Ela foi mais pobre, muito mais pobre. E foi mais rica, muito mais rica do que pode imaginar a nossa vã tecnologia. Eu tive infância e não tive brinquedos legais como os que há hoje. Mas vendo a vida dos meus filhos caber dentro de uma coisa tão pequena, talvez eu não tenha perdido nada de importante.
Stop e Restart facilitam muito as coisas. Dá para parar uma bobagem pelo meio, dá para começar de novo quantas vezes for preciso. Mas não há sangue, sal e suor envolvidos. Então não há humanidade e, assim, não há nada que valha mesmo a pena.
E, pensando com cuidado, analógico ou digital, calvo ou cabeludo, jovem demais ou ainda não velho o suficiente, pouco importa: vai chegar o nosso Game Over, e todos nós vamos nos encontrar com o maior fabricante de videogames do universo. Que nosso jogo tenha sido limpo e divertido.

Um comentário:
Videogames são incríveis. Por exemplo, a tecnologia do XBOX 360 junto com o Knetic permite jogar com o próprio corpo, interagindo em tempo real.
Claro, que filosofanto, estamos sempre sem poder usar o pause no meio daquela discussão terrível, ou dar um restart num fato desagradável. E não se pode fugir do Game Over final.
Ah, gostei muito do artigo do Bom dia!
Abraços!
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