Somos humanos e, por isso mesmo, somos também bichos. Um tipo especial, único, predestinado? Talvez nenhum de nós saiba a resposta. Somos bichos também, e assim é.
Sendo bichos, temos muito que entender de nós mesmos. E a aprender com os outros bichos do planeta. Uma coisa fundamental é entender como a maioria deles lida com as feridas necessárias, que ocorrem ao longo da vida: bichos lambem as feridas para acelerar sua cura.
Os bichos solitários não tem como atingir todo o próprio corpo, o que significa que algumas feridas demorarão muito mais para cicatrizar. Os bichos coletivos podem lamber as feridas uns dos outros. Esta é a diferença: bicho só é bicho mais fraco.
Aprender a viver em conjunto, num suporte solidário, faz com que algumas dores sejam menos doloridas. Mesmo as dores do crescimento, que machucam de uma vez só corpo e alma. Crescer, num universo que busca cada vez mais o retorno à infância sem deveres nem responsabilidades, é dolorido sempre. Não deveria ser solitário.
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