Não votei em Dilma Roussef. Exerci meu direito de escolha em outro rumo e, democraticamente, a população brasileira me contrariou. Então, o negócio é analisar com calma o que ela está realizando porque é das ações que ela tomará que o futuro de meus filhos também depende.
Dilma está mostrando um jeito diferenciado de governar. Não é um jeito diferente, mas é diferenciado de seus antecessores. Vejamos: Ela claramente não tolera ratos e os extermina dos cargos públicos que ocupam.
Fernando Henrique Cardoso não se ocupava de ratos. Como eu não sou idiota em acreditar que o navio daquela época tinha menos ratos, sobram duas conclusões: ou ele sabia dos ratos e foi conivente, ou não sabia deles e foi omisso e incompetente.
Luís Inácio "Lula" da Silva se ocupava dos roedores, e com gosto. Toda ninhada era prontamente amparada por ele quando descoberta. Isso quando não desmoralizava o portador da mensagem de que havia roedores em profusão no navio.
Ambos tiveram suas virtudes como governantes, que fique bem claro. O que me interessa apontar é a discrepância da história, que reservará a Lula um lugar no panteão dos quase santos. Bem, eu discordo. Faltou a ele não sentir tanta afeição e tanto senso materno, protegendo as ratazanas públicas que inundavam seu porão.
Aos babões presidenciais, fica o legado triste de que o país não pode eleger santos ou demônios por muito mais tempo. Está na hora de eleger um exterminador de pragas. Pode ser até que já tenhamos feito isso, na figura pública de Dilma Roussef. O tempo dirá.
O que me intriga é verificar que os amigos de Dilma já não se manifestam com entusiasmo, enquanto ela realiza sua faxina possível. Durante a campanha, fizeram uma barulheira infernal em todo lugar (inclusive na Internet). Agora, ela parece estar muito, muito sozinha. Estranho, não?
Caso estivesse sendo apoiada, maciçamente e em todos os lugares, poderíamos dizer que ela já estaria preparando o caminho para sua recondução ao cargo. Com justiça, já que seus dois antecessores fizeram exatamente isso. Sozinha como está, Dilma parece estar cumprindo outro papel. O de faxineira doméstica, que apenas arruma a casa sem ter o direito de morar nela pelo prazo razoável.
Tomara que eu esteja enganado até a medula, mas está me parecendo que logo, logo poderemos estar convivendo novamente com uma figura presidencial que tolera e esconde seus ratos nos porões. Que não seja uma Dilma convertida essa figura presidencial, é tudo que posso pedir nessa hora.
E que os babões presidenciais façam, agora, uma leitura honesta dos últimos 18 anos de Democracia brasileira. O caminho a percorrer ainda é longo.
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