A tática atual do grupo político de Mauri Torres é clara: manter o governo ocupado na defesa de ataques diários, que estão chegando de todos os lados num sistema de rodízio. É uma manobra esperta e tem dado resultados que este grupo considera satisfatórios.
Configura o que eu avaliei ser uma "guerra de bolas de algodão". Parece haver um confronto saudável e democrático, onde há apenas barulho (tiro de boca, igual ao que a gente fazia nas guerrinhas de criança: bã! pá! ta´taátátátá!!!)
O melhor a se fazer, quando esta alternativa ocorre, é ignorar os ataques e... trabalhar. Mostrar serviço. Governar com o povo e para o povo. Não porque os ataques não incomodem, mas porque o povo julga um governante pelo resultado daquilo que vê, e não pelo barulho daquilo que escuta.
Com trabalho eficiente, uma oposição perde a mais mortífera de suas poucas armas: o jogo de intrigas.
E depois de algum tempo, a própria população se encarrega de esvaziar esta pauta. Sobram apenas as situações pontuais, que podem ser tratadas sem que o governo fique de braços engessados nesta tarefa.
Do jeito que está agora, o governo de Monlevade está deixando de trabalhar em função do povo, para trabalhar em função da oposição. Não é uma prática eficaz, nem justa com a população de Monlevade, nem indicativa de que a cidade vai melhorar.
A agenda oculta é simples e, na verdade, aberta: o Prefeito está ali para gerenciar a cidade, e não para controlar ataques gratuitos. Se fosse o desejo de João Monlevade em peso, que Gustavo Prandini continuasse batendo boca em política, não teria colocado a cadeira de Prefeito à sua frente. Teria deixado que ele continuasse na... oposição.
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