terça-feira, 17 de maio de 2011

Pontualidade e gentileza

Levei muito tempo para aprender que a pontualidade vale ouro. Na verdade, somente depois que me casei é que aprendi a dar importância a ela. Minha esposa é daquelas pessoas que são pontuais ao extremo e me fez compreender o valor deste princípio.

Ainda hoje, no Brasil, existe a crença de que horários são flexíveis como elástico de cabelo. Não importa as razões oferecidas para algum atraso, quase todos pensam que atrasar-se torna a figura de alguém mais importante do que ela realmente é. Como se isso fosse um milagre possível...

O atraso é escárnio. É dizer a uma pessoa, indiretamente, que ela é desimportante para o momento. Ou para o assunto. Ou para a vida. Eu não defendo a ideia de que imprevistos nunca aconteçam, porque sei que isto não é verdade. O que eu defendo é a ideia de que, se alguém tem imprevistos o tempo inteiro, este alguém está sendo incompetente ou mentiroso. O normal é o que foi previsto e planejado!

Porque a receita para a pontualidade não é um bicho de sete cabeças. Basta sair mais cedo para os compromissos. Assim qualquer imprevisto não vai deixar alguém te esperando, perdendo um tempo de vida que é tão importante quanto o seu e fazendo papel de trouxa.

Se é tão difícil assim entender o que eu quero dizer, pense no que você mesmo sentiu na última vez em que foi ao banco ou ao médico, por exemplo. Sua memória vai ser a sua bússola, para não ofender mais ninguém com os seus atrasos sem justificativa que seja válida.

Um comentário:

Eliane Araújo disse...

Gostei! Se há uma coisa que eu invejo dos ingleses é a questão da pontualidade! Eu acho o Ô esta tal de "tolerância" de X minutos que criaram aqui no Brasil!