Há muitas definições para o que seja a Gestão, no universo humano. Eu particularmente recomendo a quem se interessa pelo assunto a leitura de bons livros para encontrar a sua definição pessoal. Mas para exemplificar como eu - e milhões de pessoas a entendem no mundo - vou repetir uma frase que meu amigo Vaender de Castro me apresentou.
"A capacidade de atender a demandas elásticas, com recursos inelásticos".
Demandas inelásticas são os desejos e necessidades de uma comunidade, com investimentos que vão se tornando crescentes. Numa cidade como João Monlevade, com quase 70 mil habitantes, isso significa corresponder a muitas expectativas diferentes. Mesmo algumas que sejam injustas para a sociedade local, porque são sonhos e desejos individualizados.
Os recursos inelásticos são representados pelo dinheiro público, que tende a ser estático em volume. É claro que, em alguns momentos, alguém descobre novas formas de obter o dinheiro público para atender à comunidade. Este alguém precisa de outro alguém para estudar a melhor maneira de fazer com que o pouco dinheiro público disponível atenda ao máximo de monlevadenses que for possível.
E estes dois aí de cima, considerando que sejam apenas duas das pessoas envolvidas no processo de captação e distribuição de bens e serviços, são apenas dois dentre os muitos que devem compor uma equipe antenada e eficaz.
Finalmente, esta equipe ampliada tem um objetivo. Ser cada vez mais afinada com o tempo e com o espaço que João Monlevade estiver ocupando, da maneira mais eficaz possível que exista para distribuir qualidade de vida a seus cidadãos.
Se o resultado for muito aquém do que a cidade inteira aguarda, é porque esta equipe tem à sua frente um vaidoso de plantão. Porém, se o resultado corresponder aos sonhos e aos direitos que a sociedade possui, é porque esta equipe tem à sua frente um gestor.
O maior desafio de João Monlevade é idêntico ao maior desafio de muitas cidades brasileiras. Encontrar um gestor capacitado para assumir o comando das ações e projetos de interesse coletivo. E entender de uma vez por todas que administrar é gerenciar a escassez, porque a fartura não se administra: aproveita-se. Toda crise é sinônimo de ruína para o vaidoso, mas é também sinônimo de oportunidade para o gestor competente.
Nenhum comentário:
Postar um comentário