Este é o chão do Cartório da Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio, ali no Baú. Esta é a ratazana que foi morta entre a Quarta e a Quinta-feira. Estas são as condições em que pais de família e cidadãos, policiais civis, devem trabalhar em João Monlevade. Este é um dos retratos do Choque de Gestão, que nunca irá aparecer em mídia alguma. Esta é nossa escravidão e a vassalagem de muitos.
Vamos ter três Peritos Criminais atendendo na região até o final do ano, se o Delegado Regional não conseguir um profissional para remendar o Setor de Investigação Técnica. Seriam necessários seis, para obtermos alguma dignidade no nosso trabalho. Apesar dos esforços que eu testemunho da parte dele, ainda somos menos que a ratona aí, para o estado de Minas Gerais.
Quando eu proponho a representatividade de um só, falo da circunstância maluca de que temos necessidade de paladinos. Eu não sou um paladino. Sou só um cara que nasceu no Jacuí, pobre mas digno, que nunca convivi com ratos na minha casinha de madeira. Cupins havia, com certeza. Ratos e filhotes de ratos, não.
Quando eu cobro do único Deputado Estadual da região que olhe com carinho para a Segurança Pública, viro um paladino que tem medo. Principalmente de ser transferido de cidade, para Pedra Azul ou Almenara (por exemplo), pelo simples fato de pedir socorro para a Polícia Civil aqui na terra onde nasci e me criei.
Que seja para o Governo do Estado mandar um par de gatos, e aí vão sobrar só o mofo, as inundações, a falta de espaço e o excesso de goteiras. Chove mais do lado de dentro da Delegacia do Baú do que do lado de fora. E, nem é bom lembrar, ratos e águas de enxurrada não costumam gerar coisas boas. Muito pelo contrário.
Mais tarde postarei sobre a Leptospirose e a Peste Bubônica, que ainda não foram erradicadas no Brasil. Vetor de transmissão das duas: pulgas de ratos e águas de enxurrada das chuvas...
Quando o nosso Deputado coloca a sua estrutura de informação para criticar, não vejo isso como incorreção. É justo, se o motivo da crítica for justo. Vejamos como reagirá quando é criticado, se o motivo da crítica recebida for justo.
Porque o único que pode abrir um diálogo sobre investimentos em Segurança Pública, dever exclusivo do Estado de Minas Gerais para a região, é ele.
P.S - Somos seres humanos.
3 comentários:
DE QUEM É ESSE RATO?
Célio disse:
"Porque o único que pode abrir um diálogo sobre investimentos em Segurança Pública, dever exclusivo do Estado de Minas Gerais para a região, é ele."
Não, ele não é o único, nem está lá sozinho...
O Rato pertence ao Celso Augusto de Lima, ao camêlo da Avenida Wilson Alvarenga, os agentes de capina, coletores de lixo, moto entregadores de jornal (muita gente os vê de madrugada, correndo contra o relógio, meio loucos, mas sem por a vida dos outros nem a própria em risco, como o pessoal tá DePol, nesse e outros casos), os praticantes de caminhada-corrida, os bancários, os alunos do pré, maternal, funamental, básico e superior, os dentistas, médicos, catadores de papel,metalúrgicos...
Por quê?
Ah, vai me dizer que não fizeram identidade, nem foram buscar as sofridas habilitações, os atestados de nada consta, buscar aqueles pirralhos briguentos da madrugada, saber notícias dos DVD's, celulares...
Antes de querer dizer que o lugar é tosco, mal-cuidado, é bom eu saber, que também sou responsável, quando faço uso dos meios existentes pra que esteja bem, ou sou omisso nisto.
Se me calo ante à majestade, esse silêncio faz bem prá ela, e só.
Se lhe firo os ouvidos com meus clamores, pelo menos a priemira parte já será feita. Basta apenas que EU, não seja sozinho...
Vamos lá?
Você vai ser transferido p salto da divisa pertinho da bahia mas so por causa dos 5 veiculos q você tem alugados p prefeitura. Espere e vera!!!!
Então não serei transferido, graças a Deus.
Postar um comentário