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quinta-feira, 17 de maio de 2012

Vala aberta no República

Ainda não descobri se o Mandado de Segurança é o meio correto de buscar uma solução para a voçoroca que toma conta da Rua Padre José de Anchieta. Mesmo não sendo jurista, acho que a situação encontra os requisitos de plausibilidade e admissibilidade exigidos para o fato. Mas posso estar equivocado.

Ainda assim sei que o Ministério Público, mediante a apresentação dos fatos concretos, é competente para impetrar a devida Ação Civil Pública, visando resguardar o direito dos monlevadenses de trafegar com segurança pelas vias públicas da cidade.

Considero uma tristeza sem fim ter que apelar para outras instâncias, mas não vejo o Executivo Municipal se empenhar em corrigir um fato que está gerando perigo para muitos. Quando um veículo despencou dentro da última cratera aberta pelas chuvas na Rua Padre José de Anchieta, todos nós entendemos que se tratava de uma fatalidade causada pela ação da natureza. Mas e agora?

A vala aberta pelo DAE está ficando mais profunda. Já está difícil fazer a conversão para acessar as ruas transversais, além de estar ficando perigoso porque os veículos que descem o morro o fazem em alta velocidade.

Melhor a tragédia de apelar à Justiça agora que correr o risco de uma tragédia irreparável mais tarde.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Esclarecendo...

A postagem anterior tem uma razão de ser. No ano passado e neste ano, a tarifa de transporte público passou por congelamentos de preço. Somados, os meses de congelamento chegaram a 10, até agora.

Não sou auditor contábil. Admito o fato. Mas tudo que aguenta 10 meses de congelamento, em 15 meses possíveis, tem que estar com uma enorme gordura para queimar no início. Traduzindo, tem que estar caro pra caramba ou o empresário quebraria rapidinho.

Como os funcionários da empresa não estão com essa bola toda na hora de receber reajustes salariais, essa discussão sobre o real custo do transporte público e o real valor da tarifa passou da hora de acontecer. Porque eu posso ter o luxo de não precisar de ônibus, mas milhares de monlevadenses precisam dele com preço justo.

Tarifa de ônibus em JM


Estou especulando, o que quer dizer que posso estar equivocado. Mas tenho algumas dúvidas severas, quanto ao real custo de operação que está estampado na planilha no transporte público de João Monlevade:

1 - Como é calculado o valor de insumos essenciais? Ex. problema = preço do pneu. Vamos pensar num valor médio de R$ 1.250,00 que não é fora da média de preços. Ele não deveria ir para a planilha com este preço, pelo simples motivo de que frotistas compram às centenas, com preços cerca de 30% mais baixos. Se vai para a planilha o valor original (1250) eis uma distorção bancada pelo usuário.

Ex. problema = Quanto duram estes pneus no cotidiano? Se não forem marcados no início de sua vida útil e se não for controlada sua durabilidade, eis outra distorção econômica bancada pelo usuário. Podem durar 80.000 km e ser declarado que rodaram 60.000 km até a hora de reformá-los.

Ex. problema = Qual o real consumo médio da frota? Como não são utilizados tacógrafos digitais selados, a população não tem como fazer este cálculo com exatidão. Mais distorção econômica que pode estar indo para a planilha.

2 - Como é calculado o valor de insumos secundários? Ex. problema = número de gratuitades efetivamente atendidas/dia. Termos 5000 usuários cadastrados e autorizados a usufruir de gratuitade não significa que 5000 pessoas usam deste benefício todo dia. Se o número for menor, distorção econômica a ser bancada pelos usuários pagantes do sistema.

Ex. problema = Oficina mecânica. Se a empresa tem mecânicos em seu quadro de funcionários, o custo já estará embutido em folha salarial. Se a planilha prevê remuneração de oficina, mais distorção econômica a ser bancada pelos usuários.

Ex. problema = durabilidade de peças de alto valor. Cálculo semelhante ao da durabilidade dos pneus.

3 - Por que a planilha de custos não é entregue à sociedade para uma auditoria ampla? Sem ela em mãos, tudo que João Monlevade pode fazer é especular sobre os custos reais x custos declarados. E especular nunca foi o melhor caminho para haver justiça social ao lado da justiça de remuneração do prestador de serviços.

Nãos nos discutimos enquanto um lar para todos. sequer nos discutimos enquanto cidade. Isso torna tudo muito mais difícil - e caro - para todos.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Futuro a gente busca

Tive uma oportunidade boa de conhecer as pessoas que estão tentando reerguer e manter o Conselho Comunitário de Segurança Pública, hoje pela manhã. Ótimo encontro, e eu espero poder participar de todos os que virão com o pouco que tenho para contribuir.

O caminho nunca é fácil, mas não dá para esmorecer. Futuro é algo que a gente tem que buscar, ou ele acontece do jeito que quiser. Espero que, em breve, João Monlevade possa contar com um bom Conselho de Segurança Pública, estruturado e com poder de decisões e investimentos pontuais.

Porque, em matéria de Segurança Pública, nada é supérfluo.

A laje tá ótima...

Ê, galo... Que bom para você poder fazer mais uma festa, hein? Desculpe se não vou, se sou ingrato, se sou do contra, se quero jogar água no foguete e areia na farofa. Pode me considerar um desertor, se quiser. Mas eu não sou não, hein?

Aquelas madrugadas de tristeza, as viagens longas, a compra sofrida de muita camisa, a tortura de aguentar a gozação de tantos (bem vinda porque é saudável, quando não cai no desrespeito) e mesmo a violência burra dos outros, tudo isso gerou uma conta que você - infelizmente - está meio longe de pagar.

Então, estou feliz por você. Mas não estou feliz com você e não vou subir nessa laje. Aproveite a festa porque daqui a uma semana começa de novo, o seu e o meu martírio. E não me leve a mal, mas quem vive de promessa é santo. E eu só sou gente, cara.

Pode ter certeza de que, quando houver pelo menos mais dois títulos nacionais no seu currículo, volta a minha solidariedade. Até lá, fica só o amor pelo amor mesmo. Cobrando muito para você não escorregar feio de novo.

E, para finalizar, você já estampou no manto seu amor por refrigerante, montadora de automóvel, companhia aérea e até banco. Que tal colocar nele também o patrocínio da "Massa", que vale por dez vezes em dedicação o pouco que você devolve em resultados? Só uma sugestão, viu?

sábado, 5 de maio de 2012

Visão de futuro

Quero deixar aqui os parabéns especiais ao Hiper Comercial Monlevade pelo sucesso. Porque minha experiência de consumidor com o Hiper é bem positiva, no pesar da balança. Para quem imaginava que o estabelecimento era grande demais e que Monlevade não tinha porte para recebê-lo, ver o estacionamento e a ampliação do estacionamento completamente lotados é uma satisfação. Fora a raiva de não conseguir estacionar, mas daí é outra história. Quem chega primeiro bebe água limpa.

Monlevade está mais do que madura para investimentos de maior porte. Está aí uma coisa que não percebemos antes: a cidade estava vivendo uma renovação de suas gerações (mentes mais modernas e idealizadoras, em detrimento das mentes mais "antigas" e conservadoras) e pouca gente percebeu.

Correr atrás do tempo perdido fará um bem muito grande pela cidade, principalmente pela ótica da geração de emprego e renda. Mas vai gerar problemas novos também, e isso tem que estar no olho dos futuros administradores.

Vamos trabalhar por este futuro, gente. Todos tem muito a ganhar com isso.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Sinais de paz

Tenho esperanças de que hoje, finalmente, eu obtenha a licença para retornar à Quarentena e ao meu querido paralelo 38N, a Zona Desmilitarizada. Como já informei antes, nem eu estou me suportando neste momento. Sinais de paz, quando verdadeiros, devem ser aceitos imediatamente, e é o que me proponho a fazer.

O maior problema em se estar numa guerra é que do outro lado há pessoas. Geralmente soldados que são tão vítimas quanto nós mesmos. Os generais não empunham granadas e metralhadoras numa trincheira. 

E os soldados estão pensando em muita coisa, antes de pensar em atirar. Família, sonhos, vontade de não estar ali sem seus generais na linha de frente, a ironia do mundo em que os camundongos estão na trincheira e os ratos maiores estão na salinha com ar condicionado e rosbife com champanhe, etc...

Que esta Sexta possa ser o Dia da Paz possível, até o período em que, voluntária e conscientemente, irei iniciar minha guerra pessoal. Até aqui tive que brincar de soldadinho atirando bolotas de papel, o que não pertence ao meu perfil.

Oremos.

sábado, 7 de maio de 2011

Guarda de Trânsito também!

Estava voltando da BR 381 ontem à noite - infelizmente mais uma família dizimada. (Anônimo antigo, comemorei com fogos de artifício viu? Não fiquei reclamando da minha maldita sorte... Anônimo recente, eu trabalho também, viu? É que eu sou feito de carne e osso e tenho folgas como os outros trabalhadores, me desculpe por esta falha de caráter... E não estou reclamando!)

Na esquina do Centro Educacional vi alguns carros tentando dar marcha a ré pela Wilson Alvarenga, para pegar a Rua Duque de Caxias e prosseguir através da Linha Azul. Com certeza alguma coisa ruim tinha acontecido. Esperando o pior, parei a viatura no semáforo, já atravessada na Avenida e com as luzes de emergência ligadas, para auxiliar no que fosse possível.

Graças a Deus não era nada de muito grave, apenas bem inconveniente. Um ônibus da Enscon tinha quebrado no meio da Wilson Alvarenga, lá na esquina com a Rua Cerâmica, e o trânsito tinha sido bloqueado. Conversei com o motorista e ele me disse que não havia jeito de sair dali num prazo curto.

Bom, ser guarda de trânsito nunca foi meu sonho de vida, mas deixar as pessoas travadas na avenida por 40, 50 minutos também não era nada legal. O jeito era improvisar e tentar gerar um pouco de fluidez no trânsito do jeito que desse.

Graças a Deus muitos motoristas colaboraram bastante. Foi possível desviar o trânsito totalmente para a Linha Azul, permitir que os carros já travados retornassem de marcha a ré pela Wilson Alvarenga para pegar o desvio (incluindo aí outro ônibus da Enscon mesmo), impedir que outros ônibus e caminhões seguissem para o ponto de retenção e ainda liberar espaço para que carros pequenos passassem ao lado do ônibus avariado.

Consegui ligar para a PM e para o Settran, mas entendo que numa Sexta-Feira à noite não é fácil ter os profissionais capacitados em número suficiente para cobrir as demandas. O povo teve que se virar com um profissional incapacitado mesmo. Ainda bem que o espírito de todos estava bem desarmado e tranquilo, e não houve problema algum até que a turma de mecânica da Enscon conseguiu resolver o problema e foi possível liberar totalmente a Wilson Alvarenga de novo.

Parabenizo a todos os motoristas que tiveram um grande espírito de solidariedade naquela hora e naquele lugar. Com a ajuda da população, a vida em sociedade fica muito menos complicada. Graças a todos vocês, muita gente conseguiu evitar um grande atraso no retorno para casa. Obrigado!

P.S - Fiquem tranquilos, não pretendo seguir carreira na função. Mesmo sendo muito menos dolorida do que aquela que exerço, ninguém está correndo o risco de ter um guarda de trânsito trapalhão em João Monlevade. Vou continuar levando o arroz com feijão para casa através da Perícia Criminal, mesmo.