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sábado, 5 de maio de 2012

Visão de futuro

Quero deixar aqui os parabéns especiais ao Hiper Comercial Monlevade pelo sucesso. Porque minha experiência de consumidor com o Hiper é bem positiva, no pesar da balança. Para quem imaginava que o estabelecimento era grande demais e que Monlevade não tinha porte para recebê-lo, ver o estacionamento e a ampliação do estacionamento completamente lotados é uma satisfação. Fora a raiva de não conseguir estacionar, mas daí é outra história. Quem chega primeiro bebe água limpa.

Monlevade está mais do que madura para investimentos de maior porte. Está aí uma coisa que não percebemos antes: a cidade estava vivendo uma renovação de suas gerações (mentes mais modernas e idealizadoras, em detrimento das mentes mais "antigas" e conservadoras) e pouca gente percebeu.

Correr atrás do tempo perdido fará um bem muito grande pela cidade, principalmente pela ótica da geração de emprego e renda. Mas vai gerar problemas novos também, e isso tem que estar no olho dos futuros administradores.

Vamos trabalhar por este futuro, gente. Todos tem muito a ganhar com isso.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Cantinho do Juvenal

Vou abrir esta seção como forma de ser solidário, ao desqualificado (segundo suas próprias palavras) e gratificado além do salário Chefe do Settran em João Monlevade.

Vamos começar pelos sinais de trânsito: são caros de manter e pouco eficazes para volume de tráfego sem muita expressão. Colocá-los ou não em alguma via pública é discricionário (depende só da vontade) mas colocá-los corretamente depende de técnica.

E devem ser - TODOS - temporizados de forma a haver um "lag" entre os focos luminosos. Isso significa que o foco verde de um cruzamento só pode se acender cerca de três segundos após o foco vermelho da via transversal ter acendido. Não vou ensinar o porquê, já que não sou gratificado e quem trabalha de graça é voluntário de ONG, o que a Prefeitura Municipal definitivamente não é.

Focos temporizados nos sinais de trânsito: ajeita isso, Juvenal, por favor!

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Planejamento

Estive conversando com um servidor da Prefeitura Municipal, vinculado à Secretaria de Obras (o nome é preservado para evitar retaliações injustas) e o mesmo confirmou uma suspeita: o canal da Av. Rodrigues Alves está com o leito de concreto totalmente desgastado.

Isso significa que a reforma da estrutura que está sendo feita na cratera local (reforma que está ficando de ótima qualidade, devo reconhecer) deverá se repetir por toda a extensão da avenida no futuro. Literalmente: "Célio, mais pra frente vai desabar a Avenida inteira, porque o concreto chegou no fim da vida útil dele, já tem muitos anos e pouca qualidade. E vai acontecer também na Avenida Wilson Alvarenga, porque lá, mesmo sendo de boa qualidade, está com mais de quarenta anos".

É assustador pensar nas consequências deste raciocínio. Imaginem o que seria de nós com o principal corredor de trânsito interditado por meses. Melhor já imaginar um plano de contingência, contratar uma consultoria especializada para gerar um plano de ação e não esperar que os desastres da natureza aconteçam, para agir somente depois.

Nem se trata de uma sugestão para o Executivo atual, porque ele não fará mesmo este tipo de trabalho. Mas os pré-candidatos a Prefeito devem pensar com carinho nesta situação. Pelo meu olhar leigo, os estragos que este período de chuva trouxeram à Monlevade foram apenas uma prévia do que ainda está por vir.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Greve na Enscon

A menos que a tarde de hoje seja de reviravolta, amanhã já haverá transporte público acontecendo em regime de escala mínima, em virtude de greve dos funcionários da Enscon. Minha fonte indica que o transporte escolar será afetado e que as monitoras do mesmo seriam deslocadas para trabalhar como cobradoras das linhas regulares, caso haja falta de profissionais em virtude do movimento.

Fontes podem se equivocar, ou não ser boas o suficiente, e eu reafirmo que não sou jornalista. Nem deveria estar me enfiando nesta seara. Só o fiz porque os pais e mães precisam se preparar com antecedência, já que o prejuízo para seus filhos pode ser grande.

Com a perspectiva real de um movimento grevista podendo ser deflagrado a qualquer instante, melhor todo mundo estar preparado.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Depois que acaba

Somos assim mesmo, reativos ao depois. Nossa capacidade de fazer bobagens e arrepender quando já não dá tempo é histórica. Por isso as ideias são importantes. Não para ser utilizadas a qualquer custo e em qualquer circunstância: são importantes porque uma sociedade sem ideias é uma sociedade morta.

Esta é para que algum vereador estude. Este é o papel da política, afinal: pensar a cidade, a pólis em que vivemos. Estive observando que os lava-jatos da cidade não reutilizam água. é sempre água clorada e fluoretada que vai pelos bueiros quando alguém lava seu carro em muitas cidades do Brasil.

E poderíamos pensar em algo diferente em João Monlevade. Um sistema que recicle a água utilizada poderia economizar milhares de litros todo mês, em todos os lava-jatos. Isso iria, inclusive, retirar um pouco da carga de distribuição que aflige o DAE ultimamente. Fica a dica e a esperança de que alguém queira pensar mais profundamente a respeito.

Porque tudo acaba, inclusive a reserva de água doce que é fundamental à nossa vida. E depois que acaba, só o que resta é sentir saudade e arrependimento, por não se ter atuado quando ainda era possível atuar.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Trinta dias de sobriedade

Guardando as proporções adequadas, repeti a experiência que Márcio Passos se propôs a fazer algum tempo atrás: mantive uma distância segura e neutra do ambiente de atuação política e administrativa em João Monlevade.

A conclusão foi idêntica: nada mudou, o que me alivia muito. Se tudo tivesse mudado da água para o vinho, isso teria significado que eu prejudico João Monlevade através da má vontade e da maledicência. Saber que sou inocente em relação à lambança que nos cerca dá um alívio pequeno, junto com a angústia de saber que o tratamento da cidade ainda vai levar muitos anos.

Estamos precisando muito de luz nesta hora.  Mas até quem contribuiu com bastante escuridão está aparecendo com lanterna no fim do túnel. Desse tipo de luz aí acho que Monlevade tem que aprender a se desapegar, porque é insuficiente.

Trinta dias de sobriedade me valeram muita coisa. Recomendo a todos, porque este tempo pode ser gasto em bom trabalho. O resto vem naturalmente.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Não menospreze seu sherpa

Edmund Hillary alcançou o topo do monte Everest, logo o topo do mundo, em 1953. O Ocidente lembra-se bem de Hillary, mas na Ásia e adjacências ele é apenas o primeiro que a montanha não matou antes de chegar ao topo. Os asiáticos lembram-se muito mais de Tenzing Norgal, o experiente e vivido guia sherpa que levou Hillary para o cume do planeta Terra.

Ninguém jamais conseguiu chegar perto do topo do Everest sem um sherpa a seu lado. Estes guias se confundem com a própria alma do Everest, tanto que são considerados mais guias que qualquer outra coisa. E os sherpas são um povo de cultura rica e tradicional na região do monte. Eles não foram diminuídos à condição de guias. Foram alçados à condição de supremos guias da montanha. Sem eles na expedição, a morte é questão de saber quando vem, e não se virá naquela escalada.

E quantos de nós, em nossa vida, menosprezamos o sherpa que nos guiará ao topo dos nossos montes Everest? Sem ele, a nossa montanha seria domada? Haveria alguma vitória real no quase chegar? E no morrer tentando?

Não menospreze seu sherpa. Pode ser que sua montanha não seja lá um Everest, e portanto seja perfeitamente possível escalá-la sozinho. Mas quando seu verdadeiro Everest chegar, o único ponto onde você chegará sozinho, com certeza, é na base da montanha. Provavelmente dentro de um caixão, se tiver sido possível localizar seu cadáver na encosta dela.

E para cada Hillary que existe, existem centenas de Tenzing tornando as façanhas heróicas algo possível.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Além do básico

Estou pensando em perguntar se não vale a pena manter uma subordinação operacional do DAE à Secretaria de Serviços Urbanos, no tocante à abertura e fechamento de valas nas vias públicas. Acho que não seria complicado manter uma planilha de serviços agendados entre os dois órgãos, de forma a que o trabalho de um não gerasse desperdício de dinheiro quando confrontado com o trabalho do outro.

Não sei se é viável, mas se fosse iria economizar um bom volume de recursos para ser empregado em outras frentes de atuação pública.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Burrinho saudável ou gênio doente?

O título é, antes de tudo, uma piada. Preciso deixar essas coisas bem claras, num mundo que policia tudo o que não deve e deixa passar tudo o que deveria policiar muito. A brincadeira tem a ver com a batalha contra o vício do cigarro, que está indo muito bem mas que - como tem que ser - chega num ponto sem volta, mais cedo ou mais tarde.

Joguei fora os últimos cigarros hoje de manhã. Já seriam três dias negociando e transigindo com algo que não me interessa mais. Não entro em guerras para perdê-las. Simplesmente assumo o custo e vamos seguir em frente.

Neste caso, o custo é um "emburrecimento" virtual, uma ilusão gerada pelas sinapses do meu cérebro, fazendo parecer que tornei-me mais estúpido do que o normal, em questão de horas após ter jogado as últimas esperanças do meu vício na lata do lixo.

Estou me divertindo e sofrendo prá caramba. A diversão vem do fato de que posso tripudiar da minha própria amargura por falta do cigarro. O sofrimento vem de aspectos físico-psíquicos que, à exceção dos recuperados de algum vício forte, ninguém conhece os sintomas e sua profundidade.

Peço o perdão e a ajuda de vocês, leitores. Entendam que, durante alguns dias, vai parecer que sou mais burrinho do que posso fazer parecer. Optei por parecer um burrinho saudável, já que doente pelo vício eu sempre estive e gênio nunca fui.

Com calma, vigilância e controle, a imagem vai se adequar á pessoa em breve. Amém.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Contrapino e sem casa

Será interessante observar como o ex-vereador Contrapino lidará com a situação inversa: como convencer invasores de propriedade alheia a seguir o caminho da legalidade e da ética. É uma questão espinhosa para quem se dispôs a viver a política, com suas nuances que beiram quase sempre a irresponsabilidade já que se lida na vida pública, quase sempre, com a propriedade alheia e com o dinheiro alheio.

A administração atual não se cansa de me surpreender. Designar como Coordenador de Habitação Popular um político que se notabilizou pelo incentivo à invasão de propriedades públicas ou é jogada de gênio ou é uma furada sem tamanho. A aguardar para ver.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Pausa para secar

Finalmente a lavadora da natureza resolveu centrifugar e dar uma "secada" em nós todos. Graças a Deus que isso aconteceu, porque o que eu vi no meu plantão de trabalho ontem foi de cortar o coração. E de deixar a gente com um bocado de receio pelo que poderá vir.

A natureza não é cruel. Imaginar isso é ter uma atitude covarde perante as coisas. Ela só se defende das agressões que sofre (e não são poucas) com as armas que possui. O que nos resta é entender que vivemos a Lei do Retorno. O lixo que mandamos para o rio hoje, volta amanhã. O conforto que compramos hoje, é cobrado amanhã. A preguiça de planejar o presente retorna em forma de trabalho pesado no futuro, e assim é.

Há muito tempo não nos preparamos para o período de chuvas. Não cabe responsabilizar ninguém pelas águas, isso seria de uma pequeneza moral indiscutível. Mas é bom refletirmos com cuidado se é assim tão difícil montar um plano de ação e de contingências ali por volta de Abril e Maio, deixando muito claros os pontos de atuação quando Novembro e Dezembro chegarem muito carregados de chuvas.

Não serve para agora, que já se consolidou. Mas quem sabe a partir do ano que vem, por exemplo?

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Cenário Político local

Estou fora deste debate, por enquanto, por razões lógicas. Estamos a um ano, aproximadamente, das eleições municipais. Poucos analistas possuem a capacidade de acertar o prognóstico completo dentro deste prazo e eu não sou um deles. As variáveis estão complexas demais e esta incerteza pode se agravar em poucos meses.

Uma tendência que já se apresenta e que não quero repetir, nem agora e nem no futuro, é a de desqualificar já os pretendentes aos postos públicos. Ora, desqualificar pessoas é simples. Difícil é afirmar, categoricamente, seus valores pessoais comprovados sem conhecê-las no cotidiano.

Quanto aos valores públicos, cada um dos postulantes a uma vaga no ano que vem, seja no Executivo ou no Legislativo, terá tempo para demonstrá-los. O que eu afirmo com serenidade e certeza é que todos os postulantes acreditam em suas qualidades, e estão corretos em acreditar. Caso contrário, bastaria a todos permanecer no conforto de suas casas e no convívio salutar de suas famílias.

Minhas convicções pessoais não contam, embora deva declará-las por me considerar ator social do meio em que convivo. Acredito que João Monlevade precisa de gestores e administradores muito capazes, neste momento. A realidade que nos cerca está exigindo essa característica.

Caberá aos Partidos e coligações eventuais suprir esta lacuna, caso possuam a mesma convicção que eu tenho no momento. Neste rumo, as chapas deverão conter uma mescla muito bem elaborada de nomes que privilegiem o aspecto gerencial e o aspecto político. Porque nem todo administrador é bom político e nem todo político é bom administrador, cabe aos engenheiros do cenário público fomentar a união de nomes que atendam a estes dois requisitos.

Até porque, em minha opinião, possuímos bons políticos que ainda não demonstraram boa liderança gerencial. E possuímos bons gestores que ainda não foram testados no ambiente puramente político. E a cidade não irá suportar, no meu modesto entendimento, uma espera de mais quatro anos para deslanchar em rumos que se provaram eficazes no Brasil inteiro, ainda que em um número reduzido de municípios.

João Monlevade precisa, urgentemente, crescer. À parte a decisão soberana das urnas, muitos são os responsáveis por colocá-la, desde já, num rumo favorável e propício para que a cidade possa alcançar este objetivo.

Utilidade Pública e "Merchand"

Ao contratar uma empresa especializada na instalação de sistemas de alarme sonoro e monitoramento eletrônico, busque referências sólidas para realizar sua escolha. O patrimônio emocional que estará envolvido (a segurança de sua família) é insubstituível e não tem preço.

Se já instalou o sistema e não sabe se ele é 100% eficaz, pode entrar em contato com um especialista. Aqui entra o "merchand". Já driblei sistemas de monitoramento instalados mesmo em agências bancárias (sem citar nomes por dever profissional) e entendo do ramo que escolhi para viver.

Entendo perfeitamente que a Segurança é um Dever de Estado, mas vivemos num país onde o Poder Público está se transformando, quase que exclusivamente, em arrecadador de receitas. O restante de suas obrigações está sendo "terceirizado" a olhos vistos.

E se o cidadão passa a ser solidário com o Estado em suas obrigações essenciais, que o cidadão o faça com qualidade. Quem tem mais a perder é o indivíduo, sempre.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Mineiro que entende de trem!

Três mineiros e três paulistas estavam viajando, de trem, para um congresso. Na estação, os três paulistas compraram uma passagem para cada um, mas viram que os mineiros compraram uma passagem só para os três viajarem.

- Como é que vocês três vão viajar com uma passagem só, mineirada?

- Isperaí mode cê vê... - respondeu um dos mineiros.

Então todos embarcaram no trem. Os paulistas foram para as poltronas, mas os mineiros se trancaram juntos no banheiro. Logo que o trem partiu, o fiscal veio recolher e conferir as passagens. Ele bateu na porta do banheiro onde a mineirada estava escondida e pediu:

- A passagem, por favor!

A porta do banheiro abriu só uma frestinha e uma mão entregou o bilhete de passagem pela abertura. O fiscal pegou o papel e foi embora, conferir os outros bilhetes no trem. Os paulistas viram isso e acharam a ideia genial...

Depois do congresso, os paulistas resolveram imitar os mineiros na viagem de volta e, assim, economizar um bom dinheiro (reconhecendo a inteligência superior dos mineiros).

Quando chegaram na estação, os paulistas compraram uma passagem só para os três. Para o espanto deles, os mineiros não compraram passagem nenhuma!

- Mas como é que vocês vão viajar sem passagem nenhuma, criaturas?

- Ispera e ispia mode cê vê... respondeu um dos mineirinhos.

Todos eles embarcaram. Os paulistas se espremeram dentro de um banheiro e os mineiros dentro de outro banheiro bem do lado. O trem partiu. Imediatamente um dos mineiros saiu do seu banheiro, bateu na porta do banheiro dos paulistas e disse:

- A passagem, por favor!

(Adivinhem o resto. Mais uma vez ficou provado que mineiro é quem entende de trem!)


Colaboração Pedro Paulo - Adaptação Célio Lima

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Amor só de Kombi

Este é o título do artigo de hoje no Jornal Bom Dia, caso o Dindão tenha feito a parte dele do jeitinho certo. É uma visão bem humorada de como os casamentos podem acabar, mesmo após longos anos de cumplicidade e vivência. Vai lá, confere...

Pode ser que um dia você precise, embora eu torça para que não.


sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Denúncia?

Quando ouço o termo "denúncia" na emissora Cultura AM (rádio de grande audiência na região) tenho duas reações diferenciadas:

- Entendo perfeitamente o significado de comunicação, informação (embora muito mais utilizado neste sentido em Portugal do que no Brasil).

- Sinto que é pesado e que deveria ser reservado às acusações.

São duas instâncias muito diferentes, mesmo sendo ambas aceitas pelos grandes operadores da Língua Portuguesa. Em minha opinião, o uso do tremo "denúncia" está intimamente ligado à acusação, aqui no Brasil, junto à população mediana. Deveria ser restrito às efetivas acusações.

Ou deveria ser muito bem trabalhado de forma a evitar a tentativa de desqualificação da denúncia em si mesma, como mecanismo de alerta ou de comunicado. Um exemplo fictício:

Se um equipamento público está quebrado e em completo abandono, são duas as denúncias possíveis: para a Prefeitura a respeito do vandalismo cometido pela população (informativa) ou contra a Prefeitura pelo descaso com os reparos (acusadora). Vejam como é confusa esta construção frasal.

É óbvio que eu tenho uma conduta de afastamento da redação da rádio, porque não faz parte de minha competência avaliar sua atuação, nem seus critérios técnicos. O que me intriga é entender o porquê dessa conduta, já que ela permite um contraponto injusto por parte do mau governo que nos assola.

Exemplo prático: o vandalismo de bens públicos é uma horrenda manifestação humana, que existe aqui em Monlevade também. Neste caso, informar e cobrar da Prefeitura as ações concretas são os termos mais adequados, na minha modesta opinião.

Já quanto ao recapamento asfáltico que vai embolado no balaio do asfaltamento é denúncia mesmo; a Prefeitura precisa ser mais honesta de princípios para separar bem as duas coisas. Aplicar uma camada nova sobre uma camada desgastada de asfalto é recapear, e pronto.

Essa batalha de posicionamentos é necessária e democrática. O que precisamos ter em mente é a necessidade de qualificar as denúncias. Tanto as informativas quanto as acusatórias.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Perdão de dívidas

O Projeto de remissão (perdão) de dívidas de pequeno valor, enviado pelo Executivo para análise na Câmara Municipal, é polêmico por natureza. Afinal, estamos falando sobre incentivar o calote ou impedir um gasto maior que a arrecadação que viria com ele? Há implicações eleitorais ou não? É para todos ou somente para os contribuintes mais pobres?

Vou defender a postura do Executivo. Incentivar o calote é algo impossível, porque as pessoas ou são caloteiras ou não o são por natureza intrínseca. Não é uma ação governamental qualquer que vai transformar um canalha em um homem honrado e pagador de suas contas, sabemos disso.

Da mesma forma deve ser analisada a responsabilidade do agente público com a saúde das finanças municipais. O único reparo a colocar aqui é que toda atitude do Executivo só confirma na prática o que ele nega na teoria: que os cofres da Prefeitura estão exauridos e acabados. Caso contrário, o mais correto seria cobrar de todos, mesmo perdendo algum dinheiro no processo. Porque isso iria começar a criar no contribuinte a ideia de que ele não deve pagar seus impostos porque o prefeito é A ou B, mas porque a cidade precisa.

Entretanto, com os cofres municipais à beira do colapso, o mais acertado é evitar este gasto adicional para executar os devedores do Município. Na crise, economiza-se até mesmo à custa de uma melhor atuação igualizadora (onde todos são iguais perante a Lei e perante os encargos legais).

Quanto à finalidade eleitoreira, não acredito que haja esta intenção, porque estamos longe das eleições ainda. Para o ano que vem, seria ético não apresentar um projeto semelhante, por razões mais que óbvias. E em relação à situação social dos devedores, deveria ser iniciado imediatamente um cadastro dos munícipes que não possuem mesmo a condição de quitar seus débitos, de forma a permitir uma análise mais cuidados das atitudes que poderiam ser tomadas, sem causar maior dano social aos mesmos.

No momento, como alternativa para corrigir outras falhas estruturais, trata-se de um projeto que deve ser visto como um alívio nos cofres da Prefeitura (partindo-se da comprovação de que é realmente mais caro cobrar do que perdoar o débito), porque defender o contrário é piorar ainda mais a saúde financeira do Município.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Protegendo a incompetência

Após decretar o aumento de impostos sobre os veículos importados, o Governo Federal deixou para os cidadãos uma escolha difícil. Vale a pena proteger a "indústria nacional" a qualquer preço? A resposta pode não ser tão óbvia quanto parece.

Primeiro, a indústria automotiva no Brasil é muita coisa, menos nacional. Ela é alemã, americana, italiana, francesa e japonesa, majoritariamente. Os lucros advindos de sua atividade alimentam outras economias com mais intensidade que alimentam a economia brasileira. É claro que nos beneficiamos de sua instalação aqui, mas isso não é motivo para penalizar os brasileiros além da conta.

Em segundo lugar, essa indústria já aprendeu que o brasileiro aguenta ser explorado para além do limite da seriedade. O fato de pagarmos impostos de primeiro mundo, aceitando prestação de serviços com padrões de terceiro mundo, é um vetor de ganância que já se instalou nas montadoras aqui baseadas.

Por isso pagamos o dobro pelos produtos aqui produzidos, sem que haja qualquer atitude concreta de defesa da dignidade do brasileiro, nestes casos. Proteger esta indústria é nada mais que proteger um sistema que se alimenta disso mesmo: da exploração absurda da força de trabalho local. E convenhamos: pagar 40 mil reais por veículos que não contam com ABS e airbag de série é uma afronta à vida.

A inteligência e a seriedade não fatores que estão acima de uma nacionalidade, de uma bandeira única. Valorizar o mercado local pode ser um bom caminho para que o Brasil se desligue de sua realidade anacrônica. E passe a gerar riqueza para os brasileiros, em primeiro lugar.

Asfalto x Bloquete - Nosso chão

Hoje o Jornal Bom Dia traz uma discussão muito válida sobre a cobertura do solo urbano, alinhando as diferenças fundamentais entre utilizar asfalto em detrimento do uso de bloquetes de concreto na pavimentação das vias públicas.

Não vou estragar o prazer da leitura para ninguém. O link para o Jornal está ali do lado direito (CidadeMais) e a matéria é realmente muito boa.

Vou apenas apresentar minha opinião, porque o assunto faz parte do que é minha vivência. Os dois pisos (asfalto e bloquete) apresentam vantagens e desvantagens que são próprias a cada um. A diferença fundamental entre ambos é que o asfalto é um trabalho que se volta para a circulação e conservação de veículos, ao custo da qualidade de vida das pessoas em relação à saúde.

O bloquete de concreto é um piso que produz mais qualidade de vida na sociedade em que está inserido, voltado para as pessoas em detrimento dos veículos. Ecologicamente a discussão é vazia: o bloquete é o piso de eleição nessa disputa. Socialmente, o piso de bloquete distribui benefícios entre as camadas mais pobres da população, com mais eficiência que o asfalto.

Economicamente, o piso de asfalto também perde a batalha em relação aos custos x benefícios. Trata-se de uma cobertura de solo urbano que só se justifica nas metrópoles, a um custo elevado demais para a população dessas cidades.

Não vou entrar no mérito das discussões políticas que envolvam o tema. O momento seria inoportuno. Mas devemos refletir com cuidado, no futuro, sobre a qualidade de vida que João Monlevade poderá oferecer a seus moradores e cidadãos.