Talvez, só para darmos um bom exemplo, seja hora de mostrar que existem temas que suplantam nossas limitações (sejam elas partidarescas, politiquescas, intelectualescas ou outros "escas" que a vida nos proporciona).
Li agora pela manhã, no jornal A Notícia, um conteúdo sobre o CTI do Hospital Margarida que pode levar - eu disse "pode" - a uma interpretação equivocada sobre os motivos de questionar o funcionamento da Unidade Intensiva.
Ninguém em consciência sã irá se opor ao propósito de salvar vidas. Muito menos eu, que presencio quase sempre a perda delas, em função do meu trabalho. E algumas perdas beiram a estupidez, o que eu renego para mim e gostaria de renegar para todos os meus iguais.
Não vou me utilizar de um blog para abrir um debate desta amplitude. Informo apenas que estou à disposição, para participar de qualquer debate amplo sobre a matéria. Aquele, que imagino deva ter acontecido lá nos primórdios da vontade de se possuir um CTI em pleno funcionamento e atendendo na cidade de João Monlevade.
Porque se ele aconteceu, eu não tinha como tomar conhecimento. Trabalhava em Ouro Preto, na época, com a mesma carga profissional excessiva com que me vejo às voltas agora. (manter um blog, para mim, é penoso e causa um desgaste adicional. Faço por verdadeiro amor ao debate político-social e por considerar que ele soma alguma coisa).
Vou pedir apenas que o respeito às pessoas, grande bandeira do Drops de Sanidade, não seja esquecido. Não sou genocida e não tenho vocação para tal monstruosidade. Não diminuo pessoas e nem estabeleço cidadanias de primeira ou de segunda classes.
Apenas penso que, sem um diálogo muito claro sobre o que é realidade e o que é vontade, vamos nos perder em mais um assunto de suma importância. Porque vontade de ter três hospitais com cuidados intensivos, uma universidade, um centro de pesquisas, um aparato de Segurança Pública plenamente funcional, uma estrutura de lazer e cultura, uma rodovia que não assassine seus usuários nas proximidades de minha cidade, isso eu também tenho. Qual monlevadense não tem?
O que me limita é saber que a realidade pode, em muitas ocasiões, ser cruel com a mera vontade. Vamos pensar e agir juntos, para aproximar as duas? Fica o convite.
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