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sexta-feira, 11 de maio de 2012

Maturidade Política

Eis um ingrediente em falta. No Brasil inteiro as prateleiras estão vazias e os fregueses estão atônitos. Onde foi parar? É caro demais para ter no estoque? O fabricante faliu?

As razões para que a política brasileira seja imatura são estruturais, já que nossa Democracia é imatura. Ela só possui 23 anos de idade, o que é pouco para agregar sabedoria.

Entretanto, nada pode continuar imaturo para sempre. Alguém tem que dar o primeiro passo para evoluir, ou nada evoluirá.

Está aí uma responsabilidade de todos nós.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

OK, vai a legislação inicial do SVO também


Bom, não posso ir além disso. Cada gestor público virá afirmar e confirmar suas alegações da possibilidade ou não de implantar um SVO local em seu município. Cabe à sociedade civil organizada aceitar ou refutar as alegações.

Como opinião pessoal, vejo que existe uma boa possibilidade de que todos os municípios interessados consigam se organizar e obter essa verba, garantindo maior qualidade de vida aos cidadãos e melhorando o atendimento à população, num momento em que todo amparo é mais do que necessário e muito bem vindo.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Minha opinião não conta

Tenho recebido algumas cobranças leves (e educadas, já vou esclarecendo) sobre o porquê de não me manifestar a respeito da construção de um prédio anexo à Câmara Municipal. A resposta? Minha opinião não conta.

Observei o caso a partir da legalidade. Está perfeito. Pelo lado da legitimidade, está perfeito. Tanto para o Presidente da Câmara quanto para as pessoas que estão se posicionando contrárias à construção. Então, o ponto de diálogo é a questão moral. E questões morais são individuais, não podem ser anuladas numa democracia.

Assim, mesmo sabendo que minha opinião não conta, informo que sou contra o momento em que essa obra virá a luz. Assim como sou contra o momento escolhido para as manifestações populares. A obra não surgiu em Abril ou Maio de 2012. Ela surgiu antes, e não ocorreram manifestações. Dessa forma não é simples isolar a indignação do oportunismo. E não estou dizendo que haja oportunismo. Falo do que parece ser, em detrimento do que deve ser.

E falo ainda que o caminho, de manifestações constantes e decididas, é maravilhoso para João Monlevade. defendo há muitos noas que aquela Casa precisa estar sempre cheia, porque a Democracia floresce é sob cuidados mesmo. Assim como qualquer jardim que a gente queira ver bonito e saudável.

Mas minha opinião não conta, e este é o ponto principal que eu espero ter esclarecido bem para vocês. Um abraço a todos.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Passagens de ônibus em Monlevade

2011



2012



ONTEM



Para quem entender que não há nexo, meus pêsames. De qualquer forma explicarei o nexo causal mais tarde.


terça-feira, 17 de abril de 2012

O dinheiro público vai para ali, ó,,,



O primeiro link é do Uai Notícias, de Itabira. O Segundo, do site de notícias que é tocado por Emerson Duarte em João Monlevade. Os dois veículos de comunicação recebem a verba da empresa que venceu a licitação para veicular a publicidade do executivo monlevadense.

A Shine On é uma empresa séria. Possui uma equipe gabaritada e com muita garra. Mas faz parte de um sistema corroído pela malandragem, no Brasil inteiro. Ela não decide por si mesma onde aplicar os recursos publicitários. Recebe ordens.

Todas as agências de publicidade brasileiras recebem ordens dos seus contratantes. Todas tem que negar o fato, por razões óbvias. E o dinheiro público segue seu destino ingrato, debaixo dos nossos narizes de palhaço.

Brasil, me larga. Eu estou desistindo de você.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Discussão que começou em um blog

Tenho que parabenizar a colega blogueira Eliane Araújo. Com uma postagem indignada e justa, ela iniciou uma discussão mais ampla que o simples "de quem seria a culpa" na questão Hospital Margarida x Poder Público x Sociedade monlevadense.

Iniciar a discussão em nível mais elevado deveria ser a atribuição de representantes de nossa sociedade. Mais precisamente o debate deveria ser iniciado pelos poderes Legislativo e Executivo. Mas, não... Em Monlevade o início desse debate mais racional ainda está longe de nosso cotidiano.

Este é apenas um dos aspectos positivos de se possuir uma comunidade blogueira consciente e ágil. João Monlevade vai se beneficiar, no futuro, desse fenômeno que ainda está em processo de formação e de amadurecimento. O de se ter a cidade parcialmente traduzida por pessoas que não temem emitir suas opiniões, exercendo a liberdade constitucional de expressão.

Pode incomodar, mas é um passo a mais para se evitar situações vexatórias. Como, por exemplo, ver uma criança monlevadense de gema ter em sua certidão de nascimento o nome de outra cidade estampado.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Encontro de blogueiros e Câmara (Sempre ela...)

Para variar, mais um Encontro de Blogueiros que foi muito positivo ocorreu no Floresta Clube. Duas pautas movimentaram a objetividade do Encontro: a primeira delas o pré-lançamento de uma campanha em prol da Segurança Pública para o Médio Piracicaba. Partimos da ideia de que o complexo estrutural do assunto seria muito maior que nossa capacidade de atuação. A alternativa de agora foi de buscar o conceito "glocal", ou seja, pensar globalmente sempre que possível; agir localmente sempre. 

A segunda pauta, a busca pela consolidação de um Conselho Municipal de Segurança Pública que se estenda para além de um nome. Nessa caminhada as prioridades são dotar a cidade de um Conselho que tenha efetiva personalidade jurídica, reconhecida utilidade pública e a devida identidade social que o capacite a - inclusive - captar e investir recursos na área.

É possível, embora eu não possua a autoridade para falar em seu nome, que a Dra. Joyce Motta (Delegada Regional da Polícia Civil em João Monlevade), dirija um pouco de sua atenção para esta pauta. Porque dessa pauta em questão pode surgir um outro paradigma de atuação no combate às causas da insegurança na região do Médio Piracicaba.

Na tarde de hoje a Delegada Regional fará um encontro coletivo com a imprensa, onde as primeiras informações deverão ser disponibilizadas à comunidade.

Para fechar a postagem, a Câmara Municipal. Meu amigo blogueiro José Henriques esteve na primeira reunião do ano e se assustou muito com o que viu e ouviu. Expliquei para ele que é daquele jeito mesmo que o Poder Legislativo vai caminhando em João Monlevade, meio que aos trancos e barrancos.

Só para começar a entender, esta Câmara está tratando a capacidade de endividamento de João Monlevade como se fosse o ponto de partida de nossos investimentos. A Câmara autoriza empréstimos baseada não no que o município terá de pagar no curto e no longo prazos. Ela autoriza baseada no quanto o município pode pegar de financiamentos diversos. Quanto ao pagamento, um mistério sobre o qual os vereadores não se manifestam.

São muitas as montanhas para escalar, sem dúvidas.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Medo e cópia

Tenho um medo mega hiper blaster da cultura e da inteligência do Wir Caetano. Sei que meu recursos de translinguagem seriam pífios para manter, talvez, meia hora de bate-papo com ele. Mas isso não me impede de copiar esta frase: "parece desconstrução e já é ruína".

A frase está aqui no seu contexto original, evitando que pessoas mal intencionadas me acusem de deliberadamente deturpar a fala do Wir. LEIA E ACOMPANHE

Por que resolvi copiar a frase? Porque ela é o resultado de uma epifania que eu vivi. Não foi criada para a situação em que vou aproveitar, mas e daí? O que é sublime tem que se encaixar onde é mais efetivo. É o culto da forma que adapta o seu conteúdo, em relação ao ambiente que está em volta.

Minha epifania resulta na pergunta final: Quem, ou o quê, está governando Monlevade? Pela primeira vez em muitos anos, temos um prefeito que não governa. Pelo contrário, é governado. E mal governado praca...7! 

O último peido ditatorial veio agora. Na calada da noite a Arcelor entrou com os cobres, cerca de 4 milhões para salvar as contas de 2012, e nem um pio. Nada. O governo que vemos é um dois de paus. Quando é que iríamos ter notícias do fato? Seria através do "respostas oficiais", zumbi que teima em não sair do ar mas que também se recusa a viver?

Seria através da insidiosa Câmara Municipal que a tudo assiste, complacente como mãe de criação? Alguém vai se dispor a trabalhar, MESMO, em favor de João Monlevade? Passou da hora há muito tempo. 

Wir bateu mais um prego na tampa. O caixão era outro, mas o fato pode ser aproveitado e bem. Parece desconstrução e já é ruína. Porque para implodir, deve haver algo sólido no lugar do alvo.

A gente quer informar coisas boas

Sem nenhum medo de ser interpretado, digo com clareza de propósitos. Muitos comentaristas do cotidiano de João Monlevade querem mesmo é informar coisas boas e positivas. Isso nem depende de qualquer governo que esteja provisoriamente no poder. Governos são como vacas quando ouvem críticas: estão daquele jeito para a população.

Uma das coisas positivas que eu gostaria de receber informes seria o Orçamento Popular. A quantas anda? Tomara que as obras do OP 2011 (votadas em 2010) estejam saindo do forno agora em 2012. A ideia de ter a população - ou parte dela - decidindo como gastar dinheiro público é muito válida.

Outra notícia que eu gostaria de ter é sobre a ETE do Cruzeiro Celeste, por motivos óbvios. Quando fui levar aquelas bananas para a Câmara, muita gente boa pagou de magoada e ofendida, não é? Rolou um bocado de falatório contra a minha atitude. O que parece não ter rolado é a utilização daqueles 700 mil reais do DAE na obra da estação. O que parece ter rolado MESMO foi o aumento da tarifa de água...

Deixa pra lá. Melhor deixar o circo pegar fogo e torcer para uma meia dúzia de palhaços morrer queimada.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

E é progressivo...


Rua Louis Ensch, ontem, 10h43 da manhã. As placas não possuem qualquer selo ou código que informem se são oficiais ou não. Deste jeito, basta ao comerciante esperto comprar placas de regulamentação de carga e descarga para si mesmo e, ó! Estacionamento público reservado para uso particular a caminho!

Por favor reparem que o espaço reservado é para um caminhão trucado, no mínimo.


Os comércios em frente às placas: lojinha de informática, salão de beleza e comércio de peças para fogões. Imaginem o tamanho das impressoras, dos secadores de cabelo e dos queimadores a gás que seriam entregues...


Imaginem o mimo que é ter seu estacionamento reservado por SEIS horas de segunda a sábado numa cidade que tem poucos espaços urbanos destinados ao estacionamento público. Acho que vou virar comerciante "amigo". Assim dá até para governar parte da cidade!


Do lado de lá da rua, também não há muito o que justificar vagas para um caminhão carregado por seis dias da semana, ou há e a fotografia é só uma farsa para aperrengar o governo municipal?

Conclusão: a realidade pode ser enxergada por lentes cor de rosa. O governo atual é mestre em fazer isso. Mas como ele não distribuiu os óculos especiais pela cidade inteira, algum grau de realidade crua e cinzenta sempre sobra. É a sina dos viventes, a de se confrontar com a realidade todas as vezes que o sonho fica exagerado demais.

E o sonho deste governo há muito tempo está construindo grande parte dos nossos pesadelos, em diversas áreas de sua atuação obrigatória.

É contagioso!


Esta montagem fotográfica é um retrato de nossa desordem e de nosso atraso. Não vou criticar o SETTRAN, porque para tal eu necessitaria da verificação de que há alguma competência técnica a ser criticada no Órgão.

A desordem, o caos e a falta de fiscalização que partem do pouco governo que temos acaba por contaminar a tudo e todos. Passa a valer de tudo, para nós e para quem nos visita. E é triste observar cenas como esta em nossas ruas.

Crucificar o motorista em questão não seria correto. Claro que ele precisa passar por cursos de capacitação e de relações públicas essenciais, como todo e qualquer servidor deveria passar. O pecado maior é do nosso Poder Público, que despreza leis e regulamentos, ignora normas de conduta, passa por cima do comportamento sério. Não há autoridade moral que possa cobrar de terceiros, nesta situação.

E qualquer governo que não possua autoridade moral pode ser legítimo, mas costuma não ser justo nem válido. Para piorar, quem nos visita tem essa nítida sensação de que aqui, pode. Pode tudo. Ninguém vai cobrar posturas e procedimentos.

Imaginem o que os monlevadenses são capazes de fazer em matéria de trânsito, já que convivem com a preguiça fiscalizatória e moralizante muito mais de perto.

P.S - Não apaguei o número da placa. Assumo o risco. Chega do cidadão de caráter ter que se limitar em prol do infrator, seja ele quem seja.

Entre o Rio e o Jorge, distância nenhuma

O gosto pela desordem é o maior problema de governos de todas as estirpes. A explicação é humilhante e verdadeira: políticos tendem a não impor a ordem porque ela vai contra os princípios éticos da maioria da população. Como a maioria da população tem pavor e alergia à ordem, desagradá-la tornaria o processo eleitoral muito arriscado para qualquer candidato ou detentor de cargo público.

Mas é necessário refletir que toda sociedade precisa de limites, e alguém tem que impor limites. Quando isso não é feito por quem a obrigação de realizar essa tarefa, acaba sendo feito por quem não possui legitimidade para realizar essa tarefa.

Tenho dois exemplos emblemáticos e recentes para atestar minha teoria. O primeiro deles, o assassinato do Sr. Mário Contarino, ocorrido no início da semana no distrito do Jorge. O segundo deles, o desabamento de três prédios no centro do Rio de Janeiro.

Pode não parecer, mas as causas estruturais destes dois acontecimentos nasceram no mesmo lugar. Nasceram da ignorância política, da preguiça de pensar e do desapego pela ordem. Quando a sociedade não sente qualquer obrigação de cumprir regras de conduta, tende a ser animalesca nos seus anseios e na sua ganância.

O quadro só piora quando a preguiça de pensar age em conjunto. Quem não reflete sobre o que deve ser feito e como deve ser feito, faz do jeito mais favorável à sua vontade individual. E quando a ignorância política faz com que o poder público nada fiscalize, nada oponha e a nada dê combate (mesmo quando legitimamente instituído para fazer tudo isso) o que temos é barbárie em ação.

O episódio do Jorge é reflexivo porque os autores do crime vinham sendo tolerados pelo sistema há muito tempo. A onda brasileira de agora é tolerar os pequenos crimes como se fossem traquinagens, para vê-los se transmutar em crimes mais graves como se fossem desobediência de criança. Finalmente, eles explodem no evento de crimes bárbaros.

Mas geralmente afetam um número pequeno de eleitores em relação à massa total, e a cultura da ordem e da obediência a regras mínimas de civilidade desagradaria e muitos eleitores. Não preciso dizer mais nada. Destroçar uma família parece um preço que a política brasileira adotou com gosto, por considerá-lo barato para pagar. E VAMOS FAZER UMA COPA DO MUNDO!

Deixar de fiscalizar, afrouxar o controle, fingir que está tudo bem para fazer cara de paspalho surpreendido quando ocorre uma tragédia, tudo isso contribuiu para a tragédia que ocorreu no centro do Rio de Janeiro. E O RIO VAI SEDIAR UMA OLÍMPIADA!

Este é o país que estamos construindo. É este futuro que guarda todos os filhos e netos de agora. E a população brasileira, educada para o atraso porque não recebe educação, a tudo assiste e de tudo é cúmplice, no que lhe atende à sua ganância individual. Até que vire vítima do sistema.

Eu não quero que João Monlevade trilhe o mesmo caminho vergonhoso. Só podemos cuidar do nosso quintal, infelizmente (porque o ideal seria uma ação globalizada pelo culto de respeito à vida em sociedade, com controle e ordenamento do que poe e do que não pode ser feito a bel prazer). Então temos a obrigação de cuidar muito bem dele e de cobrar um pouco mais de decência de todos os políticos.

Ou continuaremos sendo vítimas deles. Só alguém muito tolo não enxerga que havia muitos dedos do poder público, atuando na cumplicidade, para que estes dois absurdos acontecessem.

Mais tarde vou publicar dois eventos emblemáticos de desordem civil, fotografados em João Monlevade, que provam a linha de raciocínio exposta agora. Daqui a alguns anos, se nada for feito, colheremos os resultados amargos dessa opção equivocada pela desordem e pela falta de fiscalização.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Curtinhas

NOSSO DINHEIRO NÃO É CAPIM E NÃO É BURRO

Em 2012, um dos novos propósitos para o blog será informar, dentro das regras jurídicas e sempre que o fato tiver relevância para a sociedade, quais comerciantes de João Monlevade acham que o dinheiro que recebemos vem de uma árvore em nosso quintal. A ganância está beirando o insuportável. E a desinteligência também, porque o cliente extorquido tende a migrar para a Internet ou para outras praças de comércio.

Em tempo: meu investimento de fim de ano em compras diversas foi bem significativo. Monlevade abocanhou 20 % dele, apenas. E apenas comerciantes que lidam comigo há mais de dez anos foram contemplados. Ou Monlevade aprende a gostar dos monlevadenses ou termina de afundar na sua própria ignorância.

DEZ DIAS É IGUAL A QUANTO?

Na matemática peculiar que existe apenas para o governo municipal, estamos sem buracos nas ruas e avenidas há mais de cinco dias. O Secretário de Serviços Urbanos Luiz Pena fez a declaração. Ainda ontem passei com o carro sobre um punhado de buracos inexistentes, porque há cinco dias foram todos exterminados. Monlevade precisa aprender a conviver com coisas ressuscitadas ou precisa aprender a não prometer o que sabe que não vai cumprir, caso contrário...

VIOLÊNCIA E INVESTIMENTO DE ESTADO

Apenas para começar um debate que renderá muito, os blogueiros monlevadenses tentarão dialogar em busca de uma solução local - e possível - para a área da Segurança Pública em João Monlevade e região.  O encontro será no dias 05 de Fevereiro no Caça e Pesca, e todos estão convidados. Nem que seja para começar a entender uma equação simples: quanto menor é o investimento do Estado em Segurança, tanto maior é a violência que foge ao controle do suportável. Claro que vale para os outros eixos de atuação pública, como Educação e Saúde. Mas a Segurança Pública é um eixo chave por excelência, porque gente saudável e extremamente bem educada ainda pode morrer nas mãos de qualquer animal descontrolado.

MANIA DE PEQUENEZA

Um recado importante e em boa hora: gente, para a grande maioria não é necessário agir claramente como portador de uma mente pequena. Basta agir naturalmente e o resultado será o mesmo, com a vantagem de mostrar algum grau de sinceridade nas atitudes. Fica a dica.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Batendo na mesma tecla

Ou ela se quebra ou as cabeças mudam. Uma coisa ou outra acontecerá, posso garantir isso. Então, batendo na mesma velha tecla de sempre: de que adianta o governo municipal apresentar-se como o maior vitimado da história de João Monlevade, se seu maior carrasco é ele mesmo?

Em matéria penal, quando vítima e autor são a mesma pessoa, não há interesse de Estado em investigação ou apenamento. O Direito entende, acertadamente, que a vitimização já é penalidade suficiente. Da mesma forma acontece em ambiente político. Nosso governo se atrapalha com alguma coisa, a sociedade percebe e se manifesta, o governo culpa a sociedade pela trapalhada e segue cometendo atrocidades e repetindo os ciclos.

Não chegaremos a lugar algum. A maior vítima e o maior carrasco deste governo estão intramuros, e a penalidade já é vislumbrada para daqui a alguns meses. Melhor deixar passar o tempo, mas sempre lembrando e cutucando as feridas porque caso contrário essa coisa pode ressurgir das cinzas, como uma fênix, e tentar nos assombrar por mais alguns anos.

Cumprindo com uma etapa obrigatória, informo que minha opinião não é baseada na qualidade do governo que possa vir em substituição. Provavelmente teremos mais alguns anos de mediocridade política por aqui, mas que parecerá infinitamente boa devido à ruindade infinitamente grande que observamos agora.

Esta atuação governamental é um cabo eleitoral imbatível. Para qualquer outro nome que se apresente. Há um lado negativo e um lado positivo nessa história. O lado negativo é que João Monlevade perdeu uma chance incrível de evoluir em sua caminhada político-administrativa. O lado positivo é que algum grau de maturidade o eleitorado estará ganhando, para filtrar um pouco mais o que precisa ser entendido de uma vez por todas.

Política não é brinquedo. De ninguém, mesmo que seja populista ou carrancudo, novo ou velho, nascido aqui ou em qualquer ponto do Brasil. Política é um desejo e uma determinação, uma escolha funcional séria e decidida, pelo trabalho em prol de muitos.

Dá para entender porque tão poucos se dedicam à nobreza nesse ambiente. A grande maioria opta mesmo é por seguir a correnteza do jeito que ela está. E quando um barco não enfrenta o rio, ele vive o destino do rio. Não o seu.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Discordo, mas respeito

Hoje o jornal A Notícia publicou um direito de resposta determinado pela Justiça local. Discordo, mas respeito a decisão do Judiciário. Para os que possuem boa memória, é a mesma discordância que tive quando o Judiciário local condenou Gustavo Prandini por captação irregular de recursos de campanha, uma situação que ainda hoje se arrasta por alguma gaveta lá em Brasília.

A Democracia é justamente o respeito às diferenças. O que espanta no Brasil é a disparidade de tratamentos que o Estado possui. Qualquer governo pode quase tudo, mesmo quando a legislação é clara. Por exemplo, a Lei Orgânica de João Monlevade proíbe o nepotismo e a irmã do Prefeito exerce cargo de confiança há tanto tempo quanto ele. Coisas de Brasil...

Discordo, mas respeito a decisão do Judiciário, porque meu senso de Democracia não é movido a decorar palavras lidas em qualquer pedaço de papel. Meu senso de Democracia foi forjado numa luta insana para ser humano, num mundo em que tantos se contentam em ser apenas gente.

E fica mais um registro de trapalhada: o Direito de Resposta requentou um assunto que há muito estava congelado, de tão frio: o fato de que enquanto os professores lutavam bravamente por sua dignidade salarial mínima (prevista em Lei) o Prefeito Municipal (e não o cidadão, porque a vida pessoal deste não interessa a ninguém) curtia férias na Europa.

Vida pública, quando assumida com compromisso e zelo, transforma o cidadão em um servidor da sociedade inteira. Portanto, coisas muito naturais como viajar para onde se quer e quando se quer, são sublimadas na enorme responsabilidade de interferir com a vida pessoal de milhares. Mas há gente que não consegue entender este fato.

Ainda bem que acaba ali por Dezembro. Com respeito e com toda a minha discordância.


sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Dinheiro não é banana

O advogado Adilson Prates, em seu blog, apresenta ideias que podem gerar uma economia mensal de cerca de 2 milhões de reais à Prefeitura Municipal de João Monlevade. São remédios aparentemente amargos aos olhos do político de qualquer estirpe, mas que a uma análise mais profunda demonstram ser ótimos medicamentos para a manutenção de uma qualidade de vida invejável. Vamos observar com calma:

Mesmo considerando-se que os apontamentos do Adilson Prates estejam, como ele mesmo alerta, errados em cerca de 20%, eu já demonstrei aqui no Drops como a Limpeza pública pode gerar economia anual de 700 mil reais. A menos, é claro, que alguém esteja dando uma mamadinha no lixo.

Bom, aí teríamos 1.600.000,00 aproximados no cálculo no nobre advogado economizados todo mês. Logo, teríamos 19.200.000,00 somados aos 700 mil reais que já provei serem desperdiçados com lixo, todo ano. Num mandato completo, seriam 79.600.000,00 para investir na cidade. Uma mega-sena gorda, capaz de asfaltar a Lua, o Iraque e o Egito inteiros.

Ninguém deve se iludir com o animal político. Eles sabem destas contas e sabem que elas são realizáveis no médio prazo. Só não querem realizar porque isso quebra o paradigma da política fácil, de balcão, que impera no Brasil desde os tempos da roca de fiar.

E ninguém deve se iludir com o fato de mostrarmos os caminhos. Somos esporos externos, pontos fora da curva que não são levados em muita conta. Mas se houvesse senso crítico no meio em que vivem, políticos aproveitariam estas oportunidades e ideias para aplicar melhor o dinheiro público e isso geraria uma justa e confiável propaganda eleitoral. Com efeitos muito mais saudáveis do que o ato de babar no ovo que é obtido à custa de dilapidar nosso dinheiro com golpes de foice. Geralmente por açeçores que mal sabem apertar o alfinete da fralda que ainda usam...

Dessa fórmula perversa vem o hábito de tratar o dinheiro dos nossos impostos como se fosse banana, encontrável em qualquer quintal ou balcão de feira. O cidadão pagador de impostos não suporta mais essa mentalidade tacanha.

Nosso pensamento é sempre no sentido de que o próximo Prefeito irá navegar em águas políticas turbulentas. Irá, mas a crise é também o melhor momento da oportunidade. Seguindo receitas ortodoxas e serenas, ele poderá vir a ser lembrado como "O cara" que retirou o município do buraco e criou um novo patamar de se fazer política em nossa cidade.

Será isso ou teremos muito mais anos de paralisia a vencer.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Coragem é dizer o necessário

Faço aqui uma pausa justa para eximir os poderes públicos em uma situação distinta: quando são acusados de não comparecer para resguardar a propriedade privada, de quem tem condições para fazer isso por si mesmo.

É bom lembrar: todo governo existe para transferir renda. Mas essa transferência deve existir em favor de quem é digno e esforçado, mesmo não tendo habilidades e competências para gerar patrimônio seu. Transferir renda para quem possui essas habilidades é fomentar o espertalhonismo.

Não acredito em assistencialismo, como meus leitores mais antigos sabem. Acredito é na assistência pontual e que possa promover a oportunidade de o assistido não precisar dela no futuro. Mesmo assim defendo sempre que o Poder Público e o dinheiro público, quando empregados, devam se dirigir ao público que mais necessita.

Portanto, não é caso de eu defender o governo municipal mais imaturo e despreparado em gestão que já vi na vida. Trata-se de defender qualquer instância de governo de assumir responsabilidades que não são suas. E, por lógica, não aceitar que o dinheiro público seja aplicado onde já há algum grau de conforto, numa cidade em que muitos moradores encontram-se em áreas onde falta até mesmo a dignidade mínima.

Daí surgem minhas críticas. O que fazer com elas pertence ao foro íntimo de cada um. Grandes homens costumam avaliar as críticas, crescer através delas e minimizar sua ocorrência no futuro.

Os demais tentam desqualificar o crítico, como se isso resolvesse os problemas.

Simples assim. Só é tornado complexo pelas mãos de homens que não se vêem do nosso lado, mas muito acima de nós todos.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Vai chover de novo em 2012/13

Sim, como em quase todos os anos. A água que está nos castigando já foi, pouco há que se fazer por agora. Mas muito há para se fazer antes de Dezembro de 2012 chegar e nos "surpreender" com a fúria possível das águas.

É de se lamentar muito que, nos últimos dez, doze anos, cada gestor municipal foi surpreendido pelo menos uma vez pelo período chuvoso e por suas consequências. Mal comparando, é como um patrão ser pego de surpresa por um parto de uma funcionária importante em sua equipe.

Em 2012, que tal pensar em contratações temporárias, reforçando as equipes de atuação corretiva para dar pronta resposta à sociedade monlevadense? Isso seria realmente inovador. Claro que o melhor é começar desde agora o trabalho preventivo a nosso alcance.

Cobrar pelas sacolas plásticas dos supermercados, implantar de vez a coleta seletiva e a educação ambiental nas escolas, multar severamente os entulhos a céu aberto promovidos pelos "cidadãos", desobstruir bueiros, apresentar projetos viáveis ao Governo Federal para canalização e urbanização de córregos, repensar o recapeamento das vias públicas para diminuir a vazão hidráulica de superfície, etc. etc. etc.

Porque, se nada disso for feito, na virada deste ano estaremos de novo com cara de idiotas e procurando culpados, inutilmente. Os culpados somos nós, em maior ou menor grau de ações e omissões.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Eita que chegou 2012!


É hora de dar uma renovada em alguns sabores do Drops. Para isso, a primeira imagem escolhida do ano, por aqui, é esta. Ela representa antigas ternuras, tempos que não podem voltar mas que devem ser compreendidos como uma base, para o planejamento de um futuro menos amargo.

Um filósofo já afirmou: "Quem não sabe valorizar o passado tem poucas chances de planejar o futuro e, portanto, menos chances ainda de compreender o presente."

Aqui em João Monlevade, por uma conjuntura feliz de coincidências, temos muitas pessoas capacitadas para a valorização de nossa história. E nenhuma delas é utópica para querer o retorno dos "velhos tempos". O que  fazem é nos manter ligados à memória coletiva, sem a qual um homem pouco mais é que um autômato social, visando que possamos ter algum futuro de qualidade, além da que construímos atualmente. Vivas a todos eles!

O Drops de Sanidade renova os seus propósitos de existência. Tendo nascido por acaso ou acidente, tornado filho ingrato aos olhos de muitos e filho, simplesmente filho, aos meus olhos, ele segue. Hoje segue menos sozinho, menos insípido, menos inodoro. Ainda bem que não é água...

Agradeço antecipadamente a todos que o suportaram por mais um ano, e a todos que vão aparar suas arestas por mais um ano, se Deus quiser. Que 2012 seja abençoado e iluminado para todos nós!