segunda-feira, 6 de julho de 2009

Sexto dia - 15h00

E Miguel, o mais magnifíco dos Arcanjos, aproximou-se do Criador e externou sua curiosidade:

-Senhor, por todos os ângulos em que observo Tua obra, só vejo maravilhas: as águas mais puras, os animais mais belos, e plantas de exuberância ímpar. Vejo harmonia e equilíbrio entre luz e sombra, entre verdes a azuis e amarelos e vermelhos, vejo planícies exuberantes e montanhas majestosas. Tanta beleza e perfeição não o incomodam?

Ao que o Senhor retrucou:

- Porque me incomodariam, Miguel?

- Porque, Senhor, se tudo o que vejo é perfeição, qual será o Teu trabalho naquele mundo perfeito? Como Tua obra continuará a ser necessária?

O Mestre dos Universos piscou marotamente para o Arcanjo, retrucando:

- Ah, vou ter ainda trabalho para uma eternidade. É que você ainda não viu a raçazinha de merda que eu vou criar para administrar todas essas maravilhas!

E logo em seguida o Puríssimo pôs-se a moldar um punhado de barro, sob o olhar incrédulo do seu Arcanjo boquiaberto.

Um comentário:

Marcelinho disse...

Caro Amigo Célio,
este post me reportou ao Apocalipse.
Apocalipse, now.
Abraços.