quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Choque de Estado


Com a operação Folião, as polícias em João Monlevade indicaram um caminho que, de longe, é o melhor passo a ser dado com os poucos recursos que a cidade possui. Falo do Choque de Estado.

Chamo de Choque de Estado (ou Banho de Estado, como alguns interlocutores já me ouviram comentar) a atitude de mapear as áreas conturbadas pela violência social. A partir daí, dirigir-se a estas áreas com tudo o que se possua (Polícia, Saúde Preventiva, Orientação Jurídica, serviços básicos, doações diversas e trabalho voluntário, se houver) com alguma regularidade.

O resultado é que a criminalidade cai, por inércia. O crime precisa da baderna, da sujeira, do abandono de serviços públicos, da ausência de Estado para frutificar seus frutos podres. Precisa da falta de ordem, da falta de limpeza, da falta de organização social.

Resumindo, quanto mais cruzamos os braços, melhor para o crime, pior para nós.

Deixo uma sugestão: uma Caravana de Cidadania, que percorra as áreas mais carentes de Estado (que seja uma vez a cada 60 dias, se não der para ser mais frequente) onde todos os setores realmente interessados no progresso de Monlevade podem contribuir com suas forças.

Sem tintas partidário-ideológicas, sem demagogia, sem assistencialismo palanqueiro, esta é uma ideia que pode nos indicar um caminho. Há bairros em Monlevade, como o próprio São João, que precisam ter sua dignidade resgatada.

Grandes resultados (e bons resultados) às vezes possuem a raiz do seu sucesso em pequenas ações. E quando estas ações puderem unir muitos em sua causa principal, eu acreditarei que é possível crescermos para além de apontar o dedo, sem realmente estender as mãos.

Agenda Oculta? Será que é possível a todos que militam no ambiente político provar, uma única vez, que o discurso "lutamos por Monlevade" é verdadeiro?

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