terça-feira, 9 de novembro de 2010

Monlevade do Futuro

Acompanhei, com muita atenção, uma série de textos do articulista Herivelton Braz sobre a memória e o legado na construção de uma sociedade. O conjunto de crônicas e escritos pode ser acompanhado aqui.

Herivelton esteve tentando mostrar o quanto a memória é importante, e o quanto a libertação dessa memória é fundamental para que uma sociedade evolua. De fato, o memorialismo não pode ser um fim em si mesmo, já que essa única função o coloca como carrasco da evolução de um povo.

Porém, a linha de pensamento do autor, se mal interpretada, pode levar à conclusão de que as sociedades precisam de uma "amnésia evolutiva". Digo e repito: se mal interpretada. E essa não é a vontade intrínseca do escritor e do cronista, como podemos facilmente adivinhar.

O homem é o único animal que possui História, dado que é o único capaz de mentalizar processos racionais elevados. E a História nada mais é que o conjunto de memórias revividas por um povo. Sem esse farol, o caminho que se apresenta avante é tão sombrio quanto a ausência de sonhos, que são nossas memórias instantâneas, revividas todas as noites.

Sonhar e lembrar, entre muitas outras características humanas, definem o que somos e o que viemos fazer neste universo.

Sonhar no aponta para onde ir, sem dúvida. Mas lembrar é que nos informa como os nossos ancestrais caminharam, o que deixaram como legado para nossa existência e o que devemos deixar para que nossos sucessores caminhem, após nosso tempo aqui.

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