Traçando um paralelo simples, nossas vidas funcionam como nossas casas: do porão ao telhado, tudo faz parte de um conjunto que só se realiza na completitude.
Um outro paralelo necessário é o que define como vivemos em níveis diferenciados: a esmagadora maioria das pessoas vive em um patamar mínimo de inteligência, de racionalidade e de lógica. A explicação é simples e desanimadora.
Viver no mínimo garante que há um único caminho a seguir, se houver interesse em mudanças de rumo: para cima. É como viver no porão. Se houver interesse em mudar de vida, o caminho é ascendente.
Viver no máximo é arriscado, porque se houver mudanças de rumo, serão sempre para baixo, para a queda de desempenho e de rendimento. É, claro, como viver no telhado. Tem-se a gravidade como companheira e adversária.
Por isso tanta gente opta por viver nos porões. O conforto de imaginar que se pode subir, à hora em que for necessário, serve como motor de propulsão. O inferno deste raciocínio ilógico é que acostuma-se ao porão, aferra-se ao porão, encanta-se pelo porão com uma aderência de fazer inveja ao fabricante da Super Bonder.
E aí, nem a mais forte das vontades consegue desgrudar muitas vidas do porão. Mesmo aquelas que seriam extremamente bem sucedidas acontecendo no telhado...
Escolhas definem como vivemos. A incerteza do telhado é pior que a garantia do porão, se um resultado abaixo do medíocre não assusta ao vivente. Resta saber se vale a pena viver décadas sem conhecer a luz do sol.
E se nascemos para possuir este destino.
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