quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Pequenininho custa 300 mil por mês

Na fase Luz, uma dica: um hospital pequenininho - se comparado ao colosso que os patetas querem - e nos confins do Mato Grosso do Sul, com 50 leitos, UM bloco cirúrgico de pequena/média complexidade, apenas com serviços de pediatria, ginecologia/obstetrícia, ortopedia e clínica geral, fica em 300 mil ao mês.

Como o Hospital Margarida tem porte semelhante, seria legal saber qual é o custo de rolagem do mesmo, já que a Prefeitura arca com 260 mil mensais para ajudar em sua manutenção. Que não é pública exclusivamente, possui outras fontes de custeio.

Agora o mistério da dedução - e lembrem-se, eu não digo onde, digo o quê procurar - qual seria o custo do colosso? Quantos leitos eram programados? Quantas UTI´s? Um ou dois blocos cirúrgicos?

Sinceramente, discutir um Hospital que nunca foi projetado com o mínimo de decência para com o dinheiro público é perda de tempo. Aliada aos milhões de reais que também já se perderam. Só o faço por amor ao debate, como dizem os advogados.

Então, a fase Luz me obriga a dizer que eu adoraria ter por aqui um Hospital Universitário, com 500 leitos, 18 UTI´s, três blocos cirúrgicos, todas as especialidades com suas clínicas estruturadas... E equilibrado financeiramente ou, pelo menos, não deficitário ao ponto de impedir outros investimentos estruturais.

O único problema é que a região não aguenta pagar por um destes. A esmagadora maioria das cidades brasileiras também não. As poucas que poderiam, optam por unidades menores e melhor distribuídas no espaço geográfico, porque ficam menos caras.

Nossos políticos estão discutindo um cadáver. Como estou na fase Luz, vou relevar. São políticos-legistas, que daquele cadáver insepulto poderão adquirir conhecimentos muito produtivos para a cidade. Ou não, mas aí já é problema deles. Ou nosso?

A Lógica deveria ser matéria obrigatória em todas as escolas. Muitas pessoas já verificaram que o finado não poderia funcionar, ainda nesta fase de debate. A demagogia diz que o Povo quer. Ora, eu sou Povo também. Quero isto e mais um pouco. Quero gasolina a 0,50. Quero pãozinho de sal a 0,05. Quero água a 3,00 de taxa mínima. Quero passagem de ônibus a 0,30. Quero Tamiflu a 1,00. E se tiver isso tudo vou querer mais.

O político sério não pode pensar no que eu quero. Deve pensar no que é possível me oferecer sem quebrar o município. Porque aí outros 75000 monlevadenses iriam sofrer mais. Nestas horas, o político sério deixa de reagir a ataques pouco sérios, e trabalha com o que é possível e real.

Nenhum Pinóquio que defenda arduamente o colosso apresentou ainda um projeto, um esboço, um texto rudimentar, uma carta, mesmo um bilhete, que prove a viabilidade econômica do Hospital. Porque é impossível.

Mesmo na fase Luz, que posso eu dizer dos agentes políticos que se debruçam sobre o impossível? Que estão deixando de lado as soluções possíveis.

Fica um abraço fraterno a todos eles, com a humilde sugestão de trabalharem ou com números concretos, ou com problemas para os quais tenham soluções. Que não se revelem problemas ainda maiores. E insolúveis.

2 comentários:

Manthis disse...

Meu amigo Célio! Excelente post sobre o monstro falido que complementa com propriedade todas as teorias que já desenvolvi sobre o HM.
Infelizmente não são todas as pessoas que vão ter a lucidez de debater este assunto com o equilíbrio necessário.
Mas vamos subindo a montanha.

Célio Lima disse...

Grande J! Já li todo o repertório do blog novo, e parece que você não anda agilizando em nada a migração. Deixe de preguiça, tempo a gente constrói a machadadas na agenda, rsrs.

Um abraço.