tem que ser muito comemorado.

E não tenho tanto tempo assim, mas posso auxiliar aos que necessitarem de um pouco mais de explicações de natureza técnica, numa linguagem mais simples e fácil de reproduzir. Se eu tivesse autoridade política, aconselharia a todos que não se preocupassem em falar bonito, mas em se expressar com segurança naquilo que precisamos.

Temos que lembrar sempre: na hora em que essa estrada começar a levar embora, além das nossas famílias, a nossa capacidade de ter esperança e de lutar contra o genocídio de brasileiros, aí vamos ter perdido a guerra de uma vez para sempre.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Dossiê 381

Estou trabalhando o mais rápido que posso na elaboração do dossiê técnico sobre a 381, que deixarei à disposição dos Prefeitos da Amepi e demais autoridades da região do Médio Piracicaba.

A esperança é que, com informações concentradas em mãos, todos tenham a oportunidade de falar com conhecimentos de causa, aproveitando melhor as chances de reinvindicar a modernização e duplicação da rodovia.

Não podemos parar mais. todas as vezes em que a gente se permite um descanso ou um afastamento da causa, o descaso com a rodovia retorna forte.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Dez anos de intoxicação

Nossa cidade estará completando, em Janeiro que vem, dez anos de envenenamento. Serão dez anos de uma história estranha, e que não posso aprofundar sem ajuda porque passei os anos de 2001 a 2006 trabalhando fora e só acompanhando de forma periférica o que acontecia por aqui.

Serão dez anos de coma da oposição política por princípios e projetos, mas voltada para os mesmos resultados: o bem estar de quem detém o poder, que é o povo. Não admira que mesmo os mais preparados intelectualmente estejam hoje advogando a "farinhagem de um saco só", para classificar nossos homens públicos.

O pior é que, quando se conhece as pessoas atrás dos papéis, percebe-se que a grande maioria tem princípio e caráter, boa índole e vontade de acertar e ajudar. Particularmente não vejo todo o erro público como crime: sou vivido nesta área o suficiente para entender que todo crime, sim, é erro público. Diferenciar entre os dois é que foi sepultado nos últimos dez anos.

João Monlevade está caminhando para ser uma aberração no quesito da convivência social: agora grande parte da população já aceita como normal a máxima de governar sem conversar, posto que completaremos dez anos dessa insanidade.

Por isso, os poucos que ainda se lembram de frequentar as periferias, de falar com as pessoas, enfim de conversar com os monlevadenses, estão tão abismados e estarrecidos. Para a descrença, falta um último passo muito pequeno a ser dado.

Sobrevivência é questão de interpretar o próprio habitát que se ocupa, e entender que alguns ventos tardam. Mas quando chegam levam tudo em seu caminho. Fica este lembrete aos atores políticos de João Monlevade: não é reinvenção o que os senhores precisam, mas tão somente vontade firme de abrir os olhos e acreditar no diálogo em alto nível.

Em dez anos de envenenamento, as poucas lideranças jovens foram cooptadas a toque de caixa, retroalimentando um binômio de intolerância e raiva, porque este modelo foi apresentado como única alternativa possível para que houvesse governos. Todos sem diálogo, sem respeito à diferença, sem o princípio da igualidade consagrado em nossa Constituição.

Espero sinceramente que os mais novos emergentes na seara política, tenham a sobriedade de fugir a este paradigma viciado, porque maldoso em sua essência. Governar é conversar, muito e objetivamente, defendendo sistemas que podem ser opostos em sua estrutura mas que devem ser uníssonos em seu objetivo final: devolver ao povo ações concretas daquele poder "exercido em seu nome".

O resto nem me interessa muito. Eu não sou vítima direta destes dez anos de toxinas espalhadas ao vento, mas ainda tenho caráter e vergonha na cara para sentir que perdemos dez longos anos de desenvolvimento social, que seria redentor para muitos de nossos irmãos monlevadenses.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Um a cada nove anos

É muito bom rever alguns dos fundamentos que conduziram a vida da gente. Ontem eu tive a oportunidade de contabilizar o ritmo em que faço amigos: na média, a cada nove anos consigo fazer um amigo para a vida. Daqui a mais ou menos um ano terei cinco. Graças a Deus vou deixar este mundo com um saldo tão rico, e de valor incalculável para os padrões humanos.

Ah, por favor, não é um campeonato de "meus amigos são melhores e tenho muito mais que você". Meus cinco amigos estão de bom tamanho para mim. Espero apenas estar de bom tamanho para eles, também. E o resto não vai importar para o mundo. Mas vai fazer uma enorme diferença para nós, meia dúzia de gente que se cuida e se ampara.

Venho pensando no que fiz para ter uma média tão fraquinha. Não posso me acomodar com a ideia de que os outros não se esforçaram, porque sou responsável por tudo que me acontece, em maior ou em menor grau. Sou um fervoroso crente nas escolhas. E fiz todas as escolhas que me dirigiram na vida, até aqui. Logo, sou responsável por ter perdido algumas oportunidades em minha vida.

O que me tem animado bastante é que, agora, com mais tempo de rodagem por este mundo, começo a ver pessoas além do que elas aparentam. Estou desenvolvendo a capacidade de entender os processos que montam gente. Antes, eu só era capaz de entender gente montando processos. É uma evolução e tanto, para mim.

Trabalho e esperança vão me redimir. devo obter uma média melhor de aquisição de amigos até o fim da vida, sem abrir mão dos meus filtros necessários. Se ocorrer, terei vivido uma vida ainda mais feliz. Quantas pessoas ao meu redor podem afirmar o mesmo?

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Pontes ou fortalezas


Pontes e fortalezas são feitas do mesmo material básico: areia, pedra, cimento, ferragens. O destino final, como sabemos, é que diefere muito. Fortalezas são espaços de isolamento e de defesa contra os conflitos. Pontes são espaços de união, para que os conflitos sejam definitivamente solucionados em conjunto.

Estou completamente convencido de que não possuímos estatura de caráter para criticar os árabes e os judeus. Para criticar os bósnios e os sérvios. Ou os indianos e os paquistaneses, e por aí vai. Somos radicais, nervosos, intolerantes e inflexíveis.

Uma metáfora possível seria a do navio que afunda. Onde há diálogo, quem está naufragando busca, pelo menos, ganhar o máximo de tempo possível. Pode ser que um balde de água a mais, quando retirado, garanta segundos preciosos para se chegar a algum ancoradouro. Onde falta o diálogo, cada um busca sua solução particular.

Às vezes, esta solução passa por fazer outro rombo no casco, para que a água possa sair por ele. Uma ingenuidade, mas não há diálogo mesmo... Metaforicamente falando, é por isso que tantos navios são encontrados no fundo das águas, com o casco parecendo um tabuleiro de pirulito.

Gosto de pontes. Também gosto de fortalezas. Dizer o contrário seria dizer que estou acima de tudo e de todos. E sou só ninguém, portanto não posso dizer. Mas entre as fortalezas e as pontes, somente estas me trouxeram algo de valor real para viver.

Fico com as pontes porque, ausentes, elas transformam fortalezas em túmulos.

domingo, 29 de agosto de 2010

Joelhos esfolados - Republicação


A maldita Bola de Cristal. Este é um texto reflexivo que remonta aos primórdios do Blog - Agenda Oculta - e já foi republicado em 27/03/2010 no Jornal Bom Dia. Acho que continua atual.


JOELHOS ESFOLADOS

Quando um menino cai, ele se levanta menos menino e mais homem. É um instante mágico que acontece entre a última lágrima de dor ou a última gota de sangue (se vierem) e o primeiro olhar que o menino dá para frente depois da queda (sempre vem).

Se da queda ele sempre tirará conclusões, do ato de se levantar ele sempre tomará decisões, para não cair do mesmo jeito novamente. Mas ao tomar a decisão mais importante, a de se levantar olhando para a frente, ele já terá se engrandecido.

Quando um homem cai, pode acontecer a mesma coisa. Ou até pode acontecer o contrário: ele pode se levantar menos homem e mais menino. Tudo depende de como ele vai se portar depois.

Alguns homens vão se engrandecer do mesmo jeito que os meninos, porque resolveram se reerguer. Outros, e isso é coisa do íntimo de cada um deles, jamais se levantarão com a mesma envergadura moral que tinham ao cair.

Em vez de olhar para a frente, para o que podem levantar, olharão para trás. Para o que os derrubou.

De quedas e de decisões é que são feitos os homens. Todos já caíram – todos, sem exceção – pelo menos uma vez na vida. Isso de cair não diminui nem engrandece por si só.. Mas os que se reergueram mais homens que eram ao cair, esses sempre vão fazer diferença em nosso mundo.

Antes que vocês me perguntem, eu informo: já caí muitas vezes. Acho que me levantei mais homem em todas as ocasiões, porém só o tempo confirmará esta teoria.

A Agenda oculta deste texto de hoje é que possamos refletir sobre algumas quedas que observamos e observaremos à nossa volta. Alguns protagonistas vão se levantar mais homens, outros nunca vão voltar ao seu tamanho original.

Por isso há diferenças entre uma coisa chamada liderança e outra coisa chamada de “mando”.

Um líder se constrói na forja da dor e da labuta de uma vida. Um mandante pode ser fabricado entre dois dias que começam.

Precisamos desesperadamente de líderes. Já de mandantes e caudilhos, esta terra que eu adoro de coração não precisa mesmo.

Eu vou fazer a minha parte. Tenho feito, aos poucos, meu trabalho de abelha operária. Não vou abandonar Monlevade por nada, porque Monlevade nunca me abandonou.

E digo mais: com tudo acontecendo ao mesmo tempo agora, nossa terra vai precisar de quem cuide dela. Com carinho, com respeito, com vigor e com vontade.

Porque construir o futuro é bem mais difícil que destruir o passado.


sexta-feira, 27 de agosto de 2010

CSI em Nova Era?


Pagando uma promessa que fiz hoje de manhã, diante de um grupo de alunos da E.E. N. Sra. De Fátima, aqui está a postagem comentando a experiência de trocar experiências, entre este pobre Perito Criminal e a "fome de CSI" - no bom humor - que me aguardava.

Algumas coisas não podem ter preço, mesmo. Senão a gente dava um jeito de avacalhar com elas. Até o fim da vida, vou levar na memória a super recepção que tive, com o carinho da pequena galera, com a formulação de perguntas extremamente contextualizadas, com a curiosidade sendo um universo muito maior que a minha competência para satisfazer esta curiosidade.

Tentar colocar no Blog um resumo do que vivenciamos na Escola seria tolice. Não haveria espaço suficiente para isso. Vai uma sinopse: houve bom humor, interação, troca de valores e de fundamentos éticos e de convivência, pequenas dinâmicas em que eu tentei passar um mínimo do que seria nosso trabalho, e mais.

Levei meus filhos, e a experiência deixou-os maravilhados da mesma forma. Espero que a parte da família Lima que compareceu não tenha desapontado ninguém, porque pretendemos continuar bem vindos à Nova Era...

Não sei se foi possível mostrar alguma coisa que possa ter marcado aqueles jovens, de forma positiva. Tudo o que temos, a cada dia de nossa vida, é esperança de ter feito escolhas corretas. A confirmação só vem se o outro com quem dialogamos nos apresentar seu ponto de vista.

O espaço está aberto para os alunos e para os profissionais da Escola, conforme prometido e conforme o meu pedido de que dessem uma passadinha por aqui, para reverberar o acontecimento. Promessa cumprida, galerinha! Se algum de vocês vier, saiba que é muito bem vindo, sempre.

Ah, eu imaginava que nós, brasileiros, estivéssemos mesmo influenciados demais pelo CSI. Pelo contrário, a audiência de hoje me mostrou que estamos bem preparados para receber um choque de realidade, mesmo que desfavorável se considerarmos o entretenimento policial que a TV pode oferecer. Mais um ponto a favor do pessoal, com certeza.

Espero ter atendido, pelo menos em parte, ao que vocês esperavam de mim. E se houver uma oportunidade, mandarei um Perito Criminal bonito e solteiro, junto com uma Perita Criminal bonita e solteira, reeditar o encontro com vocês. Muito obrigado do tamanho do mundo a toda a Escola, e vamos torcendo para que o AFIS e outros sistemas de inteligência forense tornem-se realidade no curto prazo.

Um grande abraço a todos!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Orgulho e memória


De vez em quando a gente tem que repassar os caminhos, verificar por onde andou e como se relacionou com os companheiros de caminhada. Esta profissão de fé, a de revisitar a trilha, nos mostra o quanto avançamos. E o quanto ainda temos de avançar, sempre.

Vou roubar uma frase do José Henriques Jr (Blog UglyDarkSide, no link ali do lado), e adaptá-la para uma reflexão coletiva: Não me sinto situação nem oposição, já que são papéis ditados pelo momento. Sou cidadão, porque é um papel para a vida. Até o dia da minha morte.

O Drops tem sistema de busca interno. Cada leitor que quiser pode listar ali termos como "corja" ou "meninada". Verá que o resultado em postagens é igual a zero. Talvez surjam em comentários, onde nenhum crime tenha sido cometido. Basta listar a palavra "censura" e estará perfeitamente claro o porquê desta linha de existência para o Blog.

Estar acima dos valores também não é a resposta. Estou, sempre, abaixo deles. Sejam éticos, morais, sociais, políticos ou institucionais, sigo as regras mínimas da civilidade e do respeito às divergências de opinião e de postura crítica. Tenho as minhas, e delas não abro mão. Portanto, respeito a todos que não abrem mão das suas.

Listadas as palavras "diálogo", "convergência" e "evolução", espero que haja resultados em bom número. Seria um retrato bem próximo ao que é minha realidade, enquanto cidadão que adora esta terra.

Em algum momento, vou encontrar os meus iguais. Porque sou uma pessoa comum, sei que eles existem em bom número em João Monlevade. Sei também que não serão melhores nem piores que "o outro lado", seja qual lado for, porque este tipo de entendimento não me atende mais. Não me alcança mais.

E minha terra, minha querida e muito amada João Monlevade, que eu já percorri da linha do trem até o alto Sion, do Rosário ao Satélite, da Vila às Pacas, passando por todos os outros micro-lares monlevadenses, parece também ter se cansado do outro lado. Não importa qual nome ele assuma, de acordo com o momento.