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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Nossa capacidade de inverter

Estou preocupado com o desfecho que as greves de policiais devem ter no Brasil. É quase certeiro que os colegas sejam tratados como bandidos, ou como se análogos a bandidos fossem. A reflexão tem que ser mais profunda.

Um dia a sociedade terá que escolher se abraça a profissão e a causa, arriscando-se a tomar um belo coice de chumbo no nariz por ela mesma, ou se define em um seminário técnico, sério e suprapartidário, que política de segurança se aplica ao Brasil de agora. E, claro, ao Brasil do futuro.

Nossa capacidade de inverter pautas é enorme e amoral em sua ganância. Já invertemos a pauta dos educadores e agora estamos para inverter a pauta dos profissionais de Segurança Pública. Daqui a pouco serão os profissionais da saúde. Mais para a frente, quem virá para ser o demônio da vez?

O Brasil opta pelo atraso. Quase sempre o atraso é que pontua nossas ações, como os ponteiros do relógio são confundidos com as horas. Para a Segurança Pública, essa equação não fecha mesmo. O simples contato direto e diário com o chorume da sociedade faz do policial um pólo perigoso: a partir de um determinado índice de segregação social que sofra, ele tende a enxergar cada vez menos a distância entre o poder do Estado e o estado de poder.

E são duas coisas completamente diferentes. Uma vem da organização do país por si mesma. Outra vem da organização paralela que o crime tem oportunidades de montar em nosso meio. Que Deus nos acuda se as escolhas não forem muito bem feitas.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Gisele em cima de pôneis

A mais recente onda de fúria infanto-juvenil da mídia brasileira se volta contra Gisele Bündchen e calcinhas e sutiãs. Lembra muito o "frisson" causado pelos pôneis malditos, lembram-se?

Pois é. O emburrecimento coletivo traz coisas sombrias. Se a modelo não tivesse todo o seu padrão de vida obtido a partir de seu corpo, eu entenderia a barulhada. Se calcinha e sutiã transformassem qualquer mulher em objeto sexual apenas, todas seriam, justamente como todos os homens que usam cueca alguma vez na vida.

O preconceito não existe na mídia, apenas. Ele precisa de um forte combustível intracraniano para nascer. Alguém que acredita em calcinhas e sutiãs como amarras para a plenitude de uma mulher, vai externar essa opinião sempre que vir uma vestida deste jeito.

Lembra os pôneis. Falem bem, falem mal, mas falem de mim. Os profissionais do marketingue precisam trabalhar. E quando o trabalho deles é lembrado, a missão foi bem cumprida. Pelo menos assim é que deveria ser.

Levar a sério demais a mensagem, sem refletir sobre a finalidade a que ela se destina, é coisa de uma geração que já não pensa mais, não reflete mais, não quer perder um pouco de seu tempo amadurecendo conceitos. Quer tudo pronto, tudo muito bem mastigado, muito deglutível, muito fácil.

Uma laranja fornece suco e bagaço. A escolha do alimento fica por conta de quem a tem nas mãos.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Tecnologia assustadora

É incrível a precisão dos sistemas de satélite que estão orbitando o planeta Terra. Já foi lançado um sistema que permite o rastreamento de qualquer pessoa pelo número do telefone celular (se for GSM) que ela carrega consigo.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Marcadores

Depois de muito refletir, resolvi adicionar a pesquisa por marcadores no Drops de Sanidade. Primeiro porque um outro motor de busca não vai atrapalhar em nada. Segundo porque talvez a pesquisa por assuntos seja mais prática que a pesquisa por datas. E finalmente porque o sistema permite identificar, rapidamente, quais são os eixos temáticos mais abordados pelo autor. Postarei as primeiras impressões que tive ao implantar essa ferramenta nova, em alguns dias.

domingo, 18 de abril de 2010

Eu acompanho o pensamento de Thiago Moreira


E portanto afirmo que gosto do trabalho que ele produz, quando não está tomado por carga partidária e patronal. Este ano de 2010 está representando, até aqui, um salto de qualificação para o trabalho dele como formador de opinião. Já não há mais censura generalizada há algum tempo em seu Blog, embora eu ainda não acredite que Thiago aplique os filtros adequados à toda informação que recebe e retransmite, atualmente.

Mas imagino que seu processo de engrandecimento profissional vá se manter constante. Espero por isso e imagino que João Monlevade também espera por isso. Um abraço, Thiago!

quarta-feira, 17 de março de 2010

Monlevade precisa se reinventar


E procurar caminhos que a façam ampliar seus horizontes para além da siderurgia. Conversando com um amigo de infância, ele citou o caminho da educação e da produção tecnológica. Mais limpa, mais fácil de implantar, geradora de empregos qualificados, menos poluidora. Entre muitas outras características positivas.

A frase que me marcou: "Célio, o aço vai estar no futuro da humanidade, com certeza. Mas ele não vai ser tão importante para a geração de riquezas quanto os chips, os semi-condutores, a geração de energia limpa e o desenvolvimento local sustentável, entre outras coisas."

Confesso que o assunto ultrapassa, e muito, a minha capacidade. Mas não deixa de ser um caminho alternativo para uma cidade que não tem mais como crescer, se for sustentada apenas pela produção siderúrgica.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O drama das pulseirinhas de plástico

Quem nunca viu aquelas pulseirinhas de plástico ou silicone que muitas vezes crianças e adolescentes usam como enfeite? Ninguém, não é. O que a maior parte das pessoas não sabe é que por trás daqueles adornos coloridos existe um “jogo” sexual criado na Inglaterra, em que cada cor de pulseira representa um ato oferecido a aquele que arrebentar a pulseira, desde um abraço a uma relação sexual completa...

Paramos por aqui. Depois de ficarem sabendo disso, muitos pais por todo o país praticamente entraram em pânico, proibindo os filhos de usar as pulseiras para que não mais participassem do “jogo”, temendo que não soubessem ou, pior ainda, que soubessem e que ainda assim quisessem participar. A esses pais, reflitam sobre os seguintes aspectos:

· Não é só por que os Ingleses usam as pulseiras para um jogo que os brasileiros têm que usá-las para a mesma coisa.

· Se o seu filho for uma dos muitos que só usa a pulseira com fim estético, seria justo proibi-lo de usá-la só por que alguns usam para o “jogo”?

E para os adolescentes e crianças cujos pais são contra o uso dessas pulseiras, pensem no seguinte:

· Será que seus pais não gostam das pulseiras só por que são velhos e “caretas”? Eles podem muito bem estar somente preocupados com vocês, porque como a maioria de nós faz questão de lembrá-los: Eles não são a gente, e, portanto não têm como saber para que usamos as pulseiras e se sabemos o que elas significam.

Se todos pensassem nisso, o drama das pulseiras de plástico já estaria resolvido há muito tempo.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Sou uma geladeira a querosene

Por força do que tem que acontecer, nem que seja pelo acaso, encontrei-me hoje pela manhã com o J. Conversamos muito rapidamente sobre a união de textos e mentes e ideias que pode se concretizar no futuro próximo, envolvendo o embrião do que seria o primeiro jornal virtual da cidade.

Para variar, conversar com ele é sempre instigante, e sempre muito proveitoso. Deste breve encontro, fui comparecer ao próximo compromisso da agenda do dia (era o terceiro já, e ainda eram 7h30), pensando em como é possível a alguém da minha geração e idade se multiplicar em tantos compromissos.

Exige o mundo moderno que tenhamos habilidades e competências múltiplas, bastante flexibilidade de aprendizagem e muita determinação e força, para dar conta de um dia inteiro de compromissos.

Ora, aos quarenta e tantos anos já não sou garoto. Meu trabalho, por exemplo, é fisicamente mais duro hoje do que era há dez anos. As habilidades computacionais e virtuais exigidas, muito mais complexas que há dez anos, e assim por diante.

Portanto, sou profissional de transição. Minha instituição está passando por uma fase de mudanças fortes e, quando estas mudanças estiverem consolidadas, eu estarei aposentado e fora da organização.

Ainda assim, observo com muito pesar que meu entusiasmo está maior do que os profissionais que vejo chegarem ao sistema. É um paradoxo, porque se criarão em uma cultura já modernizada de trabalho. Eles deveriam estar empolgados e produzindo muito.

A mim, sobraria o refrigério de produzir bem. Como uma geladeira a querosene, ultrapassada em tecnologia, mas ainda eficaz em produzir o frio. Só que a velocidades módicas e com muito barulho, uma vez que beirando a aposentadoria.

É lógico, então, que eu pense haver algo fundamentalmente errado com o mundo. As geladeiras novas - duplex, inox, frost free, baixo consumo, silêncio máximo, água na porta e painel digital com neon azul - em sua esmagadora maioria, andam produzindo menos frio e trabalhando em menor quantidade. O que aconteceu com meu universo?

J, por exemplo, é geladeira mais ou menos nova, mas produz bem e gela rápido, sem ruído de machucar os ouvidos. Tenho que considerá-lo como uma exceção à regra? Não gostria de fazer isso. Ele deveria ser um dos expoentes da regra.

Ser uma geladeira a querosene, num mundo tuitado e conectado, é ser uma quase aberração. Porque a barulheira, o cheiro ruim e a fumaça no teto chegam a esconder o princípio geral de funcionamento: produzir o frio para o trabalho de geladeira.

Não gostaria de afirmar algo sequer semelhante, mas algumas geladeiras por aí estão trabalhando muito para que, num futuro breve e triste, o consumo de querosene volte a aumentar nos postos e supermercados. Uma pena e um desastre. Porque gerações novas é que constroem mundos novos, ao invés de apenas adaptar as soluções velhas.

Agenda Oculta? Nós, movidos à querosene, não queremos ser extintos, com certeza. Mas nosso lugar é um destaque honroso nos museus, após o fim das transições fundamentais. Apenas para mostrar como fazer, e não para fazer todo o processo continuar funcionando no minimamente aceitável. Oxalá os jovens entendam esta imperiosa necessidade. Um mundo inteiro os aguarda.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Drops de Pitáculo Escuro?

Proponho aos amigos Werton e Zé Henriques a união de nossos espaços, para agregar valor. Werton conseguiu um visual muito bacana para o Pitáculo, J. entende muito da área de saúde (e de muitos outros assuntos), e eu entendo muito de sugar o trabalho alheio.

Seria a união perfeita de mentes e projetos que se complementam naturalmente, sem falar que nossos egos são facilmente controláveis. Acredito que, com mais alguns colaboradores específicos, iríamos praticamente inaugurar o primeiro jornal puramente eletrônico da região.

Fica o convite público. Assim os dois não podem negar que o receberam, futuramente.

Agenda Oculta? Não, o Agenda, O Ugly Dark e o Pitáculo não estão ruindo nem caindo pelas tabelas. Minha idéia é ampliar, aglutinar, unir. Tudo isso fortalece e aumenta o valor e a qualidade. Parece política, não é? A menos que seja tomada a política de Monlevade como exemplo...

sexta-feira, 17 de julho de 2009

O fim de um ciclo

Como muitos observadores já perceberam, o polêmico Ombudsman dos Brogs está encerrando um ciclo. Nada é perene, e poucas coisas são duradouras. Não há o que lamentar, senão a validade da experiência que foi proporcionada.

Um aspecto interessante: não importa que tipo de avaliação seja proferida, o objetivo principal foi alcançado com brilho. Todos os blogueiros da cidade e região se beneficiaram da presença do Ombudsman, em maior ou menor grau. Todos evoluiram em conteúdo, em lógica, em consciência crítica.

Nem todos admitirão, mas esta é uma questão subliminar neste ponto da análise. Meu fluxo de leitores vinha majoritariamente da página do Ombudsman. Logo, meu público vai cair, num primeiro momento. E isso é ruim. Sou prático em admitir realidades.

Logo, tenho que buscar alternativas de cativar mais leitores, sem perder a linha do meu Blog específico. Vou praticar o empirismo, tentando e corrigindo rumos aos poucos. Ao longo do processo, terei sucessos e fracassos, como qualquer humano. O importante é seguir e evoluir sempre. É o que pretendo.

Uma realidade, entretanto, está consolidada: João Monlevade terá que se acostumar com a presença de blogueiros e novos analistas de cenário e tendências, sendo pouco producente para a cidade ignorar a Internet como ferramenta de autoavaliação.

Anotem e confirmem posteriormente: a displicência com que a rede foi tratada até agora, pela cidade, está obsoleta. O cenário de campanhas eleitorais, por exemplo, será fortemente influenciado pela rede. Mas a evolução do município passa também por outras percepções, principalmente a de que a informação "fast food" não precisa ser necessariamente danosa. Pode ser produtiva e saudável. Afinal, frango grelhado e salada não precisam de muito tempo para ser preparados.

Agenda oculta? Estou preparando meus alfaces e tomates, manga e agrião, palmito e cheiro verde. E o Gerôncio vai se encarregar da picanha, da alcatra e do pernil gordo para colocar na brasa. Só por precaução...