terça-feira, 23 de junho de 2009

Palpite para os custos da Cavalgada

Já que foi criado um bolão informal sobre o fato, arrisco meu palpite: Nem 300, nem 550 mil a ser gastos pela Prefeitura Municipal. Estamos em plena crise e, para quem não sabe, momentos recessivos costumavam ser assim porque havia queda de preços em bens e serviços. Até os geniais economistas monlevadenses passarem a declarar o contrário.

Até que o Clube do Cavalo e a Prefeitura divulguem o real valor a ser investido, em recursos públicos e privados, imagino que algo além dos 250 mil reais em dinheiro público seria temerário. Mas é o que imagino, não o que sei.

Imagino que os artistas envolvidos tenham adaptado seus cachês para uma nova realidade econômica. Nenhum deles chegou onde chegou sem possuir ótima assessoria financeira.

Mas é o que eu imagino, não o que sei.

Na essência, divulgar o que se sabe é correr riscos. Divulgar o que se imagina como sendo o que se sabe é correr certezas. A uma, a Prefeitura vaza informações estratégicas como peneira velha. A duas, existe uma tabela de preços para eventos, amplamente divulgada na Internet e nos jornais e revistas, que eu sou incapaz de achar. Vi uma entrevista do Zezé, de 2002, calculando o show da dupla em torno dos 170 mil - veja no link a seguir: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG52176-6023,00.html

Em valores do dólar de 2002: Show completo = 61.818 dólares

Show da dupla (sem estrutura completa de palco) = 29.091 dólares

Em valores de hoje, dólar a 2,00, fica fácil fazer a conta. Até porque o dólar de hoje já carrega em seu valor de face o arrasto da crise financeira.

Gino e Geno e quejandos dificilmente poderiam cobrar mais que Zezé di Camargo e Luciano, por show, mantendo uma agenda pelo menos parecida com a dos dois. Logo, valores menores para ambos.

Em Chutometria Econômica, porque tenho brio na cara para não afirmar isto. Estou especulando, apenas me baseando na lógica mínima necessária para tanto. Que pode, claro, não refletir a realidade de mercado por trás de algo tão subjetivo quanto precificar o talento e o dom artístico de alguém.

Tenho que parar por aqui, senão vira testamento. O lembrete é: caramba, chutar é fácil... Rola mais uma, Zé, que eu mando no ângulo!

E a realidade é que citar todas as fontes e assumir todos os palpites é dever de bom senso e obrigação de honradez. No papel ou na tela do computador.

2 comentários:

Anônimo disse...

Coisa boa Célio, tá postando quase que diariamente hein. Continue assim, seu blog é excelente.

Célio Lima disse...

Meio complicado manter este ritmo, sou blogueiro iniciante ainda e amador acima de tudo. Meu trabalho e minha praia são outros. Mesmo que o ritmo de atualização do Blog não possa ser mantido, vou continuar investindo no espaço. Acho que vale a pena. Obrigado pelo comentário!