Com o passar das postagens, percebi que o Drops de Sanidade é fonte de muita insegurança para mim. No início dessa percepção, fiquei apavorado. Quantas pessoas gostam do que coloco aqui? Elas tem que gostar? Quantas acompanham os ensaios no Jornal Bom Dia? Será que elas recomendam para os amigos, conhecidos e parentes?
Muito devagar, percebi que é essa insegurança que me impede de ser acomodado. Tudo que faço possui um eixo central, porque sou só uma pessoa. É lógico, natural e confortador saber que sou limitado justamente por isso.
Melhor a insegurança. Assim não há acomodação. Não gosto da parte de nosso Hino Nacional que diz "deitado eternamente em berço esplêndido". Não saberia viver assim, mesmo que fosse ao som do mar e à luz do céu profundo. Acomodação traz displicência e preguiça.
Não faço a mínima ideia de como posso alcançar o coração das pessoas, nem se o alcanço com a gentileza e com o respeito necessários. Não faço a menor ideia de como ser independente, sem ser isolacionista. Só sei que não me basto, mas tenho que preservar o que sou mesmo não sendo o bastante.
O frio na barriga me faz bem. Talvez faça bem a todos nós nos reinventarmos um pouco todos os dias. E talvez seja a melhor coisa do mundo fazer algo não pelo que pode nos trazer de bom, mas pelo que pode levar a outras pessoas de bom e de produtivo.
Talvez a insegurança seja o maior motor do mundo, para que haja desprendimento e busca constante pela melhoria do que somos, do que pensamos e do que doamos de nós mesmos. Amém...
Um comentário:
A melhor parte do nosso hino é " a imagem do cruzeiro resplandece". Desculpe, Célio. Não pude resistir. Sei da sua seriedade, mas também da sua veia satírica. Grande abraço.
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