terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Alerta necessário

Vai de graça um alerta (já que conselho não é considerado boa coisa em nossa sociedade): os comerciantes do hipercentro, caracterizado pelo comércio nas duas avenidas principais de João Monlevade, estão presenciando o nascimento do vírus que vai matá-los em breve. E por inanição.

Numa conversa informal com Marcos Martino, ainda no ano passado, estávamos projetando um dos futuros possíveis para o comércio de avenida, quando houvesse a inauguração do primeiro shopping na cidade. E a projeção que buscávamos era a do pior cenário, aquele em que a acomodação e o despreparo poderiam ser fatais para os empresários do setor.

Vou abrir um parêntese de sinceridade: eu já estou na expectativa do pior cenário possível para os comerciantes, porque as avenidas centrais irão se esvaziar como balão furado por prego grosso. Transitar por elas será muito mais fácil e cômodo para todos nós.

Mas não posso deixar de me preocupar com alguns comerciários que perderão o seu emprego. Não queria ver monlevadenses sofrendo por causa do progresso.

Daí, o alerta: a mobilização, o estudo estratégico e a tomada de decisões bem embasadas é o único caminho para evitar que muitos empreendimentos sejam tragados, pela nova economia que Monlevade está vendo nascer.

Ainda há tempo. Não sou ignorante e sei que grande parte dos empregos de comerciários irá apenas mudar de lugar. Mas não o emprego de todos eles, e é neste aspecto que uma sociedade se mostra moderna ou medieval: na capacidade em garantir vida digna a todos, sem apelar para o protecionismo assistencialista.

Para os demais monlevadenses, paciência: muito em breve o trânsito caótico das avenidas centrais será apenas uma lembrança muito tênue.

E para os empreendedores dos novos shoppings, caso todos se confirmem para além da promessa, um alerta ainda maior (extensivo a quem tem o dever de zelar pelo investimento responsável na cidade): não pensem em transferir o problema de trânsito de um lugar para outro.

Façam as consultorias adequadas, para que seus empreendimentos comerciais sejam ferramenta de modernidade. Pensem em como o trânsito de pessoas e veículos será afetado, e como poderão equacionar este problema, porque perder vendas para um mal planejamento de acesso do público é mostra da mais absurda negligência empreendedora.

2 comentários:

Marcos Martino disse...

Uai, foi transmimento de pensação? Você chegou a ler minha postagem João Monleshopping?

CÉLIO LIMA disse...

Com certeza eu li. Já disse uma vez que é abençoada uma cidade que possui pensadores.

De preferência que não se envergonhem de manifestar seu pensamento, custe o que custar, doa a quem doer.

Geralmente dói em quem não possui a habilidade de pensar, rsrsrs. (Obviamente não é o seu caso, ok?)