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terça-feira, 27 de março de 2012

Dois mais dois...

Vamos deixar uma coisa simples e clara: eu vivo para agendas que são mesquinhas tanto quanto vivo para agendas maiores. Gosto das grandes agendas, mas me exaspero com a ignorância - seja a minha, seja a alheia - de um jeito tão forte que não resisto à tentação das pequeninas de espírito.

Portanto, quando me virem participando e de forma ativa de uma grande agenda, é porque recebi o convite e porque estou ali de coração, ignorando todo o resto que me transforma em criatura mesquinha, ok? Da mesma forma, se me virem atirando pedregulhos em algo pequeno e vil, estou ali de coração e mente, exercendo minha perversidade como qualquer outro.

Se vou para o Céu ou para o Inferno com meu estilo de vida, não sei. Mas não fico estagnado enquanto isso.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Sem crendices fica mais simples

1) Quem estiver com a Carteira de Motorista vencida há mais de trinta dias vai pagar uma multa enorme, ter que repetir todo o processo de habilitação e pagar todas as taxas e aulas de novo!!!

2) Você não pode dirigir com o extintor de incêndio do carro guardado dentro do plástico, senão o guarda vai te multar mesmo!!!

3) Quem tem só a Permissão para dirigir (CNH provisória) não pode pegar a BR, senão tem multa e apreensão do veículo!!!

Tolices sem tamanho nem fundamento. Dou o meu salário de um ano para quem buscar a legislação que permite este tipo de interpretação das coisas, ok? O que intriga é como essas "notícias" se espalham sem que ninguém se interesse em buscar a informação verdadeira a fundo. Vai entender o Brasil, sô...

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

A internet compacta de cada um

Este título eu apliquei a um texto que é chave para o meu próprio entendimento do mundo. Não me lembro mais se o texto foi aqui para o Blog, para o antigo blog Agenda Oculta ou mesmo se foi para o jornal Bom Dia. Está em algum lugar do meu acervo, vou encontrar de novo algum dia.

Mas não é relevante lembrar para onde foi o texto. A ideia que o centrava permanece firme e sólida em meu intelecto: todos temos uma Internet Compacta, desligada da rede mundial que conhecemos. Nossa Internet Compacta tem recursos limitados e somente se conecta a nossas memórias, nossas deduções e conclusões, nossas experiências e saberes que vieram da prática.

Ela também está firmemente ligada a nossos neurônios, axônios e dendritos. Sua energia é formada pelas nossas sinapses e pelo tráfego intenso de serotonina, endorfina e outros "tchãs" entre tudo isso, na estrutura maravilhosa de nosso córtex cerebral.

 E nossa Internet Compacta é crua e portanto cruel. Não chega a ser maldosa nem traiçoeira, mas como não permite mascarar o nosso real poder de conhecimento, o que revela é o que somos. Com todas as limitações.

E aí, amigos, reside o maior dos medos que um ser humano moderno pode ter. Sem a Internet "real", qual de nós é verdadeiramente sólido do ponto de vista intelectual, cultural ou social? Pessoas conectadas possuem ao seu lado um arsenal de recursos que pode mascarar ao infinito, o quanto sabem de alguma coisa. Quando sabem.

Basta apertar algumas teclas e... voilà! Eis mais um pequeno gênio aflorando diante do mundo. Por isso gosto dos encontros de carne e osso, onde não há uma porta Ethernet ou Firewire ou seja-lá-o-que-for mediando pessoas.

Em minha opinião já passou da hora de nos renovarmos como seres de carne, osso e Internet Compacta, aquela construída com suor e buscas. Afinal, daqui a pouco vou falar sobre o sherpa Tenzing Norgay (procure na rede, se sua Internet Compacta anda meio enferrujada) e devo cometer muitos erros no meu texto. Não é desrespeito aos leitores, é revolta contra a facilidade da ausência de querer ampliar o conhecimento. 

Que venham meus erros então. Ainda bem e amém!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Você vai ter que sonhar

Não importa como, não importa onde, não importa com o que ou com quem. Sua vida não é uma "timeline" rasa e sem maior sentido que o de ser exposta para ser avaliada. Não faça dela algo tão banal. Haverá sempre quem a desaprove, mesmo sem adotar o grau de amor requerido para te ensinar a viver... Como se isso fosse possível.

Nascer é um fenômeno biológico, sobre o qual não se possui controle algum. Morrer, definitivamente, é um fenômeno humano. Sobre o qual já não tínhamos controle algum e ultimamente não estamos tendo sequer o direito de escolha para não morrer de forma estúpida e brutal.

Assim, o que nos resta? Aquele intervalo entre os dois fenômenos que eu abordei. E muita gente se perde porque perde a oportunidade de transformar esse intervalo - a vida - num fenômeno maior. É mais simples optar pela "timeline", mas não é tão edificante nem tão prazeroso.

Você vai ter que sonhar. E além disso, vai ter que edificar a maior parte destes sonhos com seu sacrifício pessoal, com seu suor, com sua dedicação de corpo e alma. Aí, sim, terá vivido de um jeito que vale a pena.

A alternativa é se contentar com uma linha rasa.


sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Sexta Feira insana

Desde o dia 17 não consigo mais conversar com Judith e Bianca, que não estão no Canadá. Estão em Linden, cidadezinha ali perto de Nova Iorque. Desde o dia 18 a Oi arrebentou com meu Velox, serviço do qual sempre tive orgulho pela estabilidade.

Desde ontem eu estou amargando um pesadelo movido a saudade e raiva. A saudade nem preciso explicar. A raiva vem porque estamos no submundo. Somos uma sub-nação onde direitos e deveres viraram um mingau sem sabor nenhum, que não alimenta e ainda causa sujeira no queixo.

Comprei um notebook de presente de aniversário para o Arthur, assinei um plano de Internet móvel que se recusa a funcionar de forma eficiente e não consegui nada mais que a oportunidade de escrever aqui, com uma baita dificuldade porque não me acostumo com laptops. Não tem jeito, sou velha guarda mesmo.

Prefiro ficar com as coisas antigas, como a saudade e a vontade de fa;ar com minhas meninas, se o Skype funcionar E SE VOCÊS DUAS FICAREM ON-LINE, PELAMORDEDEUS!

Desconectados

A empresa Telemar-Oi deixou a mim e ao Arthur sem conexão com a Internet. Este é o motivo da ausência de postagens e ainda é o fato responsável pelo Arthur não ter conseguido falar com a mãe no dia do próprio aniversário dele.

Vida moderna é um benefício com custos. Vamos ter que nos acostumar, todos nós, com este fenômeno que é sentir falta do ambiente virtual e das comodidades que ele traz. E ainda vou refletir com cuidado sobre o que pensar deste fato. Pago caro por um serviço bom e entendo que ele tenha problemas de vez em quando, mas falhar justo no dia em que mais precisávamos dele é dose.

Até porque, se eu falhar no dia em que a operadora de telefonia mais precisa de mim, que é o dia do pagamento da conta, isso não fica tão irrelevante para ela.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Meia dúzia!!!

Ontem eu deveria estar on line, para receber a justa recompensa por ser atleticano. Peço desculpas ao pessoal que me procurou para descontar o recalque, mas o dia de trabalho começou no Domingo às 23h30 e só acabou às 17h30 da Segunda. 

Acontece, e o motivo todo mundo em Monlevade já sabe. A sede da Polícia Civil no Bairro Baú não está em condições de oferecer o mínimo de segurança. Logo, o movimento de serviços foi transferido precariamente (e esperamos que provisoriamente) para a Rua Louis Ensch, onde normalmente a Perícia funciona.

Não foi uma Segunda-feira fácil. Todos nós temos muita garra e tentamos atender com o máximo de vontade e de eficiência possível, apesar das limitações de momento. O que resta agora é aguardar e esperar que as soluções possam ser encontradas, para o bem de todos.

Então, hoje é o dia. Aproveitem para devolver as gozações (ainda bem que não exagerei nas minhas) e saibam que ainda sou contra qualquer manifestação de violência. Nada justifica... Enquanto torcedores se engalfinharam pelo Estado afora, tenho quase certeza de que uma churrascaria ali pelos lados da Raja Gabaglia estava bem lotada de jogadores e dirigentes de Atlético e Cruzeiro, numa demonstração de paz e carinho que eu já vi uma vez. Chega a ser impressionante ver, com os próprios olhos, como o sentimento do pobre é alimento para o alimento do rico.

Como eu afirmei aqui, torcedores do Cruzeiro tem mais é que devolver a dose que receberam. Ainda acho que só escaparam, mas valeu como título. E mais importante: valeu cada centavo pago. Mais um orgulho para nós, alvinegros: o Galo nunca deixa de oferecer o melhor pelo dinheiro que se investe nele!!!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Justiça social ou sem-vergonhice?



Fui criado por uma família de muita fibra moral e muita vergonha na cara. Portanto minha opinião é conhecida previamente: a legalidade e o caráter andam juntos. Mas para não deixar de ser aberto ao diálogo (que não me convencerá, adianto) fica o espaço aberto para quem quiser argumentar que o Gatonet é uma forma de justiça social contra as multimilionárias empresas de TV por assinatura.

Outra conclusão muito minha, e muito desoladora: as "comunidades" não tem uma aura de pureza tão alva e límpida assim. Na base do Estado de Crime que se instala, há uma conduta de crime que o precede, por parte dos cidadãos comuns.

Durma-se com uma ética dessas na cabeça.

P.S - Não, nunca fiz um "gato" e nunca farei enquanto for vivo. Não aceito as consequências futuras, porque sei o quanto elas representariam para minha história de vida. E sim, tenho preconceito contra quem faz. Ladrão é ladrão.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Asfalto x Bloquete - Nosso chão

Hoje o Jornal Bom Dia traz uma discussão muito válida sobre a cobertura do solo urbano, alinhando as diferenças fundamentais entre utilizar asfalto em detrimento do uso de bloquetes de concreto na pavimentação das vias públicas.

Não vou estragar o prazer da leitura para ninguém. O link para o Jornal está ali do lado direito (CidadeMais) e a matéria é realmente muito boa.

Vou apenas apresentar minha opinião, porque o assunto faz parte do que é minha vivência. Os dois pisos (asfalto e bloquete) apresentam vantagens e desvantagens que são próprias a cada um. A diferença fundamental entre ambos é que o asfalto é um trabalho que se volta para a circulação e conservação de veículos, ao custo da qualidade de vida das pessoas em relação à saúde.

O bloquete de concreto é um piso que produz mais qualidade de vida na sociedade em que está inserido, voltado para as pessoas em detrimento dos veículos. Ecologicamente a discussão é vazia: o bloquete é o piso de eleição nessa disputa. Socialmente, o piso de bloquete distribui benefícios entre as camadas mais pobres da população, com mais eficiência que o asfalto.

Economicamente, o piso de asfalto também perde a batalha em relação aos custos x benefícios. Trata-se de uma cobertura de solo urbano que só se justifica nas metrópoles, a um custo elevado demais para a população dessas cidades.

Não vou entrar no mérito das discussões políticas que envolvam o tema. O momento seria inoportuno. Mas devemos refletir com cuidado, no futuro, sobre a qualidade de vida que João Monlevade poderá oferecer a seus moradores e cidadãos.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Buscando o desenho original

Talvez o que nos mova em realidade seja a falta do nosso desenho original. Quase todos nós temos a desconfiança de que estamos incompletos ainda, e que alguns fragmentos e pedaços do que a gente é, estejam espalhados pelo mundo.

Se for assim mesmo, existe uma ironia amarga em viver. Como encontrar todos estes pedaços numa vida tão curta, num mundo tão longo? A receita de cada um pode ser a mais correta. A minha, é aceitar com alegria a tarefa de nunca desistir de mim e de nenhum dos meus pedaços perdidos.

Vou tentando recuperar o desenho original do homem que Deus esperou ver formado e íntegro, em mim mesmo. Sei que vou decepcioná-Lo quanto ao desenho, mas não vou deixá-Lo triste porque desisti de me procurar.

E imagino que Ele ficará feliz em saber que os pedaços que não são meus, mas que eu encontro na caminhada, tento devolver a seus legítimos donos do jeito que me for possível. Se eu não conseguir o sucesso para mim, terei levado um pouco de alegria completando a quem eu puder, na caminhada.

A vida possui uma ironia amarga, é verdade. O açúcar, quem pode acrescentar somos nós mesmos.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Gisele em cima de pôneis

A mais recente onda de fúria infanto-juvenil da mídia brasileira se volta contra Gisele Bündchen e calcinhas e sutiãs. Lembra muito o "frisson" causado pelos pôneis malditos, lembram-se?

Pois é. O emburrecimento coletivo traz coisas sombrias. Se a modelo não tivesse todo o seu padrão de vida obtido a partir de seu corpo, eu entenderia a barulhada. Se calcinha e sutiã transformassem qualquer mulher em objeto sexual apenas, todas seriam, justamente como todos os homens que usam cueca alguma vez na vida.

O preconceito não existe na mídia, apenas. Ele precisa de um forte combustível intracraniano para nascer. Alguém que acredita em calcinhas e sutiãs como amarras para a plenitude de uma mulher, vai externar essa opinião sempre que vir uma vestida deste jeito.

Lembra os pôneis. Falem bem, falem mal, mas falem de mim. Os profissionais do marketingue precisam trabalhar. E quando o trabalho deles é lembrado, a missão foi bem cumprida. Pelo menos assim é que deveria ser.

Levar a sério demais a mensagem, sem refletir sobre a finalidade a que ela se destina, é coisa de uma geração que já não pensa mais, não reflete mais, não quer perder um pouco de seu tempo amadurecendo conceitos. Quer tudo pronto, tudo muito bem mastigado, muito deglutível, muito fácil.

Uma laranja fornece suco e bagaço. A escolha do alimento fica por conta de quem a tem nas mãos.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Amanhã só no automático

Nesta Quinta-Feira todas as postagens serão automáticas e não terei como moderar comentários aqui no Drops. Vocês não devem notar muitas diferenças, porque grande parte das postagens do Drops é automatizada. Só os anônimos desmiolados imaginam que um blog exige dedicação integral.

O aviso é para que as postagens neutras (pauta branca, na gíria dos jornalistas) não gerem estranheza. Gosto de colocar meus pensamentos e análises aqui. Caso contrário não teria já quase quatro anos de atividade virtual. É quer considero muito importante o repeito ao leitor eventual.

Se o conteúdo não é o que agrada à maioria, lembro que o espaço é aberto à sugestões. Se houver assuntos de interesse, sugiram. Com certeza darei o meu melhor para atendê-los. Um abraço fraterno a todos!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

A vida encontra um jeito

Quando olho para as encostas e os morros de Monlevade, tento fixar os olhos nos ipês. Nessa época do ano, eles dão uma mostra de que a vida é forte. Estão lá, florindo como nunca e se esquivando como podem, do fogo que muitos animais ateiam à vegetação em volta.

A vida encontra um jeito. Muitos dos ipês são severamente feridos e alguns não tem como resistir para o ano que vem. Mas outros se rebelam contra a barbaridade e vão florir de novo. O desejo que temos, nessas horas, é de que nossa vida também encontre um jeito de sobreviver em meio a outros tipos de queimada.

É sempre bom lembrar que há uma diferença fundamental entre nós mesmos e os ipês: eles não tem escolha.


sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Genial e Positivo!


Nada de se separar do companheirão de tantas batalhas com mágoa, revolta ou arrependimento! Veja algumas formas bacanas de promover uma separação amigável...


Desafios

Minha ferramenta amadora é o blog. O Drops de Sanidade, que nos primórdios chamou-se Agenda Oculta e jamais negou suas muitas agendas ocultas. E suas numerosas agendas escancaradas. Tanto que, desde sua estréia lá no ano de 2008, jamais houve uma única postagem removida, exceto por uma falha do próprio Google e que afetou muitos blogs pelo mundo inteiro.

O desafio: se houver um único outro Blog de João Monlevade que possua tantas ideias e soluções de projetos propostas, em tantos eixos temáticos diferentes, eu deixo de buscar a cidadania para os outros. Porque eu tenho a minha forjada a ferro e fogo no espírito. Utilizo lógica e razão em meus argumentos e atitudes. Vejo com ironia que ferramentas universais ainda funcionam maravilhosamente bem.

Mesmo que haja esperneio e desamparo. O mundo muda o tempo inteiro, para que muitas coisas permaneçam como sempre estiveram. Tudo que enferruja demais merece polimento para ter, novamente, a aparência e o frescor  do tempo em que funcionava realmente, e não figurava pela vida.

E os mecânicos continuarão a comprar, sempre que puderem, os modelos de carro que menos aparecem para que eles possam consertar.

domingo, 21 de agosto de 2011

Dores do crescimento

Somos humanos e, por isso mesmo, somos também bichos. Um tipo especial, único, predestinado? Talvez nenhum de nós saiba a resposta. Somos bichos também, e assim é.

Sendo bichos, temos muito que entender de nós mesmos. E a aprender com os outros bichos do planeta. Uma coisa fundamental é entender como a maioria deles lida com as feridas necessárias, que ocorrem ao longo da vida: bichos lambem as feridas para acelerar sua cura.

Os bichos solitários não tem como atingir todo o próprio corpo, o que significa que algumas feridas demorarão muito mais para cicatrizar. Os bichos coletivos podem lamber as feridas uns dos outros. Esta é a diferença: bicho só é bicho mais fraco.

Aprender a viver em conjunto, num suporte solidário, faz com que algumas dores sejam menos doloridas. Mesmo as dores do crescimento, que machucam de uma vez só corpo e alma. Crescer, num universo que busca cada vez mais o retorno à infância sem deveres nem responsabilidades, é dolorido sempre. Não deveria ser solitário.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Leis de papel para homens de brinquedo

"Este é o nosso mundo, o que é demais nunca é o bastante. E a primeira vez é sempre a última chance. Ninguém vê onde chegamos, os assassinos estão livres... Nós não estamos."

O poeta Renato Russo sempre manteve um discurso inconformado contra o mundo que construímos. Tenho que concordar com ele, observando o mundo e as pessoas à minha volta. Eu incluso, é claro, porque não sou melhor do que ninguém.

Para que uma sociedade se baseia em Leis? Em princípio, para evitar que pessoas ou grupos prevaleçam sobre os demais, partindo da ideia de que somos todos dignos de ocupar o mesmo espaço com os mesmos recursos, no planeta.

E porque simplesmente não funciona? Essa pergunta vem sendo feita há centenas de anos, sem uma resposta única que possa convencer. Resumindo demais, eis o grande diferencial entre as quatro grandes ideologias que "movem" a humanidade: capitalismo ou socialismo, democracia ou ditadura. Não necessariamente nessa ordem, já que caudilhos capitalistas e socialistas proliferam pelo mundo com a mesma velocidade e com o mesmo poder de destruição.

Basear uma sociedade em códigos de conduta não garante sua evolução. Leis podem ser injustas e segregatórias. Sociedades inteiras podem ser levadas a aprovar leis que sejam uma porcaria sem tamanho. Mas ainda assim o sistema é menos horroroso do que permitir que Leis saiam de uma cabeça única, assinadas por uma única mão, para alinhar milhares de outras vidas.

O universo democrático não é capaz de garantir, por si só, justiça social. Todo analista político sério sabe disso. O que o universo democrático representa é uma poderosa ferramenta de defesa para todos que estejam na mira de alguma exclusão.

Aliado ao princípio de interdependência dos poderes, vigente no Estado Moderno, o universo democrático representa a única garantia real de dignidade para a vida humana. Mas tem que ser acionado e utilizado: uma arma é tão efetiva quanto a técnica e a vontade de utilizá-la no momento certo.

E não é isso o que observamos: em algumas Democracias, a Lei está se transformando em decoração de papel, para ser debochada por homens de brinquedo ou, eventualmente, aplicada sobre marionetes de carne e osso.

Os exemplos são tantos que não me atrevo a citar um só. Porém não me sinto confortável em apenas ridicularizar a Lei, enquanto aguardo que alguém venha me dar corda para que eu funcione em minha cidadania.

E não tenho respostas. Só muitas perguntas dilacerando a minha existência.