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quinta-feira, 15 de março de 2012

Para os que perderam alguém, um dia...

Hoje não deu...

Fiquei devendo a atualização do blog por hoje, gente. Peço desculpas mas o trabalho pesou demais. Reafirmo que o blog e minha profissão não devem se misturar além do mínimo necessário, por questão pessoal e ética. Sei que vocês entendem.

Não vou comentar sobre a imensa tristeza de ver uma mãe enterrar um filho, que ainda nem começou direito a viver. É uma dor que ninguém merecia passar nesta vida. 

Também não vou comentar sobre a dor que eu sinto nestes casos. Vai que aquele anônimo antigo e especial ainda está por aí, vigiando pra ver se eu aprendo a me comportar como um robô e a largar meu emprego (porque eu não o mereci através de um concurso público concorrido...)

Na medida do possível, fiquem com Deus e até amanhã.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Como resolvemos essa equação?

Um país muito descompromissado com sua educação pública, somado ao preço abusivo de livros em geral, acrescido da preguiça endêmica e incentivada pela pesquisa e leitura, diminuído de ambientes onde a cultura mais refinada seja oferecida.

Essa equação, no passado e ao redor do mundo, construiu os mais hediondos sistemas de governo que uma coletividade pôde ter, com reflexos muito ruins para as sociedades nas quais se inseriu. Vamos conseguir resolvê-la?

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Vou morrer

Este fato me deixa triste, é lógico. Mas não saber a data me deixa mais alegre, também. E até o dia e a hora designadas por Deus me pegarem de jeito, vou continuar a ser indignado com muitas coisas.

Vou continuar a acreditar que a vida dos outros é tão importante quanto a minha vida. Vou continuar tendo carinhos com os mais velhos e paciência com os mais jovens.

Vou continuar tendo ideias, até o ponto em que elas já não me tiverem em seus projetos. Elas podem vir a me descartar, mas eu não me permito o luxo tolo de descartá-las.

Vou continuar duvidando das pessoas de photoshop e abraçando as de carne e osso, aprendendo o padrão da beleza que acontece. A beleza montada a golpes de mouse me parece pouca demais para eu prestar atenção.

Vou continuar acreditando que somos uma raça destinada a grandes coisas, mesmo quando se diminui muito não aceitando os efeitos das causas.

Vou tentar cativar pelo que sou, e apenas uma pessoa por dia. Cativar multidões sacrifica a qualidade dos cativados eventualmente.

É, vou morrer. Até este dia chegar, escolhi viver a vida que posso e não a vida que me querem convencer que é correta.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A vida que depende da morte de outro

(Colaboração com imagem: Pedro Paulo via e-mail)

A natureza também é bela e triste. Para nossa inteligência limitada, ela pode parecer implacável. Mas sabe o que está errado - errado demais - na fotografia? Não é a fome do abutre. É a criança que ele espera devorar, quando estiver morta de fome. A natureza não colocou o pequeno ser humano neste cenário.

A humanidade não deu certo. Podemos nos acomodar com essa ideia ou podemos buscar caminhos. Eu optei por buscar um caminho individual, porque não consigo mover outros seres humanos. Até porque, nessa altura da minha curta e ignorante vida, já não sei mais reconhecer o que é a verdadeira humanidade de alma.

Assim movo-me só, e em outras direções. Nem menino faminto nem abutre ansioso. Que cada um busque a sua e vamos torcer para que a maioria escolha uma direção correta, justa e humana. No sentido positivo do termo "humano".

terça-feira, 22 de novembro de 2011

70 centavos e futuro algum

Deixei esposa e filho hoje, ali próximo ao Banco do Brasil, na parte da manhã. Antes de arrancar o carro, fui abordado por um jovem bem vestido (exceção ao sapato soicial sem meias) que me pediu dinheiro para um sanduíche.

A reação natural é dizer que não tenho. Quase sempre. Mas o olho clínico de Perito Criminal e, portanto, olho clínico de policial não deixa de funcionar... Era um "chassi de crack", meu nome pessoal para os físicos que parecem de modelos anoréxicas e antissociais. Aliás, antissociais somente quando anoréxicas presentes em campanhas publicitárias, certo?

Voltando, era um chassi de crack, clássico. Qualquer dinheiro que eu desse iria para a primeira ou não das pedras do dia. Mas eu acordei com o "diabo no corpo", como se diz por aí. Tenho o meu vício em Hollywood (e o médico Railton me passou uma reprimenda por causa disso), portanto não tenho o direito nem o estofo ético para criticar o vício de ninguém. Apenas fico ao lado da Lei, e ela não permite interpretações contra sua vontade.

Dei setenta centavos para o jovem. Afinal de contas, ele me disse que iria comprar o sanduíche numa lanchonete próxima. Se iria mesmo adquirir o sanduíche, isso já não era comigo. O que importava era não fazer o pré-julgamento. Gostamos disso, não é?

Evitei fazer um, enquanto observava ele passar impavidamente pela porta da lanchonete Bocatta. Não entrou e não fez menção de entrar. Imaginei ali, na hora, o que seria do futuro daquele jovem e dos setenta centavos para comida.

Bem, os setenta centavos iriam cumprir sua única função essencial. Iriam funcionar como meio de troca, porque somente para isso o dinheiro há de servir. Dependeria do rapaz o meio de troca mais adequado a seus desejos.

Setenta centavos nunca irão me fazer falta. Torci muito para que não fizessem falta também para o futuro daquele jovem. Porque tive a sensação de não ter proporcionado futuro algum a ele. Nem de setenta centavos, nem de todo o dinheiro do mundo...

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Polaroids em tons de cinza

Galvão Bueno se empolga com os sopapos do "esporte" em que o importante é causar lesões em outro ser humano.

A seleção brasileira goleia o poderoso Egito por 2 x 0 e tem gente já chamando "o hexa".

O rock brasileiro responde por Restart e Cine.

Os professores brasileiros não conseguem ganhar um piso salarial de R$ 1.187,00.

O pudor e a vergonha na cara viraram peças de museu.

Pagamos 35 mil reais por carros sem airbag e sem ABS.

A tabela de nosso Imposto de Renda está defasada em mais de 15%.

A Vale do Rio Doce, que utiliza uma concessão pública, se recusa a transportar mais que uma viagem de passageiros por dia, entre BH e Vitória.

Nossa taxa de juros básicos é a maior do mundo.

Ladrões de óleo de cozinha vão para a cadeia, políticos ladrões de milhões nunca.

Estudantes protestam pelo direito de enfiar o rabo na maconha dentro de uma Universidade Pública.

Ação de Estado destrói carro de trabalhador na Rocinha; Governo do Rio diz "Que se ficar comprovado que foi responsabilidade nossa, pagaremos".

Nenhuma cerimônia de hasteamento da Bandeira Nacional aconteceu hoje em minha cidade.

Há décadas estamos sem cinema por aqui. Cavalgada tem todo ano.

85 bilhões de reais são engolidos pela corrupção brasileira anualmente.

A agiotagem ainda é crime para quem não for operadora de Cartão de Crédito, Banco ou Financeira.

Cerca de 60 % da população brasileira consegue ler, sem abstrair ou formular uma única ideia a partir do que leu.

Cerca de 15 % da população brasileira não consegue abstrair ou formular ideias, simplesmente porque não sabe ler.

Ideias só são consideradas se forem do agrado de mandantes. Ou do agrado de seus interesses.

Homens públicos brasileiros, em sua esmagadora maioria, não entendem que são empregados da sociedade e que possuem deveres a cumprir.

Mulheres estão se reduzindo à condição de carros velhos: quando não estão empenhadas em pintura, estão sonhando com a funilaria.

Homens estão abdicando do dever de serem mais que garotos mimados e turrões.

Minas gerais fechou, de uma só vez, os dois principais estádios que possuía para a prática do futebol profissional. Em nome de uma Copa do Mundo que vai nos deixar mais pobres, mais enojados, mais apequenados diante do mundo.

Nosso trânsito tem dezenas de gestores. Nenhum deles é aquele deveria gerenciar o trânsito.

Monlevade age como se a "roçalização" de sua sociedade fosse resolver todos os problemas. Pelo menos serve para vender picapes e roupas de cowboy...

Ainda faltam muitos absurdos para 2011 acabar.

domingo, 6 de novembro de 2011

Perdas que somam

Às vezes tenho a quase certeza de que o que nós somos, enquanto pessoas, é a soma de nossas perdas. Alguém querido se vai e assimilamos sua filosofia de vida, quando positiva. Um domicílio é mudado e mantemos na memória as boas convivências que ali se produziram. Um vício é abandonado e aprendemos finalmente a preservar em nós, o que restou de sadio para ser guardado.

Nossas perdas são nossos faróis para o futuro. São dolorosas, mas sem elas, ninguém amadurece a ponto de entender em si mesmo o fenômeno da humanidade.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Para refletir com classe




"Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso.
Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro"

Clarice Lispector

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Essa nossa liberdade

Há quem diga que a única liberdade que eu defendo, a de escolher, é fictícia também. Que nossas escolhas são ditadas pelo mundo externo. Que todos somos gado para o abate, mesmo tentando recuar na esteira do matadouro.

Essa é uma visão que não me anima. Acredito na escolha não como uma liberdade universal e onipotente. Nenhuma liberdade humana se configura desse jeito. Nossa vida social é marcada pelo desapego de alguma liberdade individual, para garantir as escolhas dos outros. Nisso reside nossa grandeza.

As escolhas que fazemos são as que podemos fazer. Aí, somos verdadeiramente livres. Permitir que essas escolhas mínimas sejam esbulhadas por outra pessoa é permitir que sejamos reduzidos ao que não é humano. Cada um deve escolher se quer este destino ou não.

E essa nossa liberdade não tem como ser tomada à força.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Dias de chuva

Eu sempre gostei deles desde criança. Só o direito de sair correndo pelas enxurradas já valia quase todo o dinheiro do mundo! Hoje minha relação com a chuva é mais madura, porque a gente (mesmo sem querer) envelhece.

A paixão vira amor, respeito, carinho e preocupação. A chuva continua sendo "arroz e feijão caindo do céu" como antigamente. Mas também significa que as casas de muitos irão descer pelas encostas, que vários pais e irmãos e mães e irmãs ficarão em alguma ribanceira de estrada...

Enfim, parece que a chuva também madureceu e se revoltou de alguma forma. Não dá para condená-la, porque se existe uma raça que empesteia o planeta é a nossa. Nós estamos deslocados aqui. Somos nós que não fazemos parte natural dessas paisagens lindas que o mundo ainda tem.

O mais certo a fazer, então, é agradecer os dias de chuva por eles existirem sem depender de nós. Se dependessem disso, talvez eles nem fossem o anúncio dos dias de sol que ainda virão.

Buscando o desenho original

Talvez o que nos mova em realidade seja a falta do nosso desenho original. Quase todos nós temos a desconfiança de que estamos incompletos ainda, e que alguns fragmentos e pedaços do que a gente é, estejam espalhados pelo mundo.

Se for assim mesmo, existe uma ironia amarga em viver. Como encontrar todos estes pedaços numa vida tão curta, num mundo tão longo? A receita de cada um pode ser a mais correta. A minha, é aceitar com alegria a tarefa de nunca desistir de mim e de nenhum dos meus pedaços perdidos.

Vou tentando recuperar o desenho original do homem que Deus esperou ver formado e íntegro, em mim mesmo. Sei que vou decepcioná-Lo quanto ao desenho, mas não vou deixá-Lo triste porque desisti de me procurar.

E imagino que Ele ficará feliz em saber que os pedaços que não são meus, mas que eu encontro na caminhada, tento devolver a seus legítimos donos do jeito que me for possível. Se eu não conseguir o sucesso para mim, terei levado um pouco de alegria completando a quem eu puder, na caminhada.

A vida possui uma ironia amarga, é verdade. O açúcar, quem pode acrescentar somos nós mesmos.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Esquecemos o quilo de sal

Somos pródigos com o sentimento de amizade. Esquecemos daquelas lições de ouro que aprendemos ao longo da vida com os mais sábios: você só conhece um pouco de alguém, após comerem um quilo de sal juntos. Sem o quilo de sal, chegamos pouco próximo do que pode ser uma pessoa.

Por que é tão difícil prestar mais atenção a nossos olhos do que a nossos ouvidos? Às vezes, nossos olhos estão revelando uma realidade monstruosa, mas nossos ouvidos estão prontos e aptos a aceitar qualquer explicação sobre esta realidade. mesmo a explicação mais monstruosa, se for dita com palavras doces e um "jeito sincero".

Esquecemos que nossa existência é de visão, audição, paladar, tato, olfato e muitos outros sentidos que ainda nem descobrimos por inteiro. Esquecemos as lições de quem já atingiu a sabedoria. esquecemos de arriscar nossa própria avaliação sincera, mesmo a autoavaliação. Ignoramos nossa consciência de mundo.

Esquecemos o quilo de sal. Sem ele a vida fica muito mais doce, é claro. Mas fica muito mais irreal também.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

domingo, 11 de setembro de 2011

11 de Setembro

Há dez anos, eu vivi um dos dias mais tristes da minha vida. Não por causa dos milhares de americanos inocentes mortos no ataque terrorista, mas por causa das dezenas de brasileiros dementes que comemoraram o fato.

Alguns chegaram, inclusive, a questionar minha tristeza. Para eles, nascer americano é viver culpado. Vá lá, vou fingir que sou demente também e aceitar que o Pentágono fosse alvo de um ataque (mas não utilizando aviões de carreira, onde haveria os inocentes vítimas do mesmo jeito). Vou fingir que sou demente ao extremo e aceitar que 6000 vidas foram um preço muito bacana a pagar pela derrocada americana. E vou fingir que sou tão estúpido quanto os que comemoravam naquele ano de 2001.

Boa parte deles hoje usa telefones e computadores Apple, programas da Microsoft, dependem de grupos geradores, turbinas e implementos elétricos da General Electric, observam equipamentos Caterpillar promover desenvolvimento econômico no Brasil e no resto do mundo, etc. Sem falar das pesquisas médicas e de nanotecnologia, e parando por aqui para não desfiar um rosário de muitas outras contribuições.

Sempre haverá algum demente questionando meu pensamento, ainda hoje. Respeito isso por amor à Democracia, não aos dementes. Aquele 11 de Setembro me fez ver os americanos como sempre vi: um povo com seus prós e contras como qualquer outro povo.

Mas também me fez ver alguns brasileiros como eu nunca tinha visto: como feras irracionais e sociopatas, pouco merecedoras de qualquer análise mais profunda de suas próprias existências. Que as famílias dos mortos possam se reconciliar com a paz interior, algum dia, é só o que espero.

domingo, 21 de agosto de 2011

Dores do crescimento

Somos humanos e, por isso mesmo, somos também bichos. Um tipo especial, único, predestinado? Talvez nenhum de nós saiba a resposta. Somos bichos também, e assim é.

Sendo bichos, temos muito que entender de nós mesmos. E a aprender com os outros bichos do planeta. Uma coisa fundamental é entender como a maioria deles lida com as feridas necessárias, que ocorrem ao longo da vida: bichos lambem as feridas para acelerar sua cura.

Os bichos solitários não tem como atingir todo o próprio corpo, o que significa que algumas feridas demorarão muito mais para cicatrizar. Os bichos coletivos podem lamber as feridas uns dos outros. Esta é a diferença: bicho só é bicho mais fraco.

Aprender a viver em conjunto, num suporte solidário, faz com que algumas dores sejam menos doloridas. Mesmo as dores do crescimento, que machucam de uma vez só corpo e alma. Crescer, num universo que busca cada vez mais o retorno à infância sem deveres nem responsabilidades, é dolorido sempre. Não deveria ser solitário.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Sermo et consuetudinem

Há poucos dias entupi meus ouvidos com uma cantilena aborrecida, patrocinada com o minguado dinheiro público que resta à Prefeitura Municipal de João Monlevade e veiculada em rádio, em que se afirmava algo mais ou menos assim: "Não se trata de vencedores nem vencidos, blá.blá.blá..."

A intenção era alguma coisa que provavelmente nem o autor da gororoba se lembra mais. Após os professores do município terem decidido retornar às salas de aula, colocando termos finais a um movimento grevista de mais de dois meses, saiu outro gasto inútil do pouco dinheiro disponível para tripudiar sobre o movimento de reivindicação.

Sermo: "Não somos combatentes contra os que clamam pelo que é digno, não estamos buscando ofender e não imaginamos que haja a intenção do combate ou da ofensa por parte dos nossos adversários de ideias".

Consuetudinem: "Rá, Rá, Rá! Viram? Os professores se fu#$@%&! Vão cutucar a onça com vara curta, vão..."

Algo me preocupa bastante na atual fase de ordenamento administrativo e político de João Monlevade. Poucos atores sociais da política entenderam que, com o advento das comunicação virtual, aquelas mentes locais dotadas de algum verniz estão livres para manifestar sua diagnose e espalhar suas concepções livremente.

O discurso e a prática podem demorar a entender essa nova equação. Talvez nem venham a entendê-la, sendo atropelados por ela. Mas isso não importa. O que importa é evoluir rapidamente, para não ser (os atores sociais da política) engolidos pela evolução do sistema.

Traduzindo numa linguagem mais palatável, todos devem pesar com cuidado o quanto de sua fala estará divorciada de sua prática, nestes tempos novos. Trata-se de sobrevivência dos mais aptos, porque a selva em redor está, como sempre esteve, coalhada de predadores.

A diferença é que agora os predadores possuem mecanismos muito ágeis de comunhão dos ideais de caça. E se comunicam muito mais velozmente do que antes.

P.S - Não sou fluente em latim. Tive ótimos professores na Faculdade, mas o que fiz foi buscar os substantivos na Internet. Este é só um pequeno exemplo do que a postagem quis demonstrar, sobre os novos tempos aos quais teremos que nos adaptar para sobreviver. Todos nós.

P.S 2 - Sobreviverão apenas os mais aptos. Darwin estava correto.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Para refletir

Alma de ditador quem possui não é quem desconhece a liberdade. É quem, conhecendo-a, a despreza ou tenta torná-la insignificante.