Pode perder a dúvida. O Deputado Mauri não mandou sequer uma banana para meu pedido de uma Audiência Pública sobre a Segurança em João Monlevade e região. É uma pena e eu não entendo os motivos: jamais houve espaço neste Blog para qualquer ataque pessoal, jamais houve insinuações sequer que fossem em relação à pessoa ou à família dele, jamais houve qualquer tentativa de diminuir a figura pública que ele é.
E estas reflexões se estendem a todas as outras pessoas da cidade. Eu faço apontamentos sobre as figuras públicas, não sobre os cidadãos. Para mim, a democracia pessupõe que os homens públicos sejam sempre cobrados. São trabalhadores que um povo inteiro "contrata" por tempo determinado e para realizar tarefas específicas. Então porque se transformam, muitos, em empregados que não entregam aquilo que prometem, como por exemplo o serviço para o qual foram contratados?
Vocês já imaginaram contratar um motorista que se recusa a dirigir? Um engenheiro que se recusa a construir? Um jornalista que se recusa a informar com qualidade? Uma enfermeira que tem nojo do paciente? Uma professora que não admite ensinar?
Meu Deus, precisamos urgentemente refazer nossas expectativas e repensar nossas responsabilidades, enquanto cidadãos de um país atrasado. Talvez ele esteja tão atrasado por causa de nossa própria índole, e dessa forma a tendência é de deterioração do pouco que se construiu até hoje.
Só para citar um exemplo, este texto eu escrevo em pouco mais de três segundos: "Cara, vá se f****!"
Este outro eu escrevo em pouco mais de oito segundos: "Recebemos sua manifestação. Por favor aguarde um contato futuro."
Os dois textos mostram como seria elegante e digno responder a um cidadão brasileiro, de forma simples.
Bem, ter ou não ter votado em Mauri Torres é questão do meu foro íntimo. Não deveria ser motivo para que um assunto tão relevante fosse jogado na lata de lixo. Minha cidadania, assim como a de outros milhares de pessoas que votaram em Mauri Torres, não tem um preço fixo. Ela não tem preço, alíás, como qualquer uma das outras cidadanias envolvidas.
Se o caminho para que eu possa dialogar é minha representatividade coletiva, que assim seja. Vou me dedicar a construir, se for possível, uma representatividade para ter acesso ao diálogo. talvez outros cidadãos de Monlevade queiram caminhar comigo, talvez não. Só tentando a caminhada é que saberemos.
Fica o pedido para que alguém, qualquer um com representatividade pública, abrace esta causa. Ela é nobre, e justa. João Monlevade pode precisar demais desse compromisso social com a Segurança Pública, tanto quanto precisa de outros compromissos sociais e políticos elevados.
2 comentários:
Ponto de vista é um assunto relativo, retrito...
O senhor imagina, com seus botões, que Mauri Torres, não tenha se digando em manifestra-lhe, por pouca representatividade do assunto em questão.
Meu caro, nada melhor para um ocupante de cargo público de tal monta, que esperar acontecimentos favoráveis aos seus interesses e de sua bandeira. Ele é representante do atual e futuro governo estadual,, trabalhando com certeza junto ao mesmo, em prol da bandeira que envergam.
Não há de se preocupar/oucpar com os foros eleitorais que o escolheram para o próximo mandado, pois há ventos favoráveis. Contudo, ante a perspectiva que que a bandeira do partido tremule mais alto em Brasília, desnecessário e danoso é, expór-se em hora imprópria.
É claro que mais a frente, essa sua conclusão seja a correta, mas no que diz respeito à pessoa pública Mauri Torres, ainda é prematura.
Contudo, a crença pessoal, é tal e qual ao ponto de vista.
"Entre nós, e os mais profundos mistérios do universo, estão as portas. Há muitos que param diante delas e se entitulam lúcidos. há outros, que as atravessam e são chamados pelos primeiros, de loucos.
Para as portas, os lúcidos não passam de covardes; e os loucos são, apenas aprendizes..."
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