Mostrando postagens com marcador ética. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ética. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 16 de março de 2012

Redes sociais e responsabilidade ética

Não sou um "antenado" clássico. Tenho facilidade em ligar com a linguagem, gosto de computadores, manejo razoavelmente estas ferramentas digitais e virtuais com que vivemos ultimamente. Mas não abro mão da vida aqui fora, de carne e osso e problemas e alegrias reais.

Por isso tento manter uma conduta responsável e ética, mesmo no ambiente virtual. Ainda que esta conduta gere desconforto ou alguma dúvida entre as pessoas com as quais me relaciono.

Vou citar dois exemplos recentes: fui convidado para um grupo de pessoas na rede social Facebook: o grupo "Eleições 2012" destinado a construir um debate sobre este momento importante que viveremos em breve. A iniciativa foi do também blogueiro Raoni Ras, atualmente estudando ciência Política no Rio de Janeiro.

Após frequentar as discussões do grupo por uns poucos dias, já me desliguei do mesmo. O motivo? O mais antigo de todos: muitas pessoas tem dificuldades em separar as instâncias de vida. O propósito elevado se perde na primeira oportunidade de tornar a discussão uma coisa rasa, transformando-a em bate-boca e troca de insultos gratuitos. Não é minha praia.

Também entendi o que foi solicitado dos participantes: nada de plataforma eleitoral antecipada e mal disfarçada. Como observei que o grupo já se transformava exatamente nesta praga indesejável, retirei-me eu. Os incomodados e dotados de senso responsável devem ser os primeiros a sair.

Uma rede social não deve ser considerada terra de ninguém. Na minha humilde ignorância, penso que elas são lugares onde devemos pautar nossa conduta exatamente como nos pautamos quando estamos fisicamente junto das pessoas.

Ética não deve ser apenas discurso de ocasião. Moral não deve apenas ser padrão maleável. Somos superiores a este tipo de vivência empobrecida, acredito.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

4 paus na miúda!

Não, não se trata de um filme pornô... O título é chamativo e apelador mesmo, porque a situação é suspeita. Dentro de um regime democrático, mesmo a discordância feroz não significa um sentimento irracional. Pelo contrário: a Democracia é o estado de vivência em que o inusitado e o suspeito precisam de explicações públicas, mais cedo ou mais tarde. Sob pena de se validar a suspeição.

Não é surpresa para mais ninguém que a Arcelor Mittal engordou os cofres públicos de João Monlevade em cerca de 4,1 milhões de reais, entre Dezembro e Janeiro. Seria um fato de comemorar com foguetório, não fossem as circunstâncias.

Porque, aparentemente, estes 4,1 milhões de reais foram pagos em negociação de uma dívida havida entre a empresa e o erário municipal, relativa a cálculos incorretos do IPTU que a mesma deveria recolher na cidade. O que não fecha é proporção entre a conta inicial e o efetivo pagamento: 13 milhões cobrados contra 4 milhões aceitos em pagamento.

Ninguém em seu juízo perfeito concorda com um deságio de mais de 70% num crédito a receber. isso não existe no mundo civilizado. Talvez os credores da Grécia estejam tentados a topar um negócio semelhante atualmente, mas a Arcelor Mittal não é a Grécia. Ao que consta, a empresa está solvente e sólida em sua gestão financeira.

Vamos contornar toda a sombra que envolve essa matéria - a tão propalada "transparência" do Executivo não se justificaria nem se o mesmo usasse calcinhas e tops - acreditando que o fundamento jurídico da prescrição ceifou todos os anos de cobrança até 2007. Admitindo que a ação de cobrança foi impetrada em 2011, o raciocínio tem o ,mínimo de credibilidade.

Mas e se a ação de cobrança foi impetrada, digamos, em 2009 ou 2010? E a dívida da empresa é histórica ab initio, ou seja, desde sua inauguração? Ou a divergência foi descoberta quando, para que haja o fato gerador obrigatório?

E, o mais importante, quem teve a brilhante ideia de mandar o povo inteiro de João Monlevade à "casa do carvalho" em relação a este assunto? A política de brinquedo agora atinge também uma das maiores e melhores siderúrgicas do mundo?

O Executivo não deverá esclarecer nada, porque não é de seu feitio. Mas a Arcelor deveria divulgar amplamente todo o processo que culminou com essa transferência financeira. Afinal de contas, é dessa forma que ela cumpre, de forma indireta, sua função social prevista em Constituição vigente.

Falta homem em Monlevade há muito tempo, sem dúvida. Quando começar a faltar legalidade democrática, será também o começo da ruína total para nós todos.

Antes que eu me esqueça: na ausência da obrigatória publicidade que deveria nortear os atos da Administração Pública, considero o deságio havido nessa negociação como muito, muito suspeito. E não me venham com a história de que saiu uma nota de rodapé num diário eletrônico que ninguém conhece ou já tenha ouvido falar. João Monlevade possui meios de comunicação mais que bastantes para desempenhar este papel.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Façam-me o favor!

Querer divulgar as boas notícias é só meio passo, gente. Falta o outro lado combinar que ficará pelo menos três dias sem abusar de nossa pouca inteligência. Senão não há diálogo que aguente...

Mandar projeto de Lei para a Câmara nomeando uma iniciativa privada, como o Centro Esportivo Henri Meyers? E mandar faltando três dias para inaugurar a obra? Escuta, óia, não está com cara de que a Prefeitura está muito a fim de embolsar esta obra não?

Mandar junto o projeto de Lei renomeando a rua próxima, tudo bem. O novo nome pode esperar. Difícil vai ser explicar em casa o porque dos projetos de Lei não terem sido nem citados na reunião da Câmara de Quarta-Feira...

Bom, mas é coisa de noviços. Com o governo engrenando estas relações institucionais com a Câmara tendem a ficar mais ajustadas e serenas e... ah é, já estamos em 2012.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O advogado é pilantra?

Rompa o contrato. Assim é que funciona em todo e qualquer lugar civilizado do mundo. E deve funcionar também para o Poder Público, advogado dos direitos coletivos de uma sociedade. Se o poder público é useiro e vezeiro em desrespeitar as leis, se ele acredita que está acima do Bem e do Mal, rompa o contrato. Porque se ele fizer isso é pilantra.

O que é público não pode ser motivo de transigências ilegais. Não se negocia com o infrator da Lei. Pune-se para que ele se reeduque à força, já que não se educou por espírito de boa vontade ou por ser portador de boa índole.

E quando o Poder Público não fiscaliza, não controla o que é de sua obrigação, não pune e, o que é pior, junta-se aos infratores, perde toda a sua autoridade moral e ética para cobrar responsabilidades alheias. Cria um território selvagem e propício à Lei do Mais Forte, esmagando aos mais fracos.

Rompa o contrato. Sua cidadania não pode ser negociada por quem não possui o estofo de caráter para fazer isso. Nem pelo bem próprio, nem pelo pretenso bem alheio. É a essa atitude de romper o contrato ilícito e amoral que se dá o nome de dignidade e ética.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Filiação partidária

Mesmo que o assunto seja irrelevante, comunico que estou filiado ao PSB em João Monlevade, desde o dia 15/09/2011. Esta comunicação tem o único objetivo de manter o atestado ético do blog atualizado, e não implica qualquer outra interpretação. Afinal, como quase todos conhecem o ditado, "Sou responsável apenas pelo que eu digo, não pelo que você entende."

O fato me obriga a algumas limitações de liberdade pessoal, como não poderia deixar de ser. A vida coletiva prevalece sobre o interesse individual, e partidos políticos são um bom exemplo de como a vida coletiva deve ser tratada. Com seriedade e compromisso, em primeiro lugar.

Uma legenda partidária não significa muito, hoje em dia. E digo isso com uma tristeza verdadeira e cristalina como água. Houve um tempo, no Brasil, em que nossa cidadania esteve intimamente ligada a uma sigla, porque os homens abrigados sob ela faziam toda a diferença.

Espero conseguir, com trabalho de formiga, que este tempo possa ser reciclado e revivido, guardadas as proporções de tempo e de espaço que nos separam da história recente do Brasil. Mais uma vez, ter apanhado da vida me fez apenas retornar à luta para que outras pessoas tenham as mesmas oportunidades que eu tive.

Querendo ou não admitir, a política fez parte do sistema que me permitiu avançar, para além do vendedor de picolés que nasceu no Jacuí de Baixo.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Para refletir

É fundamental lembrar que seu dinheiro só serve para adquirir as coisas que tem preço. Para aquelas que tem valor, sua dignidade é a única moeda possível.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Ética de Comunicação

Recebo com frequência jornais locais e releases diversos. Agradeço muito a todos os que os enviam e solicito sua compreensão para o fato de que, não sendo eu mesmo jornalista do ponto de visão formal, não reproduzo tanto o conteúdo aqui no Drops de Sanidade.

As razões são de natureza ética. João Monlevade possui Blogs que são mantidos por jornalistas de vocação e formação (os links estão ali do lado) e a vis~]ao de cada um deles é mais focada que a minha própria. Eis o motivo pelo qual o Drops não se manifesta tanto em relação ao material recebido.

E é o único motivo. Sinto-me honrado em receber o conteúdo e em merecer a confiança, mas não me vejo usurpando uma função que não é a minha, em detrimento dos colegas jornalistas que possuem a capacitação técnica para exercer esta atividade. Quem acompanha o blog sabe o quanto eu valorizo, o mais que posso, a competência técnica como pré-requisito para o exercício das funções sociais importantes.

Sem esta ética de comunicação, penso que o Drops estaria perdendo os leitores que possui. Podem não ser muitos mas fazem uma audiência qualificada, a ponto de eu ter orgulho sem medidas por ela.

Vamos economizar o Flávio

O engenheiro químico Flávio Pinto, atual diretor do Departamento de Águas e Esgotos de João Monlevade, deve ser uma pessoa de muita têmpera e precisará de muita paciência conosco, na sua caminhada de gestão. Não digo isso como um desafio ou como um pedido, apenas reflito que sua posse ocorreu num momento de grande crise de identidade da Autarquia.

Cerca de quarenta dias após o anúncio de que os cofres do DAE seriam sangrados em 700 mil reais, o ex-diretor Geraldo Amaral pulou fora do barco. Não é necessária nenhuma pirotecnia intelectual para entender os motivos. Até porque cerca de 15 dias antes da saída de Geraldo Amaral, o Prefeito decretou um aumento de 8,35% na tarifa dos serviços prestados pelo DAE.

Com esta manobra, a equação de governo fechou com os moradores da cidade (todos eles) pagando aquele saque feito na boca do caixa. Sim, para a Prefeitura o DAE também é o Bando de Desenvolvimento Municipal.

Um pouco depois disso, a Secretária de Fazenda compareceu a uma Audiência Pública para explicar que a Prefeitura está com suas contas em dia e com dívidas de rolagem normais. Enquanto isso, o Hospital Margarida está suando litros para receber os valores de convênio pactuados com a PMJM.

Basta analisar todo o conjunto para entender porque eu tenho duas frases que explicam momentos diferentes do Executivo: "Chutou o balde" e "Esse caixão já desceu". Uma pena que, tendo assimilado essas duas condições, o Executivo optou pelo escárnio puro contra a população monlevadense. Seria mais digno iniciar todo um momento de enxugar a estrutura e livrar a cidade de um papagaio para pagar no curto prazo.

Sei que é pedir demais, porque este governo se espelha na esfera federal: na crise, gasta-se. A diferença é que o Governo Federal tem o Tesouro Nacional para bancar suas apostas. O município só tem o DAE ou empréstimos externos. E isso, não há mágica que possa resolver.

A crise pode significar oportunidade. Só que este fator depende de quem a enfrenta. Se não houver competências para identificar as duas, há o risco de toda oportunidade virar uma crise. Eis o motivo pelo qual iniciei o artigo com este pedido: vamos valorizar o trabalho do Flávio o quanto pudermos, até prova em contrário.

Quando ele chegou o ônibus já tinha começado a despencar ladeira abaixo, há muito tempo.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Monlevade em História - Resposta Final

Uma vez mostrados e provados os nossos talentos na fabricação dos mais diversos vinhos e queijos, é que se insere o contexto de perguntar sobre o tradicionalíssimo e histórico Festival de Vinhos e Queijos. (duh...)

Nos anos pares, ele ocorre indubitavelmente em Maio. Nos anos ímpares, ele ocorre em Junho. Nos anos bissextos, o Festival toma seu lugar em Julho, como todo e qualquer monlevadense mais antenado já sabe. E quando o Real Esporte Clube está com seus espaços de eventos definitivamente pré-ocupados, ninguém precisa se preocupar: o Festival ocorre em Agosto. A gosto do Lions ou do Rotary ou dos dois.

Então, a resposta correta para esta questão que foi abordada inteligentemente no Concurso Público da PMJM seria:

- Todas as alternativas anteriores, ou mesmo:

- Nenhuma das alternativas anteriores

Explicando, porque este povo de Monlevade é rude e ignaro: a questão foi propositadamente elaborada para ser anulada e garantir um ponto para todos os candidatos. Esta é a melhor maneira de tornar o concurso bondoso, justo e democrático, onde todos terão chances de marcar pelo menos um pontinho.

E vamos subindo a montanha, com o gabarito na mão e o coração na boca. Na expectativa de marcar uma boa pontuação e de ser aprovado no concurso. Na próxima,. em vez de perguntar ao Marcelo Melo que não conhece nadica de nada da nossa história, pergunta pra eu!

Monlevade em História - Parte II

Para os que se lascaram no Concurso Público promovido pela Prefeitura, por não saber patavina da História de Monlevade, uma matéria esclarecedora. Nem o Marcelo Melo conhece tanto desta área, por isso ele não teve como auxiliar a quem ouviu sua palestra.


Monlevade produz também queijos finíssimos, de muitas variedades. Claro que sendo uma cidade mineira, nossa tradição para o queijo vem de berço. Vamos dar uma pincelada no assunto:



Na variedade provolone defumado, o bairro José de Alencar se destaca. Dizem as más línguas que o formato da fationa de queijo é para usar como rolha de chifre dourado, mas o Drops é sério e não embarca nessa onda. A marca mais conhecida que produzimos é a Fudió Tutti, grande vencedora do festival de provolone de Proença, em 1999.


Como não poderia deixar de ser, dada a nossa colonização francesa inicial, também é produzida aqui uma marca célebre de Camembert, Le Grand Fedegoseè, ali pelas bandas do Cidade Nova. Também é dito pelas línguas vilipendiadoras que o bairro é adequadíssimo para essa variedade, porque tem muita poeira e fungo voando pelo ar nos tempos de seca. Nos tempos molhados falta poeira, mas sobra fungo para fermentar o leite. O sabor requintado deste queijo combina muito bem com o vinho feito de uva Chardonnay do Pedregal. O Le Grand Fedegoseè ainda não foi premiado internacionalmente, mas todo conhecedor sabe que isso é uma mera questão de tempo.


A variação gorgonzola nos enche de orgulho! Produzida ali na Loanda, pela grande comunidade cruzeirense local este queijo azul e branco, da marca Estami Tutti Putti, é tricampeão do Salão Gorgonzola de Trieste. É Monlevade vencendo os italianos na terra deles! Este queijo de sabor fortíssimo e marcante vai muito bem com vinhos de caráter encorpado.


Nossa tradição queijífera é tão ancestral que, na Inglaterra e no Canadá, estão copiando nossa famosíssima Corrida do Queijo. Na foto, o certame de 2008, que aconteceu na tradicional Rampa do Queijo do Vale do Sol. A rampa tem uma extensão de aproximadamente 228 metros do Vale do Sol até a cabeceira da Rua do Andrade, Inclusive os monlevadenses da gema sabem porque o trânsito é fechado quando acontece a Corrida do Queijo Monlevadense: é para evitar que algum competidor seja atingido por um veículo, quando se esborratar na Rua do Andrade no "sprint" final da prova. Em 2008, como se pode observar pela foto, um provolone defumado foi o protagonista da Corrida.

Pronto! Esclarecida a parte dos queijos, pra essa cambada de preguiçoso que nem quis pesquisar nossa rica história queijística, mais tarde iremos mostrar nossa história festivalesca, que é tão rica e sublime quanto.

Toma, Marcelo Melo!!! Essa você não sabia também, pode confessar de novo...





Monlevade em História - Parte I

Para os que se lascaram no Concurso Público promovido pela Prefeitura, por não saber patavina da História de Monlevade, uma matéria esclarecedora. Nem o Marcelo Melo conhece tanto desta área, por isso ele não teve como auxiliar a quem ouviu sua palestra.

Monlevade produz alguns dos vinhos mais famosos do mundo, como todos nós sabemos. Vejamos em detalhes:


A variedade de uva Pinot Noir é cultivada exclusivamente nas Pacas. Para quem precisar de mais precisão, na comunidade de Santa Rita de Pacas. O município de São Gonçalo sabe disso e tenta, há muitos anos, anexar as Pacas para virar produtor de vinho fino. Mas não vai conseguir nunca! A marca de vinho mais famosa que produzimos, o Chateâu Prandennè, vence quase todos os concursos de que participa há muitos anos.


A variedade Syrah - ou Shiraz, como alguns conhecem - é cultivada na Serra do Seara há mais de quarenta anos. Inclusive Serra do Seara é o aportuguesamento do nome original Sèrre du Syrah. Lembrem-se que nossa ocupação inicial foi feita por um francês, hein? Gera um vinho complexo e nobre, amado em todo o mundo, com forte buquê de minério e com taninos finamente equilibrados. O vinho que é o carro chefe desta variedade é o Gustavèe Maldosay.


O enólogo Werton Santos, do Blog Pitáculo (link ali do lado) já me alertou que os brancos estão em baixa. Entretanto, Monlevade produz uma das mais delicadas variações de Chardonnay no planeta inteiro, ali pelos lados do antigo Pedregal. Conheço bem a região, porque moro no República, nome atual do bairro. Não esqueçam disso pro próximo concurso! O vinho mais competitivo que produzimos é o Infantèe Terrible Grand Cru, que possui um aroma frutado inconfundível e tem um frescor que se fixa às papilas gustativas ao longo do consumo.


No Jacuí, minha terra natal, é cultivada ainda a variedade  Gerwürztraminer, que os Jacuíenses rebatizaram de Gertrude para facilitar. Ali, entre bananeiras e assa-peixes, esta uva encontra as águas puras e cristalinas do Rio Piracicaba para se desenvolver em todo o seu esplendor. O vinho mais afamado que Monlevade produz com esta uva é o Schlechtes Rathaus, que vem evoluindo muito em buquê e aroma desde 1974. A família do Sô Zé Rate está indiretamente envolvida na produção, através de consultoria técnica.

Para quem não se lembra, Sô Zé Rate é Gerhart Michalick. Lavrense, mas o nosso "alemão" prá chamar de nosso aqui em Monlevade, ok? Não se esqueçam pro próximo concurso...

Pronto! Esclarecida a parte dos vinhos, pra essa cambada de preguiçoso que nem quis pesquisar nossa rica história vinícola, mais tarde iremos mostrar nossa história queijífera, que é tão rica e sublime quanto.

Toma, Marcelo Melo!!! Essa nem você sabia, pode confessar...


segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O cerco se fecha sobre Prandini

NESTE LINK, o leitor terá acesso à mais recente decisão judicial sobre as contas de campanha do prefeito Gustavo Prandini. Trata-se de negativa de provimento a mais um recursos elaborado pelos advogados de Gustavo, na tentativa de obter a confirmação de legalidade de suas contas eleitorais. Basta clicar na última edição disponível do Diário de Justiça Eletrônico e procurar as páginas 26 a 29.

Pelo andar da carruagem, as contas estão em cima do telhado e serão declaradas insanáveis e desaprovadas, de forma definitiva. O momento é outro, agora: continuarei defendendo sempre a ideia de que um único magistrado pode ter suas decisões questionadas, mas quando se fala em colegiado de juízes o buraco é mais embaixo.

Continuarei defendendo sempre que as contas de campanha de Gustavo Prandini, para mim, deveriam ter sido consideradas sanáveis para aprovação. Não sou cretino. Mas eu também não sou jurista e, ao contrário da grande maioria dos brasileiros, não me levanto contra a Lei. Eu me levanto contra os intelectos que formularam uma eventual Lei ruim.

O cerco está se fechando. A esta altura, poucos acreditam que a defesa de Gustavo vá deixar de tentar todas as chicanas e dribles judiciais que forem possíveis, evitando a cassação de seu mandato pela Justiça Eleitoral. E particularmente, acho que seria o pior dos mundos para João Monlevade. A terra arrasada ficaria para outro tentar consertar e em curtíssimo prazo. 

Sem contar que, como o núcleo duro de governo do PT (que agora o abraçou definitivamente), abraçou também o mundo mágico de Oz que o cerca, um eventual sucesso do substituto seria computado como acerto de agora, na tentativa de cacifar nominalmente a todos para o ano que vem.

Não, não vale a pena correr este risco. Quem dizimou a carne agora tem que dar conta de lustrar o osso.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Cidadania com desconto?

Muitos dos nossos filhos estão há 90 dias sem aulas na Escola Pública. NOVENTA DIAS! Isso representa 25% de um ano inteiro sem um serviço público e, mais que isso, um Direito Constitucional garantido a todos os brasileiros.

Meus impostos não tiveram uma redução de 25% este ano. Muito ao contrário, aumentaram um pouco. Duvido que, no final de 2011, este desconto apareça nas minhas contas a acertar com o Fisco. É mais uma invenção brasileira, a cidadania com desconto.

Nós abrimos mão, à força, de parte de nossa cidadania para que a elite política possa se esbaldar em mais e mais episódios de corrupção pura e simples. E a culpa é nossa. A minha parte eu assumo, porque vergonha na cara não é produto pirata. Tem que fazer parte da vida de todos.

Agora, é importante parar. As coisas chegaram a um limite de selvageria do Estado contra todos nós. Além deste ponto, o que mais nossos Governos vão querer? Que a gente pague duas vezes? Meus filhos já tem planos de saúde privada, minha casa conta com sistemas de segurança privada, os cursos suplementares (Inglês, música, etc.) são pagos de forma privada. Eu sou meu Estado? o Estado dos meus filhos sou eu? Então para que preciso do Estado coletivo?

Minha situação é a mesma que a de muitos pais brasileiros. Nós passamos da hora de dar um basta, e não sabemos nem por onde começar. Talvez seja hora de procurarmos uma Justiça privada, também. Parece que a Justiça Pública resolveu que não vale para todos nós, pagadores de impostos.

O Brasil, enquanto país, está falimentar. Mas se recusa a aceitar este fato e a tomar um rumo mais austero para as coisas públicas, que são de todos e por isso mesmo não podem ser de ninguém em particular. Eis um povo bonito, trabalhador, otimista e dedicado sendo reduzido à condição de bestas de carga para poucos privilegiados.

Depois me aparecem umas antas dizendo que existe um jeito melhor (à esquerda? à direita? ao fundo do abismo?) de fazer as coisas sérias florescerem. Estamos há mais de 20 anos aguardando, como os bois diante do machado no abatedouro.

Radicalizar é sobreviver, quando tudo parece ter se perdido. Chega de palavreado bonito, o país precisa de ações concretas de respeito em relação a todos nós.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Violações Oficiais

A Assessoria de Comunicação da Prefeitura Municipal de João Monlevade criou um blog com o objetivo definido de aparar arestas de contato entre ela mesma e os órgãos de imprensa da cidade. O objetivo não declarado, mas obtido da mesma forma, é o de informar à população inteira os telefones pessoais dos repórteres que, em confiança, os declaram à Assessoria. Não estou falando de números corporativos, são os números pessoais mesmo.

Ou seja: a Assessoria de Comunicação do executivo criou um blog que fere o direito constitucional da privacidade, reservado a todo cidadão brasileiro. Ainda que ele seja um repórter, culturamente classificado como um sub-cidadão. (Não por mim, mas pela Assessoria de Comunicação do Executivo monlevadense).

Lá está estampado o número do serviço celular, por exemplo, da Nathália Melo, repórter do Jornal A Notícia. Não vou reproduzí-lo aqui por que isso é ilegal e inconstitucional e eu, ao contrário da Assessoria de Comunicação do Executivo, conheço e me sujeito às leis que deveriam valer para todos.

Nem vou postar o link para o blog, porque isso seria me tornar cúmplice da coisa toda. Apenas vou afirmar o óbvio mais uma vez: competência não advém do quanto fazemos propaganda dela, mas do quanto fazemos com que ela seja perceptível através de nossas ações.

E, claro, isso é perseguição e má vontade de minha parte. O direito constitucional à privacidade é uma coisa que inventei agorinha mesmo para macular a imagem da Comunicação do Executivo de João Monlevade, que é reconhecida por sua lisura e competência, bem como por atuar nos pilares do serviço público de legalidade, moralidade, etc.

Alguém por lá deve ter um sério problema de conhecer, de respeitar e de admitir que leis são instrumentos sociais relevantes e importantes na Democracia...

Um cofre em movimento

Ontem, parei por uns vinte minutos na esquina da Rua Armando Batista com a Av. Getúlio Vargas, ali em frente ao Ulete Mota. O que vi foi de arrepiar, em matéria de desrespeito à legislação de trânsito. De cada seis motoristas que cruzaram o meu caminho, um estava falando ao celular. Observei três invasões de sinal vermelho,  bem como várias paradas irregulares em fila dupla e em local proibido.

Nem vou falar do estacionamento ilegal, já que esta realidade todo motorista da cidade conhece bem. Estacionar no Hipercentro virou cruzada contra a leviandade dos outros. Vou deixar de lado as motocicletas sem placa e os ambulantes de tudo que se possa imaginar vendendo sem controle sanitário algum, ou sem controle fiscal algum.

E neste ponto, me pergunto: o que eu faria se fosse o gestor desta realidade? Avanço na dúvida: o que eu faria se estivesse já com a popularidade mínima e com o caixa idêntico? Estas perguntas viriam após eu me perguntar qual seria o meu real papel na figura de Gestor Público, muito antes de eu me perguntar qual seria o meu papel como animal eleitoral. Eu entendo que os dois convivam num mesmo corpo e espírito, é lógico.

Mas um deve sobrepujar ao outro. Não preciso dizer qual dos dois tem que ser mais relevante. E o hipercentro comercial é um cofre em movimento, assim como é também um mar de irresponsabilidade e de anticidadania.

Zé Henriques possui a mesma inquietude que eu: porque não há fiscalização efetiva? Será pelo fenômeno nacional da bandalheira, que faz com que os brasileiros não saibam viver num país civilizado e obediente às leis? Será comodismo ou oportunismo eleitoral possível? Será pela crença de que o que temos é que está correto?

Para um Executivo que não tem dinheiro nem índole moralizante, este fenômeno não quer dizer nada. Para mim, seria a redenção absoluta: o caixa estaria fortalecido, a educação cidadã estaria fortalecida e os votos perdidos nesta ação moralizante estariam mais do que compensados, pelos votos obtidos entre quem gosta das coisas corretas.

E votos tem peso. E preço. Uma história de vida ética e decente tem peso, mas não tem preço que possa pagá-la.

P.S - Não existe fúria de arrecadação onde existe fúria de transgressão à Lei. Fúria arrecadadora vem de taxas, enquanto a arrecadação que advém da educação forçada é apenas a justa punição dos vagabundos éticos que enchem nossas ruas.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Números!

Com 160 mil reais, qualquer brasileiro pode adquirir um caminhão médio (15 toneladas de capacidade) de qualquer uma das três montadoras a seguir: Ford, Iveco ou Mercedes Benz. Por algo como 8 mil reais, em média, adquire-se a carroceria nova. Mais uns 8 mil reais para a documentação e seguro e pronto! Um caminhão novinho para trabalhar.

Então, gente, no melhor dos horizontes, um caminhão novo para auxiliar na coleta seletiva do lixo fica em um preço aproximado de 174 mil reais. Mas para este trabalho não precisa ser utilizado um caminhão zero km, basta um caminhão que não seja ele mesmo um lixo. É possível encontrá-los por preços na faixa de 80 mil reais e em bom estado de conservação e funcionamento.

Claro que passar dois caminhões bons para a Atlimarjom não passa pela cabeça do Poder Público, porque é melhor entregar o dinheiro a uma festa privada. O número de votos é diferente: o da festa pode ser maior que o da implantação da coleta seletiva de forma mais eficaz.

Não digo mais nada. Perdemos a noção do que importa e do que é o bem coletivo, em detrimento do arroubo de sonho de uns poucos.

Comunicação sem ruídos

Observemos a postagem inicial, em que manifestei minha desconfiança quanto à qualidade do palpite emitido pelo Secretário de Serviços Urbanos, Luiz Pena, em relação ao incremento de produção de lixo na cidade.

A partir daí, vamos observar a manifestação da empresa, publicada logo abaixo. Eticamente confirmei a autoria do comentário assinado pelo João Carlos Guimarães, antes de publicá-lo aqui.

Há uma diferença em como as Instituições lidam com sua comunicação. A Prefeitura Municipal, até o momento, não confirmou nem desmentiu, via Assessoria de Comunicação, as declarações do Luiz Pena. Pode ser reflexo de que ele tenha falado em voz própria (emitindo assim uma opinião pessoal), ou tenha falado em nome da Prefeitura, emitindo assim - ainda que de forma enviesada - o limiar de pensamento do Governo.

A discussão se torna estéril quando analisamos o conteúdo das declarações. É a forma de comunicar que difere os dois modelos. Enquanto a Arcelor fala através de sua Assessoria e exclusivamente através de sua Assessoria, a Prefeitura não fala nada.

Enquanto a empresa apresenta fundamentos básicos para validar o que afirma, ninguém apresentou argumento algum pela Prefeitura Municipal.

Eticamente, devo encerrar esta postagem por enquanto, para evitar que pareça ser minha vontade criar um ruído entre Arcelor e Prefeitura. Não é o caso. Registrei o contraponto necessário oferecido pela empresa por questão de elegância e respeito ao trabalho, já que recebi uma comunicação oficial a respeito. Por coincidência, eu e a empresa temos posicionamentos semelhantes neste caso.

Mais tarde complementarei o meu raciocínio, provavelmente após uma manifestação da Prefeitura, uma vez que até lá o dinossauro terá percebido que perdeu um pedaço da cauda.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Nota de desagravo

Nesta postagem, desagravo está no significado de retirar uma afronta. Como a Prefeitura Municipal de João Monlevade não fará nunca, faço eu.

No ano passado o profissional Delci Couto foi achincalhado publicamente quando tentava, em vão, lançar alguma luz sobre a treva administrativa e financeira que estava encastelada ali na Rua Geraldo Miranda.

Um ano depois, Delci não para de acertar. Os piadistas da época não param de manter-se em erro descomunal. E Delci Couto, de forma elegante, releva o lamaçal e ignora o convite à baixeza. Idêntica situação mantém Railton Franklin, democraticamente derrotado no pleito de 2008. Mas recusando-se, ainda hoje, a frequentar o banho de lama. Conceição Winter também não está se cobrindo de lodo.

Nada como um ano após o outro.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Boa índole

Recebi um puxão de orelhas de alguém que eu adoro muito. Fui informado de que a mídia está fazendo o governo parecer muito pior do que ele está, porque muitas pessoas dentro do governo possuem boa índole.

Confesso que fiquei chateado. Entendo que existe esta possibilidade mesmo, a de misturarmos o trigo e o joio no mesmo caminhão. Mas eu imaginava que o Drops mantinha esta questão bem esclarecida. Par refrescar a memória e fazer o registro correto, vamos repetir:

HÁ, NESTE GOVERNO MUNICIPAL, MUITAS E MUITAS PESSOAS BEM INTENCIONADAS E DE BOA ÍNDOLE. A ELAS O DROPS DE SANIDADE MANTÉM UMA REVERÊNCIA QUE NUNCA IRÁ ACABAR.

Mas eu já havia alertado antes: a imagem de um governo é a imagem de um nome. Assim é que funciona e todos sabem disso antes do jogo começar. Querer mudar as regras do jogo depois dele ter começado é só mais uma tolice.

Por isso, sabendo que há centenas de pessoas bem intencionadas compondo o quadro, e a imagem deste quadro não melhora de jeito nenhum, aquele nome deve ser ruim mesmo, pesado como chumbo e difícil de engolir como espaguete com tachinha dentro.

Às vezes, por mais insano que isso pareça, o ser humano escolhe morrer e se mantém inabalável nessa escolha. Que as centenas de pessoas bem intencionadas e de boa índole sobrevivam é tudo que eu espero.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Por que seria ilegal?

Vi no blog O Popular que o TRT declarou a legalidade do movimento grevista dos servidores de João Monlevade. Por tudo o que acompanhei, nenhuma surpresa. Apesar de não conhecer pessoalmente o Carlos Silva, Presidente do Sintramon, o que percebi foi sua postura ética e firme na defesa dos interesses legítimos da categoria. E ações pautadas pela busca da legalidade, o que é raro de se ver no Brasil.

Ilegal mesmo é promover assédio moral contra servidores, forçando-os a aceitar o inaceitável. É angustiante perceber que, das ideias e sonhos, dos projetos e esperanças, de tudo o que se passou por muitas cabeças bem intencionadas e que queriam o bem da cidade, pouco ou nada restou que escombros.

Há inocentes na máquina de Governo. Aliás, a maioria. Há também os guerreiros do cotidiano, lutando com unhas e dentes para que as coisas andem corretamente. O prêmio que recebem? Uma proposta de reajuste salarial que não cobre sequer a corrosão inflacionária do período em que aguardam uma ação, eficaz e afirmativa, da cúpula governamental.

Nada como o futuro para revelar identidades do passado.