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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Em memória de Hilário Moutinho

Pouco antes de evoluir para um estágio maior que o nosso, Hilário postou uma mensagem de ânimo de de valorização da solidariedade em sua página do Facebook.

"Democracia é oferecer a todos o mesmo ponto de partida. Quanto ao ponto de chegada isso depende de cada um".

Ele não conseguiu alcançar o seu ponto de chegada, mesmo com toda a movimentação de formiguinha que muitas pessoas estão tentando há anos. Quando eu fui criticado aqui mesmo no Blog, por dizer que meu trabalho me causava muito sofrimento, estava falando desta realidade.

Somente quem perde uma pessoa amada na 381 consegue medir a dor que vem daí. Todos os dias alguém fica indignado e sofre. Nosso maior medo é o de que, um dia, as pessoas já não se preocupem mais em ficar indignadas. Este sofrimento é desumano, injusto e cruel. Não merecemos e não queremos, mas também já não sabemos mais o que fazer para mudar essa história.

Não é o país que sonhamos para nossos filhos, com certeza. E nem é necessário dizer que lembrar da rodovia e do descaso quando perdemos alguém é manter viva alguma chama de revolta. Quando não fizermos isso mais, o sistema terá ficado mais importante que as pessoas. É isso que ele quer. É isso que não podemos deixar acontecer.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

De volta pra auto-escolinha, bebezões!

Eu sei que não adianta muito, porque quem faz não é leitor do Drops, mas fica o desabafo para alguns motoristas em João Monlevade.

- Seu carro possui uma alavanca do lado esquerdo do volante. Para cima, ela fará a seta dizer aos outros motoristas e aos pedestres que você quer virar à direita. Para baixo, faz a mesma coisa, indicando virar à esquerda. No meio, onde você já se acostumou a deixar, ela não indica merda nenhuma a ninguém.

- Trafegar com seu veículo a menos da metade da velocidade permitida para a via não dobra a segurança. É uma infração de trânsito mesmo, e irrita muito porque o trânsito é ruim quando não flui.

- As ruas não são a sua casa. Graças a Deus você não é mendigo. Então, não faça nas ruas o que você pode fazer na sua casa ou na casa da Mãe Joana. Faça nas ruas somente aquilo que a Lei e o bom senso te permitirem.

- Retrovisores não servem para retocar a maquiagem ou conferir meleca no nariz. Eles servem mesmo é para você ver o que está acontecendo em sua volta.

- Todo mundo paga imposto e seu dinheiro não tem marca registrada. Então, mané, todos os outros motoristas possuem os mesmos direitos que você.

- Pedestre não é bandido. Tá, alguns são, mas a grande maioria honesta tem pai, mãe, irmãos ou filhos. Exatamente como você também pode ter. Respeito é o que te separa do uso de quatro ferraduras. Pode jogar as suas fora e aprenda a respeitar. Vai te fazer um bem danado.

- Faixas de pedestre são regras de trânsito. Desapontado? Coloque-se no lugar de quem está nelas, então...

- Abrir a sua porta de repente significa que você corre o risco de perder a sua porta, de repente. Junto com um braço. E - adivinhe? - é infração de trânsito.

- A música que você gosta de ouvir é problema seu. A música que você quer fazer todo mundo ouvir é problema nosso. Geralmente é uma porcaria e deve ficar restrita ao seu mau gosto individual.

- A menos que você seja uma aberração da natureza e tenha três braços, evite usar o telefone quando estiver dirigindo. É contra a lei e contra o bom senso, além de colocar em risco a vida dos outros. Sinceramente, se colocasse em risco só a sua vida, a humanidade não ia perder grande coisa, mesmo. Telefone tocou? Pare o carro primeiro e atenda depois.

- É inacreditável eu ter que lembrar isso, mas lá vai: se estiver movendo seu carro para a frente, olhe para a frente. Se estiver movendo seu carro para trás, olhe para trás. Treine um pouco e verá que é fácil.

- Carro não é mais sinônimo de status. Se você está dentro de um Porsche, uma Ferrari ou um Jaguar, perdoe a minha ignorância a respeito deles. Mas continuam sendo o mesmo tipo de veículo, com deveres a cumprir no trânsito.

Fechando: é, você sabe conduzir. Dirigir é um estágio mais avante na evolução, para você aprender e depressa. Porque um dia eu posso estar de saco cheio com os folgados e encontrar contigo por aí.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Ajuda-me que te ajudarei

O título é só uma brincadeira. É só para explicar que eu dei uma ajudinha aos que precisam de letras maiores para facilitar a leitura. É um gesto pequeno mas eu espero que auxilie aos leitores com alguma perda visual. Eu mesmo sou astigmático e, aos 44 quase 45, já não enxergo tão bem quanto um garotão de 22.

Uma outra grande ajuda tem a ver com o conteúdo, sempre. Alguns amigos me pedem para manter a linha mais poética, deixando de lado a linha política, mais engajada. Eu tento manter as duas bem paralelas, mas enquanto a vida vai dando poesia em gotas, a política vai dando socos na nossa cara em baldes. Como posso manter a mesma proporção no Drops? Deixando a política rasteira deitar e rolar enquanto a sociedade monlevadense recita poesia?

Vamos andando com o que temos. Se vier poesia sobre nós, mandaremos poesia de volta. Se vier escárnio sobre nós, mandaremos escárnio, ridicularização, cobrança, raiva e o que mais vier de volta. Jesus era muito melhor que eu, com certeza absoluta. Não chego às unhas dele e não me comparo. Reajo. Para cada tapa na minha cidadania, um chute na popa do meu agressor.

Porque tem horas em que só assim funciona: com chute na porta e com soco na cara!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Sem mágoas

O fato de estar com raiva não pressupõe que eu esteja com mágoas. O leitor desatento pode imaginar que misturo as coisas, mesmo com o atestado ético colocado ali na página própria.

Estar com raiva é um direito meu, inarredável. Podem me questionar muitas coisas, mas alguns dos meus direitos eu os exerço livremente e sem traumas maiores. Vejo a vida como o que ela é, não como o que ela poderia ter sido.

Aprendi com gente muito séria que realidade é intransitiva. Que se o casco do navio tem um rombo, todos podem dizer que está tudo ok, mas o fundo do mar é o único destino possível. Aprendi que quem gosta de mim pode me ferir, mas não diuturnamente.

Aprendi que os homens são o reflexo absoluto de seus atos, mas apenas uma pálida imagem assemelhada às suas palavras.

Entre muitas outras coisas, aprendi a viver sem mágoas. São inúteis. Mas a raiva é catalisadora e criativa, e portanto - em situações especiais - é até bem vinda.

Por isso, da mesma forma que não me permito viver com mágoa ou ressentimento, permito que a raiva me direcione às vezes. Porque não nasci e não cresci um andróide. O que tenho avaliado com calma é se vale a pena o uso da raiva como modelo de zeitgeist. Penso que não, mas ainda não encontrei um sentimento humano que a substitua à altura do que o mundo meu conhecido merece...

E é melhor que eu aja no instante da raiva. Eu não gostaria de me ver atuando em esfera de mágoas.

sábado, 16 de abril de 2011

Batendo no governo, eu?

Um anônimo me enviou um comentário com três toneladas de insultos pessoais e uma pergunta: porque você está batendo no governo?

Bem os insultos pessoais impediram a publicação do comentário, por razões óbvias. Quanto à pergunta, segque o esclarecimento:

Não estou batendo no governo. Simplesmente não há governo para bater. Estou flagelando o comando administrativo, acompanhando as centenas de colaboradores internos e a própria cúpula, que age como os fanáticos religiosos adeptos do auto-suplício.

Faço-o por razões de cretinismo. Financiei esta cúpula administrativa por duas vezes neste ano de 2011, mesmo já abertamente contrário à ela. O primeiro financiamento foi institucional e cidadão: paguei o IPTU marombado sem reclamar e no dia útil seguinte ao que recebi meus carnês de cobrança. Não pagar seria covardia, porque o caixa municipal está em coma há um bocado de tempo.

O segundo financiamento foi pessoal e caridoso. Por ter sido pessoal, guardo-o para mim. Mas espero ver o ressarcimento dele, no tempo mais rápido possível, porque não sou milionário nem adepto das práticas que a cúpula administrativa atual teima em acreditar que são uma política sustentável.

Para acelerar o processo de ressarcimento, estou me juntando aos supliciadores. Assim que houver uma ação afirmativa e proativa para regularizar este débito vergonhoso e insano, volto ao meu cantinho e deixo a tarefa de desconstruir a administração atual a cargo dela mesma. É insubstituível nessa tarefa.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Acabou

Uma parte de mim acabou. Eu não consigo mais ser o humano que eu era há até bem pouco tempo. Quando isso acontece a uma pessoa, o mais ético é avisar a todos em volta o que ocorreu. Porque não estou tendo estômago para continuar o teatro em alguns assuntos importantes.

Adiei o processo o quanto pude, mas não foi possível evitar. Assim, em nome da ética absoluta, aviso a todos que conheceram o Eu antigo, na íntegra, para esquecer que ele existiu. A casca ainda está aqui, mas o conteúdo se transformou de um jeito em que não há volta mais.

Declaro publicamente uma "quarentena" voluntária, de seis meses. Até 31 de Julho deste ano, estarei pesando tudo e todos em uma balança pessoal. Muitos passarão pelo teste. Muitos não. Todos terão a chance de se preparar para o teste em 180 dias.

Lembrando: é um teste pessoal. O mundo não vai se revolucionar por minha causa, nem eu vou revolucionar a mim mesmo por causa do mundo. Peço aos que tenham interesse privado que me procurem o quanto antes, para não haver dúvidas mais tarde: quem ou o que não passar pelo teste pessoal estará, de alguma forma, morto para mim.

Para os que já me consideram de alguma forma, morto, este aviso não vai fazer diferença. Então tudo bem.

Peço àqueles em que não passei no teste pessoal que me informem, o quanto antes. Para haver respeito e dignidade na guerra que vou empreender contra tudo e todos que não passarem pelo meu teste, parece justo abaixar minha cabeça e saber quanto e quando desapontei. É assim que vou fazer a minha história a partir daqui.

Seis meses. É o que posso garantir. Sem nenhum dia a mais de trégua, benevolência ou piedade.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

HAJA S.A.C! - Parte 2

(O ideal é ler primeiro, se você ainda não leu, a parte 1, logo ali embaixo)

(10:27:27) Judith Lima - Qual seria o procedimento a se executar, para obter o Vale Compras?

(10:34:19) Comprafacil - Solicitaremos a coleta do produto em seu endereço para que possamos atender a sua solicitação, após recebermos o produto em nossa empresa, será realizado o envio do vale.

Hum, sete minutos! Alguém desenhou tudinho para o atendente nesse tempo. Agora já haveria a troca da lavadora. Bom. Considerando que a qualidade do atendimento estava piorando, já que ele estava levando ainda mais tempo que o "normal" para atender, resolvi tirar o resto das dúvidas de uma vez só.

(10:36:20) JL - Devo considerar que o procedimento está combinado? O frete de envio do produto adquirido com o Vale Compras será cobrado? Haverá algum outro custo adicional para mim?

(10:38;57) CF - O frete não é cobrado usando o vale para compras.

Pela primeira vez desde o "bom dia, posso ajudar?" o tempo de resposta baixou de três minutos. Oba! Mas o cérebro do rapaz não devia processar mais de uma pergunta de cada vez. Toca a refrescar a memória dele, então... Mas deixamos ele esperar um pouco na frente do computador. Chumbo trocado não dói.

(10:42;15) JL - Por favor, o Sr. não respondeu às outras perguntas. Sobre o procedimento já poder ser considerado como algo combinado entre a cliente e a empresa, nem sobre custos adicionais que possam ser cobrados. Sei que sou apenas uma vítima a mais, entre milhares, mas isso diminui minha importância como compradora?

Hora de apelar para a humanidade do cidadão. E mostrar um pouco de irritação também, porque é só nessa hora que o telemarquetingue entende que a gente está se desligando da sobriedade e vai começar com palavrões, ameaças e o escambau!

(10:43:30) CF - Aguarde um momento, por favor. Vou solicitar a coleta do produto para o setor proceder com o envio do vale.

(10:46:53) CF - Por gentileza, informe-me o endereço.

Aí já era demais. mais cinco minutos de gancho pra descobrir que o cara não estava nem com o pedido original aberto na tela do computador? Eu estava. Fui tomar um cafezinho só pra ele sentir o gosto do abandono, nem que fosse uma vez só.

(10:49:57) CF - Ainda on line?

Não, eu não ia ficar on line. Eu ia largar tudo para passar pelo mesmo sofrimento de novo, porque pobre gosta é de sofrer! Terminei minha rosquinha de coco para continuar a novela.

Vocês já adivinharam. Daqui a pouco vem o capítulo final aqui no Drops. Bom, se não estiverem satisfeitos eu vou estar criando um serviço de S.A.C no Drops de Sanidade em breve. Me aguardem!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Ainda hoje - S.A.C - Serviço de Abuso do Cliente

E os comerciantes de Monlevade vão rolar de rir com o infortúnio da minha esposa, numa compra em site da Internet de uma empresa sólida e com mais de 40 anos de mercado. Não deveriam , mas vão rir muito, porque eu reclamo da qualificação local.

E esta é mais uma daquelas derrotas que parecem individuais, mas são coletivas. O cliente, no Brasil, é traduzido pela transação financeira: assim que o dinheiro trocou de mãos, o cliente vira lixo. Depois nos perguntamos porque outras nações avançam mais rápido em direção ao desenvolvimento pleno...

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Silêncio é bom...

Porque querer dizer as coisas que se quer mas não se deve, nos momentos em que estamos com raiva, pode trazer sofrimento desnecessário. Prefiro ficar calado por uns dias e não ofender a ninguém, à alternativa de soltar  os cachorros contra uma manada de inúteis que vibra com aquele programete vagabundo de TV (me recuso a descrever o nome ou a sigla, me recuso a falar sobre, me recuso a aceitar a existência do tal) ou contra uma reforma do zodíaco.

Porque esta mesma manada não se revolta contra o programa de aumento de impostos para nós e salários para "eles"? Ou contra a ausência de reforma na Educação do Brasil?

Ah, não se preocupem com minha coerência. Eu reafirmo que sou parte da manada. Mas este capim está cada vez mais duro de mastigar e engolir.

Perdoem pelo desabafo. De vez em quando é bom, nem que seja para conferir que cometi um erro, mais tarde.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Transgressões


Avanço nenhum pode ocorrer onde não há um pouco de transgressão. Não aquela que viola as leis, porque isso é simplesmente crime. 

Mas aquela que viola códigos e condutas cimentados no resultado conhecido e previsível. A transgressão faz com que o indivíduo cresça para além de si mesmo, quando executada sem buscar o mal para outras pessoas e liberdades.

Em Monlevade e em outros lugares do mundo, a transgressão não é bem vista. Ela se confunde com o crime, num amálgama que precisa ainda ser traduzido para a opinião do povo. Transgredir não é prejudicial, a menos que se queira apenas prejudicar. E o prejuízo de outros não é transgressivo nem inédito: ocorre desde os tempos das cavernas.

Blog é espaço pessoal. Por isso falo tanto em primeira pessoa, aqui no Drops. Para não ser pessoal teria que possuir linha editorial, redação qualificada, emprego de técnicas e saberes que pertencem à seara do jornalismo. mais uma vez: jornalismo é para jornalistas. O que ofereço é opinião, risco, transgressão e caráter.

Não caibo em todos os rótulos. Sei os que me traduzem e os aceito sem problemas. Quanto aos demais, não me servem. Opinião emito há mais de dois anos aqui, com irrelevância mas com atitude. Risco corro desde que nasci e até o dia em que não nascerei mais. Transgressão realizo todos os dias, todas as horas, contra a realidade construída através de outra coisa que não a realidade e os fatos. Caráter é o que costura toda essa engenharia complexa numa pessoa comum.

E não sou o único. Há poucos dias afirmei que nosso município deve se orgulhar de possuir pensadores em atividade. Nós os temos em João Monlevade, e são muitos. Faltam ativistas em evidência ainda, mas é questão de tempo para que surjam em nosso horizonte. Somos de alguma forma abençoados neste aspecto.

E Monlevade não é uma ilha. Ela é um microcosmo que traduz o Brasil. Somos povo.

O que falta reconhecer é que o povo é soberano, mesmo no que consideramos ser a sua ignorância. Desconsiderar a soberania de um povo é atacá-lo com o maior dos venenos, a mais tóxica das substâncias, o mais mortal dos preconceitos. E costuma render a mais indiferente das reações.

Porque o povo, na sua "ignorância", sabe que os indivíduos e cargos e orgulhos são transitórios. As sociedades permanecem, nós não. Muito depois que meus netos tiverem tido netos e eu não for mais que pó de tempo, João Monlevade ainda estará aqui. Viva e esquecida de mim e dos meus contemporâneos.

Só as transgressões, quando benignas e positivas, permanecem na história e na memória de um povo.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Identidade

Eu sou ninguém. Às vezes, gosto de imaginar que sou um ninguém qualificado. Mas só às vezes. Porque o que sou, mesmo, é ninguém. "Cada homem, cada ser, é uma humanidade individual, senhor polícia." (Mia Couto)
Sou aquele que puder ser, em certas horas do dia, tendo a certeza de que não sou aquele que era quando acordei. Nossas mudanças são tão velozes e tão fortes que não podem ser acompanhadas. Apenas vistas e sentidas.
Vivo uma vida mediana e simples. E penso que o estado de felicidade transcende a tristeza e a alegria, o que me faz viver de forma feliz a vida que tenho para administrar. O dono dela gosta de mim e eu gosto Dele. É isso.
Se a sua curiosidade tem a ver com a pessoa por trás do véu de pessoa, aí vai: Célio Augusto de Lima, Perito Criminal, Monlevadense do Jacuí, casado, dois filhos, um par de gatos, nascido em 66 e mais família que baladeiro. 
Poucos amigos, alguma dificuldade em fazer novos, desconfiado e generoso como todo mineiro. Justo e democrático, sereno e teimoso, cheio de preconceitos que quero aprender a eliminar, cheio de virtudes que não aprendi a reconhecer. Resumindo, gente. É o que sei ser de melhor.

Coloquei este texto aqui para facilitar ainda mais. Está ali na aba "Quem sou e o que faço" logo acima. Mas somos humanos e temos preguiça de procurar, às vezes. Mais fácil é mais fácil.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Empatemos!


Os americanos não gostam e não entendem. Às vezes, nós nos americanizamos e deixamos de entender que a vida não é esporte de alto nível. Nela, o importante não é vencer nem competir, é aproveitar o que possui de bom.

Cidadania e respeito são ditados pelo empate. Não há vencidos, só vencedores, quando nos pautamos pelo respeito à cidadania e à integridade de outros. Este é um tipo de empate quase celestial, que deveríamos buscar o tempo inteiro.

Hoje, especialmente, fico com o caipira: "Nós num ganhemo nem perdemo, empatemo!" Como uma das coisas mais bonitas e importantes que andam, há muito, esquecidas pelas areias de nosso tempo moderno e fútil. Porque ele não gosta de empates. E para vencer, utiliza-se do vale-tudo.

Que vitória real pode advir desta insanidade?

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Racismo contra brasileiros

Vamos ficar assim. "Nordestino não é gente!" "Paulista vota em palhaço!" "Mate um nordestino afogado" "São Paulo só tem puta e baitola!"

A eleição acabou. A xenofobia interna deveria ter acabado também, porque nem é real. É só motivada pela falta de Educação, como sempre.

Os votinhos já foram contados, quem não se arrumou vai se arrumar nos rearranjos - um Deputado vira secretário aqui, um senador vira Ministro acolá - e todos vão se acomodando, rindo às pampas de nós todos, os verdadeiros bodes espiatórios do processo.

Enquanto tudo isso ferve com volúpia, o Congresso e as Assembléias estão às moscas. E daqui a um mês e pouco começam as "férias" da galerinha batuta que "trabalha" intensamente - de Terça a Sexta - pelo Brasil e por todos nós.

Apodreceu tudo, não há como salvar este modelo de gestão eleitoral. Acabou. Eu me voluntario para ajudar a comprar o caixão. Talvez assim a gente aprenda que toda essa forja de marketingue fabrica o ódio e a intolerância, o afastamento e a ganância, para depois ir beber uísque doze anos enquanto a gente continua se esganando aqui em baixo. Mas o objetivo deles fica garantido. Nunca deixar que o povo tenha sua vontade livre ou dirigida pelo seu próprio pensamento.

Este ano, o estopim foi uma estudante (?) de Direito(???) chamada Mayara Petruso, que detonou o ódio. Depois virão outros, porque numa terra onde não há Lei para os maiorais a arraia miúda não há de querer ter leis regulando sua vida.


quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Contadores de corpos ao longo da BR 381


É nisso que o descaso e a arrogância natural de políticos de merda transformaram tantos profissionais de Segurança Pública que atuam no entorno da BR 381. Nos animalizamos de vez. E os mais estranho disso tudo é que a dita "sociedade organizada" não move uma palha de milho para mostrar sequer a indignação real.

São tantos Promotores, Presidentes de subseções da OAB, Presidentes de Câmaras Municipais, Presidentes de Partidos Políticos, de ONG´s e mais outras tantas organizações voltadas para o interesse público, que se encontram deitados em berço esplêndido... Não há como manter a fé quando as Instituições se acovardam, se apequenam, se anulam na complacência. Que, em estágio final, resulta em concordância.

Pelo amor de Deus, alguém menos covarde que os demais, menos omisso, menos bundão e menos desdenhoso pelas vidas alheias me ajude. Que seja um profissional do Direito para me esclarecer como posso, individualmente, impetrar uma Ação contra o Governo Federal obrigando-o a interditar a rodovia para preservar as vidas de brasileiros em jogo. Claro que vou tomar uma cacetada na cabeça em troca, mas e daí?

Como já foi dito no Drops uma vez, "amaldiçoada a nação que precisa de heróis, mas igualmente abençoada a nação que os possui." 

Que maldição é esta, a nossa, em que um paladino com medo e isolado de tudo precisa dar um exemplo tão simples, tão claro, tão reto, de cidadania?

Às vezes, esta é a JM que vemos



Quando isso acontece, ela continua sendo minha cidade. Mas não é a minha terra. "Minha terra tem a Lua, tem estrelas, sempre terá..."

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

"Engenharia" Política


Começo a perder totalmente a fé em alguns nichos da corroída política nacional. Beira o inacreditável algumas manobras que são executadas na calada da noite, engendradas não com o objetivo de se obter algum proveito legítimo. São criadas unicamente para levar o desastre à porta de um adversário.

Faz parte do jogo de cena que não se promova o adversário político, qualquer criança entende isso. Mas nem um único adulto alfabetizado pode compactuar com a ideia de que o povo... ah, o povo que se f***! E este raciocínio está, cada dia mais, fortalecendo as relações que deveriam ser respeitosas no palco político.

Agora, em 2010, chegamos ao ápice da derrota que é tratada como vitória. Até a campanha presidencial está se lambuzando no estrume, e poucos parecem se aperceber do perigo que esta "barraquisação" do universo democrático pode representar.

E localmente, João Monlevade está bem servida de barraqueiros. A todo momento tenta-se, de forma desesperada, apagar as chamas de um incêndio criminoso em algum lugar, provocado com o único propósito de     trazer o caos. Caos para os outros,é claro.

Sei não... Do jeito que a coisa vai indo, melhor esquecermos a "engenharia" política e voltar a confiar nos pedreiros que tanto fizeram por ela, num passado nem tão distante assim.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Ausência de rancor


Um homem se constrói de muitas experiências vividas. Mas ele se forja, mesmo, é do aprendizado que estas experiências podem deixar gravadas em sua alma. A percepção que sobra, ao final de muitos anos de aprendizado e de escritas que vão ficando imersas em nosso espírito, é que o universo nos provê de borrachas. Porque algumas dessas escritas e gravações podem não agradar, como resultado final.

A mais cruel dessas borrachas é o rancor. Ela apaga o que nos tornou mais homens. Enquanto a gratidão, por exemplo, retira de nós o que nos desconecta do que há de bom nesta Terra.

Viver uma vida de rancores e de paixões violentas é o caminho mais fácil. Para o despenhadeiro, mas e daí? É sempre um caminho possível. Pela presença do rancor, o aprendizado de que o despenhadeiro é danoso desaparece de nossa alma. E caímos com gosto e sem freios morais no buraco da bestialização.

Se ainda temos um mundo humano com que possamos aprender alguma coisa, é porque muitos se desligaram do rancor, da raiva e do ódio. Renegaram a própria essência daquele caldo orgânico que, lá atrás no tempo, culminou com a presença humana no planeta. E desde aquelas eras longínquas, temnos que agradecer de joelhos por tantos que renegaram a borracha errada.

E voltaram os seus olhos e os seus pés para a negação do despenhadeiro.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

E ainda mais verdade que as outras

“No regime democrático, todo partido devota todas as energias para demonstrar que os demais partidos não têm competência para governar. “E todos eles estão certos”.


Henry L. Mencken