terça-feira, 2 de agosto de 2011

Um motor sensacionalista

Opa, não deveria ser um motor sensacional, como aquele que a Nissan está fazendo propaganda? Não seria um desses que o meu espaço deveria possuir?

A resposta é um sonoro não, para os dois casos. Nem sensacional, nem sensacionalista. Nem com pequenos pôneis que ridicularizassem outras ideias e concepções - como o que a Nissan está fazendo - nem com a premissa de que aqui aqueles pôneis seriam cavalões com alto poder de coice.

Meu objetivo é muito diferente. O Drops de Sanidade, desde sua fundação há mais de três anos, busca educar a mim e aos que devam dar exemplos. Somos muito eficazes em criticar a falta de personalidade, de ação, de iniciativa cidadã naquele grupo de pessoas que tem o costume de quedar-se. Principalmente na inércia da revolta mal aproveitada.

Mas somos também os primeiros a não adotar um comportamento social mais engajado. O que gostamos de enxergar são novas possibilidades como se fossem novas oportunidades. E aí, exatamente aí, repetimos o maior erro daqueles a quem procuramos iluminar. Não damos o exemplo, cobramos uma atitude sem mostrar como ela poderia ser tomada.

Nossos filhos estão sem escola e nenhum de nós buscou, por exemplo, o Poder Judiciário para cobrar de volta nossos impostos. Nossa rodovia está caindo aos pedaços e nós estamos apenas assistindo outros brasileiros serem feitos em pedaços nas suas curvas. Nosso país vai entregar estádios de futebol novinhos em folha para uma turma de malandros ganhando salários de 300, 400 mil reais ao mês continuarem suas "carreiras". E nenhum de nós está se movimentando firmemente contra estes descalabros.

Por estes e por muitos outros fatos o Drops de Sanidade não se dirige ao povo. O povo está corretíssimo em ignorar estes salvadores que não acreditam em suas táticas, estes guerreiros que só empunham espadas contra inimigos já moribundos e profetas que não conhecem o conteúdo de seus livros sagrados.

O Drops de Sanidade é uma ferramenta que se dirige, principalmente, para os salvadores incrédulos, guerreiros covardes e profetas ateus. Por que eles não são assim, estão assim. E quando mudarem, poderão ter a legitimidade de cobrar do grande povo as grandes mudanças. Através do exemplo.

Por isso não há sensacionalismo. O que há é revolta mesmo, inclusive auto-dirigida. E ainda mal direcionada, para desespero do autor do blog. Ainda bem que há leitores que me cobram sempre manter a proa voltada para a lucidez, ou o espaço já teria morrido por falta de objeto. Algo assim como o Brasil está fazendo há muito tempo...

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