Mesmo com meus alertas de que não faço análises de cenário mais, embora ainda me considere um analista razoável, toda semana encontro alguém que me pede uma projeção viável para 2012, em termos eleitorais.
Vamos lá. Primeiro recomendo o trabalho do Raoni Ras, que criou um infográfico bastante didático sobre essa questão. Você pode conferir clicando aqui.
Em segundo lugar, recomendo que qualquer leitor pense no limiar de tempo de hoje (agosto de 2011) porque as coisas mudam. É assim com nossa vida, é assim com a política eleitoral e partidária. A diferença é que com nossa vida algumas coisas mudam sob nosso controle.
Vejo apenas dois cenários, e não vou entrar em detalhes sobre os dois. Isso seria prestar consultoria gratuita e minha última experiência com trabalho barato foi desastrosa. Vamos a eles:
CENÁRIO 1 - Carlos Moreira se candidata - E todos os demais postulantes, à exceção do PT e do Prefeito Gustavo Prandini, vão arranjar coisa melhor para fazer que disputar uma eleição local. Talvez um piquenique, talvez um curso, talvez uma viagem longa. Neste cenário, os desdobramentos seriam:
1A) - Gustavo Prandini e o PT continuam a parceria atual, e neste caso 7500 votos seriam um belo número para apresentar. Particularmente acho que seria um número maior, dependendo de quantos nacos de governo futuro fossem prometidos para uma coligação. Deixo de apresentar estratégias para que este número (o maior) pudesse ter alguma chance remota de ser também o número vencedor. Se houver interessados na consultoria, vamos conversar sobre preços.
1B) - O PT encerra a atual parceria e lança nome próprio. Neste caso, a votação de Gustavo Prandini não chegaria aos 750 votos, o que o lançaria em mais um ineditismo na cidade: o de candidato que mais encolheu entre um pleito e outro. Estes 750 votos, entretanto, seriam subtraídos do próprio PT e da eventual coligação. É uma perspectiva ainda mais sombria que a 1A, por causa dos 750 a menos, mas ainda assim viável. Deixo de apresentar estratégias para que este número (o maior subtraído de 750) pudesse ter alguma chance remota de ser também o número vencedor. Se houver interessados na consultoria, vamos conversar sobre preços.
CENÁRIO 2 - Carlos Moreira não se candidata - E todos os demais postulantes, à exceção do PT, estariam em maus lençóis, disputando um eleitorado homogêneo e que não hesitaria em fragmentar e desconcentrar suas preferências na forma de votos, com exceção dos candidatos mais jovens. Eu aposto que nos próximos dez anos não haverá chance para um. Há pessoas ainda mais pessimistas que eu, afirmando que levará uma geração inteira para esta chance ressurgir. Neste cenário, os desdobramentos seriam:
2A) O PT passa a coordenador e capitão do processo eleitoral, pela via do seu voto de fidelidade, com a árdua missão de lidar com o fenômeno Gustavo Prandini e seu potencial de rejeição, que se encontra nas nuvens. Deixo de apresentar estratégias para que este cenário pudesse ter alguma chance muito boa de ser também o projeto vencedor. Se houver interessados na consultoria, vamos conversar sobre preços.
2B) Os demais postulantes ao cargo se reunem - dependendo de quantos nacos de governo futuro fossem prometidos para uma coligação - e evitam a dispersão de votos entre si. Este cenário é o mais nebuloso e indefinido, sendo o resultado obtido nos descontos da prorrogação do jogo. Deixo de apresentar estratégias para que o resultado seja buscado com menos percalços. Se houver interessados na consultoria, vamos conversar sobre preços.
Este é o meu entendimento para o cenário eleitoral de 2012, sob a ótica temporal de Agosto de 2011. É muito provável que ele se altere violentamente até Junho do ano que vem, quando - aí sim - já não haverá espaço para movimentação de peças importantes. Se houver interessados na consultoria durante o correr deste período, vamos conversar sobre preços.
À exceção do bom humor, espero ter atendido aos pedidos sobre uma manifestação pessoal. E reafirmo, não é A análise, é apenas UMA análise. Que ninguém acredite em algo além da minha humildade e pouco conhecimento, porque eu só acredito nos dois.
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